quarta-feira, 16 de setembro de 2026
“Flávio está nervosinho porque vai aparecer falcatrua com Vorcaro”, diz Lula
VÍDEO – Andréia Sadi bate boca com advogado ao vivo na GloboNews

Gleisi pede derrubada de posts e perfis que pedem fim do voto feminino
Candidata ao Senado pelo Paraná pede remoção de posts, preservação de dados pelas plataformas e suspensão de perfis em caso de reincidência
A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), candidata ao Senado, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a remoção de publicações de influenciadores que defendem restrições ao voto feminino ou atacam a participação das mulheres no processo eleitoral.
Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, a representação apresentada por Gleisi também solicita que as plataformas digitais sejam obrigadas a preservar os conteúdos publicados, incluindo dados sobre alcance, impulsionamento e monetização. A petista pede ainda que, em caso de conduta reiterada, os perfis responsáveis sejam suspensos temporariamente.
No pedido, a deputada afirma que circulam nas redes sociais conteúdos segundo os quais mulheres votariam “pior” do que homens, além de propostas para substituir o voto individual pelo chamado voto familiar e publicações que tratam o sufrágio feminino como um “erro histórico”.
Gleisi também citou uma declaração feita em junho pelo influenciador Paulo Figueiredo, na qual ele afirmou que mulheres votam mal. Na avaliação da parlamentar, o episódio não pode ser tratado de forma isolada. “Não era episódio isolado, mas integrava ambiente mais amplo de circulação de formulações semelhantes”, diz a representação.
Mendonça derruba vídeo que associava Flávio Bolsonaro a Vorcaro
Ministro do TSE afirmou que montagem associada a Vorcaro tinha aparência capaz de levar eleitor a interpretar cena fictícia como registro verdadeiro
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada das redes sociais de um vídeo produzido com inteligência artificial que mostrava Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, em cenas fictícias relacionadas ao Banco Master e terminava com uma simulação de sua prisão por agentes da Polícia Federal.
A decisão liminar foi assinada em 9 de setembro, segundo informação publicada pelo Metrópoles. O conteúdo já foi retirado do ar. Mendonça considerou que a montagem apresentava características visuais capazes de fazer o público interpretar como verdadeiro um acontecimento que não ocorreu.
No vídeo, Flávio aparecia dançando diante de uma fachada identificada como “Banco Master”, cercado por cédulas de dinheiro. Em seguida, a montagem mostrava o candidato sendo contido e algemado por agentes fardados da Polícia Federal.
Ao analisar o material, Mendonça afirmou que as imagens reproduziam as feições de Flávio “com aparência fotorrealista e as insere em cenário visualmente plausível, mantendo características próprias de registro audiovisual real”.
“A própria sequência em que o representante é contido e algemado por agentes fardados da Polícia Federal é construída sob forma visual capaz de conferir aparência documental a acontecimento inexistente. […] O resultado apresenta grau de verossimilhança suficiente para que, no curso ordinário da visualização, o eleitor médio possa apreendê-lo como documentação autêntica do acontecimento representado”, escreveu o ministro.
Lula cita atos golpistas e caso Marielle ao dizer por que Flávio Bolsonaro tem “raiva” de Moraes
Presidente também citou o inquérito da trama golpista, que resultou na condenação de Jair Bolsonaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem “raiva” do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes por causa da atuação do magistrado na investigação sobre os atos golpistas do 8 de Janeiro de 2023 e na apuração sobre o assassinato da ex-vereadora do município do Rio de Janeiro Marielle Franco (Psol), morta por integrantes do crime organizado em março de 2018 na capital. A entrevista foi concedida ao podcast Desde a Letra Show, apresentado por Cauê Moura e Load Comics.
Durante sua análise, o presidente Lula também citou a condenação de Jair Bolsonaro (PL) no inquérito da trama golpista. O ex-mandatário foi condenado a 27 anos de prisão, em setembro do ano passado. Outras 28 pessoas foram condenadas. Na investigação sobre os atos golpistas, ministros da Corte determinaram mais de 1,4 mil condenações.
