quinta-feira, 1 de outubro de 2026

TSE proíbe Globo de mostrar púlpito vazio de Lula no debate


       Estúdio de debates da Globo. Foto: reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu a TV Globo de exibir de forma destacada o púlpito reservado e vazio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate presidencial desta quinta-feira (01). A ministra Estela Aranha concedeu uma liminar solicitada pelo PT.

Lula, candidato à reeleição, recebeu convite para o encontro, mas decidiu não comparecer. No horário do debate, ele dará entrevista ao podcast “Flow”.

Na decisão, obtida pelo Metrópoles, o TSE suspendeu o item 7 da ata do debate presidencial de 2026, que previa a exibição da cadeira vazia identificada com o nome do candidato ausente. A medida também alcança a dinâmica de perguntas dirigidas a Lula durante o programa.

“Defiro o pedido liminar para suspender a eficácia do item 7 da ‘Ata Debate Presidencial 2026’”, escreveu Estela Aranha. A ministra determinou que a Globo se abstenha de aplicar o dispositivo no debate de 1º de outubro.

Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto
Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: Reprodução

Liminar também veta perguntas ao candidato ausente

No despacho, a ministra citou expressamente a vedação à “exibição destacada da cadeira vazia identificada” e à formulação de perguntas destinadas ao candidato que não estará presente.

Estela Aranha fixou que a emissora poderá sofrer multa caso descumpra a ordem. A decisão trata exclusivamente das regras previstas para a participação ou ausência de Lula no debate.

Estão confirmados no encontro Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). A Globo organizará o debate sem o púlpito de Lula em destaque.

A liminar vale para o debate presidencial marcado para esta quinta-feira (01), quando Lula participará da entrevista ao “Flow” em vez do programa da TV Globo.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

Datafolha: Celina Leão chega a 46% e Grass marca 22% no DF

 Pesquisa mostra Celina com 53% dos votos válidos. Paula Belmonte alcança 9% e aparece em terceiro lugar na disputa pelo governo do DF

Celina Leão e Leandro Grass - Crédito: Divulgação

A candidata Celina Leão (PP) alcançou 46% das intenções de voto para o governo do Distrito Federal, enquanto Leandro Grass (PT) aparece com 22% e Paula Belmonte (PSDB), com 9%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). No levantamento anterior, ela tinha 42%, o petista registrava 23% e a tucana, 7%.

A pesquisa foi contratada pela Globo e pela Folha de S.Paulo. O Datafolha entrevistou 910 eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento tem registro DF-00905/2026. Não consegui localizar a publicação original nas buscas disponíveis para fazer uma verificação independente dos números informados.

Datafolha: Michelle tem 23%; Leila e Bia, 18%; Erika, 13% no DF

 Pesquisa para o Senado mostra Michelle Bolsonaro à frente, com Leila do Vôlei e Bia Kicis empatadas numericamente na disputa por duas vagas

Michelle Bolsonaro, Leila do Vôlei, Bia Kicis e Erika Kokay - Crédito: Divulgação

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) aparece com 23% das intenções de voto para o Senado pelo Distrito Federal, seguida por Leila do Vôlei (PDT) e Bia Kicis (PL), ambas com 18%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Erika Kokay (PT) registra 13%. Duas vagas estarão em disputa nas eleições de outubro.

O levantamento, contratado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 910 eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança chega a 95%. A Folha informa os registros DF-00905/2026 e BR-06769/2026. O material fornecido para esta matéria cita BR-09530/2026 como segundo registro, o que representa uma divergência entre as referências disponíveis.

Datafolha: Marina tem 16% para o Senado em SP; Tebet e André, 15%

 Pesquisa aponta Marina Silva com 16%, enquanto André do Prado e Simone Tebet têm 15% e Derrite, 14%

Simone Tebet, Marina Silva e André do Prado - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Fernando Frazão/Agência Brasil / Agência Alesp

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º) aponta empate dentro da margem de erro na disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo em 2026. Marina Silva (Rede) aparece com 16%, seguida por André do Prado (PL) e Simone Tebet (PSB), com 15% cada, e Guilherme Derrite (PP), com 14%.

