terça-feira, 8 de setembro de 2026

Haddad diz que crise no STF já influencia eleição e cobra fim de sigilos do caso Master

 Candidato diz que divulgação “a conta-gotas” do caso Master pode interferir no pleito e cobra transparência

                Fernando Haddad  -  Crédito: Diogo Zacarias / Divulgação

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (8) que a crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal e as investigações relacionadas ao Banco Master já exerce forte influência sobre o processo eleitoral. Ele defendeu a abertura completa dos sigilos das apurações e alertou para o risco de informações relevantes surgirem às vésperas da votação.

Em entrevista ao canal Bacci Notícias, no YouTube, segundo o jornal O Estado de São Paulo, Haddad criticou a divulgação fragmentada de informações das investigações e argumentou que a sociedade deveria ter acesso ao conjunto dos fatos antes de decidir o voto.

“Não vejo outra solução (que não a abertura completa dos sigilos)”, afirmou Haddad.

O petista disse que a eleição já está sendo “muito” influenciada pelo caso e questionou quem detém o controle sobre a divulgação das informações das investigações.

“Está na mão de quem isso, quem decide o que vaza e o que não vaza? A população vai saber (do caso) a conta-gotas? E se quem controla o conta-gotas é uma pessoa falível?”, questionou.

AGU acusa Mendonça de invadir poder de Lula e pede volta de Andrei à PF


O advogado-geral da União, Jorge Messias e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Foto: Antonio Augusto/STF

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspensão imediata da decisão de André Mendonça que afastou preventivamente Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal e Leandro Almada da Costa da Diretoria de Inteligência. Na petição, assinada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, o governo sustenta que a medida produziu “grave lesão à ordem pública e administrativa” e invadiu uma atribuição constitucional do presidente Lula. Com informações do g1.

Mendonça afastou os dois delegados ao concluir que havia elementos suficientes para uma medida cautelar enquanto são investigados os chamados relatórios de inteligência produzidos dentro da PF. Na decisão, o ministro afirma que documentos elaborados entre 3 e 31 de agosto teriam submetido ele próprio e Messias a “monitoramento” e “coleta dirigida”, além de avaliar decisões judiciais, a atuação da AGU e o trabalho de policiais. Um dos relatórios reconhecia que determinada cadeia de inferências tinha “confiança agregada baixa”, mas registrava que ela autorizaria “monitoramento e coleta dirigida”.

A decisão de Mendonça continua em vigor. A Segunda Turma chegou a formar três votos pelo referendo da cautelar, com o relator, Luiz Fux e Nunes Marques, mas Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu o julgamento. É nesse intervalo que a AGU tenta obter de Fachin a suspensão da medida antes da conclusão da análise pelo colegiado.

AGU diz que Mendonça invadiu prerrogativa exclusiva de Lula

O principal argumento da AGU é que a escolha, a nomeação e a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal integram as competências do chefe do Executivo. Segundo o órgão, a legislação estabelece como requisito para o posto que ele seja ocupado por delegado federal de classe especial, mas reserva ao presidente da República a decisão sobre quem exerce o comando da corporação. Para o governo, uma decisão judicial que retira o diretor do cargo atinge diretamente essa prerrogativa.

Mendonça adota uma interpretação oposta. Na decisão de 33 páginas, o ministro afirma que o afastamento cautelar encontra fundamento no Código de Processo Penal, na nova legislação disciplinar das carreiras policiais e, “em tese”, na Lei das Organizações Criminosas. Ele argumenta que a posição hierárquica dos dois delegados lhes permitiria acesso a informações, sistemas e relações institucionais capazes de interferir nas próprias apurações que terão de investigar a produção dos documentos.