“A raiva dele do Alexandre de Moraes é porque o Alexandre de Moraes mandou prender o cara que mandou matar a Marielle. A bronca dele com o Alexandre de Moraes é que o Alexandre de Moraes prendeu e o pai dele e os golpistas que tentaram fazer o 8 de Janeiro. Então, esse é o pavor dele”, alegou.
Monark é condenado a pagar R$ 100 mil por defender criação de partido nazista
Justiça de São Paulo considerou que declarações antissemitas feitas no Flow Podcast ultrapassaram os limites da liberdade de expressão
O influenciador Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar R$ 100 mil por dano moral coletivo após defender publicamente a possibilidade de criação de um partido nazista no Brasil e afirmar que uma pessoa poderia se declarar e agir como “antijudeu”.
A decisão foi proferida pela juíza Adriana Cardoso dos Reis, da 37ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, segundo informações publicadas pela coluna de Ancelmo Gois, de O Globo. O processo foi movido pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
As declarações que deram origem à ação foram feitas em fevereiro de 2022, durante uma transmissão do Flow Podcast acompanhada ao vivo por mais de 400 mil pessoas. Para o Ministério Público, a repercussão nacional e internacional do episódio ampliou a dimensão do dano provocado pelas falas.
O MP sustentou no processo que as declarações constituíram “manifestação nazista e antissemita e ultrapassaram os limites da liberdade de expressão”.
Lula grava vídeo de apoio à candidatura de José Dirceu a deputado federal: “reparação histórica”
“Eleger o Zé Dirceu para a Câmara dos Deputados é mais que um voto”, afirmou o presidente Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou um vídeo em que pede voto para o ex-ministro José Dirceu, candidato a deputado federal por São Paulo. Dirigindo-se ao eleitorado paulista e aos partidos que compõem a base coligada ao PT, Lula trata o voto em Dirceu como uma dívida a ser paga.
“Eleger o Zé Dirceu para a Câmara dos Deputados é mais que um voto. É fazer uma reparação histórica com um dos homens mais brilhantes na política brasileira”.
José Dirceu disputa uma vaga na Câmara pela primeira vez desde 2002, quando foi eleito deputado federal por São Paulo. Ele licenciou-se do mandato para chefiar a Casa Civil no primeiro governo Lula.
Investigadores negam existência de uma “PF paralela”
Em sessão do STF, André Mendonça e Fux acusaram a corporação de monitorar ilegalmente membros do tribunal
André Mendonça - Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil | Rosinei Coutinho/STF
A cúpula da Polícia Federal reagiu de forma contundente e rejeitou categoricamente a acusação de existência de uma suposta “Polícia Federal paralela” atuando de maneira irregular, informa a CNN Brasil. O termo foi utilizado por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a sessão de julgamento realizada na terça-feira (15), na qual a atuação da corporação foi intensamente debatida.
Haddad defende “passar o Brasil a limpo” antes das eleições
Candidato ao governo de São Paulo pediu transparência nas investigações sobre o STF
Fernando Haddad - Crédito: Diogo Zacarias / Divulgação
Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, defendeu nesta quarta-feira (16) que informações já apuradas pela Polícia Federal sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) sejam levadas ao conhecimento da população antes das eleições de outubro.
Em declaração durante agenda de campanha na capital paulista, Haddad afirmou que o país precisa ser “passado a limpo” nas próximas semanas e disse esperar que o pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino no julgamento relacionado a Alexandre de Moraes não sirva apenas para adiar uma definição.
“Temos que aproveitar essas três semanas para passar o país a limpo. Se há informações disponíveis, seguras, que foram apuradas pela Polícia Federal, elas deveriam ser conhecidas pelo grande público. A transparência, na minha opinião, vai ser o único remédio para chegarmos com mais segurança do voto que vamos depositar nas urnas”, afirmou Haddad.
“Rachadinha”: TRE barra candidatura de ex-deputado citado no mesmo relatório de Flávio Bolsonaro
Marcos Müller é réu por se apropriar indevidamente de R$ 902 mil. Flávio Bolsonaro foi denunciado por se apropriar de R$ 1,5 milhão e teve processo arquivado
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) utilizou uma acusação por “rachadinha” para indeferir o registro de candidatura do ex-deputado estadual Marcos Müller (Avante). A investigação que deu origem à denúncia contra o ex-parlamentar teve como base o mesmo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que citava o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, informa a Folha de São Paulo.
O indeferimento do registro de Müller ocorreu por meio da aplicação da tese jurídica denominada “milícia de gravata”. O conceito foi formulado no próprio TRE fluminense para ampliar o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no combate ao avanço do crime organizado e de grupos paramilitares no pleito eleitoral. A tese tem como alvo integrantes de organizações criminosas estruturadas que causam prejuízos à administração pública, prescindindo da necessidade de atuação armada direta no território.
As investigações abertas contra Marcos Müller e Flávio Bolsonaro com base no documento do Coaf, contudo, tiveram desfechos institucionais bastante distintos na Justiça. Müller foi acusado formalmente, tornou-se réu perante o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e acabou afastado do mandato parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O ex-deputado é acusado de se apropriar indevidamente de R$ 902 mil e de criar um esquema de lavagem de dinheiro por meio da aquisição de oito imóveis em nome de laranjas.
Lindbergh pede ao STF bloqueio de R$ 72 milhões em bens de Flávio Bolsonaro
Deputado relaciona recursos enviados por Vorcaro aos EUA a investimentos do Rioprevidência no Banco Master
Em vídeo publicado nas redes sociais, Lindbergh afirmou que apresentou o pedido ao Supremo e sustentou que o dinheiro teria origem ilícita. A declaração é uma acusação do parlamentar e a eventual ligação dos valores destinados ao filme com recursos do Rioprevidência ainda é objeto de investigação.
“Gente, acabo de entrar no Supremo com o pedido do bloqueio de bens de Flávio Bolsonaro no valor de R$ 72 milhões”, disse Lindbergh.
A representação apresentada pelo deputado pede medidas sobre o patrimônio de Flávio para assegurar uma eventual reparação caso as investigações comprovem irregularidades nos recursos destinados ao filme.
Talíria Petrone defende voto em Lula: “só ele pode impedir a volta do fascismo ao poder”
À TV 247, deputada denuncia a “relação intrínseca” entre Flávio Bolsonaro e episódios envolvendo crime organizado e corrupção; ela também trata de feminicídio, economia do cuidado e do fim da escala 6×1
Talíria Petrone - Crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) defendeu o voto no presidente Lula (PT) nas eleições deste ano durante entrevista ao programa 22 Horas, da TV 247. Ao comentar o cenário eleitoral, a parlamentar afirmou que a escolha entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassaria a preferência pessoal pelo atual presidente e envolveria, em sua avaliação, uma disputa sobre a preservação da democracia.
“Não precisa gostar de Lula para compreender a gravidade que está colocada”, afirmou Talíria, ao ser questionada sobre a última pesquisa Quaest que mostra Flávio Bolsonaro à frente do atual presidente em um eventual segundo turno. Na sequência, disse considerar que a eleição de Lula seria, em sua avaliação, a forma de impedir a volta da extrema-direita à Presidência.
A deputada também fez críticas à atuação de setores do Judiciário e defendeu que os Poderes atuem de maneira independente. Ao abordar o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que considera inadequada uma atuação política de ministros, especialmente durante um ano eleitoral. Segundo Talíria, as instituições deveriam ter como parâmetro a defesa da democracia.
