Decisão do TSE aponta descontextualização em peça publicitária que associava senador a diferentes suspeitas
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou no sábado (26) a suspensão da veiculação de um jingle da campanha de reeleição do presidente Lula (PT). A peça publicitária, intitulada “Foi o Flávio Bolsonaro”, associava o senador Flávio Bolsonaro (PL) a investigações de esquemas de “rachadinha”, compra de imóveis em dinheiro vivo e ao caso do Banco Master, relata o Metrópoles.
A propaganda eleitoral foi veiculada no rádio e na televisão entre os dias 28 e 31 de agosto de 2026, sendo transmitida em sete ocasiões por quatro emissoras. Na peça, a campanha petista utilizava uma série de questionamentos diretos: “quem pediu Daniel Vorcaro R$ 61 milhões pra fazer o filme do pai? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem teve vários depósitos em dinheiro na loja de chocolate? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem é acusado de comandar o esquema de ‘rachadinha’ no gabinete do Flávio? É o Queiroz, amigo do Flávio”, dizia um dos trechos do jingle impugnado.
Além das menções às transações financeiras e ao uso de dinheiro em espécie na loja de chocolates do senador, o material da campanha de Lula trazia à tona homenagens prestadas por Flávio Bolsonaro ao ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, apontado pelas autoridades como uma das lideranças do crime organizado no Rio de Janeiro. A propaganda questionava os ouvintes: “Quem homenageou o miliciano Adriano da Nóbrega com a medalha? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem comprou pelo menos 51 imóveis em dinheiro vivo?”.
