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Mensagens trocadas entre o ex-banqueiro e diretor do Banco Master envolvem o advogado Kevin Marques e contrato via consultoria
Ministro do STF Kassio Nunes Marques - Crédito: Fellipe Sampaio/SCO/STF
O conteúdo integral do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, entregue a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira (14), revela mensagens de texto nas quais o empresário trata de pagamentos que seriam destinados ao advogado Kevin Marques, filho do ministro da Corte, Kassio Nunes Marques. As transferências teriam como intermediária a empresa Consult Inteligência Tributária, informa Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.
As conversas foram mantidas entre Daniel Vorcaro e Luiz Rennó, que exercia o cargo de diretor jurídico do Banco Master. Nas mensagens registradas, Rennó faz menção expressa a repasses mensais no valor de R$ 500 mil.


Pesquisa trimestral da pecuária do IBGE revela marcas históricas no abate de animais e avanço na produção de leite, couro e ovos no país
Carne bovina - Crédito: Divulgação
O setor pecuário brasileiro registrou marcas históricas no segundo trimestre de 2026, impulsionado pelo crescimento no abate de bovinos, suínos e frangos, além de avanços na captação de leite, produção de ovos e processamento de couro, informa a Pesquisa Trimestral da Pecuária divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No setor bovino, o país alcançou o melhor resultado para um segundo trimestre em toda a série histórica da pesquisa. Entre abril e junho de 2026, foram abatidas 10,72 milhões de cabeças de bovinos, um crescimento de 1,3% em comparação ao mesmo período de 2025 e de 4,0% frente ao primeiro trimestre de 2026. O mês de junho destacou-se com a maior atividade do período, somando 3,66 milhões de cabeças (alta de 3,5% em relação a junho de 2025). O abate de fêmeas teve recuo de 1,9% na comparação anual, mas subiu 2,0% em relação ao trimestre anterior.
Plenário julga nesta terça-feira se abre investigação contra ministro; aliados preveem embate duro com André Mendonça e outros integrantes da Corte
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve viver nesta terça-feira (15) uma sessão de alta tensão política e institucional ao analisar se abre ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no âmbito do caso Master.
Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, aliados de Moraes afirmam, nos bastidores, que o ministro está disposto a enfrentar André Mendonça e outros colegas da Corte durante o julgamento. A avaliação desse grupo é que o debate poderá expor relações de integrantes do Supremo com o Banco Master ou com o empresário Daniel Vorcaro.
Um ministro aliado de Moraes afirmou à coluna, sob reserva, que o magistrado e seu grupo estão “pintados para a guerra”. A expectativa é que Moraes apresente uma defesa dura e, ao mesmo tempo, questione a atuação de outros ministros no caso.
“Vai ser uma tragédia. Vão expor as vísceras de alguns ali. Vai ser uma carnificina. Vai ser um show de horrores. O (presidente do STF, Edson) Fachin não vai segurar. Estão pintados para a guerra”, disse o aliado de Moraes ao Metrópoles.
Decisão vincula posicionamento do ministro contra restrição de tarifas ao interesse de fundos e à promoção de familiar na SP Regula
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a adoção de uma série de providências para esclarecer indícios de irregularidades na concessão de serviços funerários, cemiteriais e de cremação no município de São Paulo e suas conexões com apurações relativas ao Banco Master, segundo decisão proferida no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.196. Na decisão, o relator elencou que o voto divergente proferido pelo ministro André Mendonça — contrário ao estabelecimento de teto para as tarifas e favorável às empresas concessionárias — atendeu diretamente a interesses de fundos vinculados ao Banco Master e coincidiu temporalmente com a ascensão profissional de seu irmão, Alexandre de Almeida Mendonça, no órgão municipal encarregado de fiscalizar o setor.
Entre as providências ordenadas por Flávio Dino estão a intimação do Município de São Paulo e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo (SP Regula) para prestarem esclarecimentos sobre a concessionária Cortel SP. Além disso, a decisão exige o envio de informações e documentos por parte da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), além do encaminhamento de cópia dos autos ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para instruir apurações sobre as condutas de André Mendonça.
Flávio Dino aponta indícios de irregularidades em concessões funerárias e solicita ao STF apuração sobre a conduta de Mendonça
Flávio Dino e André Mendonça - Crédito: STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma série de providências para apurar a existência de eventuais irregularidades na concessão dos serviços funerários, cemiteriais e de cremação no município de São Paulo, bem como a sua relação com investigações envolvendo o Banco Master, segundo decisão proferida nesta terça-feira (15) no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.196. Na decisão, o magistrado destacou a existência de um conjunto indiciário relevante e grave envolvendo a concessionária Cortel, fundos geridos pela instituição financeira controlada pelo empresário Daniel Vorcaro e a atuação do ministro André Mendonça na tramitação e votação do processo na Corte.
Entre as medidas ordenadas por Dino estão a intimação do Município de São Paulo e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo (SP Regula) para prestarem esclarecimentos sobre a concessionária Cortel SP. Além disso, o relator determinou requisições de informações e documentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), bem como a apresentação de cópia da decisão ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, para juntada nos autos em que se apuram as condutas do ministro André Mendonça.
A controvérsia em torno da privatização dos cemitérios paulistanos teve início em 24 de novembro de 2024, quando Dino proferiu decisão liminar determinando que a Prefeitura de São Paulo restabelecesse a comercialização e a cobrança dos serviços funerários, cemiteriais e de cremação com o teto de valores praticado imediatamente antes das concessões, atualizado pela inflação. A medida cautelar foi adotada diante das evidências de que os preços cobrados pelas concessionárias privadas eram abusivos e incompatíveis com a natureza pública dos serviços.
Em 13 de março de 2025, o relator proferiu decisão complementar determinando o reforço da transparência, a ampla divulgação de tabelas de preços e gratuidades, a ampliação dos canais de reclamação aos usuários, o aprimoramento da fiscalização e a revisão das multas aplicadas às empresas. No entanto, ao submeter a medida ao referendo do Plenário do STF em 14 de março de 2025, o julgamento foi suspenso no dia seguinte devido a um pedido de vista formulado pelo ministro André Mendonça.


Sessão do STF poderá decidir pela abertura de investigação, anular o relatório da PF ou determinar uma nova análise dos dados
Sede do STF - Crédito: Ag. Brasil
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliará nesta terça-feira (15), se as mensagens trocadas entre o empresário Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes justificam a abertura de uma investigação. Além de examinar o conteúdo reunido pela Polícia Federal, a Corte poderá anular o relatório por falhas formais ou encaminhar os dados a outro integrante do Ministério Público para uma nova análise.
O julgamento ainda envolve dúvidas sobre o objeto exato da sessão, a participação de ministros citados no material e a validade jurídica do documento produzido pela PF. Nos bastidores, integrantes do tribunal consideram possível um placar apertado, atualmente estimado em 4 votos a 3 pela abertura de algum tipo de apuração, informa o G1.
Relator do caso, o presidente do STF, Edson Fachin, será responsável por abrir a discussão com um resumo dos fatos e pela definição das questões que deverão ser decididas. Após a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e eventuais sustentações orais, Fachin apresentará seu voto. Os demais ministros votarão na sequência estabelecida pelo regimento, antes da proclamação do resultado.