O levantamento ouviu 1.610 pessoas entre segunda-feira (28) e quarta-feira (30). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro é SP-01367/2026.

Eduardo Bolsonaro compara presos do 8/1 a Vorcaro e diz que ‘corrupção é o de menos’

 Ex-deputado cassado diz que “R$ 200 milhões é o de menos” ao comparar o caso de Daniel Vorcaro às penas impostas pelo STF aos golpistas do 8 de janeiro

Eduardo Bolsonaro – 14/08/2025 - Crédito: REUTERS/Jessica Koscielniak

O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro afirmou que a corrupção e as “orgias” atribuídas por ele ao ex-banqueiro banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, seriam “o de menos” quando comparadas à situação de pessoas condenadas por participação nos ataques golístas de 8 de Janeiro de 2023.  Eduardo utilizou o caso de uma mulher que deixou a prisão após cumprir pena para questionar as condenações relacionadas aos atos de 8 de Janeiro.

“Vi um vídeo agora do (deputado estadual) Gil Diniz, uma senhora, saindo do presídio depois de três anos na cadeia, uma senhorinha (uma das presas condenadas por envolvimento na tentativa de golpe em 2023)”, afirmou Eduardo em um vídeo publicado nesta quarta-feira (30) em seu canal no YouTube, de acordo com a Folha de São Paulo.

⦾ Eduardo diz que “R$ 200 milhões é o de menos”

Na sequência, o ex-deputado fez uma comparação direta entre a situação dos condenados e o escândalo financeiro envolvendo Daniel Vorcaro e o antigo Banco Master.

“Eu acho que, comparado a isso, até a corrupção ou as orgias do Vorcaro, isso é o de menos, gente, R$ 200 milhões é o de menos, eu estou falando de criança que cresceu sem ver o pai, os caras estão lá há mais de três anos, presos por nada, absolutamente nada, pela lei brasileira nem deveriam ter ido para delegacia”, afirmou.

Proposta de Flávio Bolsonaro desestimula denúncias de estupro, alertam especialistas

De acordo com especialistas e entidades que atuam na defesa das mulheres, a proposta pode criar mais obstáculos para vítimas de violência sexual que decidam procurar a polícia ou a Justiça

Flávio Bolsonaro e uma vítima de estupro  - Crédito: Divulgação I Freepick via Agência Brasil

 Um projeto apresentado pelo atual candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) em 2019 com o objetivo de aumentar a punição por denúncias caluniosas de crimes hediondos, entre eles o estupro, voltou ao debate durante a campanha de 2026. De acordo com especialistas e entidades que atuam na defesa das mulheres, a proposta pode criar mais obstáculos para vítimas de violência sexual que decidam procurar a polícia ou a Justiça. A informação foi publicada nesta quinta-feira (1) pela coluna de Mônica Bergamo.

A avaliação dessas organizações contrasta com uma das promessas apresentadas por Flávio em seu plano de governo, no qual o candidato afirma que pretende facilitar as denúncias de violência contra a mulher. O texto em questão é o Projeto de Lei 3.462, apresentado por Flávio Bolsonaro no Senado em 2019. 

A proposta prevê aumento de um terço até a metade da pena aplicada a quem fizer denúncia caluniosa relacionada a crimes hediondos, como estupro e latrocínio. O Senado registrou que a iniciativa buscava endurecer a punição prevista no Código Penal nesses casos.

O plenário do Senado recebeu formalmente a proposta em 12 de junho daquele ano, poucos dias depois de a modelo Najila Trindade acusar o jogador Neymar de agressão e estupro. As autoridades arquivaram o caso dois meses depois por falta de provas.

