sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Mendonça comprou “desafeto para a vida” e Moraes está “pintado para guerra”, dizem ministros do STF

 Tensão no Supremo aumenta cada vez mais após revelação de conversas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro

Alexandre de Moraes e André Mendonça - Crédito: Victor Piemonte/STF | Gustavo Moreno/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes demonstrou forte irritação com o colega de corte André Mendonça após a divulgação de mensagens trocadas por ele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, informa Bela Megale, do jornal O Globo. O clima no tribunal é de extrema tensão, e magistrados próximos definem o estado de espírito de Moraes como de quem está “pintado para guerra”.

Lula anuncia sua posição sobre o caso Master: ‘que se investigue tudo, doa a quem doer’ (vídeo)

 De acordo com o presidente, a democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos

    Presidente Lula  -  Crédito: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (3), em vídeo, que a “nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos”. O alerta foi divulgado nas redes sociais após a repercussão das relações entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e mais três nomes da esfera jurídico política – o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Atualmente, o ex-banqueiro está preso por envolvimento em um esquema bilionário de fraudes financeiras investigado pela Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

“É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”, disse Lula, que não adotou um tom acusatório, mas defendeu a importância de investigações técnicas. “Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações”, pontuou.

“A democracia precisa de instituições fortes e respeitadas. Fica claro que nossos sistemas político e judiciário precisam de reformas profundas. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade”, complementou.

De acordo com o presidente, “o escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil”. “Roubaram milhões de pessoas de muitos estados e municípios. O banqueiro, líder do esquema, tem relações com muita gente poderosa. E foi no meu governo que ele foi preso e seu banco fechado. Há suspeita de políticos e agentes públicos envolvidos”, destacou.

“Como presidente da República, acredito que só agindo com firmeza e transparência vamos garantir que as instituições sejam respeitadas pela sociedade brasileira”, acrescentou.

Conforme o presidente, “é chegada a hora que as pessoas que atuam na vida pública honrem seu dever de ofício e coloquem o compromisso público acima de qualquer interesse individual”.

Mendonça pediu a Fachin que afastasse Moraes imediatamente, diz Natuza Nery


Os ministros do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça e Alexandre de Moraes. Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro André Mendonça teria procurado o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e pedido que ele afastasse imediatamente Alexandre de Moraes, submetendo depois a decisão ao plenário da Corte. A informação foi revelada pela jornalista Natuza Nery, da GloboNews, na noite desta quinta-feira (3), como uma apuração feita minutos antes de a Central GloboNews entrar no ar.

Segundo Natuza, Mendonça procurou Fachin “revoltado” após tomar conhecimento da medida adotada por Moraes contra ele. O pedido seria para que o presidente do Supremo afastasse Moraes ad referendum — isto é, adotasse a medida de forma cautelar e a submetesse posteriormente à confirmação do plenário. Até o momento, não há informação pública de que Fachin tenha acolhido a solicitação.

A reação ocorreu depois que Moraes pediu ao presidente da Corte a abertura de investigação contra Mendonça. O ministro atribuiu ao colega possíveis atos de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade e afirmou que ele teria perdido a imparcialidade na condução de investigações relacionadas ao Banco Master e ao INSS.

Vorcaro enviou R$ 500 mil à alfaiataria que fez terno de Mendonça; entenda


       André Mendonça e Daniel Vorcaro. Foto: reprodução

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, fez um pagamento de R$ 500 mil à mesma alfaiataria em São Paulo onde, oito meses antes, seu advogado Ciro Rocha Soares esteve com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com novas revelações da newsletter Noites Húngaras, de Paulo Motoryn. Na ocasião, o advogado enviou ao banqueiro uma foto com o magistrado e um áudio afirmando estar “trabalhando por você”.

A despesa aparece em uma fatura do cartão de crédito de Vorcaro obtida pela newsletter Noites Húngaras. O pagamento foi realizado em 24 de outubro de 2025 e consta na fatura do mês seguinte como uma cobrança de exatamente R$ 500.000,00 na “Alegrete Alfaiataria”.

Alegrete é a razão social da Alfaiataria Vasco Vasconcellos, estabelecimento que já havia aparecido em mensagens relacionadas à aproximação entre Vorcaro e Mendonça.

Fachin dá 5 dias para Moraes, Mendonça, Gonet e chefe da PF explicarem crise do Master


          Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal. Foto: Alejandro Zambrana/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu cinco dias úteis para Alexandre de Moraes, André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentarem informações sobre a crise aberta pelo caso Banco Master. Segundo a decisão divulgada pelo G1, Fachin quer reunir elementos antes de uma eventual apreciação colegiada do episódio.

Entre os pontos mais sensíveis, Fachin pede esclarecimentos sobre “indícios de que credenciais de acesso institucional tenham sido utilizadas para avaliar documento estritamente particular” e sobre a possibilidade de informações protegidas por sigilo judicial terem sido reveladas a uma pessoa investigada. O despacho, nos trechos divulgados, não identifica de forma suficiente quem teria utilizado essas credenciais nem qual seria o documento particular, razão pela qual esses elementos permanecem como questões a serem esclarecidas.

Lula e Fachin se encontram hoje em meio à crise no STF

 Presidente exige integridade na investigação do Banco Master; encontro ocorre após Fachin cobrar explicações de ministros, PGR e Polícia Federal

      Lula e Edson Fachin - Crédito: Ricardo Stuckert | Gustavo Moreno/STF

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontra nesta sexta-feira (4) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, em meio ao agravamento da crise interna na Corte e às dúvidas sobre a condução das investigações relacionadas ao Banco Master.

Segundo o jornal O Globo, os dois participarão, às 10h, no Palácio do Planalto, da cerimônia de sanção do projeto que cria o Fundo Especial da Justiça Federal (Fejufe) e o Fundo Especial do Superior Tribunal de Justiça (FESTJ). O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também confirmou presença.

O encontro ocorre um dia depois de Lula cobrar publicamente uma reação de Fachin e da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente defendeu a adoção de medidas capazes de preservar a credibilidade das apurações sobre o Banco Master.

“Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações”, afirmou Lula.

Milhões cobrados por Flávio Bolsonaro a Vorcaro foram enviados a aliados de Eduardo Bolsonaro, aponta delator

 Segundo relato de Antônio Carlos Freixo Júnior, recursos destinados ao filme sobre Jair Bolsonaro partiram de Daniel Vorcaro e chegaram a fundo no Texas administrado por advogado ligado a Eduardo; PF investiga as operações

Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Mario Frias e, ao fundo, o ator Jim Caviezel interpretando Jair Bolsonaro no filme Dark Horse
Crédito: Divulgação I Reprodução

 Dezenas de milhões de dólares que teriam sido solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, foram enviados a uma estrutura financeira nos Estados Unidos administrada por um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro. As informações constam da delação premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior, operador financeiro de Vorcaro, segundo o blog de Fausto Macedo.

De acordo com o relato do delator, Flávio Bolsonaro teria solicitado US$ 24 milhões a Vorcaro para o financiamento da produção. Conversas e documentos entregues às autoridades indicariam que pelo menos US$ 10,6 milhões foram efetivamente pagos por meio do fundo Havengate, sediado no Texas.

Freixo Júnior afirmou que os recursos transferidos ao fundo americano tiveram origem em Vorcaro e que sua participação teria consistido em executar as operações determinadas pelo banqueiro. O delator declarou não saber qual foi a utilização final do dinheiro depois que os valores chegaram aos Estados Unidos.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Operador diz que dinheiro de Vorcaro foi para fundo ligado a advogado de Eduardo Bolsonaro

Freixo Júnior entregou documentos à PGR; PF apura suspeita de evasão e possível uso dos valores na estadia do ex-deputado nos EUA

     Crédito: Divulgação/Grupo Entre

O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior afirmou que recursos do banqueiro Daniel Vorcaro financiaram transferências da Entre Investimentos para o Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas e administrado por um advogado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. A informação, prestada em acordo de colaboração premiada que ainda depende de homologação do Supremo Tribunal Federal (STF), foi publicada inicialmente por O Globo e confirmada pelo Estado de S. Paulo.

Segundo Freixo Júnior, os pagamentos foram solicitados a Vorcaro pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O argumento apresentado ao banqueiro era que os recursos seriam usados na produção de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Freixo Júnior, dono da Entre Investimentos, entregou aos investigadores documentos sobre os repasses ao Havengate. Ele declarou que o dinheiro partiu de uma estrutura financeira que mantinha com Vorcaro e descreveu como uma espécie de conta conjunta, utilizada para executar pagamentos determinados pelo banqueiro.

O empresário também apresentou comprovantes das operações de câmbio realizadas para enviar os valores ao exterior. Os registros podem ajudar os investigadores a verificar a origem do dinheiro e avançar na apuração de uma possível evasão de divisas.

A defesa de Freixo Júnior e a campanha de Flávio Bolsonaro não responderam aos pedidos de manifestação feitos pelo Estadão até a publicação da apuração.

Freixo Júnior atuava como operador financeiro de Vorcaro e assinou o acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento foi encaminhado na semana passada ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF.

O gabinete deverá marcar uma audiência para avaliar se o empresário firmou o acordo de forma espontânea. Mendonça decidirá posteriormente se homologa a colaboração, procedimento que dará respaldo jurídico ao uso das informações como meio de prova.

⦾ Como os repasses teriam sido feitos

Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro e divulgadas pelo Intercept Brasil indicam que Flávio Bolsonaro pediu ao banqueiro, em 2025, US$ 24 milhões para a produção do filme. Planilhas e registros financeiros apontaram o pagamento de pelo menos US$ 10,6 milhões, valor equivalente, na época, a aproximadamente R$ 61 milhões.

As conversas também indicaram que Flávio forneceu posteriormente os dados da conta do Havengate. Em uma das mensagens, Vorcaro informou que os pagamentos seriam realizados pela Entre Investimentos, de Freixo Júnior.

Um comprovante bancário de 13 de fevereiro de 2025 registra uma transferência de US$ 2 milhões da Entre Investimentos e Participações para o Havengate, controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. A operação passou pelo Banco BS2 e teve como destino uma conta vinculada ao JPMorgan Chase Bank.

A Polícia Federal abriu um inquérito, autorizado por André Mendonça, para investigar possíveis crimes nas transferências. A apuração também busca esclarecer se parte dos recursos foi usada para pagar despesas da permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Freixo Júnior declarou nos depoimentos que não sabia qual seria a destinação final do dinheiro. Ele sustentou que apenas cumpriu ordens de Vorcaro e atribuiu ao banqueiro a origem dos recursos enviados ao Havengate.

⦾ Situação política dos irmãos Bolsonaro

O Tribunal Superior Eleitoral aprovou na quarta-feira (2) o registro da chapa presidencial formada por Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, ambos do PL. A candidatura foi validada por unanimidade, segundo o TSE.

Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato de deputado federal em 18 de dezembro de 2025. A Mesa Diretora da Câmara declarou a perda do cargo porque ele deixou de comparecer a um terço das sessões deliberativas daquele ano, conforme o ato oficial da Câmara dos Deputados.

Fonte: Brasil 247 com informações publicada inicialmente por O Globo e confirmada pelo Estado de S. Paulo

Datafolha: Lula lidera com 38%, Flávio tem 33% e Cury dispara para 8%


Os candidatos a presidência, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert/Vitor Salles

O presidente Lula (PT) lidera a corrida presidencial com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 33%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3). Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 8%, após avançar seis pontos percentuais em relação à rodada anterior.

Na pesquisa de 21 de agosto, Lula tinha 39% e Flávio Bolsonaro, 33%. A diferença entre os dois líderes passou, portanto, de seis para cinco pontos percentuais. A oscilação de um ponto do presidente está dentro da margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos, enquanto o senador permaneceu no mesmo patamar.

A principal mudança do levantamento está no desempenho de Cury. O escritor passou de 2% para 8% e assumiu isoladamente o terceiro lugar. Na pesquisa anterior, estava atrás de Ronaldo Caiado (PSD), que tinha 5%, de Renan Santos (Missão), com 4%, e de Romeu Zema (Novo), com 3%.

Agora, Caiado aparece com 4%, Renan tem 3% e Zema registra 2%. Cury abriu quatro pontos sobre o governador de Goiás e passou a ocupar uma faixa própria entre os dois líderes e o restante dos candidatos. O crescimento do escritor já havia aparecido em outros levantamentos recentes.

Datafolha
Foto: Arte/DCM

Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) aparecem com 1% cada. Wilson Grassi (Democrata) registra 0%. Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum candidato somam 6%. A versão consultada da pesquisa ainda não apresentava percentuais fechados para todos os demais nomes e para os indecisos.

O Datafolha entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre segunda-feira (1º) e esta quinta-feira (3). O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-03669/2026.

A rodada é a primeira do instituto após o início do horário eleitoral gratuito e a sequência de entrevistas dos presidenciáveis na televisão. Lula permanece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, enquanto o avanço de Cury altera a configuração do bloco intermediário da disputa.

Fonte: DCM

Datafolha: rejeição a Flávio Bolsonaro chega a 47% e supera a de Lula


Toalhas com imagens de Flávio Bolsonaro e Lula vendidas por ambulante em São Paulo. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem rejeição de 47% entre os eleitores, enquanto o presidente Lula (PT) registra 45%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (03). Os índices medem a parcela que afirma não votar nos candidatos de jeito nenhum na disputa presidencial de 2026. Com informações de Folha de S.Paulo.

O levantamento ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em 125 cidades, na terça-feira (01) e na quarta-feira (02). Encomendada pela TV Globo e pela Folha, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03669/2026 e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Há duas semanas, Flávio Bolsonaro marcava 46% de rejeição, um ponto abaixo do resultado atual. Lula tinha os mesmos 45% aferidos agora. A candidatura do senador passou a ser tratada como o nome do bolsonarismo na corrida depois que o ex-presidente Jair Bolsonaro indicou o filho para a eleição.

Entre os demais nomes pesquisados, o escritor Augusto Cury (Avante) aparece com 9% de rejeição. Romeu Zema (Novo) tem 16%, Renan Santos (Missão) soma 15% e Ronaldo Caiado (PSD) registra 13%.
Gráfico gerado por IA

Augusto Cury ampliou presença nas redes antes da pesquisa

Cury havia sido rejeitado por 8% dos entrevistados na rodada anterior, quando ainda tinha menor nível de conhecimento. Uma estratégia de divulgação nas redes sociais acrescentou 2,5 milhões de seguidores ao perfil do candidato no Instagram, apesar de ele dispor de 35 segundos por bloco no horário eleitoral gratuito.

A campanha do candidato nega que tenha pago influenciadores ou usado robôs para impulsionar sua presença digital. Adversários levantaram suspeitas sobre a origem do crescimento nas redes.

Na pesquisa anterior, Zema, Caiado e Renan Santos estavam tecnicamente empatados na rejeição: o ex-governador de Minas Gerais tinha 16%, o governador de Goiás registrava 14% e o dirigente do Missão também somava 14%.

Marqueteiros costumam considerar taxas acima de 40% um obstáculo relevante, especialmente quando o candidato enfrenta adversários menos rejeitados em eventual segundo turno. Se Lula e Flávio Bolsonaro avançarem à etapa final, a proximidade nos índices deve concentrar a disputa nos eleitores ainda indecisos.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

Datafolha: desaprovação do governo Lula sobe a 51%, e aprovação cai a 45%


     O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa em convenção do PT em Salvador, na Bahia. Foto: Reprodução

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 51% de desaprovação e 45% de aprovação, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3). Em relação ao levantamento de agosto, a reprovação oscilou de 50% para 51%, enquanto a aprovação caiu de 47% para 45%. Com informações de g1.

O instituto também perguntou sobre a avaliação da gestão. Para 42% dos entrevistados, o governo é ruim ou péssimo; 31% o consideram ótimo ou bom, e 25% o classificam como regular.

Na pesquisa anterior, divulgada em 21 de agosto, os índices de ruim ou péssimo somavam 41%, enquanto ótimo ou bom alcançava 33%. O percentual de avaliação regular permaneceu em 25%.

Entre os entrevistados, 4% disseram não saber se aprovam ou desaprovam o governo, ante 3% na rodada anterior. Na avaliação da gestão, 1% não soube responder, mesma taxa registrada em agosto.
Gráfico gerado por IA

Datafolha ouviu 2.002 eleitores em setembro

O Datafolha entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre 1º e 3 de setembro. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03669/2026.

Nos cenários de primeiro turno divulgados junto à pesquisa, Lula aparece com 38% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro tem 33%.

Em uma simulação de segundo turno entre os dois, Lula marca 46%, e Flávio Bolsonaro, 44%, de acordo com os números publicados pelo Datafolha.

Fonte: DCM com informações do G1

Datafolha: Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro, 44%, em simulação de 2º turno


       Montagem com o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 46% das intenções de voto, ante 44% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência. Os números constam em pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3). Com informações de g1.

A diferença de dois pontos percentuais entre os dois está no limite da margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou para menos. Na rodada anterior, divulgada em 21 de agosto, Lula marcava 47% e Flávio Bolsonaro, 43%.

Na atual pesquisa, 9% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois candidatos. Outros 2% se declararam indecisos.

O instituto ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre 1º e 3 de setembro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e registro BR-03669/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.

Datafolha
Foto: Arte/DCM

Outras simulações de segundo turno

Contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece com 46%, enquanto o adversário registra 41%. Brancos, nulos ou nenhum somam 11%, e 2% não souberam responder.

Em um confronto com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o presidente alcança 48% e o mineiro tem 39%. O levantamento anotou 12% de brancos, nulos ou nenhum e 2% de indecisos nesse cenário.

A pesquisa também simulou uma disputa entre Lula e Renan Santos, do Missão. O petista obteve 47%, contra 38% do adversário; 13% declararam voto branco, nulo ou em nenhum dos nomes, e 2% não responderam.

O Datafolha realizou o levantamento por encomenda da Globo e da Folha de S.Paulo. As simulações tratam de uma eventual eleição presidencial de 2026.

Fonte: DCM com informações do G1

Erika Hilton volta a denunciar Ratinho após fala contra mulheres trans


                 Erika Hilton e Ratinho em imagens reunidas em montagem. Foto: Reprodução

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) apresentou uma nova representação contra Ratinho ao Ministério Público após o apresentador repetir declarações contra mulheres trans e questionar a atuação dela na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. A defesa da parlamentar pediu investigação por transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero. Com informações de Metrópoles.

Ratinho fez as declarações no podcast “Papagaio Falante”, apresentado por Sérgio Mallandro. Ao comentar a disputa anterior com a deputada, ele afirmou que não mudou de posição e contestou que uma mulher trans presida a comissão.

“Eu dei minha opinião e continuo com a mesma opinião. Eu acho que a Comissão da Mulher tem que ser presidida por uma mulher que seja mulher mesmo. Mulher que tem útero, que tem as dores da mulher”, disse o apresentador.

A representação trata a fala como novo episódio de ataques à identidade de gênero de mulheres trans. Erika Hilton preside a comissão da Câmara dos Deputados desde 2025.

Decisão garantiu direito de resposta a Erika Hilton no SBT

A nova medida ocorre meses após outra controvérsia judicial entre os dois. Em seu programa no SBT, Ratinho já havia dito que mulheres trans não seriam mulheres e associado a identidade feminina à menstruação, ao útero e à possibilidade de ter filhos.

Na ocasião, Erika Hilton entrou com ação civil pública e pediu R$ 10 milhões por danos morais coletivos à população trans e travesti. A deputada também afirmou que as falas atingiam mulheres que não menstruam, não têm útero ou não têm filhos.

“Ratinho interrompeu seu programa pra dizer que mulheres trans não são mulheres, que mulheres que não menstruam não são mulheres, que mulheres que não têm útero não são mulheres e que mulheres que não têm filhos não são mulheres”, escreveu a parlamentar nas redes sociais.

Em segunda instância, a Justiça de São Paulo assegurou a Erika Hilton direito de resposta. A decisão determinou que o SBT exiba um vídeo da deputada no mesmo programa e horário das ofensas, sob multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

Ratinho também move ação contra Erika Hilton na Justiça Federal. O apresentador pede esclarecimentos após a deputada compartilhar uma publicação que acusava um de seus filhos de estupro.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

Fim da ‘taxa das blusinhas’ é aprovado pelo Senado; veja o que muda


  Shein, popular loja de ‘blusinhas’ da internet, abre unidade temporária em Fortaleza. Foto: Divulgação

O Senado aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória que autoriza o Ministério da Fazenda a reduzir a zero o imposto de importação cobrado em compras internacionais de até US$ 50. A votação simbólica confirmou o texto já aprovado pela Câmara no mesmo dia, e a proposta agora segue para sanção do presidente Lula.

A MP cria o caminho legal para encerrar a cobrança de 20% que ficou conhecida como taxa das blusinhas. A redução efetiva da alíquota dependerá de ato do ministro da Fazenda, que passa a ter competência para alterar a tributação das remessas postais internacionais nessa faixa de valor.

O ICMS continuará incidindo sobre as compras internacionais. Como se trata de um imposto estadual, uma eventual isenção depende de decisão dos governos de cada estado.

O Congresso precisava concluir a análise antes de 8 de setembro, data em que a medida provisória perderia a validade. O texto avançou após um acordo entre Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Davi Alcolumbre, Lula e Hugo Motta. Foto: Divulgação
Na quarta-feira (2), a comissão mista que analisou a MP incluiu um mecanismo para medir os impactos econômicos da isenção sobre os setores produtivos brasileiros. A primeira avaliação ocorrerá três meses após a entrada em vigor das regras; as seguintes terão intervalo de seis meses.

O Ministério da Fazenda deverá analisar impactos sobre emprego, renda, arrecadação federal, competitividade da indústria e do comércio varejista. Caso identifique efeitos negativos para algum setor, a pasta deverá estudar medidas de mitigação.

A revisão obrigatória alcançará os segmentos de têxteis e vestuário, calçados, acessórios, brinquedos e cosméticos. O Congresso também reavaliará anualmente o fim da cobrança com base em dados que a Fazenda deverá apresentar até 30 de abril.

A cobrança criada em 2024 enfrentou resistência entre consumidores que compram produtos baratos em plataformas internacionais, como a Shein. Empresários do varejo nacional, por sua vez, sustentam que a isenção para importações de baixo valor amplia a concorrência desigual com empresas brasileiras.

Fonte: DCM

Após “inquisição” no JN, Lula cobra Globo por notícia sobre fim da fila do INSS


     O presidente Lula. Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou de “inquisição” a entrevista que concedeu à TV Globo na semana passada e disse que decidiu anunciar o fim da fila do INSS depois de ser questionado pelo jornalista César Tralli sobre os pedidos pendentes. Ao falar nesta quinta-feira (03), Lula também cobrou que o Jornal Nacional noticie a medida.

“Fui pra entrevista da Globo, que parecia uma inquisição. O Tralli disse: ‘Mas a Previdência tem 3 milhões’. Falei: ‘Tinha. Você tá convidado a ir a Brasília que vamos anunciar o fim da fila’”, afirmou o presidente. Em seguida, acrescentou: “Anunciamos. Vamos ver se o Jornal Nacional vai noticiar.”

O anúncio ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto com o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. Lula relatou que reconheceu, durante a entrevista, a existência de uma fila e convidou Tralli a acompanhar a apresentação dos resultados em Brasília.

Três candidatos ao Senado pelo Paraná têm disputa acirrada, diz pesquisa



Uma sondagem da Paraná Pesquisas, divulgada nesta quinta-feira (3), mostra três candidatos praticamente juntos na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal pelo Paraná. Pelos números, Deltan Dallagnol (Novo), Alexandre Curi (Republicanos) e Gleisi Hoffmann (PT) estão vivendo uma disputa acirrada.

A Paraná Pesquisas ouviu 1.280 mil eleitores do Paraná. As entrevistas foram feitas de 31 de agosto a 2 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de 2,8 pontos para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%. A sondagem está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PR-03399/2026.

Cenário estimulado

Deltan Dallagnol tem 30,8%, Alexandre Curi aparece com 28,4%, Gleisi Hoffmann tem 25,7% e Filipe Barros, 22,9%. Em seguida, Cristina Graeml (PSD) tem 13%, e Doutor Rosinha (PT)13%. Marcelo Marcelino (PCO) aparece com 1,7%, Joaquim do MLB (UP) 1,3%, e Karen Guerreiro (Missão) com 0,9%. A opção nenhum, brancos e nulos soma 7,4% e a alternativa não sabe ou não opinou representa 6,1%.