




No Brasil, usuários das redes sociais brasileiras cobraram de parlamentares democratas medidas para retirar o filho de Jair Bolsonaro dos EUA
A possível vitória do Partido Democrata nas eleições legislativas de meio de mandato dos Estados Unidos marcadas para a próxima terça-feira (3) pode aumentar a pressão sobre o governo do presidente Donald Trump em relação à permanência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em território estadunidense. A mobilização ganhou força nas redes sociais brasileiras, onde usuários passaram a cobrar de parlamentares democratas medidas para retirar o filho de Jair Bolsonaro do país. As entrevistas desta matéria foram publicadas neste sábado (31) pelo G1.
Na última terça-feira (27), Flávio Bolsonaro atravessou por terra a fronteira entre o Brasil e a Argentina e, em seguida, embarcou em um avião particular com destino aos Estados Unidos. A aeronave evitou o espaço aéreo brasileiro e realizou uma escala no Equador antes de chegar ao destino.




Manifestação no Eixão Norte começa às 10h e terá apresentações musicais e culturais para comemorar a vitória eleitoral do presidente
A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026 será comemorada neste domingo (1º) com uma manifestação organizada pelo diretório zonal do Partido dos Trabalhadores no Plano Piloto, em Brasília. Batizado de “Ocupa Eixão, a vitória do povo”, o evento está marcado para começar às 10h, na altura das quadras 205/206 Norte, na Asa Norte.
Segundo o Metrópoles, a mobilização foi anunciada nas redes sociais do partido e recebeu apoio de parlamentares petistas. O deputado distrital reeleito Gabriel Magno (PT) e o deputado federal e ex-governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) compartilharam a convocação para o ato.
“A esperança venceu o medo! Neste domingo, vamos ocupar o Eixão para celebrar a vitória, a democracia e a força do povo!”, afirmou o diretório do PT na publicação que anuncia a manifestação.
Cinco deputados do PT denunciam listas de boicote e pedem apuração da possível participação de Nikolas Ferreira
Um grupo de cinco deputados federais do PT encaminhou à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de investigação sobre campanhas de boicote a comerciantes, empresários e profissionais identificados como eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os parlamentares também querem que sejam apuradas ameaças de demissão contra trabalhadores em razão de suas preferências políticas.
Segundo a Veja, a representação, de 22 páginas, foi apresentada pelo líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e pelos deputados Erika Kokay (PT-DF), Maria do Rosário (PT-RS), Bohn Gass (PT-RS) e Alencar Santana (PT-SP). O documento aponta a circulação de listas com nomes de estabelecimentos comerciais, empresas, profissionais liberais e trabalhadores que teriam manifestado apoio a Lula nas eleições.
Democratas denunciam tratamento privilegiado ao senador brasileiro, cobram explicações sobre sua saída do país e ameaçam investigar a atuação da Casa Branca
A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de acolher Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições brasileiras abriu uma nova frente de críticas à Casa Branca a apenas três dias das eleições legislativas estadunidenses, marcadas para terça-feira (3). Parlamentares democratas passaram a explorar o episódio para questionar a política migratória do governo republicano e cobrar esclarecimentos sobre a possível participação de autoridades de Washington na saída do senador do Brasil.
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada neste sábado (31), a deputada democrata Pramila Jayapal afirmou que pretende investigar a atuação do governo Trump nas eleições brasileiras caso seu partido conquiste a maioria na Câmara dos Representantes. A parlamentar integra um grupo de 25 congressistas que enviou uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, exigindo informações sobre a assistência eventualmente prestada a Flávio Bolsonaro.




Advogados pedem suspensão imediata dos pagamentos ao senador, alegando abandono do mandato e risco de prejuízo aos cofres públicos
Flávio Bolsonaro, candidato derrotado à Presidência, enfrenta ação judicial que pede a suspensão de seu salário e benefícios no Senado após deixar o Brasil - Crédito: Reprodução | ABr
Uma ação popular apresentada à Justiça do Rio de Janeiro pede a suspensão imediata do salário, dos auxílios e das verbas de gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República que deixou o Brasil após as eleições. A iniciativa questiona a continuidade dos pagamentos diante de indícios, apontados pelos autores, de que o parlamentar pretende abandonar suas funções no Congresso Nacional.
Segundo informações divulgadas pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a ação foi protocolada pelos advogados Leonardo Nicolau e Rodrigo Roma. Eles sustentam que a saída de Flávio do país, sua autoproclamação como “líder brasileiro” em uma carta considerada golpista pelos autores e sua ausência na primeira sessão ordinária do Senado após o pleito justificam uma intervenção judicial para proteger o patrimônio público.