Naquele período, deputados apresentaram pelo menos outras cinco propostas semelhantes na Câmara. O Senado nunca votou o projeto de Flávio. De acordo com a tramitação citada pela Folha, o registro mais recente apontava que o texto aguardava relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

Datafolha: Tarcísio tem 50% e Haddad sobe a 33% em SP

 Petista avança três pontos em uma semana. Já o seu adversário manteve o mesmo percentual

                               Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad - Crédito: Divulgação

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece com 50% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad (PT) chega a 33% na reta final da disputa pelo governo paulista, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Na comparação com o levantamento de 24 de setembro, o republicano manteve o índice e o petista avançou três pontos percentuais.

A pesquisa, encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 1.610 eleitores entre 28 e 30 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento tem registro SP-01367/2026.

TSE escolhe por sorteio relatores de recursos sobre a apuração da eleição presidencial

 Seis ministros ficarão responsáveis por processos sobre a apuração dos votos nos 26 estados e no Distrito Federal

Sessão Plenária do TSE em 29/09/2026 - Crédito: Leobark Rodrigues/Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta quinta-feira (1º) os seis ministros responsáveis por analisar recursos relacionados à apuração dos resultados da eleição presidencial. A distribuição ocorreu por sorteio, três dias antes do primeiro turno.

Os 26 estados e o Distrito Federal foram divididos em seis grupos. Cada ministro ficará responsável pelos recursos e documentos referentes à apuração dos votos para presidente e vice-presidente nas unidades da Federação que lhe foram atribuídas. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, não participou do sorteio.

Veja como os estados foram distribuídos

Sebastião Reis Júnior será responsável por Amazonas, Alagoas, São Paulo e Tocantins. Estela Aranha ficará com Minas Gerais, Mato Grosso, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.

Floriano de Azevedo Marques analisará os processos referentes ao Ceará, a Sergipe, ao Maranhão e a Goiás. André Mendonça ficará responsável por Rio de Janeiro, Paraná, Pará e Piauí.

AGU apresenta notícia-crime sobre projeto de US$ 1 milhão de Trump contra STF


                      Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União. Foto: Reprodução

A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta quinta-feira (1°) uma notícia-crime para pedir apuração sobre o financiamento do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, a um projeto voltado a contestar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil.

O pedido surgiu após o jornal britânico The Guardian publicar, na quarta-feira (30), detalhes de uma iniciativa intitulada “Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil”. O projeto prevê recursos para organizações da sociedade civil que se opõem ao que classificam como abuso de poder judicial e censura por parte do STF.

A iniciativa integra um conjunto de 43 concessões do Fundo de Direitos Humanos e Democracia do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que somam US$ 176,9 milhões.

Os documentos consultados pelo The Guardian não identificam qual organização brasileira receberia os recursos destinados ao projeto. A previsão é financiar grupos que contestam decisões do Supremo e sustentam acusações de abuso do poder judicial e censura.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, aparece citado no contexto do financiamento relatado pelo jornal britânico.

O projeto destinado especificamente ao Brasil recebeu o título de “Countering Lawfare and Censorship in Brazil”, ou “Combatendo o lawfare e a censura no Brasil”. Segundo a documentação, o dinheiro é usado para financiar grupos da sociedade civil que se oponham ao que o governo Trump classifica como “excessos judiciais” e “censura” praticados pelo STF.

O Brasil também aparece em um conjunto maior de projetos que enfrentaram resistência no Congresso americano. De acordo com uma assessoria democrata do Legislativo citada pelo Guardian, a senadora Jeanne Shaheen, principal democrata no Comitê de Relações Exteriores do Senado, manteve dez bloqueios sobre US$ 22 milhões em recursos destinados a iniciativas envolvendo Brasil, África do Sul, Nigéria, Reino Unido e outros países europeus.

Após cobrança formal, Zanin é reconduzido por Nunes Marques ao TSE

 Ministro do STF reassume vaga de substituto após quase um mês de espera pela posse no Tribunal Superior Eleitoral

O ministro Cristiano Zanin - Crédito: Luiz Silveira/STF

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, reconduziu nesta quinta-feira (1º) o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao cargo de ministro substituto da Corte Eleitoral.

