segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Após apreensão de passaporte, aliados de Flávio Bolsonaro temem que ele seja preso

 Senador afirma ter recebido ordem de Alexandre de Moraes para entregar passaportes à PF; integrantes de seu grupo político defendem que ele deixe o Brasil

Flávio Bolsonaro - Crédito: REUTERS/Pilar Olivares

O receio de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenha a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou força entre seus aliados após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de domingo (25). O temor se intensificou nesta segunda-feira (26), depois que o parlamentar afirmou ter sido intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar seus passaportes por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

Segundo a coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, integrantes do círculo político de Flávio Bolsonaro avaliam, nos bastidores, que o senador poderá ser alvo de medidas judiciais após o resultado eleitoral. Alguns aliados chegaram a recomendar que ele deixe o Brasil o mais rapidamente possível, diante da possibilidade de uma ordem de prisão.

Em vídeo publicado nas redes sociais na tarde desta segunda-feira, Flávio Bolsonaro declarou ter recebido uma intimação da Polícia Federal para entregar seus documentos de viagem. De acordo com o senador, a determinação teria partido de Alexandre de Moraes, relator de um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz.

Bolsonaristas entram nas redes de Trump e pedem golpe militar no Brasil


               Postagem de Trump e comentários de bolsonaristas. Foto: Reprodução

Após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25), apoiadores do senador recorreram às redes sociais de Donald Trump para pedir uma intervenção dos Estados Unidos no Brasil. As mensagens foram publicadas no perfil do presidente americano, aliado político da família Bolsonaro.

Os pedidos apareceram nos comentários de uma publicação de Trump sobre a queda de 40% nas mortes por overdose de drogas nos Estados Unidos, assunto sem relação com a política brasileira. Entre as manifestações, usuários escreveram “SOS Brasil”, “Trump, venha ao Brasil e traga justiça” e “O Brasil está clamando por você. Por favor, nos ajude”.

Um dos comentários chegou a solicitar abertamente uma ruptura institucional: “Golpe militar, por favor”. Outros apoiadores de Flávio Bolsonaro atacaram o governo Lula e fizeram comparações entre o presidente brasileiro e Nicolás Maduro, da Venezuela. As mensagens foram publicadas um dia após a vitória do petista nas urnas.

Bolsonaristas na publicação do Trump. Foto: Divulgação

Deputada bolsonarista estimula perseguição a trabalhadores que apoiaram Lula


       A deputada estadual Índia Armelau. Foto: Divulgação

A deputada bolsonarista Índia Armelau (PL), a mais votada do Rio de Janeiro, sugeriu que empresários demitam funcionários que manifestaram apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais. A parlamentar publicou a mensagem após a vitória de Lula e associou o voto no petista à hostilidade contra empregadores.

“Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’”, escreveu Índia Armelau. A deputada pediu que patrões examinem os perfis dos trabalhadores para identificar manifestações eleitorais.

Na sequência, ela defendeu que esse tipo de postagem entre na avaliação sobre a permanência do empregado na empresa. “Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”, afirmou.

A mensagem tratou o apoio a Lula como sinal de oposição aos empresários, sem apresentar casos concretos de funcionários que tenham adotado essa postura. Índia Armelau não delimitou quais publicações ou manifestações deveriam motivar a decisão dos patrões.

Postagem de Índia Armelau. Foto: Reprodução

Após pressão de aliados, Flávio Bolsonaro recua da ideia de pedir anulação da eleição

 Senadores, governadores e advogados convenceram o candidato derrotado a abandonar a ofensiva contra a vitória de Lula; campanha prepara ação por abuso de poder econômico

       Lula e Flávio Bolsonaro  - Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Waldemir Barreto/Agência SenaDO

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu abandonar a tentativa de anular judicialmente a eleição presidencial vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A mudança de posição ocorreu menos de 24 horas depois de o parlamentar anunciar que buscaria contestar o resultado nas instâncias judiciais. O recuo foi articulado por aliados políticos e integrantes de sua equipe jurídica, que alertaram para a falta de fundamentos legais e os riscos institucionais da iniciativa.

Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, a decisão foi tomada após uma série de conversas e reuniões nas quais advogados, senadores e governadores defenderam que Flávio desistisse de questionar a validade da votação. Entre os que atuaram para convencê-lo está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que participou das articulações em favor do recuo.

Dois fatores foram determinantes para a mudança de estratégia. O primeiro foi a avaliação jurídica de que não existem argumentos concretos suficientemente sólidos para sustentar um pedido de anulação da vitória de Lula. Além disso, os interlocutores do senador consideraram desfavorável a possibilidade de êxito de uma iniciativa dessa natureza diante da composição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Moraes manda Flávio entregar passaportes e impõe restrição para deixar o país


      O senador Flávio Bolsonaro. Foto: Divulgação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entregue seus passaportes e o proibiu de deixar o país. A Polícia Federal intimou o parlamentar nesta segunda-feira, quando ele saía de seu condomínio no Lago Sul, em Brasília.

Em vídeo nas redes sociais, Flávio afirmou que seguia para a casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. O senador disse que entregará os documentos e contestará a medida: “Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração”.

Flávio questionou a fundamentação atribuída à decisão de Moraes e negou que tenha planejado sair do Brasil. Segundo ele, a ordem considerou uma declaração de seu irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sobre uma eventual derrota eleitoral do senador.

Flávio Bolsonaro diz que teve passaportes recolhidos por ordem do STF

Ele também disse que “nunca” pensou em sair do país

Flávio Bolsonaro - Crédito: Reuters/Agustin Marcarian

O senador e ex-candidato presidencial, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse nesta segunda-feira (26) que teve de entregar seus passaportes, após uma determinação do Supremo.

“Hoje de manhã eu fui visitar meu pai, que como vocês sabem, está em prisão domiciliar. Quando eu estava saindo a Polícia Federal estava na porta da casa dele, e no meio da rua eu fui intimado a entregar meus passaportes, e também estou proibido de deixar o país”, disse Flávio Bolsonaro, atribuindo a decisão ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No vídeo nas redes sociais, Flávio Bolsonaro também disse que irá solicitar a cassação da chapa do presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ele também disse que “nunca” pensou em sair do país.

Mais cedo, Flávio Bolsonaro se recusou a conceder derrota

Fonte: Brasil 247

VÍDEO – PM atropela motociclista que comemorava vitória de Lula em SC


              Viatura da PM atropela ciclista que comemorava vitória de Lula. Foto: Reprodução

Uma viatura da Polícia Militar Rodoviária atropelou um motociclista de 24 anos na noite de domingo (25), em Florianópolis (SC), durante uma comemoração de moradores pela reeleição do presidente Lula (PT). O jovem seguiu para um hospital, onde recebeu atendimento médico.

Um vídeo que circula nas redes sociais registra o momento em que a viatura atravessa o canteiro central e atinge a motocicleta. Nas imagens, o veículo policial passa perto de outras pessoas que estavam na via durante a celebração do resultado eleitoral.

O atropelamento ocorreu em uma região onde havia motociclistas e moradores reunidos. O vídeo mostra a viatura em deslocamento antes da colisão com a moto.

O Comando de Polícia Militar Rodoviária afirmou que a equipe trafegava pela SC-406 depois de atender uma ocorrência de acidente de trânsito. No trajeto, os policiais teriam avistado motociclistas realizando manobras perigosas na SC-403.

Deputados dos EUA cobram que Trump respeite eleição e reconheça vitória de Lula


Donald Trump sentado à mesa na Casa Branca, em Washington. Foto: Reprodução

Congressistas democratas dos Estados Unidos parabenizaram o presidente Lula (PT) pela reeleição no Brasil e pediram que Donald Trump reconheça o resultado do pleito. Até o início da tarde desta segunda-feira (26), o presidente americano não havia se manifestado sobre a disputa.