Os advogados destacam que o senador não participou da sessão parlamentar mesmo tendo a possibilidade de acompanhar os trabalhos remotamente. Para os autores, esse comportamento, associado às manifestações públicas do filho mais velho de Jair Bolsonaro, reforça a suspeita de que ele não pretende continuar exercendo regularmente o mandato.
A petição solicita uma decisão liminar para interromper os pagamentos antes do julgamento definitivo da ação. O argumento central é que a manutenção dos repasses pode representar prejuízo aos cofres públicos caso se confirme o abandono das atividades parlamentares.
Participação de idosos cresceu 8% entre os dois turnos, mas foram os eleitores mais jovens que mais contribuíram para a virada de Lula
Eleitores idosos ampliaram participação no segundo turno da eleição presidencial de 2026, contribuindo para a redução da abstenção - Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil
A eleição presidencial de 2026 registrou um aumento expressivo da participação de brasileiros com mais de 70 anos no segundo turno, realizado no último domingo (25). Aproximadamente 1,4 milhão de eleitores dessa faixa etária compareceram às urnas a mais do que na primeira etapa da votação, apesar de o voto ser facultativo para esse grupo. O crescimento do comparecimento entre os idosos chegou a 8%, evidenciando uma mobilização significativa na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro.
Os números foram levantados pela Sólon, plataforma especializada em dados políticos, e divulgados pela coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo. Segundo a análise, quase 3 milhões de brasileiros a mais participaram do segundo turno em comparação com o primeiro. Desse contingente adicional, aproximadamente 1,4 milhão tinha mais de 70 anos, demonstrando o peso da mobilização dos eleitores mais velhos na redução da abstenção.
Embora o crescimento da participação dos idosos tenha chamado a atenção, os dados indicam que esse segmento não foi o principal responsável pela vitória de Lula. A distribuição dos votos entre os brasileiros acima de 70 anos ficou praticamente equilibrada entre o presidente e seu adversário, Flávio Bolsonaro. O avanço eleitoral mais expressivo do petista ocorreu nas seções com maior presença de eleitores jovens.
A análise da Sólon identificou que as seções eleitorais mais jovens foram aquelas que apresentaram os movimentos mais favoráveis a Lula entre os dois turnos. Esse comportamento foi observado em 25 das 27 unidades da Federação, indicando que o crescimento do apoio ao presidente entre os eleitores de menor idade teve abrangência nacional.
Mestre em Direito, a ex-ministra e ex-senadora ganha força como a mulher a ser indicada pelo presidente Lula para a Suprema Corte
Simone Tebet e Lula - Crédito: ABR | Ricardo Stuckert / PR
Cotada para assumir um assento no Supremo Tribunal Federal (STF), a ex-ministra Simone Tebet (PSB) teve o nome levado diretamente ao presidente Lula (PT) por apoiadores da indicação, informa Mônica Bergamo na Folha de São Paulo. A movimentação ganha tração em meio à decisão do chefe do Executivo de reservar ao menos uma das próximas três vagas do tribunal para uma figura feminina.
O calendário de escolhas de Lula se estende até o final de seu mandato. O presidente precisa preencher o posto vago desde outubro de 2025 com a saída de Luís Roberto Barroso, além das futuras cadeiras a serem abertas pelas aposentadorias de Luiz Fux, em abril de 2028, e de Cármen Lúcia, prevista para abril de 2029. Embora a presença feminina esteja assegurada em uma das indicações, o Planalto ainda não definiu em qual dessas oportunidades ocorrerá a nomeação.
A trajetória jurídica e política de Simone Tebet sustenta a lembrança de seu nome: mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ela lecionou em universidades e presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. Candidata à Presidência da República nas eleições de 2022 pelo MDB, aproximou-se de Lula ao declarar apoio no segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL). Posteriormente, integrou o governo como ministra do Planejamento e disputou uma vaga ao Senado por São Paulo no último pleito, ocasião em que não foi eleita.
Massa de rendimentos atinge recorde de R$ 387,5 bilhões, enquanto número de pessoas ocupadas chega a 103,6 milhões, maior patamar da série histórica
Presidente Lula com trabalhadores - Crédito: Ricardo Stuckert / PR
O rendimento médio real dos trabalhadores brasileiros alcançou R$ 3.790 no terceiro trimestre de 2026, um crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado. A expansão da renda, acompanhada pelo aumento do número de pessoas empregadas, levou a massa de rendimentos do trabalho ao maior valor já registrado no país, reforçando as condições para o consumo das famílias e a movimentação da economia.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (30), conforme informações publicadas pela Agência Gov. O levantamento mostra que a massa de rendimentos reais habituais chegou a R$ 387,5 bilhões, com crescimento de 4,7% em 12 meses, equivalente a R$ 17,5 bilhões adicionais na renda total dos trabalhadores.
