sexta-feira, 11 de setembro de 2026

PF registra ligação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro na data de pagamento para Dark Horse

 Contato telefônico coincide com envio de recursos para fundo nos EUA responsável pelo financiamento de ‘Dark Horse’

Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro - Crédito: Reprodução | Ton Molina/Agência Senado | Brasil247/DALL-E

A Polícia Federal registrou que uma ligação telefônica entre o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro ocorreu exatamente no mesmo período da última remessa de dinheiro identificada para o fundo utilizado no financiamento de Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro (PL), informa Matheus Leitão, do Metrópoles.

De acordo com dados presentes em uma representação formal da corporação, Vorcaro e o parlamentar conversaram por telefone no dia 16 de setembro de 2025. A data do diálogo coincide com o último repasse financeiro realizado pela empresa Entre Investimentos para o Havengate Development Fund, estrutura sediada nos Estados Unidos e responsável pelos aportes na produção cinematográfica.

As investigações apontam que a interação entre ambos continuou logo após o telefonema. Segundo os relatórios da Polícia Federal, no dia seguinte à ligação, Flávio Bolsonaro e o banqueiro trocaram mensagens de texto com o objetivo de agendar um novo encontro presencial. O monitoramento dos investigadores identificou ainda outros contatos e chamadas telefônicas adicionais ao longo daquele mesmo mês.

PF aponta “assessoria paralela” a Vorcaro em reunião com o bolsonarista Campos Neto


             Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master. Foto: reprodução

A Polícia Federal (PF) apontou que Daniel Vorcaro recebeu orientações de um servidor do Banco Central (BC) sobre assuntos que deveriam ser abordados em reuniões com Roberto Campos Neto, então presidente da autoridade monetária. A informação consta de relatórios tornados públicos nesta sexta-feira (11), após a retirada do sigilo de investigações relacionadas ao Banco Master.

Segundo a PF, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, servidores afastados do BC, atuaram de maneira reiterada como consultores informais de Vorcaro. Os investigadores afirmam que eles forneceram orientações, revisaram documentos e intervieram em assuntos ligados à supervisão bancária em benefício dos interesses do então controlador do Banco Master.

Paulo Sérgio chegou a enviar a Vorcaro a portaria de sua promoção para chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária (Desup). O setor é responsável por monitorar capital e liquidez dos bancos e acompanhar práticas de gestão e controles internos das instituições financeiras.

A PF afirma que, a partir desse período, a atuação do servidor “passa a assumir contornos de verdadeira assessoria paralela”. Uma das mensagens destacadas pelos investigadores foi enviada em 21 de dezembro de 2023.

Na conversa, Paulo Sérgio “toma a liberdade” de sugerir a Vorcaro pontos que poderiam ser apresentados em reuniões com o “Presi”. Ao analisar o diálogo, a PF registra: “infere-se tratar-se do presidente do BCB, à época, ROBERTO CAMPOS NETO”.

Entre as orientações, Paulo Sérgio recomendou que Vorcaro demonstrasse como o Banco Will poderia ampliar a oferta de serviços de pagamento e contas correntes para uma base de aproximadamente 4 milhões de clientes do Credcesta. O Banco Master, em conjunto com a Reag Investimentos, adquiriu o Will Bank em fevereiro de 2024.

Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana. Foto: reprodução
“Tal fato indica que as orientações, seguidas ou não, culminaram na efetiva aquisição do referido banco”, afirma a PF. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank em 21 de janeiro de 2026.

PF suspeita de “lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção” de Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse

 Ministro André Mendonça autoriza inquérito sigiloso para apurar financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro com recursos do Banco Master

Flávio Bolsonaro, agente da PF, Daniel Vorcaro e, ao fundo, Congresso e Banco Master - Crédito: Reprodução I Divulgação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um procedimento investigatório sigiloso para apurar a conduta do senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, no financiamento do filme “Dark Horse” — produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro (PL). A apuração foca nos supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos.