O deputado Gregory Meeks, de Nova York e integrante do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, disse esperar trabalhar com o novo governo brasileiro. “A gestão Trump precisa apoiar uma transferência de poder pacífica e ordenada que reflita o desejo do povo brasileiro e respeite o processo democrático”, afirmou.

A senadora Jeanne Shaheen, de New Hampshire, também integrante do comitê de Relações Exteriores do Senado, afirmou que “o povo falou em uma das maiores democracias do mundo”. Ela parabenizou Lula pela reeleição e pediu respeito ao processo eleitoral.

A deputada Alexandria Ocasio-Cortez declarou que o Brasil mostrou que “a vontade do povo é mais forte do que os autoritários que tentam suprimi-la”. Cotada para disputar a Presidência pelos democratas nas próximas eleições americanas, ela se somou aos parlamentares que celebraram o resultado.

Lula recebe Motta e Alcolumbre no Alvorada e articula novo governo após reeleição

 Presidente se reúne com os chefes da Câmara e do Senado após derrotar Flávio Bolsonaro e inicia negociações para viabilizar sua agenda no Congresso

Lula durante encontro com Davi Alcolumbre e Hugo Motta, após articulação que abriu caminho para a votação da PEC do fim da escala 6 x 1 no Senado  - Crédito: Ricardo Stuckert/PR

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe nesta segunda-feira (26), no Palácio da Alvorada, em Brasília, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O encontro marca o início das articulações presenciais entre o chefe do Executivo e os comandantes do Congresso Nacional após a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo informações do jornal O Globo, esta será a primeira reunião presencial dos três desde a confirmação da reeleição do presidente. A conversa ocorre em meio à reorganização das forças políticas e à necessidade de construir uma base de sustentação parlamentar para os próximos quatro anos de governo.

Lula desembarcou em Brasília na madrugada desta segunda-feira, depois da vitória nas urnas, e permaneceu na residência oficial da Presidência da República. Até o início da tarde, não haviam sido anunciados compromissos públicos em sua agenda.

Na noite de domingo (25), Hugo Motta e Davi Alcolumbre acompanharam juntos a apuração dos votos na residência oficial do presidente do Senado. Após a confirmação do resultado eleitoral, os dois telefonaram para Lula, estabelecendo um primeiro contato com o presidente reeleito.

Lula poderá indicar até 4 ministros ao STF

Vaga de Luís Roberto Barroso permanece aberta, enquanto Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes têm aposentadorias previstas até 2030


Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente da República neste domingo (25), poderá indicar até quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) durante o mandato de 2027 a 2031. As nomeações têm potencial para reconfigurar o perfil da Corte e influenciar o entendimento do tribunal sobre temas importantes por muitos anos.

Uma das cadeiras está vaga desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025. O presidente Lula chegou a indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar o posto, mas o plenário do Senado rejeitou o nome em abril de 2026, por 42 votos a 34. A decisão representou uma derrota histórica para o governo, já que uma indicação ao Supremo não era rejeitada desde 1894.

Além da vaga deixada por Barroso, outros três ministros deixarão o STF até 2030 em razão da aposentadoria compulsória, que determina o afastamento dos magistrados ao completarem 75 anos. São eles:

    ●    Luiz Fux, em abril de 2028;
    ●    Cármen Lúcia, em abril de 2029;
    ●    Gilmar Mendes, em dezembro de 2030.