Na comparação com o segundo trimestre deste ano, a massa de rendimentos avançou 1,5%, representando um acréscimo de R$ 5,6 bilhões. Já o rendimento médio individual permaneceu estatisticamente estável no período, embora tenha acumulado ganho real de R$ 131 em relação ao terceiro trimestre de 2025. Os resultados indicam que o aumento do contingente de trabalhadores ocupados, combinado à valorização da renda, ampliou o volume de recursos provenientes do trabalho na economia brasileira.
Decisão atende a pedido da PGE-SP e alcança 32 alvos suspeitos de usar fundos e empresas para ocultar patrimônio e dificultar cobranças tributárias
A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10,8 bilhões em bens e ativos de 32 pessoas físicas e jurídicas investigadas na Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis. A decisão atende a uma solicitação da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP), que busca recuperar créditos tributários e combater estruturas financeiras utilizadas para dificultar a cobrança de dívidas com o poder público.
Segundo a PGE-SP, a decisão judicial saiu em 19 de outubro e alcança fundos de investimento, empresas do setor financeiro, sociedades empresariais e pessoas físicas. A Procuradoria afirma que as investigações identificaram mecanismos de movimentação e fragmentação de patrimônio destinados a dificultar a identificação dos responsáveis pelos ativos e impedir que credores tenham acesso aos recursos.
Parlamentares da oposição e do centrão rejeitam votar novo benefício antes de o Supremo analisar ações contra a Lei da Dosimetria; articulação de Alcolumbre enfrenta resistência
Davi Alcloumbre e Alexandre de Moraes - Crédito: Davi Alcolumbre/Jefferson Rudy/Agência Senado / Alexandre de Moraes/Gustavo Moreno/STF
A tentativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de viabilizar uma anistia ao ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL) enfrenta resistência entre parlamentares da oposição e do centrão. Senadores condicionam qualquer discussão sobre o benefício a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legislação que reduziu as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Jair Bolsonaro foi condenado 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado após perder a eleição para o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, a avaliação de integrantes desses grupos é que o Congresso Nacional já cumpriu sua parte ao aprovar a chamada Lei da Dosimetria. A aplicação da norma, entretanto, permanece suspensa por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que aguarda a análise de duas ações judiciais que questionam a validade da legislação.
As ações estão sob a relatoria do próprio Moraes e permanecem sem andamento desde 8 de julho. Ao suspender a aplicação da lei, o ministro afirmou que a norma somente seria aplicada após o Supremo examinar os questionamentos apresentados contra o texto.
Diante desse cenário, parlamentares do centrão ouvidos reservadamente pela reportagem consideram que não há justificativa para o Legislativo aprovar uma nova medida de anistia antes de uma manifestação da Corte. O entendimento é que a responsabilidade pela próxima etapa da discussão está nas mãos do Judiciário.
A resistência também alcança setores da oposição, que rejeitam a proposta articulada por Alcolumbre. Embora a anistia a Bolsonaro seja uma demanda de integrantes do campo bolsonarista, senadores oposicionistas não consideram a iniciativa suficiente para garantir apoio político ao presidente do Senado.
Levantamento do TSE aponta reconhecimento internacional da vitória do presidente brasileiro, enquanto Trump critica eleição sem apresentar provas e Milei evita pronunciamento
A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25), recebeu o reconhecimento oficial de 107 países até esta sexta-feira (30). Outras 11 organizações internacionais e blocos regionais também cumprimentaram o petista pela conquista de um novo mandato. Estados Unidos e Argentina, no entanto, permanecem fora da lista de governos que se manifestaram oficialmente sobre o resultado.
As informações, segundo o jornal O Estado de São Paulo, constam no Painel de Acompanhamento de Manifestações Internacionais sobre os Resultados Eleitorais, ferramenta desenvolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para monitorar as reações internacionais às eleições brasileiras de 2026.
Entre os países que reconheceram a reeleição de Lula estão importantes parceiros comerciais e diplomáticos do Brasil, como Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Coreia do Sul. O resultado também recebeu manifestações favoráveis de integrantes do BRICS, incluindo China, Rússia, Índia, África do Sul e Arábia Saudita.
A Indonésia, que integra tanto o G20 quanto o BRICS, ainda não aparecia no levantamento do TSE até esta sexta-feira. Apesar disso, o líder indonésio já havia parabenizado Lula por meio de uma publicação na rede social X, antigo Twitter.