Relações atribuídas aos filhos dos ministros com o Banco Master podem provocar questão de ordem no plenário
Kassio Nunes Marques e André Mendonça - Crédito: Gustavo Moreno/STF | Rosinei Coutinho/STF
A disputa interna no Supremo Tribunal Federal (STF) pode ganhar uma nova frente na sessão plenária de terça-feira (15), quando ministros alinhados a Alexandre de Moraes avaliam levantar uma questão de ordem para discutir a eventual suspeição de Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. O argumento em estudo envolve relações atribuídas aos filhos dos dois magistrados com pessoas ou negócios ligados ao Banco Master.
Segundo a Folha de São Paulo, integrantes do grupo de Moraes estudam levar a discussão ao plenário antes de a Corte avançar sobre o mérito das mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Moraes é apoiado por Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin nessa disputa interna.
A iniciativa integra a reação do grupo à decisão do presidente do STF, Edson Fachin, de separar os julgamentos relacionados às suspeitas envolvendo Moraes e André Mendonça. A sessão sobre Moraes está marcada para terça-feira, enquanto as alegações contra Mendonça serão examinadas posteriormente.
⦾ Suspeição de Kassio e Fux entra no radar
No caso de Nunes Marques, a questão de ordem deverá mencionar que uma consultoria ligada ao advogado Kevin Marques, filho do ministro, recebeu R$ 6,6 milhões do Banco Master.
Em relação a Fux, o argumento envolve Rodrigo Fux, também advogado e filho do ministro, que esteve entre os convidados de Vorcaro em um camarote VIP na Sapucaí em 2025.
Moraes e seus aliados avaliam, segundo a reportagem, que os dois episódios podem suscitar dúvidas sobre eventual conflito de interesse e defendem que o plenário examine a questão antes de avançar para o mérito das mensagens de Vorcaro.