‘Gleisi diz que ‘Trump, milícias e mercado’ não ditaram o rumo da campanha do PT, mas alerta contra fascismo

 ‘Grandes empresários egoístas perderam’, afirmou a deputada, que também deu avisos ao campo progressista. ‘O bolsonarismo não dará trégua’

     Gleisi Hoffmann - Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

 A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) destacou nesta segunda-feira (26) que a vitória do presidente Lula significou uma articulação eficaz do campo progressista brasileiro para barrar as tentativas de interferência do governo dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. O presidente Donald Trump “não ganhou”, afirmou a petista na rede social X. “As milícias perderam, o crime organizado perdeu, o mercado não ditou o rumo, os grandes empresários egoístas perderam”, acrescentou a parlamentar, que também alertou contra a extrema direita. “O bolsonarismo, face brasileira do fascismo, não dará trégua e vai tentar impor seu projeto.”

Após o presidente Lula (PT) vencer Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno por 51% (64 milhões) a 48% (59 milhões) dos votos, a parlamentar defendeu a necessidade de contínua fiscalização no ambiente digital para não deixar grandes empresas influenciarem cada vez mais uma determinada eleição e, por consequência, violar a soberania nacional. “A Meta não levou! Tentou, mas não levou!”, continuou Gleisi sobre a gigante de tecnologia sediada nos EUA.

De acordo com a parlamentar, “a democracia ganhou, a soberania e os programas que ajudam o povo ganharam”. “Esse movimento potente construído no segundo turno não pode parar”, analisou.

“Lula terá que governar com participação popular constante para enfrentar a extrema direita, que vai atuar forte pra desestabilizar e impor sua força no Congresso Nacional. Terá de ser um governo muito diferente, de resistência e enfrentamento para defender a democracia e os direitos populares”, complementou a deputada.

‘Antes de Nikolas pensar em golpe, é melhor se preocupar com a própria defesa’, diz Correia (vídeo)

 Deputado do PT cita ações contra Nikolas Ferreira por laudo falso da PF e contatos com Daniel Vorcaro envolvendo um ativo minerário

          Rogério Correia e Nikolas Ferreira  - Crédito: Agência Câmara

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) acusou Nikolas Ferreira (PL-MG) de estimular iniciativas golpistas e afirmou nesta segunda-feira (26), pela rede social X, que o parlamentar bolsonarista deveria concentrar esforços em sua defesa judicial. O petista fez o alerta em um contexto de possíveis questionamentos à confiança do sistema eleitoral brasileiro por políticos da extrema direita. Neste domingo (25), o Supremo Tribunal Federal estendeu a votação das 17h às 19h devido à falta de transporte público em pelo menos nove estados.

O parlamentar do PT recordou duas medidas que apresentou contra o deputado federal da extrema direita, relacionadas à divulgação de um documento falso atribuído à Polícia Federal (PF) e aos contatos com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

“Antes de pensar em dar outro golpe contra o Brasil, é melhor se preocupar com a própria defesa!. Você tem dois processos que eu movi contra você: um pelo laudo falso da PF que compartilhou e outro pelo ativo minerário que pediu a Vorcaro. Você precisa se explicar perante a lei!”, afirmou Correia na rede social X. 

A eleição presidencial terminou com vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que atingiu 51,79% (64,2 milhões), contra 48,21% (59,8 milhões) do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato da extrema direita.

Erika Hilton pede a Moraes apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro após derrota eleitoral

 Deputada aponta risco de fuga do senador, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, e solicita à PGR avaliação urgente de medidas para impedir sua saída do Brasil

    Erika Hilton -   Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A deputada federal Erika Hilton (PSol) apresentou, nesta segunda-feira (26), um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que sejam apreendidos todos os passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL), inclusive o diplomático. A iniciativa ocorre após a derrota eleitoral do parlamentar e tem como fundamento o risco de que ele deixe o Brasil enquanto é investigado pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro.

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a deputada solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) examine com urgência a necessidade de medidas cautelares contra Flávio. O pedido ganhou força depois que Eduardo Bolsonaro (PL), irmão do senador, defendeu publicamente sua saída do país em caso de derrota nas eleições presidenciais.