Quaest: veja como Lula e Flávio se saem no segundo turno em SP, DF, RJ, MG e PE

 Levantamento expõe contrastes regionais na disputa entre o presidente e o senador do PL 

         Lula e Flávio Bolsonaro  -  Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Agência Senado

 A mais recente rodada estadual da pesquisa Quaest mostra cenários bastante distintos para um eventual segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O senador aparece numericamente à frente em São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio de Janeiro, embora nos dois últimos haja empate técnico. Em Pernambuco, Lula estabelece ampla vantagem sobre o adversário.

Os levantamentos foram encomendados pela Globo e divulgados nesta terça-feira (8). As pesquisas foram realizadas entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais em São Paulo e de três pontos nos demais estados, sempre para mais ou para menos.

Marina e Tebet lideram corrida ao Senado em SP, diz pesquisa


      Marina Silva e Simone Tebet. Foto: Reprodução

A ministra Marina Silva (Rede) lidera a disputa por uma vaga no Senado em São Paulo, com 34,9% das citações, seguida pela ministra Simone Tebet (PSB), que soma 32,7%, segundo pesquisa Futura/100% Cidades divulgada nesta terça-feira (08).

O levantamento considera a escolha dos eleitores paulistas para as duas cadeiras que o estado elegerá ao Senado em 2026. Todos os estados e o Distrito Federal renovarão duas vagas na Casa nesta eleição.

A diferença entre Marina e Tebet é de 2,2 pontos percentuais. Os percentuais divulgados reúnem as opções indicadas pelos entrevistados para o primeiro e o segundo voto.

Na consulta, a Futura/100% Cidades perguntou aos eleitores em quem votariam para cada uma das vagas. O instituto consolidou as respostas para chegar aos índices de cada nome.
Intenção de votos para o Senado em SP. Foto: Futura/100% Cidades

Pesquisa ouviu 1.600 eleitores em São Paulo

A Futura/100% Cidades entrevistou 1.600 eleitores no estado de São Paulo entre 2 e 4 de setembro de 2026. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,4 pontos percentuais.

O instituto registrou o levantamento no Tribunal Superior Eleitoral sob os números BR-06720/2026 e SP-00152/2026. A Futura Consultoria e Assessoria financiou a pesquisa, que teve custo informado de R$ 128 mil.

Fonte: DCM

‘Afastamento de Andrei Rodrigues é um prêmio para criminosos do Master’, dispara Gleisi

A candidata ao Senado pelo estado do Paraná criticou o ministro do STF André Mendonça

       Gleisi Hoffmann, André Mendonça (direita, em cima) e Andrei Rodrigues

Crédito: Reprodução/Instagram I Rosinei Coutinho/STF I José Cruz/Agência Brasil


Candidata ao Senado pelo estado do Paraná, Gleisi Hoffmann (PT) criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça nesta terça-feira (8) após o magistrado determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), André Rodrigues. 

O magistrado anunciou a decisão em um contexto no qual estão sendo feitas mais apurações para descobrir mais detalhes da relação de ministros da Corte com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso atualmente por envolvimento em um esquema bilionário de fraudes financeiras. 

“Afastá-lo do cargo, como fez André Mendonça, é proteger e premiar os criminosos do Master, do INSS, da Carbono Oculto e dos traficantes de drogas que a PF combateu como nunca no governo do presidente Lula”, escreveu Gleisi na rede social X. 

Conforme a candidata, “quem investigou os crimes de Daniel Vorcaro e prendeu a quadrilha do Master foi a Polícia Federal comandada pelo diretor-geral Andrei Rodrigues”. 

Em sua postagem, Gleisi também cobrou investigação sobre a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, e o ex-banqueiro.

Ao criticar o senador da extrema direita, a candidata citou o escândalo do filme Dark Horse, retrato biográfico de Jair Bolsonaro (PL). 

“Ao invés de afastar quem investigou e prendeu, André Mendonça tem de abrir o sigilo de toda a investigação envolvendo o banco Master e Vorcaro, inclusive tudo que já foi descoberto sobre as ligações com Flávio Bolsonaro e sua família. Sobre os milhões de Vorcaro para o filme Dark Horse”. 

