domingo, 18 de outubro de 2026
Flávio Bolsonaro manda esconder bandeira dos EUA e apoiadores pedem para Trump bombardear o Brasil em míssil
Lula desafia Flávio Bolsonaro a abrir sigilos bancário e telefônico
Durante debate da Band, petista sugeriu entregar os documentos ao presidente do STF e ao presidente do TSE
Presidente Lula - Crédito: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a abrir os sigilos bancário e telefônico durante o debate presidencial da Band deste domingo (18). Ao abordar as acusações de corrupção, Lula propôs que os dois candidatos autorizem o acesso às informações e estendam a iniciativa aos familiares, para que a população possa avaliar a conduta de cada um antes das eleições.
“Quero fazer um desafio ao Flávio. O Flávio Bolsonaro aqui, muito se falou de corrupção. Eu vou fazer uma proposta para você. Eu desafio você e eu, amanhã, a abrirmos a nossa conta bancária, abrirmos o nosso sigilo telefônico, para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão”, declarou Lula.
A proposta foi apresentada como uma forma de permitir que os eleitores tenham acesso a informações sobre os dois candidatos antes de decidir o voto. O presidente afirmou que também estaria disposto a incluir os dados de seus familiares.
“Eu abro da minha família inteira e você abre da sua família”, disse Lula ao detalhar o desafio feito ao adversário. O presidente também propôs que os documentos fossem entregues às autoridades responsáveis pela Justiça Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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PF abre inquérito para apurar relação de Flávio Bolsonaro com alvo da Operação Sem Desconto
Investigação foi distribuída ao STF e apura suspeita de conta bancária conjunta entre o senador e o advogado Willer Tomaz
A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar possíveis crimes financeiros envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, e o advogado e empresário Willer Tomaz, alvo da Operação Sem Desconto. A apuração inclui indícios de que os dois teriam compartilhado uma conta bancária.
A investigação foi distribuída ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira (16) e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes. O caso está sob coordenação do núcleo da Polícia Federal responsável pelo combate à lavagem de dinheiro e à evasão de divisas.
O inquérito também apura a atuação de Tomaz em possíveis irregularidades envolvendo uma empresa de apostas esportivas e uma licitação da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj).
⦾ Investigação teve origem em dados de Willer Tomaz
Segundo a CNN Brasil, a apuração começou a partir da análise de informações armazenadas na nuvem de dados do advogado, que foi alvo de mandado de busca e apreensão em agosto, no âmbito da Operação Sem Desconto.
Os investigadores identificaram “movimentações bancárias de elevada materialidade” e “circulação antecipada de documentos relacionados a processos judiciais”.
Em relação a Flávio Bolsonaro, a suspeita de uma conta bancária compartilhada teria surgido em trocas de e-mails entre uma instituição financeira e o escritório de advocacia ligado a Tomaz, apontado como amigo do senador.
A assessoria de imprensa de Flávio negou a existência da conta conjunta. Em nota, Tomaz também contestou a informação e afirmou que ela não corresponde à verdade.
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Alcolumbre articula reeleição ao comando do Senado e tenta dividir bancada do PL
Presidente da Casa busca apoio de partidos aliados, negocia cargos e aposta em dissidências no partido de Flávio Bolsonaro para derrotar Rogério Marinho
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), intensificou as articulações para permanecer no comando da Casa, independentemente de quem vença a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Diante da decisão do PL de lançar o senador Rogério Marinho (RN) como adversário, Alcolumbre trabalha para dividir a bancada da legenda, consolidar o apoio de outras siglas e ampliar sua influência sobre os parlamentares que assumirão seus mandatos em 2027.
Segundo o G1, a movimentação ganhou força depois que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, anunciou que o partido não apoiará a recondução de Alcolumbre. A legenda elegeu 19 senadores nas eleições de 2026 e contará com uma bancada de 29 integrantes na próxima legislatura, tornando-se uma força decisiva na disputa pela presidência do Senado.
A estratégia de Alcolumbre consiste em impedir que o crescimento do PL se traduza automaticamente em votos para Marinho. O presidente da Casa avalia que mantém relações políticas com integrantes da bancada adversária e pretende explorar essas alianças para enfraquecer a candidatura anunciada pela direção partidária.
