Malafaia e Bolsonaro em culto
Não é só Flávio Bolsonaro. O ódio pela Igreja Católica é algo que passa de pai para filho na família. Em 2018, o então candidato a presidente da República do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, insultou a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), dizendo que “são a parte podre da Igreja católica”.
Bolsonaro demonstrou ao longo de sua carreira política sua raiva da Igreja Católica, sobretudo com aquela parte mais comprometida com as causas sociais e os direitos dos pobres. Ele aproveitava a tribuna do Congresso Nacional para atacar o cardeal Paulo Evaristo Arns, um dos grandes lutadores contra a ditadura militar, chamando-o de alguém “sem honestidade e um aproveitador”.
As declarações contra a CNBB e o CIMI estavam diretamente relacionadas à atuação em defesa dos povos indígenas, uma das grandes obsessões de Bolsonaro. Durante a campanha, o então candidato defendia a exploração dos recursos da Amazônia por grandes empresas e questionava a política de demarcação das terras indígenas.
Bolsonaro afirmava que “a região norte do país tem um atrativo muito grande por este tipo de indústria, patrocinada por países cultos. Porque nós temos a área mais rica do mundo, não só em biodiversidade como em riquezas minerais”.
As terras indígenas eram um dos principais obstáculos à política que Bolsonaro defendia para a Amazônia. Em vez de ampliar a proteção desses territórios, ele prometia reduzir reservas e interromper novas demarcações. “Se depender de mim, essa política unilateral de demarcar terras indígenas por parte do Executivo deixará de existir, porque a reserva que eu puder reduzir, eu farei”, afirmou.