A parlamentar argumenta que uma eventual viagem ao exterior poderia prejudicar o andamento das investigações e comprometer a aplicação da legislação penal brasileira. Por isso, solicita uma avaliação dos elementos que possam indicar a possibilidade concreta de fuga.

Flávio Bolsonaro pode fugir para os EUA, dizem aliados


Flávio Bolsonaro em coletiva de imprensa após a derrota deste domingo (25). Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cogitam que ele se mude para os Estados Unidos após a derrota para o presidente Lula (PT) na eleição de 2026. A hipótese circula no entorno do parlamentar desde o início da campanha presidencial, em agosto, segundo o UOL.

O grupo discutiu a possibilidade diversas vezes nos últimos dois meses. Flávio ainda não comentou publicamente o assunto, e sua equipe não informou quais serão seus próximos compromissos depois do resultado eleitoral.

Eduardo Bolsonaro, irmão do senador e ex-deputado federal, defendeu abertamente a saída de Flávio do país na semana passada. Em entrevista a um podcast americano, ele afirmou: “Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza”.

Eduardo se mudou para os Estados Unidos em março de 2025. A permanência dele no país alimentou comparações entre os dois irmãos entre aliados e críticos do bolsonarismo.

“Não houve fraude”: Renan Santos pede para apoiadores ignorarem bolsonaristas


     Renan Santos (Missão). Foto: Divulgação

Renan Santos (Missão) reconheceu a vitória de Lula (PT) no segundo turno de 2026 e pediu que eleitores de direita não participem de manifestações contra o resultado. Em vídeo publicado no X neste domingo (26), ele afirmou que não houve fraude eleitoral.

“Talvez seja o meu último apelo para você que se diz de direita e para eleitores e seguidores meus que acham que as urnas foram fraudadas. Vamos lá, meus amigos, não saiam às ruas”, disse Renan.

Lula recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL). A diferença entre os dois candidatos chegou a 4.430.191 votos.

O dirigente do Missão também criticou políticos que estimulam apoiadores a se expor em protestos. “Não corram riscos por pessoas que não estão correndo risco algum”, afirmou.

Deputada bolsonarista eleita no PR quer que apoiadores de Lula sejam demitidos


      A deputada Jessica Ramos Moreno. Foto: Divulgação

A deputada estadual eleita (PR) Jessica Ramos Moreno (PL), conhecida como Jessicão, pediu que seguidores demitam funcionários que votaram em Lula e deixem de contratar prestadores de serviço com a mesma posição política. Eleita deputada estadual, ela também citou empregadas, barbeiros e amigos em uma publicação no X após o segundo turno.

“Você tem uma empregada que é petista? DEMITA! Tem um funcionário que é petista? DEMITA! Seu barbeiro é petista? Troque de barbeiro. Amigos petista? DEMITA!”, escreveu. Na mesma mensagem, a parlamentar afirmou que o voto em Lula prejudica negócios e famílias.

Nikolas joga a toalha: “Chance de anular eleição é praticamente nula”


       Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira. Foto: Edilson Dantas/O Globo

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que vê como “praticamente nula” a possibilidade de anular a eleição presidencial vencida por Lula (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL), no domingo (25). Em vídeo publicado nesta segunda (26), ele pediu que apoiadores não promovam manifestações motivadas pela indignação com o resultado.

“Conhecendo o nosso país, a chance de anular essa eleição é praticamente nula”, declarou. No vídeo, Nikolas enumerou situações que classificou como incomuns, entre elas a virada de Lula no segundo turno após Flávio liderar a primeira etapa da disputa.

Apesar de levantar dúvidas sobre o processo eleitoral, ele não apresentou provas de irregularidades que pudessem justificar a anulação do resultado.

Flávio anunciou na noite de domingo que não reconhece a derrota e pretende pedir a anulação do pleito. O senador afirmou que sua equipe jurídica estuda as medidas que poderá apresentar.