Segundo o SBT News, a posse ocorreu depois que o gabinete de Zanin fez uma cobrança formal a Nunes Marques pela demora na oficialização do novo mandato. Zanin havia sido reeleito pelo plenário do STF em 3 de setembro para permanecer por mais dois anos no TSE.

O ministro atua na Corte Eleitoral desde agosto de 2024. Apesar da recondução aprovada pelo STF, a posse não havia sido marcada desde a votação, deixando o cargo sem ocupante durante quase um mês.

De acordo com a apuração, a demora ocorreu em meio a divergências internas entre integrantes do STF. Zanin é apontado como próximo de Alexandre de Moraes, enquanto Nunes Marques mantém maior proximidade com André Mendonça.

‘Meu último governo será o mais importante de todos’, diz Lula

 Presidente também associou Flávio Bolsonaro às bets, defende respeito religioso e pede voto por mudanças que melhorem a vida das famílias

Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou nesta quinta-feira (1º) sua participação no horário eleitoral do primeiro turno com uma mensagem centrada na continuidade de avanços sociais, no combate às bets e no respeito às religiões, além de críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL). A propaganda marcou o último dia de exibição gratuita de candidatos no rádio e na televisão antes da votação de domingo (4).

A campanha do petista relacionou o presidenciável da extrema direita o ao setor de apostas, retomou a controvérsia envolvendo declarações do candidato do PL sobre a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e apresentou uma mensagem de solidariedade aos devotos de Nossa Senhora Aparecida e a brasileiros de diferentes religiões.

No programa, Lula pediu que os eleitores associem a escolha nas urnas às mudanças que desejam para a própria vida e para suas famílias. “Quando for votar, vote em você. Vote nas mudanças que você quer para você e sua família. Mudança é para melhorar a sua vida. Essa é a minha última eleição, e o meu último governo será o mais importante de todos”, destacou o presidente.

A campanha petista também apresentou a proposta de um Brasil sem bets e vinculou Flávio à defesa das empresas de apostas e dos cassinos. No trecho dedicado à segurança pública, o programa exibiu o depoimento de uma eleitora que afirmou que o senador “não tem moral para combater nada, muito menos para ser presidente do país”.

STF: Fachin nega pedido para afastar Dino de processos sobre Flávio Bolsonaro, Lula e eleições

 Advogados do senador e candidato à Presidência pelo PL haviam pedido redistribuição de ações relatadas pelo ministro do STF

Edson Fachin - Crédito: Rosinei Coutinho/STF

 O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, rejeitou o pedido apresentado pela defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para afastar o ministro Flávio Dino de processos relacionados ao presidenciável, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e às eleições de 2026.

O caso tramita sob segredo de Justiça no Supremo, e o conteúdo integral da decisão de Fachin não foi divulgado. A defesa de Flávio Bolsonaro sustentou que Dino teria uma relação de “proximidade” com Lula. Por esse motivo, os advogados pediram que os processos relacionados aos temas fossem retirados da relatoria do ministro e redistribuídos a outro integrante da Corte.

Entre as ações mencionadas pela defesa estão processos envolvendo o uso de emendas parlamentares, o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, e pedidos apresentados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) ao Supremo.

PF agenda Galípolo, Campos Neto e André Esteves no caso Master

 Polícia Federal apura suspeitas de atuação de servidores do Banco Central em favor do empresário Daniel Vorcaro

Policiais federais, Gabriel Galípolo (dir., em cima), Roberto Campos Neto (dir., no meio) e André Esteves - Crédito: Divulgação


A Polícia Federal marcou para a próxima semana os depoimentos do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, do ex-dirigente da instituição Roberto Campos Neto, e do controlador do BTG Pactual, André Esteves. Os três prestarão esclarecimentos como testemunhas. A informação foi publicada nesta quinta-feira (1) pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Investigadores da PF apuram suspeitas de atuação de servidores do BC em favor do Banco Master, que era controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, preso no ano passado após ser alvo da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras. 