⦾ Alcolumbre tenta dividir o PL e ampliar apoio no Senado
Um dos principais nomes dessa articulação é o senador Eduardo Gomes (PL-TO), atual vice-presidente do Senado e integrante do grupo político de Alcolumbre. De acordo com aliados ouvidos pela reportagem, Gomes deverá ser escolhido relator do Orçamento de 2027, embora um entendimento anterior previsse que a função seria destinada a um parlamentar do MDB.
A possível indicação é interpretada como um gesto em direção aos senadores do PL que mantêm proximidade com o atual presidente da Casa. O objetivo é demonstrar que a permanência de Alcolumbre no comando do Senado poderá assegurar espaços de influência à legenda, mesmo sem o apoio formal de sua direção.
Nos bastidores, Alcolumbre reconhece a legitimidade do PL para apresentar uma candidatura própria, mas recorda que o partido já enfrentou dificuldades em disputas anteriores pela Mesa Diretora. Em 2025, a sigla optou por apoiar sua eleição, evitando um confronto direto.
As projeções de aliados indicam que Alcolumbre poderia reunir pelo menos 49 votos, número alcançado por Rodrigo Pacheco na eleição de 2023. Outros interlocutores apresentam uma estimativa mais conservadora, de 44 votos. Em ambos os cenários, os cálculos apontam uma vantagem inicial para o atual presidente, embora a composição definitiva dos apoios ainda dependa das negociações.
O movimento também envolve a tentativa de reunir outras legendas em torno de uma candidatura capaz de enfrentar o peso da bancada bolsonarista.
Na terça-feira (13), os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Otto Alencar (PSD-BA), líderes de suas respectivas bancadas, anunciaram apoio à reeleição de Alcolumbre.
“Eu tive a oportunidade de exercer o meu voto favorável à sua Presidência e posso exercê-lo de novo pelo trabalho, pela sua perseverança, pela sua presença no Senado Federal discutindo as matérias”, declarou Otto Alencar.
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TSE rejeita pedido do Novo para barrar atos com artistas pró-Lula
Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva afirma que não há provas de que manifestações sejam comícios disfarçados e alerta para risco à liberdade de expressão
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, rejeitou o pedido do Partido Novo para suspender manifestações do movimento Brasil nas Ruas, programadas para este domingo (18) em diferentes cidades do país.
O partido alegou que os atos, convocados para a reta final do segundo turno presidencial, poderiam funcionar como “showmícios” em benefício da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A sigla também pediu que os organizadores fossem obrigados a apresentar documentos financeiros e preservar comunicações relacionadas à preparação dos eventos.
Na decisão, Cueva afirmou que não há elementos suficientes para concluir que as manifestações sejam comícios ou reuniões eleitorais destinados a promover a candidatura petista por meio de apresentações artísticas.
“Não se verifica, neste momento processual, demonstração suficiente de que os eventos anunciados constituam comícios ou reuniões eleitorais destinadas à promoção da candidatura mediante apresentações artísticas, de modo a justificar sua suspensão preventiva”, escreveu o ministro.
Após entrevista de Roberta Luchsinger, Fábio Luís diz que comprovará sua inocência nos autos
Defesa nega irregularidades, contesta declarações à CNN e denuncia vazamentos com objetivo de interferir na pauta da imprensa durante o período eleitoral
Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, afirmou, por meio de sua defesa, que não cometeu nenhuma irregularidade e que comprovará sua inocência nos autos das investigações. Em nota divulgada neste sábado (17), após a entrevista de Roberta Luchsinger à CNN, o advogado Guilherme Suguimori Santos contestou as acusações públicas da entrevistada e afirmou que elas são incompatíveis com o depoimento prestado por ela às autoridades.
O documento também sustenta que Fábio Luís se colocou à disposição da Justiça desde o início das apurações e teve seus dados bancários, fiscais e telemáticos abertos. A defesa denuncia o que considera indícios de manipulação e direcionamento das investigações, além de vazamentos ilegais com finalidade eleitoral.
“Assim como fez em diversas acusações anteriores, inclusive na operação do INSS em que não foi nem sequer indiciado, Fábio Luís comprovará sua inocência nos autos, após ter contato com dados e provas concretas”, afirma a nota.
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