A decisão de instaurar o inquérito em separado foi proferida por Mendonça em julho e tornou-se pública após a queda do sigilo de documentos do chamado “caso Master”. Embora o despacho autorizativo do ministro esteja anexado aos autos do inquérito principal do Banco Master, a investigação individualizada direcionada a Flávio Bolsonaro tramita sob segredo de Justiça, o que indica a existência de diligências em andamento pela Polícia Federal (PF).

A abertura da apuração formal atendeu a um pedido expresso da autoridade policial e contou com a manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). No texto da decisão transcrita no processo, o relator destacou a solicitação encaminhada pelos investigadores:

“A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro (…) Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”, registrou o ministro André Mendonça.

Diretor da PF diz que vai expor a Fachin “erros” da decisão de Mendonça


       Andrei Rodrigues durante coletiva no Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: Reprodução

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pretende apresentar ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, os pontos que considera “erros” na decisão do ministro André Mendonça que determinou seu afastamento do comando da corporação. A manifestação ocorre durante uma crise que envolveu decisões divergentes no STF sobre a permanência de Rodrigues no cargo. Com informações de Folha de S.Paulo.

Flávio Dino reintegrou Andrei Rodrigues à direção da PF nesta quarta-feira (9). Horas depois, Fachin anulou as decisões tomadas no caso, manteve o diretor-geral no posto e pediu esclarecimentos sobre os fatos em até 48 horas.

Na decisão que afastou Rodrigues, André Mendonça o acusou de participar da elaboração de um relatório de inteligência que mencionava o monitoramento do ministro. O chefe da Polícia Federal quer rebater essa interpretação diretamente ao presidente da Corte.

A Advocacia-Geral da União colocou sua equipe à disposição de Rodrigues para assessorá-lo, caso ele solicite o apoio. O presidente Lula (PT) disse a interlocutores que confia no diretor-geral da PF.

Flávio Bolsonaro é investigado no STF em inquérito sobre Dark Horse

 Mendonça determina investigação que apura suspeita de “lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos” no financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro

Flávio Bolsonaro - Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a instauração de um inquérito sigiloso para investigar a atuação do candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, no financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro (PL). A apuração foca nas suspeitas da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

A determinação do magistrado ocorreu em julho deste ano, mas os desdobramentos sobre a participação direta de Flávio vieram a público recentemente após o STF retirar o sigilo do caso Master. O despacho de Mendonça integra o inquérito principal ligado ao Banco Master, contudo, o procedimento específico contra o parlamentar segue sob segredo de Justiça por conta de diligências em andamento conduzidas pela Polícia Federal (PF).

A abertura do inquérito foi solicitada pela Polícia Federal e contou com o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). No despacho transcrito pela autoridade judicial, lê-se a fundamentação apresentada pelos investigadores:

“A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro (…) Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”, proferiu Mendonça.

MP do RJ investiga contrato de R$ 518 mil de instituto de Mendonça


       André Mendonça, ministro do STF, no Instituto Iter. Foto: reprodução

O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu inquérito civil para investigar o contrato de R$ 518 mil firmado entre o governo estadual e o Instituto Iter, fundado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. O acordo firmado ainda na gestão de Cláudio Castro (PL) prevê 120 vagas em cursos de segurança pública, ao custo de R$ 4.316,66 por inscrição.

A Secretaria de Segurança Pública ainda não efetuou pagamento porque o instituto não prestou o serviço. A primeira turma tem aulas previstas para 29 e 30 de setembro e 1º de outubro, no auditório do Instituto de Segurança Pública.

A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Patrimônio Público e da Cidadania da Capital pediu à pasta documentos sobre a contratação até o início de outubro. O MP requisitou a justificativa para a inviabilidade de competição, termo de referência, proposta comercial, pesquisa de mercado ou justificativa de preços, parecer jurídico e comprovantes da realização dos cursos e da participação dos servidores.