Nikolas errou ao citar resultado de Minas Gerais

O deputado também afirmou que seria a primeira vez que um candidato perderia em Minas Gerais e venceria a eleição presidencial. A alegação é falsa, porque Lula superou Flávio também no estado no segundo turno.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que Lula recebeu 50,43% dos votos válidos em Minas Gerais, o equivalente a 6.351.099 votos. Flávio obteve 49,57%, ou 6.241.786 votos.

Renan Santos descarta fraude na reeleição de Lula e diz que PT fez campanha “colossal”

 Ex-candidato do Missão afirma que o antibolsonarismo superou o antipetismo e critica acusações sem provas sobre o sistema eleitoral

Renan Santos - Crédito: Gilberto Cardoso/ Agência CNM

O antibolsonarismo se consolidou como uma força política superior ao antipetismo nas urnas brasileiras, ao mesmo tempo em que o processo eleitoral transcorreu de forma plenamente legítima. A análise foi feita pelo ex-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão), em declarações publicadas em suas redes sociais após a confirmação da vitória de Lula (PT).

Ao abordar a vitória do presidente sobre Flávio Bolsonaro (PL), Santos rechaçou categoricamente qualquer suspeita sobre as urnas e ressaltou o empenho das duas maiores forças do país. “Não teve fraude na eleição. Todo mundo que viu a campanha sabe que a campanha do petismo foi colossal. E a do bolsonarismo também foi”, afirmou.

Lula aposta em aliança com Alcolumbre e Motta para segurar oposição no Congresso

 Articulação busca garantir a recondução dos líderes para manter o canal de diálogo com o Legislativo

Lula entre Davi Alcolumbre e Hugo Motta - Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foca na relação de proximidade com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), como principal estratégia para refrear a oposição no Parlamento e assegurar a votação dos projetos governistas no próximo mandato, informa o jornal O Globo.

A avaliação do Planalto ocorre após o avanço do PL nas duas Casas legislativas no pleito recente. Diante do cenário de minoria da esquerda, Lula abordou a composição do Congresso em seu discurso pós-eleição: “já tem gente falando ‘o Lula vai ter muita dificuldade para governar porque o Congresso está mais conservador’. Eu não escolhi o Congresso. Foi o povo que escolheu. E é com ele que eu vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas”, disse.

Lula vence em 12 capitais e Flávio Bolsonaro em 14; veja os resultados

 Presidente conquista vitórias em São Paulo e no Rio de Janeiro e domina capitais do Nordeste

Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo (25) para seu quarto mandato, venceu em 12 das 26 capitais estaduais brasileiras no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente em 14 capitais. Lula conquistou vitórias importantes em São Paulo e no Rio de Janeiro, os dois maiores colégios eleitorais municipais do país, além de ampliar sua vantagem em cidades do Nordeste.

A distribuição dos votos nas capitais mostrou diferenças regionais expressivas, com o presidente concentrando suas maiores vantagens no Nordeste, enquanto o senador obteve seus melhores desempenhos no Centro-Oeste e em parte do Norte e do Sul.

Um dos resultados mais significativos ocorreu no Rio de Janeiro, onde Lula conquistou 51,54% dos votos válidos no segundo turno. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro havia liderado a disputa na capital fluminense, com 47,88% dos votos, o que torna a vitória do presidente uma das mudanças mais relevantes entre as duas etapas da eleição.

Em São Paulo, Lula também ampliou sua votação. Depois de terminar o primeiro turno à frente de Flávio Bolsonaro, com 46,58% contra 42,13%, o presidente alcançou 55,50% dos votos válidos no segundo turno, consolidando sua vantagem na maior cidade brasileira.

Outra mudança ocorreu em Macapá, no Amapá. A capital, localizada em uma região onde Flávio Bolsonaro havia demonstrado força no primeiro turno, deu 50,99% dos votos válidos a Lula na votação decisiva.