⦾ “A única pessoa que pode impedir”
O momento de maior ênfase na defesa do voto em Lula ocorreu quando Talíria relacionou sua avaliação sobre Flávio Bolsonaro ao cenário eleitoral. Segundo ela, independentemente da preferência individual pelo presidente, seria necessário considerar o que chamou de “relação intrínseca” entre o candidato adversário e episódios envolvendo crime organizado e corrupção.
“A única pessoa que pode impedir Flávio Bolsonaro de vencer as eleições e trazer o fascismo de volta ao poder é o presidente Lula”, declarou. A deputada acrescentou que, por isso, a discussão eleitoral deveria ir “muito para além” de gostar ou não do atual presidente.
Robinho já reduziu pena em 301 dias com estudos, trabalho e leituras na prisão
Folha admite “inexperiência” de Flávio Bolsonaro e o chama de “herdeiro de visão golpista”
Emenda de Mario Frias bancou repasses irregulares de R$ 920 mil para presidente de associação de tiro
Associação contratou empresas de seu próprio dirigente usando verba federal direcionada por parlamentares do PL
Deputado federal Mário Frias - Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Recurso público proveniente de emendas parlamentares destinadas pelos deputados federais Mario Frias (PL-SP) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) foi utilizado em contratações irregulares por uma entidade do setor de tiro esportivo. A Associação Nacional Rifle (ANR) recebeu R$ 1 milhão por meio de um termo de fomento firmado com o Ministério do Esporte para incentivar a prática do tiro ao prato no município de Saltinho, em São Paulo. Desse valor, R$ 920 mil — equivalente a quase 90% do montante total — foram repassados a empresas que pertencem ao próprio presidente da entidade, informa Tácio Lorran, do Metrópoles.
A maior fatia das emendas indicadas ao orçamento da União em 2025 partiu de Mario Frias. Após a liberação da verba pela pasta do Esporte, a ANR direcionou os pagamentos a duas companhias: a Company Thzt Security LTDA recebeu R$ 527 mil, e o Clube de Tiro Desportivo Red Neck LTDA ficou com R$ 392 mil. Registros oficiais da Receita Federal confirmam que ambas as empresas têm como sócio-administrador Rafael Buscariol Zampaulo, o mesmo que assina como presidente da associação beneficiada.
Candidato por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro gasta R$ 713 mil com gráfica do Rio e empresa ligada a ex-assessores de Ramagem
Cerca de um terço da verba repassada pelo PL ao candidato em Santa Catarina foi direcionada a fornecedores fluminenses e aliados de ex-deputado
Carlos Bolsonaro - Crédito: Divulgação
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) já despendeu cerca de R$ 713 mil de sua verba eleitoral com contratadas do Rio de Janeiro — seu tradicional berço político e familiar —, incluindo uma gráfica sediada no estado fluminense e uma produtora de comunicação administrada por dois ex-assessores diretos do ex-deputado Alexandre Ramagem, informa Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Inflação de alimentos caiu de 56% para 13%, destaca Lula em comparação com Bolsonaro
Com redução expressiva no custo da cesta básica, salário mínimo com ganho real e alta no emprego, presidente reforça compromisso de continuar reduzindo o custo de vida dos brasileiros
Luiz Inácio Lula da Silva - Crédito: Ricardo Stuckert
O presidente Lula (PT) utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira (16) para destacar a desaceleração da inflação dos alimentos e a recuperação do poder de compra das famílias brasileiras, comparando os indicadores do seu governo com o período da gestão de Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com o presidente, a taxa de inflação acumulada no segmento de alimentos despencou de mais de 56% — marca registrada no acumulado dos quatro anos do governo anterior — para 13% no período correspondente da atual gestão.
Para exemplificar a diferença no impacto sobre o orçamento das famílias, Lula citou o preço de um dos itens mais presentes na mesa dos brasileiros. “Quando assumimos a Presidência, o Brasil tinha voltado ao Mapa da Fome e enfrentava uma inflação pesada sobre os alimentos, de mais de 56% no acumulado dos quatro anos anteriores. Hoje, o quilo do arroz está mais barato do que estaria se tivesse apenas acompanhado a inflação do governo anterior: seria R$ 8,43, mas está em R$ 4,93”, pontuou o presidente.
Megaoperação nacional cumpre 106 prisões e bloqueia R$ 508 milhões do crime organizado
Ação simultânea em 19 estados mobiliza a Polícia Federal e forças de segurança contra o tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro
Uma megaoperação de âmbito nacional deflagrada nesta quarta-feira (16) cumpre 106 mandados de prisão e 173 de busca e apreensão contra o crime organizado em 19 estados brasileiros. A ofensiva visa desarticulações profundas em estruturas voltadas ao tráfico de drogas e de armas, homicídios, extorsão e lavagem de dinheiro.
Além do cumprimento das ordens de prisão e de busca, as decisões judiciais determinaram o bloqueio e restrições patrimoniais que somam mais de R$ 508 milhões. Entre os bens atingidos por essas medidas de sufocamento financeiro das organizações criminosas estão imóveis, veículos de luxo, contas bancárias e valores em dinheiro vivo vinculados aos investigados.
Denominada Força Integrada IV, a mobilização reúne simultaneamente 20 bases das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs). As estruturas são coordenadas pela Polícia Federal e atuam em colaboração direta com as polícias civis, militares e penais, a Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais e outros órgãos de segurança pública.
Requião Filho vai à Justiça após emissora cancelar debate no Paraná
Candidato do PDT pede ao TRE-PR que a RIC cumpra compromisso firmado por escrito e mantenha encontro marcado para 21 de setembro
Requião Filho - Crédito: Eduardo Matisyak
O candidato ao governo do Paraná Requião Filho (PDT) acionou a Justiça Eleitoral contra a RIC, afiliada da Record no estado, após a emissora cancelar o debate entre os postulantes ao Palácio Iguaçu que estava marcado para 21 de setembro. A campanha pede ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que o encontro seja restabelecido na data prevista, com adaptação da dinâmica conforme o número de participantes.
Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo, a emissora havia confirmado por escrito a realização do debate e indicado que a programação seria mantida mesmo se houvesse desistência de candidatos. Requião Filho afirma que sua participação foi formalmente confirmada.
O cancelamento foi comunicado pela RIC no dia 10 de setembro. A justificativa apresentada foi a existência de “incertezas de participação por parte de algumas das principais candidaturas na disputa” e a complexidade operacional do evento, que envolveria mobilização de profissionais, recursos técnicos e alteração da grade de programação.
Antes disso, em ofício enviado à campanha em 2 de setembro, a emissora havia informado que o debate estava confirmado para 21 de setembro, das 18h às 19h45. No mesmo documento, a RIC registrou que todas as candidaturas haviam concordado previamente com as regras estabelecidas para o encontro.
O ofício também previa que a ausência de candidatos não impediria a realização da programação. De acordo com o documento, caso apenas um candidato comparecesse, o espaço poderia ser transformado em entrevista jornalística com o participante presente.
Na representação apresentada ao TRE-PR, a campanha de Requião Filho pede que a emissora cumpra o compromisso assumido anteriormente. Caso apenas o candidato do PDT compareça ao local, a solicitação é para que o horário seja destinado a uma entrevista, conforme possibilidade prevista pela própria RIC.
“A RIC decidiu fazer o debate, estabeleceu as regras, colheu a concordância das candidaturas, pediu a nossa confirmação e garantiu por escrito que a ausência de candidatos não impediria a programação. Nós fizemos a nossa parte e queremos que eles façam a deles”, afirmou Requião Filho.
Em mensagens, Gilmar Mendes enquadra Fux e Nunes Marques: “assumam que estão ferrados”
Conversas expõem fortes acusações e trocas de farpas entre ministros do STF antes da sessão plenária de terça-feira
Gilmar Mendes - Crédito: Alejandro Zambrana/STF
Uma intensa troca de mensagens reservadas em aplicativo de celular revelou um forte embate entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) antes do início da sessão ao vivo transmitida nesta terça-feira (15). O conflito, que antecedeu os trabalhos conduzidos pelo presidente da Corte, Edson Fachin, envolveu discussões acaloradas e cobranças diretas protagonizadas pelo decano Gilmar Mendes contra os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, informa Andréia Sadi no G1.
O clima de tensão entre os magistrados ocorreu na mesma semana em que foi determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, posteriormente revertido. As mensagens privadas expõem que os atritos internos já estavam acirrados antes mesmo de o plenário abordar a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.
Tebet vai lançar movimento para revelar quem recebeu cartão de crédito de até R$ 300 mil bancado por Vorcaro
Candidata do PSB ao Senado por São Paulo prepara ação de rua com cartões fictícios e busca apoio de juristas para quebrar sigilo das informações
Simone Tebet - Crédito: Flickr / Simone Tebet
A campanha da ex-ministra Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo, prepara para os próximos dias uma ampla ofensiva para denunciar o escândalo de corrupção envolvendo o Banco Master, focando nas notícias de que o ex-dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, distribuía cartões corporativos com limites de até R$ 300 mil para pessoas de seu interesse, relata Vinicius Passarelli, do Metrópoles.
Paralelamente às mobilizações políticas, a equipe da postulante ao Parlamento tem realizado conversas com juristas de sua confiança para estruturar um movimento formal focado em solicitar a quebra do sigilo dessas informações. O objetivo central da medida é trazer à tona a identidade de todos os reais beneficiários dos cartões. Integrantes da campanha trabalham com a forte suspeita de que centenas de pessoas possam ter sido contempladas pelo “agrado” financeiro.
Para dar visibilidade e chamar a atenção da população sobre o tema, a campanha de Tebet planeja distribuir um material impresso que simula a forma de um cartão de crédito com a palavra “Chega”. A réplica contará com frases como “baste de corrupção”, “bolsomaster”, “todos têm que ser investigados” e a pergunta: “o Brasil quer saber: quem, quanto, como?”.
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Cármen Lúcia acompanha Fachin, indica empate e pode levar o desempate à presidência do STF
Ministra sinaliza apoio ao presidente da Corte, mas diz que não antecipará formalmente o voto diante do pedido de vista de Flávio Dino
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia indicou nesta terça-feira (15) que acompanhará o presidente da Corte, Edson Fachin, na questão de ordem que discute a união dos julgamentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. A sinalização desenha um empate de 4 votos a 4, mas Cármen afirmou que não formalizaria antecipadamente seu voto diante do pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino.
Com a posição indicada por Cármen Lúcia, Fachin, André Mendonça e Luiz Fux formam a corrente contrária à proposta de reunir os dois julgamentos. Gilmar Mendes, autor da questão de ordem, recebeu o apoio de Dino, Cristiano Zanin e Moraes para que os procedimentos sejam analisados conjuntamente. A discussão surgiu antes do avanço do plenário sobre o mérito relacionado a Moraes.
Caso o empate seja formalizado, a aplicação das regras regimentais ganha papel central. O Regimento Interno do STF prevê voto de qualidade do presidente em determinadas situações de empate decorrente de impedimento ou suspeição. Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli deixaram a votação após declararem, respectivamente, impedimento e suspeição. A aplicação específica dessa regra ao caso, porém, admite discussão jurídica.
Ao iniciar sua manifestação, Cármen Lúcia afirmou estar “triste” com a situação enfrentada pelo Supremo e lamentou a dimensão pública que a crise interna da Corte alcançou.
“O povo brasileiro devia estar focado na eleição, mas o único assunto que via era sempre o que estava acontecendo aqui, o que não é um quadro bonito”, disse Cármen Lúcia.
Eduardo Bolsonaro diz que usará sessão do STF para pedir sanções dos EUA contra ministros da Corte
Ex-deputado cassado afirma que material sobre sessão do Supremo será levado a interlocutores nos Estados Unidos
Fachada do STF e o ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro -
O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta terça-feira (15) que pretende apresentar em Washington registros da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que discute a possível abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, o material poderá integrar sua articulação em favor de uma nova rodada de sanções dos Estados Unidos.
Eduardo publicou a mensagem no X, antigo Twitter, durante o julgamento no Supremo e afirmou que pretende levar o conteúdo da sessão à capital estadunidsense. “Tudo registrado e pronto para expor em DC onde, se Deus quiser, se iniciará uma nova rodada de sanções”, escreveu Eduardo, em referência a Washington, D.C.
Na publicação, o ex-parlamentar também dirigiu críticas aos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino. Eduardo acusou Moraes de reivindicar garantias que, segundo sua interpretação, teriam sido negadas pelo magistrado a réus em processos sob sua condução. Também criticou Gilmar por questionamentos feitos ao ministro André Mendonça e chamou Dino de “bobo da corte”.
Mendonça acompanha Fachin e defende julgamento separado do caso Moraes
Ministro sustenta que processos não têm as mesmas bases fáticas e afirma que eventual conexão não exige análise conjunta pelo STF
André Mendonça. Sessão plenária extraordinária do STF – 15/09/2026 - Crédito: Gustavo Moreno/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça acompanhou nesta terça-feira (15) o presidente da Corte, Edson Fachin, e defendeu que o julgamento relacionado ao ministro Alexandre de Moraes prossiga separadamente do procedimento que envolve o próprio Mendonça.
Durante a sessão do STF, Mendonça afirmou que uma eventual conexão entre os dois procedimentos não obriga o tribunal a analisá-los simultaneamente. A manifestação ocorreu durante a discussão sobre uma questão de ordem apresentada para que os casos fossem reunidos e julgados na mesma sessão, em 23 de setembro.
“Ainda que se considerem conexos, pode haver julgamentos separados”, disse Mendonça.
O ministro também sustentou que os procedimentos não apresentam identidade suficiente entre os fatos para justificar, em sua avaliação, a realização de um único julgamento.
“Entendo não haver as mesmas bases fáticas”, afirmou.
Moraes vota por unir seu processo ao de Mendonça no caso Master
Ministro cita risco de tumulto processual e defende que os casos sejam analisados conjuntamente em 23 de setembro
Alexandre de Moraes - Crédito: Rosinei Coutinho/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou nesta terça-feira (15) para que os casos relacionados a ele e ao ministro André Mendonça no contexto do Banco Master sejam analisados conjuntamente em 23 de setembro.
Moraes sustentou que julgar procedimentos relacionados aos mesmos fatos em datas diferentes poderia produzir decisões contraditórias e provocar tumulto processual. A possibilidade de reunir as análises está entre as questões submetidas ao plenário na sessão extraordinária.
O ministro acompanhou a posição favorável à reunião dos casos defendida por Gilmar Mendes e Flávio Dino. Cristiano Zanin também se manifestou pela análise conjunta. O presidente do STF, Edson Fachin, divergiu e defendeu que o procedimento relacionado a Moraes continuasse a ser examinado separadamente.
“Estamos com risco concreto de tumulto processual, julgando as mesmas coisas mas com sinais invertidos, hoje e não na próxima quarta-feira”, disse Moraes durante a sessão.
A discussão ocorre em torno da Petição 16.662, relacionada a Moraes, e da Petição 16.704, que envolve questionamentos sobre a atuação de Mendonça e cuja análise está prevista para 23 de setembro. Fachin havia mantido os procedimentos em datas distintas, enquanto outros integrantes da Corte passaram a defender a reunião das análises.
Ao justificar sua posição, Moraes argumentou que o plenário não poderia substituir o titular da ação penal e destacou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a extinção da Pet 16.662.
“Quem vai acusar de ofício é o tribunal? Isso fere o princípio acusatório”, afirmou.