A PF decidiu convocá-los depois que o ex-diretor do BC Paulo Sérgio Souza, investigado no caso, mencionou encontros que envolveram Galípolo, Campos Neto e Esteves em discussões sobre a situação do Master. Galípolo já havia confirmado em setembro que recebeu intimação para depor no início de outubro.

A programação prevê um depoimento por dia, embora os advogados possam solicitar mudanças nas datas. A PF pretende ouvir André Esteves na segunda-feira, Gabriel Galípolo na terça-feira e Roberto Campos Neto na quarta-feira.

Lula usará entrevista ao Flow para rebater a ataques durante debate da Globo

 Equipe do presidente acompanhará confronto entre adversários e poderá incorporar respostas ao podcast em tempo real

Lula participará do Flow Podcast enquanto adversários disputam o último debate presidencial da TV Globo antes do primeiro turno - Crédito: Ricardo Stuckert

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende transformar sua participação no Flow Podcast, na noite desta quinta-feira (1º), em uma oportunidade para responder a ataques feitos por adversários durante o debate presidencial da TV Globo, realizado simultaneamente. Lula decidiu não comparecer ao último confronto televisivo antes do primeiro turno.

Segundo O Globo, integrantes da equipe do presidente acompanharão o debate, marcado para começar às 21h30, e ficarão atentos a críticas dirigidas ao petista para que temas levantados pelos adversários possam ser respondidos durante a entrevista. A estratégia, porém, não prevê que toda a conversa no podcast seja conduzida pelas declarações feitas na Globo.

PT contesta gestão Nunes e confirma ato com Lula na Avenida Paulista

 Partido afirma que restrição imposta pela gestão Ricardo Nunes extrapola pedido do TRE-SP e promete medidas para garantir caminhada no sábado

26.09.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha em São Paulo: o evento "Lula na Zona Leste de São Paulo: O Brasil Pronto Pra Mais", realizado em São Miguel Paulista, São Paulo – SP.
Crédito: Foto/Ricardo Stuckert

O Partido dos Trabalhadores decidiu manter para este sábado (3) a caminhada na Avenida Paulista com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad, apesar de a Prefeitura de São Paulo ter informado que não permitirá eventos na via durante o fim de semana do primeiro turno.

Segundo o Metrópoles, o PT criticou a decisão da gestão Ricardo Nunes (MDB) e lamentou o que classificou como “tentativa da prefeitura de criar confusão em torno da realização do ato”. A administração municipal afirma que a restrição atende a uma requisição do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

O ponto central da divergência está no alcance da solicitação feita pelo tribunal. De acordo com a reportagem, o pedido do TRE-SP determina que a Avenida Paulista permaneça livre para circulação no domingo (4), dia do primeiro turno, mas não estabelece proibição semelhante para o sábado (3), véspera da votação.

O calendário oficial do TRE-SP confirma que o primeiro turno das eleições de 2026 ocorrerá no domingo, 4 de outubro. O tribunal também programou para o sábado atividades preparatórias, como a saída das urnas para os locais de votação e os testes de integridade e autenticidade.

Barrado de debate, Renan Santos prepara protesto em frente à Globo

 Campanha do candidato do Missão avalia que STF não julgaria nova contestação antes do debate e ainda tenta reverter decisão junto à emissora

       Renan Santos - Crédito: Gilberto Cardoso/ Agência CNM

Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, desistiu de apresentar um novo recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir sua participação no último debate presidencial da TV Globo antes do primeiro turno. Sem perspectiva de uma nova decisão judicial a tempo, a campanha passou a considerar a realização de um protesto em frente à emissora durante a transmissão.

Segundo a CNN Brasil, a avaliação dos coordenadores da candidatura é que um recurso ao plenário do Supremo dificilmente seria analisado antes do início do debate desta quinta-feira (1º). A estratégia, agora, é insistir diretamente com a Globo por uma mudança de posição e, caso Renan permaneça fora do encontro, promover uma manifestação diante da sede da emissora.