Ao jornal Ururau, o governo do Rio afirmou que conduziu as contratações “rigorosamente dentro dos parâmetros legais” da Lei de Licitações, com comprovação da notória especialização da instituição e compatibilidade dos valores com o mercado. O Iter declarou desconhecer o inquérito e disse que suas contratações por órgãos públicos decorrem de decisões da administração pública.

O pastor bolsonarista alvo da PF no caso “Dark Horse”


      O pastor Ademar de Sena Sampaio. Foto: reprodução

O pastor evangélico e empresário Ademar de Sena Sampaio virou alvo da Polícia Federal na operação Make Up, que apura suspeitas de desvio de recursos públicos ligados à produção de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação também alcança o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a operação deflagrada na quinta-feira (10). A decisão impôs a Ademar a proibição de deixar o país sem autorização judicial, a entrega dos passaportes à PF e a vedação de contato direto ou indireto com os demais investigados.

Nos autos, o bolsonarista Ademar aparece como um elo entre Karina da Gama, ligada à produção do longa, e Mário Frias. A apuração cita sua proximidade política com o deputado, que também entrou na lista de alvos das medidas judiciais.

O pastor figura como sócio-dirigente da Upcon Serviços Especializados, empresa criada em 2016 e voltada à construção de edifícios, com capital social de R$ 800 mil. A PF investiga contratos da companhia para obras em Camacan, na Bahia, incluindo módulos sanitários e um galpão industrial.

“Uma bosta”: O recado de Anitta que deixou participantes do “Estrelas da Casa” em alerta


     Anitta durante participação no reality musical “Estrelas da Casa”. Foto: Reprodução

Anitta aconselhou os participantes do “Estrelas da Casa” após as apresentações do Festival desta quinta-feira (10). A cantora, que atua como conselheira na terceira temporada do reality, lembrou que o público passará a decidir o destino dos concorrentes e falou sobre a importância da relação com os fãs.

“No primeiro deslize, na primeira fala, palavra errada, no primeiro desafinado, roupa equivocada, desrespeito que não percebeu… você vai ser crucificado diariamente nas suas redes”, afirmou. Anitta também defendeu as críticas que faz aos artistas durante o programa e disse que a produção lhe dá liberdade para apontar questões nas performances.

A artista afirmou que vê potencial nos participantes e comparou o momento deles ao início de sua própria carreira. “Vocês estão aqui como aprendizes. É uma oficina que vocês estão tendo. Cantores vocês já são. O que estamos oferecendo é um saber que só o dia a dia e as porradas da vida nos dão”, declarou. No encerramento, brincou: “Ninguém mandou reclamar das minhas intervenções, vocês vão ficar sem saber”.

TCE-PR já havia alertado para risco de fundo exposto ao Banco Master

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) já havia alertado para os riscos de investimentos em letras financeiras do Banco Master feitos pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) de Imbituva, no Paraná. O órgão apontou problemas na operação antes da liquidação da instituição financeira.

Daniel Vorcaro  -  Crédito: Banco Master/Divulgação

Segundo a CNN Brasil, o relatório do TCE-PR destacou que os recursos aplicados no Banco Master não contavam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que, após a liquidação da instituição, “impôs consequências críticas aos investidores”.

O documento também registrou três pontos considerados centrais pela Coordenadoria de Acompanhamento de Atos de Gestão (CAGE), unidade técnica do tribunal: descumprimento da política de investimentos, risco de crédito considerado inadequado ao perfil do RPPS e expectativa de dano financeiro.

Entre as irregularidades apontadas estava a compra de um ativo com classificação de risco inferior ao mínimo exigido pela política de investimentos do fundo previdenciário.

O TCE-PR também avaliou que a Letra Financeira do Banco Master apresentava risco elevado para os parâmetros adotados pelo próprio regime de previdência de Imbituva.

Naquele momento, ainda não havia prejuízo consolidado, mas o tribunal já identificava possibilidade concreta de dano ao patrimônio do fundo.

Festa das “suíças”: Vorcaro e Fábio Faria promoveram evento para políticos com 120 “novinhas”

    Cenas da festa organizada por Vorcaro. Foto: reprodução


Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ex-ministro das Comunicações Fábio Faria organizaram uma festa de Halloween em São Paulo que reuniu cerca de 120 mulheres e apenas 20 homens. Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que o banqueiro queria “Só menina nova” no evento e que os celulares dos convidados deveriam ficar retidos na entrada.

De acordo com informações da Piauí, a festa ocorreu em 31 de outubro de 2023, no Madame Underground Club, conhecido como Madame Satã, na capital paulista. Segundo as conversas, Fábio Faria ficou responsável principalmente pelos convites aos homens, enquanto o promoter Tiago Polo buscava mulheres, incluindo integrantes ou pessoas ligadas ao casting de agências como Mega, Ford e Joy.

Nas mensagens, Vorcaro demonstrou preocupação com quem participaria da noite. “Cara, tem 120 mulheres e 20 homens. Tô tendo que tirar mulher porque não tá cabendo”, escreveu o banqueiro. Ele evitava revelar previamente o endereço exato da festa e dizia apenas que o local seria próximo ao hotel Rosewood.

Faria também conversou com Vorcaro sobre autoridades que poderiam comparecer. Em uma mensagem, escreveu: “Davi e Pacheco fechado para terça. Chamei Toffoli tb”, em referência aos senadores Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco e ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Depois acrescentou: “Davi tá louco perguntando se as suíças vão vir. Se der vms trazer”. Vorcaro respondeu: “Virão, sim”.

“Acabou a blindagem”: Lindbergh cobra Flávio Bolsonaro após Fachin agir no caso Master

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e o senador e candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados/Agência Senado


O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) reagiu nesta quinta-feira (10) ao avanço pela retirada do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master e voltou a cobrar explicações de Flávio Bolsonaro sobre os milhões enviados por Daniel Vorcaro ao fundo usado no financiamento de “Dark Horse”. “Acabou a blindagem!”, escreveu. Na mesma publicação, questionou: “Flávio, cadê os 70 milhões que você tomou do Vorcaro?”.

O movimento citado pelo petista precisa de uma ressalva: Edson Fachin não retirou pessoalmente, de uma só vez, todo o sigilo das investigações. O presidente do STF pediu a André Mendonça que suspenda o segredo do processo do caso Master e propôs que as informações sejam tornadas públicas, com exceção das diligências cujo sigilo seja estritamente necessário. Como Mendonça é o relator, cabe a ele definir a extensão da abertura dos autos.

A medida ocorre depois de uma ofensiva por maior transparência. Lindbergh e outros parlamentares já haviam pedido ao STF a retirada do sigilo das investigações envolvendo Flávio Bolsonaro e o financiamento de “Dark Horse”. Na quarta-feira (9), o PT voltou a cobrar de Mendonça e Flávio Dino a abertura dos procedimentos relacionados ao Master, após Lula defender publicamente a divulgação integral das investigações, ressalvadas as informações legalmente protegidas.



Mendonça vai tirar caso Master do sigilo, mas vai mostrar só o que ele quiser; entenda


        André Mendonça, ministro do STF. Foto: reprodução

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, solicitou ao ministro André Mendonça a abertura parcial do sigilo no caso Master, mas, de acordo com Daniela Lima do Uol, deixou com o relator a decisão sobre quais documentos poderão chegar ao público sem comprometer a investigação.

Fachin fez o pedido na noite de quinta-feira (10). O gabinete de Mendonça respondeu cerca de uma hora depois, após a solicitação do presidente do STF se tornar conhecida.

Uma das providências requisitadas prevê o envio aos demais ministros de todo o material relacionado ao caso Master, por ocasião do julgamento que envolve o ministro Alexandre de Moraes.

Fachin também pediu a divulgação dos elementos que não apresentem risco para as apurações. O presidente do STF usou o verbo “solicitou”, sem determinar previamente quais peças deveriam perder o sigilo.

Relatório da PF mostra que Vorcaro soube de investigação sigilosa antes de operação

Banqueiro teria descoberto a vara, o juiz e integrantes da equipe do caso Master antes da ação que resultou em sua prisão

Daniel Vorcaro – banco Master - Crédito: Divulgação

O banqueiro Daniel Vorcaro teve acesso antecipado a informações sigilosas sobre a investigação do Banco Master, incluindo a vara responsável, o nome do juiz e a identidade de integrantes da equipe que conduzia o caso, segundo relatório da Polícia Federal.

As informações constam de documentos divulgados após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de 15 procedimentos relacionados ao caso Master. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (11), a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin. O conteúdo foi revelado pela CNN Brasil.

Em um pedido de prorrogação do inquérito apresentado em novembro de 2025, a delegada responsável pela investigação afirmou que a corporação havia reunido elementos considerados consistentes sobre o conhecimento prévio do banqueiro.

“Já foram consolidados indícios veementes de que o investigado, Daniel Bueno Vorcaro, soube de maneira antecipada e antes da deflagração não apenas o fato de existir investigação criminal em curso, mas também a vara, o nome do juiz que conduzia o feito, bem como o nome de diversos membros da equipe de investigação”, declarou a delegada no documento.

Moraes planeja fazer pronunciamento na véspera de julgamento no STF

 Ministro avalia falar na segunda-feira, um dia antes de o STF analisar pedido para autorizar sua investigação

O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)  Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), avalia transferir para a próxima segunda-feira (14) um pronunciamento público em defesa de sua atuação em investigações conduzidas na Corte. A nova data colocaria a manifestação um dia antes de um julgamento previsto para terça-feira (15), quando o plenário deverá analisar um pedido de autorização para investigação do magistrado. As informações são do jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil.

Moraes havia programado uma manifestação para esta quinta-feira (10), com o objetivo de defender sua atuação como relator do inquérito das Fake News, mas o pronunciamento foi cancelado cerca de uma hora depois de ser anunciado.

Integrantes do Supremo avaliaram que uma declaração pública de Moraes neste momento poderia trazer novamente a instabilidade institucional para o centro do debate público. Essa preocupação teria pesado na decisão de não realizar o pronunciamento nesta quinta.

Mendonça derruba sigilo de 15 processos ligados ao caso Master após pedido de Fachin


         O ministro André Mendonça, do STF. Reprodução

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (10) o levantamento do sigilo da PET 15.556 e de outros 14 procedimentos relacionados às investigações do caso Master. A decisão atende a uma solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin.

“Em harmonia à solicitação formulada pelo eminente Presidente, Ministro Edson Fachin, promovo o levantamento do sigilo”, escreveu Mendonça no despacho, registrado na PET 16.704.

Além da PET 15.556, Mendonça retirou o sigilo do INQ 5.026, RCL 88.121, PET 15.198, INQ 5.035, PET 15.478, PET 15.504, PET 15.562, PET 15.563, PET 15.693, PET 15.976, PET 15.977, PET 15.978, PET 16.019 e PET 16.662.
Despacho de André Mendonça

Edson Fachin pede retirada de sigilo do caso Master

Presidente do Supremo solicita acesso aos procedimentos e restringe sigilo a diligências que dependam de reserva para serem executadas

Edson Fachin - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, pediu nesta quinta-feira (10) o levantamento do sigilo das investigações relacionadas ao caso Banco Master, mantendo sob reserva apenas informações que possam comprometer diligências ainda pendentes. Conforme o despacho do magistrado, a medida antecede a sessão extraordinária marcada para 15 de setembro, quando o plenário analisará documentos produzidos pela Polícia Federal.

No documento, Fachin solicita ao ministro André Mendonça o compartilhamento de todos os procedimentos relacionados à Petição 15.556 com a Presidência do STF e os gabinetes dos demais ministros. A determinação também pede a abertura dos dados vinculados ao processo, com exceção dos elementos que precisem permanecer reservados para preservar futuras medidas investigativas.

“Tendo em vista a inclusão da Pet 16.662 em calendário de julgamento na sessão extraordinária de 15 de setembro de 2026 e considerando que a Pet 16.662 foi formada a partir da Pet 15.556, solicita-se ao eminente ministro André Mendonça (relator da Pet 15.556), a remessa, em HD próprio, a esta Presidência e aos gabinetes dos eminentes ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556, bem como o levantamento do sigilo da Pet 15.556 (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados), ressalvado apenas o que diga respeito a diligências cujo sigilo seja imprescindível à realização da medida”, diz Fachin.

Tarcísio tem 49,7% e Haddad 34,5% na disputa pelo governo de São Paulo, indica pesquisa

Marina Silva e Simone Tebet lideram corrida ao Senado, aponta levantamento do Paraná Pesquisas

Tarcísio de Freitas mantém a liderança com 40%, mas distância para Fernando Haddad, com 27%, recua de 15 para 13 pontos na pesquisa Quaest
Crédito: Douglas Gomes/Republicanos | Diogo Zacarias

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 49,7% das intenções de voto na disputa pelo governo de São Paulo, enquanto o ex-ministro Fernando Haddad (PT) registra 34,5%, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (11). Na mesma pesquisa, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) ocupam as duas primeiras posições no cenário estimulado para o Senado, com 30,4% e 29,5%, respectivamente.

No primeiro cenário estimulado para o governo paulista, Tarcísio tem vantagem de 15,2 pontos percentuais sobre Haddad. Os demais candidatos não chegam a 2%. Outros 7% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos nomes, enquanto 4,4% não souberam ou não responderam.

Os números mostram estabilidade em relação à rodada anterior do Paraná Pesquisas. Em agosto, Tarcísio tinha 50% das intenções de voto e passou agora para 49,7%. Haddad oscilou de 33,8% para 34,5%. Em julho, o governador registrava 48,5%, contra 35,1% do ex-prefeito da capital paulista.

Em uma simulação restrita aos dois principais nomes, Tarcísio alcança 52,9%, ante 37,5% de Haddad. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos representam 6,8%, e 2,9% não souberam responder. A série histórica mostra que o governador tinha 58,7% nesse cenário em fevereiro e passou a oscilar em torno de 52% nos últimos meses. Haddad, por sua vez, saiu de 32,4% em fevereiro para os atuais 37,5%.

O levantamento também aponta diferenças relevantes entre os segmentos do eleitorado. Entre os homens, Tarcísio registra 60,1%, contra 28,1% de Haddad. Entre as mulheres, há empate numérico: 40,5% para o governador e 40,1% para o ex-ministro, diferença muito inferior à margem de erro da pesquisa.

Tarcísio também supera Haddad em todas as faixas etárias pesquisadas. A maior vantagem aparece entre eleitores de 45 a 59 anos, grupo no qual o governador marca 53,3%, contra 32% do adversário. Entre os jovens de 16 a 24 anos, a distância é menor: 44,9% a 36,4%.

Empresário e ex-secretário do Paraná Luís Mussi morre em acidente na Grande Curitiba

Empresário foi atingido por uma carreta ao tentar atravessar a PR-423, em Araucária, na noite de quinta-feira (10). Mussi era sogro do deputado estadual Alexandre Curi.


Luís Guilherme Gomes Mussi, de 72 anos, morreu em acidente no Paraná — Foto: Redes sociais


O empresário e ex-secretário do Governo do Paraná, Luís Guilherme Gomes Mussi, de 72 anos, morreu após se envolver em um grave acidente na PR-423, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. A batida aconteceu na noite de quinta-feira (10).

Segundo a Polícia Militar (PM-PR), Mussi estava em uma caminhonete e tentava atravessar a rodovia quando foi atingido na lateral por uma carreta carregada com madeira.

Com o impacto, a caminhonete ficou completamente destruída e a carreta tombou. O empresário foi socorrido por equipes de emergência, mas morreu a caminho do hospital. O motorista da carreta não ficou ferido.

Ainda conforme a PM, o cruzamento onde aconteceu o acidente tem sinalização de parada obrigatória. As circunstâncias do acidente serão investigadas pela Polícia Civil (PC-PR).
O empresário está sendo velado nesta sexta-feira (11) na Capela Central do Vaticano e deve ser sepultado em Campo Largo.

Mussi era casado com Yvone Pimentel Mussi, filha do ex-governador do Paraná Paulo Pimentel. Era pai de Luiz Fernando, Guilherme e Paula Pimentel Mussi Khury, esposa de Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Nas redes sociais, Curi lamentou a morte do empresário.

"Luís foi um homem muito querido por todos nós, e sua partida deixa um vazio imenso em nossa família. Agradeço, de coração, todas as manifestações de carinho, solidariedade e as orações que temos recebido. Que Deus conforte a Paula, toda a família Mussi, e seus amigos e nos dê força para atravessar este momento tão difícil", escreveu

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Regional de Saúde capacita médicos e enfermeiros para inserção do “Implanon”

Novo método contraceptivo, com implante subdérmico, já está sendo disponibilizado pelo SUS

Fotos: divulgação

A 16ª Regional de Saúde de Apucarana está realizando uma capacitação para inserção de implante subdérmico. O conteúdo teórico e prático foi iniciado na quarta-feira (9), teve sequência hoje (10) e será concluído nesta sexta-feira (11), em auditório da Unopar, em Arapongas.

O primeiro dia da capacitação teve a participação de 55 médicos. E, até amanhã (sexta-feira), 130 enfermeiros estão se inteirando de todos os detalhes sobre o uso do Implanon. São 14 horas de conteúdos teóricos e práticos.

O novo método contraceptivo é uma importante estratégia para fortalecer a saúde sexual e reprodutiva e ampliar as possibilidades de planejamento reprodutivo oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O implante é um método contraceptivo de longa duração, reversível e de alta eficácia, que é inserido sob a pele do braço e libera continuamente o hormônio etonogestrel. “A incorporação e a ampliação da oferta desse método no SUS representam um avanço na possibilidade de escolha das mulheres, respeitando suas necessidades, seus projetos de vida e suas preferências”, avalia a enfermeira obstétrica Sabrina Kuniczki, coordenadora do evento.

Segundo ela, para que essa estratégia aconteça de forma segura e qualificada, é fundamental investir na capacitação dos profissionais. “É justamente esse o propósito desta oficina: preparar os profissionais para que possam realizar a inserção e o manejo do método com segurança, qualidade e responsabilidade”, assinala Sabrina.


A capacitação também contribui na integração entre Estado, municípios e profissionais de saúde, para que essa política se transforme, de fato, em acesso e cuidado para as usuárias do SUS.

A abertura oficial do evento, na Unopar, teve a presença do diretor interino da 16ª RS, Marcos Vinicius Oliveira da Costa, e do secretário de saúde de Arapongas, Carlos Eduardo Arruda, o Cadu. “Trata-se de uma importante conquista das mulheres, com um método seguro e de longa duração, com um procedimento de implante bem simples, mas existem critérios e regras a serem respeitadas, como parte de um planejamento familiar”, comentou Marcos Costa.

O secretário de saúde de Arapongas, Cadu, parabenizou a Sesa e a 16ª Regional de Saúde pela iniciativa da capacitação e, ao mesmo tempo, estimular o uso do novo método. “A oferta do Implanon comprova que a cada dia temos um Sistema Único de Saúde cada vez melhor”, enalteceu o secretário.

A partir de fevereiro deste ano, a 16ª RS começou a entregar os primeiros lotes do Implanon, atendendo mulheres de Apucarana e Arapongas. De início, o Ministério da Saúde está liberando o implante subdérmico somente para os municípios com população superior a 50 mil habitantes, sendo autorizado para mulheres de 14 a 49 anos.

O novo método é implantado, de forma subcutânea, no braço da mulher e tem duração de três anos e com comprovada eficiência contraceptiva. O implante de etonogestrel é um método reversível e de alta eficácia, que se soma a outras opções já disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Ele atua no organismo por até três anos, sem necessidade de intervenções durante esse período.

A chefe da seção de Atenção Primária e coordenadora da área materno infantil da 16ª RS, Sabrina Kuniczki, explica que, além de Apucarana e Arapongas, os demais municípios também serão atendidos na sequência.
“Trata-se de um direito de saúde sexual e reprodutiva, que contempla ainda o planejamento familiar. Nós estamos capacitando médicos e enfermeiros dos demais municípios da nossa área, para a inserção do subdérmico Implanon nas mulheres que manifestarem interesse”, anuncia Sabrina Kuniczki.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Flávio Bolsonaro se desespera, ataca Dino e fala em suposta “terceira facada”

 Flávio Bolsonaro não especificou quais teriam sido as outras supostas “facadas”, ao reagir ao avanço da investigação do caso “Dark Horse”

                     Flávio Bolsonaro  - Crédito: Captura de tela/Vídeo

O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), proferiu novos ataques nas redes sociais, à medida que seu desespero aumenta por conta do avanço nas investigações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, uma produção propagandística pró-Jair Bolsonaro.

“A terceira facada chegou”, disse Flávio Bolsonaro, em vídeo divulgado no Instagram nesta quinta-feira (10).

No vídeo, Flávio Bolsonaro não disse a quais supostas outras facadas se referia.

Ele atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, por ter mais cedo decidido que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, fosse restituído ao cargo, após o ministro do STF André Mendonça retirá-lo do cargo. Posteriormente, as decisões dos ministros a respeito da PF foram anuladas pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, que decidirá sobre a permanência de Rodrigues no cargo.

Lula acaba com a ‘taxa das blusinhas’, faz aceno à classe média e destaca isenção de imposto para importação de medicamentos

 Presidente sanciona lei extinguindo a tributação sobre compras de até US$ 50, zera imposto de medicamentos para doenças raras e defende inclusão do SUS no benefício

Luiz Inácio Lula da Silva -  Crédito: Ricardo Stuckert

 O presidente Lula (PT) sancionou, nesta quinta-feira (10), o Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 13/2026, que altera o Decreto-Lei nº 1.804/1980 e extingue oficialmente a chamada “taxa das blusinhas”. A medida coloca fim à cobrança do imposto de importação de 20% sobre compras de até US$ 50 efetuadas por pessoas físicas e limita a aplicação do regime simplificado para mercadorias de até US$ 3 mil por remessa postal internacional.

Durante discurso no ato de sanção, o presidente Lula refutou a tese de que o fim da tributação visa unicamente às populações de menor renda, destacando que as compras internacionais de pequeno valor são amplamente difundidas na classe média. “Todo mundo fala que essa lei é para ajudar as pessoas mais pobres. Não é verdade. Aqui nessa mesa todas as mulheres e alguns homens compram essas coisas baratinhas. Quem vive no celular o dia inteiro procurando notícia ruim, o que faz a maioria das pessoas, acha uma coisa para comprar inusitada, que ele nunca tinha visto. E vai comprando. É fácil pagar, paga pelo Pix. As pessoas vão comprando. E não é pobre. A classe média compra. A Dona Lu [Alckmin] compra, a filha dele compra, a Miriam Belchior compra, a nossa senadora compra, a nossa Teresa Leitão compra. Todo mundo compra. Então vamos tirar esse discurso de que ‘é para os pobres’. Não. É para quem gosta de comprar essas coisas”, argumentou o mandatário.