Afastado por Mendonça, delegado da PF denunciou esquema ilegal de Bolsonaro, Anderson Torres e PRF na Bahia

 Leandro Almada também teve participação central nas investigações sobre o assassinato de Marielle Franco

            Leandro Almada da Costa  - Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou, nesta terça-feira (8), o afastamento preventivo cautelar do delegado da Polícia Federal Leandro Almada da Costa do cargo de Diretor de Inteligência Policial (DIP) da PF. A medida, que também atingiu o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Almada foi peça-chave em investigações de expressivo impacto político, denunciando tentativas de interferência eleitoral no governo de Jair Bolsonaro (PL) e atuando de forma decisiva na elucidação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

A atuação mais marcante do delegado no enfrentamento a ingerências políticas deu-se durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022, quando chefiava a Superintendência Regional da PF na Bahia. Em depoimento prestado à Polícia Federal em maio de 2023, Almada revelou os bastidores de uma reunião realizada às vésperas do pleito, na qual o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, acompanhado do então diretor-geral da PF, Márcio Nunes, tentou compelir a Polícia Federal a realizar operações ostensivas conjuntas com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

VÍDEO – Nikolas ataca Anitta e a chama de “cabo eleitoral da esquerda”


     Nikolas Ferreira e Anitta. Foto: Reprodução

O deputado federal Nikolas Ferreira atacou a cantora Anitta durante entrevista ao “Show do Bacci”, no YouTube, e afirmou que ela se tornou um “cabo eleitoral da esquerda”. O parlamentar mineiro também questionou a qualidade das músicas da artista e disse que não a considera uma representante da alta cultura.

A conversa ocorreu na segunda (7), quando o apresentador Luiz Bacci perguntou a opinião do deputado sobre Anitta. “Nós estamos falando de artista. Anitta não é considerada artista. Pelo amor de Deus”, respondeu Nikolas.

Na sequência, o deputado tentou diferenciar sua crítica da avaliação sobre a capacidade vocal da cantora. “Ela tem a arte dela, mas eu, Nikolas, eu sou músico, beleza, eu admiro músicas boas. Anitta é afinada? É afinada, mas eu não posso considerar uns ‘trem’ que ela faz de música ou de alta cultura”, afirmou.

Bacci perguntou se Anitta seria afinada sem recursos de produção musical. Nikolas disse não saber e comparou apresentações de outras cantoras, citando Alcione e Ana Castela: “A diferença é brutal”.

Nikolas associou Anitta à esquerda e citou patrocínios de bets

Ao ser pressionado pelo apresentador a definir o que Anitta seria, caso não fosse artista, Nikolas associou a cantora à atuação política. “Pra mim ela se tornou um cabo eleitoral da esquerda porque ganha com isso”, declarou.

O deputado também acusou Anitta de hipocrisia por criticar empresas de apostas enquanto eventos ligados a ela recebem patrocínio dessas marcas. “Ficou falando contra bet, mas os eventos dela são tudo patrocinado por bet”, disse.

TRE marca para a sessão de hoje o registro da candidatura de Deltan

A sessão começa às 14h. A inclusão do processo de Deltan na pauta desta terça, feriado em Curitiba, pegou alguns desembargadores eleitorais de surpresa.

Foto: Reprodução Redes Sociais

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE), desembargador Luciano Carrasco Falavinha, marcou para a sessão extraordinária desta terça-feira (8) o julgamento do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) — que concorre a uma vaga no Senado.

A sessão começa às 14h. A inclusão do processo de Deltan na pauta desta terça, feriado em Curitiba, pegou alguns desembargadores eleitorais de surpresa.

O Blog Politicamente conversou em off com alguns membros da Corte eleitoral que confirmaram a “surpresa”.

Há dois pareceres do Ministério Público Eleitoral pela candidatura de Deltan. A primeira a votar, na sessão de hoje, será a desembargadora Vanessa Jamus — a relatora do processo.

Onze diretores da PF declaram ‘total apoio’ a Andrei Rodrigues e colocam cargos à disposição após interferência de Mendonça

 Cúpula da corporação repudiou acusações contra o diretor-geral afastado e diz que decisão de André Mendonça é motivada por interesses políticos-eleitorais

                  Andrei Rodrigues  - Crédito: Andressa Anholete/Divulgação

 A cúpula da Polícia Federal reagiu em bloco ao afastamento do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, determinado nesta terça-feira (8) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Em nota pública, os diretores da PF declararam “total apoio” a Rodrigues e ao diretor de Inteligência, Leandro Almada, e colocaram seus cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Marcel Murad.

O comunicado foi publicado poucas horas depois da decisão de Mendonça e representa uma manifestação institucional de respaldo ao comando afastado, em meio à escalada da crise provocada pela intervenção do ministro do STF na direção da Polícia Federal.

No texto, os diretores afirmam repudiar tentativas de atribuir a Andrei Rodrigues, a Leandro Almada ou à própria PF uma conduta irregular. “Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas”, diz a nota.

A manifestação também classifica os ataques sofridos pela corporação como “injustificados” e afirma que narrativas “marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais” não seriam capazes de apagar a trajetória profissional dos delegados atingidos pela decisão e pelas acusações. “Narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja”, afirmaram os diretores.

Líderes do Senado veem escalada na crise do STF, mas Alcolumbre deve segurar pedidos de impeachment contra ministros

 Líderes avaliam que decisão aumenta pressão por impeachment de ministros do STF, mas presidente da Casa deve segurar iniciativas até as eleições

Davi Alcolumbre, André Mendonça e Alexandre de Moraes
Crédito: Davi Alcolumbre/Carlos Moura/Agência Senado / André Mendonça/Sophia Santos/STF / Alexandre de Moraes/Luiz Silveira/STF

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi recebida por líderes do Senado como uma escalada da crise que já dividia integrantes da Corte. Apesar do aumento da tensão, a avaliação predominante na Casa é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não deve mudar sua postura: a tendência é que ele siga segurando iniciativas contra ministros do Supremo ao menos até as eleições.

Segundo O Globo, senadores ouvidos pela reportagem admitem que o novo capítulo pode ampliar a pressão pela abertura de processos de impeachment contra ministros do STF. Ainda assim, interlocutores de Alcolumbre não veem disposição do presidente do Senado para pautar medidas que levem o embate institucional para dentro da Casa às vésperas do primeiro turno.

A avaliação entre líderes é que a decisão de Mendonça elevou a temperatura política, mas não alterou o cálculo de Alcolumbre. Como presidente do Senado, cabe a ele decidir sobre o andamento de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. Até aqui, a orientação transmitida pelo senador a aliados tem sido a de represar essas iniciativas e evitar uma nova frente de confronto entre Legislativo e Judiciário.

Médica é morta a facadas no Paraná e bebê é deixado ao lado do corpo

 O bebê do casal teria sido colocado para dormir antes de o suspeito deixar o imóvel

Gassi trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde Nova Aliança, em Sarandi, município vizinho a Maringá. - Crédito: Reprodução

 A médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta dentro de um apartamento em Maringá, no Paraná, em um caso investigado como feminicídio. Segundo a polícia, havia marcas de sangue em diferentes cômodos do imóvel e facas sujas de sangue. A vítima teria sido atingida por pelo menos dez golpes de arma branca.

As informações são do UOL. O delegado Adriano Garcia, chefe da Delegacia de Homicídios de Maringá e responsável pela autuação inicial do suspeito, descreveu o local como “um cenário de terror”.

O companheiro da vítima, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, foi preso em flagrante. A ocorrência foi inicialmente conduzida pela Delegacia de Homicídios, mas o inquérito foi posteriormente encaminhado à Delegacia da Mulher de Maringá, responsável pela continuidade das investigações.

Segundo o delegado, Romeiro havia ido a Maringá na noite de sábado (5) para visitar o filho de 8 meses que tinha com Gassi. O casal estava separado, mas, de acordo com a investigação, o homem tentava retomar o relacionamento.

A polícia trabalha com a informação de que houve um desentendimento durante a visita. Na sequência, conforme a versão apresentada pelo delegado, Gassi teria sido atacada com uma arma branca dentro do apartamento.

Os investigadores apuram ainda o que aconteceu imediatamente depois do crime. De acordo com as informações iniciais reunidas pela polícia, o bebê do casal teria sido colocado para dormir antes de o suspeito deixar o imóvel.

Após sair do apartamento, Romeiro teria seguido para Mandaguari, município próximo a Maringá, onde vivem familiares de sua mãe.

O delegado afirmou que o suspeito teria relatado o ocorrido a pessoas próximas. Uma delas foi ouvida pela polícia e declarou, segundo Garcia, que Romeiro havia confessado o crime.

A Polícia Militar encontrou o suspeito na residência da mãe, em Mandaguari. Ele apresentava ferimentos provocados por arma branca e foi encaminhado ao Hospital Universitário de Maringá, onde permanecia sob escolta policial.

O filho de Gassi e Romeiro, de apenas 8 meses, estava no apartamento quando a médica foi encontrada. A polícia apura toda a sequência dos acontecimentos e busca esclarecer em que momento a criança foi colocada para dormir.

O telefone celular de Romeiro também foi apreendido e deverá passar por análise. Os investigadores pretendem extrair os dados do aparelho em busca de mensagens, registros de chamadas e outros elementos que possam contribuir para a reconstrução dos fatos.

Gassi trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde Nova Aliança, em Sarandi, município vizinho a Maringá.

A investigação segue oficialmente como feminicídio. A Delegacia da Mulher deverá reunir depoimentos, laudos periciais e dados obtidos no celular do suspeito para esclarecer a motivação e a dinâmica do crime.

A defesa de João Vitor Domingues Romeiro informou que está analisando o caso e que deverá se manifestar posteriormente

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Comício de Flávio Bolsonaro no 7 de Setembro encolhe e frustra expectativa de mobilização da campanha

 O presidenciável Flávio Bolsonaro não conseguiu reunir nem 30% do público esperado na Avenida Paulista

      Flávio Bolsonaro - Crédito: Reprodução

A menos de 30 dias do primeiro turno das eleições, o ato do Dia da Independência promovido por Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, registrou uma adesão significativamente abaixo das projeções de seus organizadores em São Paulo. O comício, realizado na Avenida Paulista na segunda-feira (7), reuniu cerca de 28,5 mil pessoas no seu momento de maior concentração de público, frustrando a expectativa da campanha do parlamentar, que esperava mobilizar cerca de 100 mil apoiadores na ocasião.

Cleitinho lidera 1º turno em Minas e empata com Patrus no 2º, diz Real Time Big Data

 Senador do Republicanos tem 31% no primeiro turno; em simulações diretas, vence Kalil e Simões e fica tecnicamente empatado com o petista

                         Cleitinho Azevedo - Crédito: Ton Molina/Agência Senado

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) lidera a disputa pelo governo de Minas Gerais no primeiro turno e aparece competitivo em todos os cenários de segundo turno testados pelo instituto Real Time Big Data. O levantamento aponta que ele venceria Alexandre Kalil (PDT) e Mateus Simões (PSD) em disputas diretas, mas ficaria em empate técnico com Patrus Ananias (PT).

A pesquisa, divulgada nesta terça-feira (8), ouviu 2.000 eleitores mineiros entre os dias 3 e 7 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

No cenário estimulado de primeiro turno, Cleitinho aparece na frente, com 31% das intenções de voto. Patrus Ananias ocupa a segunda posição, com 17%. A diferença entre os dois é de 14 pontos percentuais, acima da margem de erro.

Em seguida, aparecem Alexandre Kalil, com 12%, e o atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões, com 11%. Os dois estão tecnicamente empatados. O ex-vereador Gabriel (MDB) registra 8%, seguido por Flávio Roscoe (PL), com 7%. Ben Mendes (Missão) soma 2%, enquanto Indira Xavier (UP) marca 1%. Outros candidatos somados também chegam a 1%.

Os votos brancos e nulos representam 5% no primeiro turno, mesmo percentual dos eleitores que não souberam ou não responderam.

Nas simulações de segundo turno, Cleitinho tem seu melhor desempenho contra Alexandre Kalil. O senador registra 44% das intenções de voto, contra 37% do ex-prefeito de Belo Horizonte. Brancos e nulos somam 12%, enquanto 7% não souberam ou não responderam.

Contra Patrus Ananias, porém, o cenário é de empate técnico. Cleitinho aparece numericamente à frente, com 43%, enquanto o deputado federal petista marca 41%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão em situação de igualdade estatística. Nesse confronto, 10% declaram voto branco ou nulo e 6% não souberam ou não responderam.

Na disputa direta com Mateus Simões, Cleitinho também lidera. O senador alcança 43% das intenções de voto, contra 35% do atual governador. Os votos brancos e nulos chegam a 11%, mesmo percentual dos eleitores indecisos ou que não responderam.

O levantamento também testou confrontos sem a presença de Cleitinho. Em uma eventual disputa entre Mateus Simões e Alexandre Kalil, o atual governador aparece com 37%, contra 34% do candidato do PDT. Pela margem de erro, o resultado configura empate técnico. Brancos e nulos somam 13%, e 16% não souberam ou não responderam.

Em outro cenário, Kalil e Patrus também aparecem tecnicamente empatados. O ex-prefeito registra 39% das intenções de voto, enquanto o petista marca 38%. Os votos brancos e nulos são 12%, e 11% dos entrevistados não responderam.

A última simulação mostra empate numérico entre Mateus Simões e Patrus Ananias. Cada um aparece com 35% das intenções de voto. Nesse caso, brancos e nulos representam 12%, enquanto os indecisos ou os que não responderam somam 18%.

Os números indicam que Cleitinho começa a corrida estadual em posição de vantagem no primeiro turno, mas também mostram um quadro mais apertado em eventual disputa direta com Patrus Ananias, principal nome do campo progressista no levantamento. Já Kalil e Mateus Simões aparecem embolados tanto no primeiro turno quanto nos cenários de confronto direto.

O Real Time Big Data informou que a pesquisa foi contratada pelo próprio instituto e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MG-00998/2026.

Fonte: Brasil 247

Entenda os motivos apontados por André Mendonça para afastar o chefe da Polícia Federal

 Ministro do STF aponta monitoramento ilícito, análises de decisões judiciais e vazamentos para afastar diretor da corporação

André Mendonça - Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil | Rosinei Coutinho/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, com base em uma série de “inadequações, disfuncionalidades, irregularidades e potenciais ilicitudes” atribuídas ao cúpula da corporação, segundo consta na Petição 16.662. A decisão atende parcialmente a requerimentos do Partido Novo. A sigla partidária ingressou no tribunal após a revelação da Informação de Polícia Judiciária, que identificou citações nominais ao diretor-geral em trocas de mensagens encontradas no telefone celular do empresário Daniel Bueno Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. Diante desses elementos, o partido chegou a pleitear a prisão preventiva de Andrei Rodrigues por suposto embaraço a investigações contra organização criminosa, corrupção passiva e advocacia administrativa.

“Quem vai afastar André Mendonça?”, questiona Glauber Braga

 Deputado diz que o ministro do STF “blinda” Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira

Glauber Braga - Crédito: Kayo Magalhães/Agência Câmara

 O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) criticou a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar cautelarmente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e cobrou punição e controle sobre a atuação do próprio magistrado na Corte. Reagindo à medida liminar proferida no âmbito do STF, o parlamentar questionou a imparcialidade do ministro na condução de processos sensíveis envolvendo figuras políticas ligadas à oposição e à extrema-direita.

“O André Mendonça acaba de determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal. E quem é que vai determinar o afastamento de André Mendonça, que continua blindando Nikolas Ferreira e o senhor Flávio Bolsonaro?”, declarou Glauber Braga em vídeo veiculado em suas plataformas oficiais.


Ao afastar o diretor da PF, Mendonça atropela ministro da Justiça e escancara operação para eleger Flávio Bolsonaro


O ministro André Mendonça e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Foto: Reprodução


Por Paulo Henrique Arantes

Empunhando a espada evangélica que esgrima para eleger Flávio Bolsonaro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, declara guerra aberta não só ao Governo Federal, mas a todos que prezam pela apuração desenviesada do caso Master. Ao atender à provocação do Novo e determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao mesmo tempo que senta em cima das denúncias que envolvem Flávio, Mendonça deixa claro: há uma operação judicial em andamento para colocar o primogênito de Jair no Palácio do Planalto, soltar o ex-presidente condenado e preso, ajoelhar-se diante de Donald Trump e lançar o Brasil em uma nova quadra de obscuridade.

“A princípio, André Mendonça não poderia afastar Andrei Rodrigues, a menos que o chefe da Polícia Federal fosse réu por alguma improbidade grave ou crime, com pena superior a quatro anos. O ministro Mendonça passou por cima do ministro da Justiça (Wellington Lima e Silva), como se este não existisse. Partiu para o tudo ou nada”, avaliou à coluna o advogado Roberto Tardelli, ex-procurador de Justiça.

Segunda Turma do STF forma maioria para afastar diretor-geral da Polícia Federal

 Acompanhando o voto do relator André Mendonça, os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux consolidam placar de 3 a 0 contra Andrei Rodrigues

Kassio Nunes Marques e André Mendonça - Crédito: Gustavo Moreno/STF | Rosinei Coutinho/STF

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, por 3 votos a 0, para manter o afastamento preventivo de Andrei Passos Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF).

O resultado do julgamento no plenário virtual foi consolidado após os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux anteciparem seus votos. Ambos acompanharam integralmente a posição do ministro André Mendonça, autor e relator da decisão inicial que determinou a saída temporária do chefe da corporação.

A análise da medida foi interrompida após o ministro Gilmar Mendes, decano da Corte, fazer um pedido de vista para obter mais tempo de exame sobre o caso. Com o pedido de vista, a sessão remota no plenário virtual fica suspensa, e o magistrado dispõe do prazo regimental de até 90 dias para devolver o processo ao referendo dos integrantes da Segunda Turma.

AGU avalia que Mendonça invadiu competência de Lula e prepara reação após interferência na PF

 Advocacia-Geral da União prepara recurso contra decisão que afastou Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal

                              André Mendonça - Crédito: Carlos Moura/STF

 A Advocacia-Geral da União prepara uma reação jurídica contra a decisão monocrática do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. O principal argumento da AGU será o de que a medida invade uma competência privativa do presidente da República. A informação foi publicada nesta terça-feira (8) pelo blog da jornalista Andréia Sadi, no G1.

Segundo interlocutores, a AGU sustentará que cabe exclusivamente ao chefe do Executivo nomear e exonerar o diretor-geral da Polícia Federal, razão pela qual a decisão de Mendonça seria questionável do ponto de vista institucional.

Quem assume o comando da PF após o afastamento de Andrei Rodrigues

 Diretor-executivo William Marcel Murad é o substituto imediato no comando da Polícia Federal após decisão do STF

                William Marcel Murad  -  Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado

Com a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento preventivo do delegado Andrei Augusto Passos Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF), o comando da corporação passa a ser exercido pelo atual diretor-executivo do órgão, o delegado William Marcel Murad. Pela estrutura hierárquica e regimental da instituição, a Diretoria-Executiva ocupa o segundo posto na hierarquia central da Polícia Federal, sendo o substituto imediato do diretor-geral em seus impedimentos legais, licenças e afastamentos cautelares.

O afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, foi ordenado no âmbito da Petição 16.662. Mendonça justificou a medida como necessária para cessar uma prática ilícita de “monitoramento e coleta dirigida” promovida pela estrutura de inteligência da corporação contra o próprio relator no STF e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias, além de impedir interferências indevidas na colheita de provas e nas investigações em andamento.

Gilmar Mendes pede vista e adia análise de afastamento de Andrei Rodrigues da PF

 Mendonça determinou nesta terça-feira o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

Gilmar Mendes - Crédito: Luiz Silveira/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta terça-feira (8) vistas no processo que analisa a decisão do ministro André Mendonça, proferida mais cedo nesta mesma data, de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Andrei Rodrigues foi afastado preventivamente do cargo, e a manutenção da medida foi submetida por Mendonça à análise da Segunda Turma do STF.

Na decisão, Mendonça pediu a convocação ao presidente do STF, Edson Fachin, de “sessão virtual extraordinária, a realizar-se na presente data, com início às 10h00 e término às 23h59”.

Fonte: Brasil 247

Lula deve recorrer ao plenário do STF após afastamento de Andrei Rodrigues da PF, diz Marco Aurélio de Carvalho

 Advogado afirma que presidente também pode convocar Conselho da República diante da crise institucional, intensificada após a decisão de André Mendonça

        Marco Aurélio de Carvalho   -  Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil

O governo Lula deve levar ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) a decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, antes de cumpri-la, segundo afirmou o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo. A declaração foi dada à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

Amigo e conselheiro próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio disse que a reação ao despacho de Mendonça deve ocorrer “dada a gravidade da medida”.

O advogado, que também coordena o grupo Prerrogativas, defendeu que Lula trate o caso como uma crise institucional de alta gravidade. Para ele, o presidente “deve se reunir com urgência com o ministro Edson Fachin, presidente do STF. É a própria democracia que está em jogo”.

Marco Aurélio também sugeriu que Lula convoque o Conselho da República, órgão de consulta e aconselhamento da Presidência, para discutir o impacto da crise no funcionamento das instituições e no processo eleitoral.

“Eleições, em toda e qualquer Democracia, devem ser disputadas no voto. Não podemos permitir que funções públicas sejam novamente capturadas por interesses políticos e eleitorais”, afirmou.

VÍDEO: Augusto Cury faz aceno ao bolsonarismo e diz que golpistas do 8/1 foram injustiçados


                 Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência. Foto: Reprodução

O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, afirmou nesta segunda-feira (7), em sabatina à CNN, que as condenações pelos atos terroristas de 8 de Janeiro foram “exageradas” em diversos casos. No aceno aos bolsonaristas, ele disse que pessoas que tiveram intenção de golpe devem receber punição, mas questionou o tamanho de algumas penas.

Cury sustentou que não houve um golpe “materializado” porque, na avaliação dele, as Forças Armadas não aderiram aos golpistas. “Golpe você tem quando tem a materialização das Forças Armadas com os golpistas, mas isso não houve”, declarou.

O candidato comparou condenações por depredação de patrimônio público a penas aplicadas em crimes de homicídio. Para ele, algumas sentenças relacionadas ao 8 de Janeiro foram mais duras do que as impostas a assassinos.

Como exemplo, Cury citou o caso de um homem que, segundo ele, fez um Pix de R$ 500, não participou dos atos e recebeu pena de 14 anos. A afirmação integrou a crítica do candidato à dosimetria das condenações.