Urnas contabilizaram apenas 5 mil votos após as 17h, diz analista; vantagem de Lula sobre Flávio foi de mais de 4 milhões

 Levantamento do engenheiro Apolinário Passos prova que extensão do horário não alterou o resultado da eleição

Lula - Crédito: Ricardo Stuckert

A margem de vitória obtida pelo presidente Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) superou expressivamente qualquer eventual impacto decorrente da extensão do prazo de votação no último domingo (25), segundo análise do engenheiro de aprendizado de máquina Apolinário Passos publicada em seu perfil no Instagram nesta segunda-feira (26).

O prolongamento do pleito por duas horas adicionais para o depósito dos sufrágios foi alvo de questionamentos por parte de setores bolsonaristas, que alegaram que a mudança teria determinado o resultado final das eleições. Contudo, Passos realizou um levantamento técnico detalhado a partir dos dados do pleito e descartou de forma peremptória essa hipótese.

O especialista demonstrou que o volume de votos registrados no intervalo estendido é matematicamente irrelevante diante da diferença total entre os candidatos. “Eu já fiz uma análise aqui e os votos computados entre 17h e 19h das urnas que foram estendidas foram só 5 mil. Não teve nenhuma chance de afetar o pleito eleitoral. O código está aberto no Github para qualquer pessoa poder reproduzir essa análise”, publicou Passos.

O choro de Flávio Bolsonaro que viralizou nas redes


       Flávio Bolsonaro chorando. Foto: reprodução

Após o resultado das eleições, que deu a vitória a Lula (PT), um vídeo de Flávio Bolsonaro (PL) chorando ao lado de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, viralizou nas redes sociais. Apesar de se encaixar no contexto, a gravação não foi feita no domingo (25).

Na gravação, é possível notar que Flávio reage a uma peça publicitária de sua campanha. Na única aparição pública do senador, ele se mostrou exaltado para anunciar que não aceitará o resultado das eleições.

O clima no quartel-general da campanha do senador minguou com a virada de Lula na apuração do segundo turno. Uma foto de dentro do QG, que também viralizou, registrou a expressão de desânimo do grupo da extrema-direita antes mesmo da confirmação da vitória do petista, que segue para um quarto mandato.


Entre as lideranças que acompanharam o senador durante a apuração estavam Guilherme Derrite (PL-SP), Pablo Marçal, Nikolas Ferreira (PL-MG), André Fernandes (PL-CE), Ricardo Nunes (MDB-SP) e outros bolsonaristas da linha de frente.

A imagem chegou a gerar comparações com a do QG de Aécio Neves (PSDB) em 2014, após a derrota para Dilma Rousseff (PT). Eleitores aproveitaram o registro para criar memes, com personagens de roupas de presidiários, em um presságio para 2027.

TSE rebate fake news de Flávio Bolsonaro e nega expulsão de fiscais do PL de sala-cofre

 Tribunal afirma que acusação do candidato derrotado é falsa e diz que registros de presença e filmagens comprovam o acesso dos representantes do partido às áreas autorizadas

Flávio Bolsonaro não reconhece sua derrota - Crédito: Reuters

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu uma acusação feita por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência da República, de que fiscais de seu partido teriam sido expulsos da sala-cofre da Corte durante a apuração do segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25). Segundo o tribunal, a declaração não corresponde aos fatos e os representantes do PL tiveram acesso aos espaços destinados à fiscalização. As informações são do jornal O Globo.

Em nota oficial, o TSE contestou diretamente a versão apresentada por Flávio Bolsonaro após a divulgação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A afirmação é falsa”, declarou o tribunal.

Flávio havia levantado suspeitas sobre o processo de apuração ao afirmar que representantes de seu partido foram retirados da sala-cofre. “Outra coisa, detalhe que poucos sabem aqui: os nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala-cofre a partir do momento que essa eleição foi tomada”, disse o candidato derrotado.