“Não daria tempo de julgar um novo recurso. Contamos ainda com a boa vontade da emissora, mas, se isso não ocorrer, estamos planejando um protesto em frente à Globo com o próprio Renan”, afirmou à CNN o deputado federal Kim Kataguiri (Missão), um dos coordenadores da campanha.

Cármen Lúcia nega recurso do Missão para incluir Renan Santos no debate da TV Globo

 Ministra do STF rejeitou recurso do candidato à Presidência por entender ter havido inadequação na escolha da via processual utilizada

    Renan Santos  -  Crédito: Reprodução

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, negou, nesta quinta-feira (1º), o recurso apresentado pelo partido Missão e manteve a decisão de deixar o candidato à Presidência da República Renan Santos fora do debate eleitoral promovido pela TV Globo nesta noite.

A relatora da ação no STF decidiu não reconhecer o pedido feito pela legenda por entender haver inadequação da via processual eleita para contestar a ausência do postulante no encontro transmitido pela emissora.

Com o entendimento adotado pela magistrada, fica mantida a restrição à participação do candidato do Missão no último debate entre os presidenciáveis antes do primeiro turno das eleições, após a constatação de que a via do recurso utilizada não cumpria os requisitos formais e jurídicos cabíveis para o prosseguimento da demanda no Supremo.

Horas antes, também nesta quinta, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, já havia indeferido pedido apresentado pelo Missão para assegurar a participação de Renan Santos no debate.

Nunes Marques concluiu que, embora Renan atendesse a um dos parâmetros estabelecidos pela emissora para a possibilidade de convite, as regras acertadas para o debate não garantiam sua presença automática. A participação de candidatos fora do critério mínimo de representação parlamentar permanecia sob decisão da Globo.

“Essa circunstância, contudo, não equivale a convite. A regra exposta na ata não assegurou a participação automática do candidato que preenchesse esse requisito, mas reservou à emissora a faculdade de convidá-lo, prevendo expressamente que a Globo poderá, a seu exclusivo critério, fazê-lo”, afirmou Nunes Marques na decisão.

Por que a Globo não quer Renan Santos no debate


      Renan Santos em sabatina na Globo. Foto: reprodução

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidirá se Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, poderá participar do debate da TV Globo marcado para a noite desta quinta-feira (1º). O líder do Movimento Brasil Livre (MBL) acusa a emissora de agir parcialmente com o propósito de beneficiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal candidato da extrema-direita.

O caso chegou ao Supremo após o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, rejeitar o pedido apresentado pela campanha para incluir Renan no último confronto televisivo antes do primeiro turno.

A Globo convidou Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e, após decisão judicial, Romeu Zema (Novo). Lula (PT) também havia sido convidado, mas informou que não participará. Renan, que aparece à frente de alguns dos participantes em levantamentos recentes, ficou fora.

A justificativa inicial da emissora foi a representação parlamentar. O artigo 46 da Lei das Eleições assegura a presença em debates de candidatos cujos partidos tenham ao menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. Para os demais concorrentes, o convite é facultativo.

Renan acusa Globo de favorecer Flávio

A exclusão também abriu uma frente política. Renan acusa a Globo de tentar proteger Flávio Bolsonaro ao evitar um confronto direto entre os dois. Na terça-feira (29), abordado por uma repórter da Globo, o líder do MBL afirmou que a decisão beneficiava o senador. “Vocês estão sendo injustos com o Brasil inteiro, vocês estão jogando o jogo do Flávio Bolsonaro”, disse.

Ele também criticou a falta de resposta da direção da emissora e afirmou que sua exclusão retiraria do debate um candidato que vinha participando das demais sabatinas.

“É uma vergonha tirar do debate o candidato que está falando todas as verdades que precisam ser ditas, participando democraticamente, fui a todas as sabatinas”, afirmou.

Renan também atacou Nunes Marques depois de perder no TSE. “Ele inventou uma jurisprudência para colocar o Zema, que é aliado do Flávio. No meu caso, lógico que negou”, declarou.

Campanha de Lula prevê vantagem sobre Flávio Bolsonaro, mas mantém cautela na reta final

 Aliados avaliam que presidente chega fortalecido aos últimos dias antes do primeiro turno, mas descartam comemoração antecipada diante de cenário competitivo

     Luiz Inácio Lula da Silva  - Crédito: Ricardo Stuckert

 A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega aos últimos dias antes do primeiro turno com uma avaliação interna mais favorável sobre o desempenho do candidato e a expectativa de que ele avance à próxima etapa da disputa à frente de Flávio Bolsonaro (PL). Apesar do aumento do otimismo, auxiliares consideram que a eleição permanece apertada e orientam aliados a evitar qualquer clima de vitória antecipada. A avaliação foi relatada nesta quinta-feira (1º) pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

Integrantes do núcleo duro da campanha consideram que Lula conseguiu recuperar terreno na reta final depois de semanas de preocupação com os resultados das pesquisas eleitorais.

Nos bastidores, a mudança de humor é atribuída por aliados do presidente a três fatores principais: medidas anunciadas pelo governo nas últimas semanas, episódios negativos envolvendo Flávio Bolsonaro durante a campanha e uma mobilização maior da militância petista pelo país.

Esposa de Moraes cancelou reserva em jatinho de Vorcaro logo após prisão do ex-banqueiro

 Mensagens revelam interação de Viviane Barci com empresa que administrava frota de Daniel Vorcaro

Viviane Barci de Moraes  - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, cancelou o agendamento de viagens em um jato e em um helicóptero de propriedade do ex-banqueiro Daniel Vorcaro logo após a divulgação da notícia de sua prisão. O cancelamento das reservas ocorreu na manhã do dia 18 de novembro do ano passado, poucas horas depois de Vorcaro ter sido detido pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava fugir para o exterior, informa Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Kassio assume pedido de Bolsonaro para anular condenação no STF


Jair Bolsonaro e Kassio Nunes Marques. Foto: Reprodução

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu o pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para anular a condenação do ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado.

A petição, protocolada nesta quinta (1º), pede uma revisão criminal da sentença e leva a assinatura da banca comandada pelo advogado Celso Vilardi, que atuou pela defesa de Bolsonaro no julgamento da ação penal.

Kassio já relata outro pedido de revisão criminal apresentado por Bolsonaro e ainda não decidiu sobre esse processo. A nova solicitação ficará sob análise do ministro no STF.

Os advogados alegam que precisavam de acesso integral às provas e de prazo suficiente para examinar o material reunido na investigação. A defesa afirma que recebeu os primeiros links para consulta aos arquivos em 14 e 15 de maio.

Novo site detalha todos os casos de corrupção de Flávio Bolsonaro

 Plataforma ‘Flávio em Fatos’ reúne 31 conexões, nove casos e 215 fontes jornalísticas e oficiais sobre o senador e candidato à Presidência da República

Tela do site 'Flávio em Fatos' - Crédito: Reprodução/flavioemfatos.com

Um novo site lançado recentemente reúne e detalha um levantamento amplo de investigações e escândalos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL). A plataforma flavioemfatos.com apresenta ao público o “Mapa de Conexões de Flávio Bolsonaro”, um compêndio estruturado a partir de dados públicos, informam os criadores da iniciativa.

De acordo com a apresentação do próprio portal, a proposta principal é dar transparência e facilitar o acesso à informação sobre as suspeitas e apurações que pesam contra o parlamentar e candidato à Presidência da República. “Ligamos os pontos. Reunimos em um só lugar os escândalos e investigações relacionadas a Flávio Bolsonaro para consulta pública, baseada em fontes jornalísticas”, destaca a publicação do site.

Ao todo, o portal contabiliza e organiza 31 conexões, nove casos principais e 215 fontes citadas para fundamentar o material. As apurações reunidas na ferramenta abordam episódios de ampla repercussão, entre os quais: