

Levantamento mostra que governador de São Paulo trocou referências ao ex-presidente por temas como gestão, família, segurança e obras
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reduziu de forma significativa as menções a Jair Bolsonaro em suas redes sociais na campanha estadual de 2026, em contraste com a eleição de 2022, quando sua candidatura esteve fortemente associada ao ex-presidente e ao bolsonarismo. A informação é de levantamento da consultoria Bites, realizado a pedido do jornal O Globo, com base em publicações feitas por Tarcísio no X, Facebook, Instagram e TikTok.
Os dados indicam uma mudança de estratégia: o governador passou a privilegiar temas de gestão e valores, como São Paulo, segurança, trabalho, família e realizações de governo.
Entre janeiro e julho deste ano, as palavras mais usadas por Tarcísio nas redes foram “São Paulo”, com 687 menções; “gente”, com 422; “história”, com 254; “direção”, com 246; “segurança”, com 240; “trabalho”, com 230; e “famílias”, com 211. Em 2022, o cenário era diferente: além do próprio nome do então candidato, apareciam com destaque termos diretamente ligados à campanha bolsonarista, como “Bolsonaro”, citado 990 vezes, e “@jairbolsonaro”, mencionado 438 vezes.
Ratinho afirmou que suas declarações foram feitas em tom de brincadeira
O apresentador Ratinho se defendeu após a abertura de um inquérito para investigar declarações consideradas LGBTfóbicas, negou ter desrespeitado pessoas ao longo de sua carreira e anunciou que pretende deixar de fazer brincadeiras no Programa do Ratinho, exibido pelo SBT, para evitar novos processos. O comunicador abordou publicamente a controvérsia na noite de segunda-feira (10).
As informações são do UOL. A investigação foi aberta pela Polícia Civil após uma denúncia relacionada a declarações feitas pelo apresentador na televisão. A manifestação ocorreu depois da repercussão de um comentário direcionado ao cantor Tiago Piquilo, da dupla Hugo & Tiago, durante o programa exibido na quarta-feira (5).
Ratinho afirmou que suas declarações foram feitas em tom de brincadeira e contestou a interpretação de que teria a intenção de ofender. Ao comentar a repercussão, o apresentador sustentou que esse tipo de interação faz parte de seu estilo na televisão e afirmou: “Nunca desrespeitei ninguém”.
Queda nos preços dos alimentos e recuo dos combustíveis aliviam o orçamento familiar, enquanto reajustes na energia elétrica residencial lideram as pressões inflacionárias do mês
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 0,07% no mês de julho, apresentando uma desaceleração de 0,09 ponto percentual em relação à taxa de 0,16% apurada em junho. Com esse resultado, a inflação acumulada no ano atingiu 3,44%, enquanto o indicador referente aos últimos 12 meses recuou de 4,64% para 4,44%. Em julho do ano passado, a taxa havia sido de 0,26%, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No tocante aos grupos de produtos e serviços pesquisados, Habitação representou a maior variação do mês, com alta de 0,99% e o maior impacto individual sobre o índice geral, adicionando 0,15 p.p. Em contrapartida, o grupo Alimentação e bebidas atuou como o principal freio da inflação ao registrar recuo de 0,67%, o que gerou um impacto negativo de 0,14 p.p. Os demais setores apresentaram oscilações que variaram entre o recuo de 0,66% em Vestuário e a elevação de 0,40% em Saúde e cuidados pessoais.
Economistas avaliam que sinalização sobre mercado de trabalho e inflação permite redução adicional da taxa de juros para 13,75% ao ano
A ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 14,25% para 14% ao ano, veio mais enxuta, direta e com sinais maiores de percepção de desaceleração da atividade econômica no país. Embora o documento não traga uma indicação formal ou explícita sobre os próximos passos da autoridade monetária, a leitura predominante entre especialistas é de que o cenário abre espaço para uma nova redução da taxa de juros no encontro agendado para setembro, relata Míriam Leitão, do jornal O Globo.
Na visão de Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, apesar de o Copom reforçar a necessidade de manter a taxa de juros em patamar elevado e destacar o processo de desancoragem das expectativas de inflação, a ata traz sinais consistentes de arrefecimento econômico, com destaque para as projeções direcionadas a 2028. Essa combinação, segundo o analista, viabiliza uma redução adicional da Selic na próxima reunião do comitê.
“Os termos colocados na ata, especialmente em relação ao mercado de trabalho, dão essa sinalização de que a gente pode ter uma queda adicional na próxima reunião. E há o reforço de que choques de oferta não devem provocar mudanças na política de juros quando seus efeitos sobre a inflação são apenas de primeira ordem. O tema geral da ata, no final, foi de que há espaço para uma acomodação adicional na próxima reunião. Obviamente, isso não foi formalizado nem sinalizado de forma explícita, mas acho que, mais do que o comunicado da semana passada, a ata abre espaço para um corte de 0,25 ponto percentual na próxima decisão”, afirma Sérgio Vale.
Por outro lado, a extensão desse ciclo de flexibilização monetária enfrenta limitações impostas por um balanço de riscos considerado assimétrico, conforme pondera o economista-chefe do Banco BV, Roberto Padovani. O analista ressalta que um conjunto de incertezas fiscais e globais exige cautela por parte do Banco Central e reduz a margem para cortes mais profundos.
“A ata fala que existe uma assimetria nos riscos. Basicamente, o que temos são expectativas de inflação acima da meta, influenciadas por choques, preocupação com a inflação de serviços, dúvidas em relação ao comportamento do câmbio, que refletem um cenário global de maior aversão ao risco, além de dúvidas fiscais domésticas e a possibilidade de estímulos do governo reacelerarem a atividade econômica. Como o BC faz o exercício quantitativo com seu modelo e chega a uma inflação de 3,2% com a Selic em 13,75%, aparentemente estaria confortável para cortar mais uma vez os juros na reunião de setembro. Mas, claramente, não daria para ir muito além de 13,75% por causa desse balanço de riscos e da possibilidade de novos choques”, explica o economista do Banco BV.
Já para Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, a eventual redução prevista para o mês de setembro deve representar o último movimento de ajuste na taxa básica de juros no decorrer deste ano.
“Novembro e dezembro combinam a volatilidade do calendário eleitoral com um El Niño de intensidade forte a muito forte, o que reduz a margem para novas quedas de juros”, analisa Gustavo Sung, projetando um cenário de encerramento dos cortes na reta final do ano diante das pressões climáticas e do ambiente político.
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
Pesquisa da Conab e do Dieese aponta redução generalizada dos preços dos alimentos em julho, com queda de 7,95% em Natal; São Luís foi a única capital a registrar alta
O custo da cesta básica de alimentos caiu em 26 das 27 capitais brasileiras em julho, indicando uma redução disseminada dos preços de produtos essenciais consumidos pelas famílias. A maior queda foi registrada em Natal, onde o valor da cesta recuou 7,95%. São Luís foi a única capital na contramão do movimento nacional, com aumento de 0,3%.
Os dados são de pesquisa realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O levantamento acompanha mensalmente os preços dos alimentos básicos nas 27 capitais e permite identificar os efeitos da produção agrícola, da oferta e das condições climáticas sobre o orçamento das famílias.
Nomeação foi publicada no Diário Oficial da União
O governo federal oficializou a mudança no comando do gabinete pessoal do presidente Lula (PT), com a nomeação de Oswaldo Malatesta Neto para o cargo de chefe de gabinete, ocupando o posto anteriormente chefiado por Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. A alteração na equipe direta do chefe do Executivo foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (11).
Ex-ministro afirma que Lula resistiu à cobrança federal e acusa oposição de atribuir medida ao governo
Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, afirmou que a chamada “taxa das blusinhas” não foi uma iniciativa sua nem partiu originalmente do governo federal. Em entrevista à CNN Brasil na segunda-feira (10), o ex-ministro da Fazenda disse que a medida atendeu a uma demanda do varejo nacional e foi incorporada pelo Congresso.
“O presidente Lula não queria cobrar (a “taxa das blusinhas”), a federal. Quem introduziu foi o Congresso Nacional. O presidente Lula não queria e ainda falou: ‘vou vetar se vocês aprovarem’”, declarou Haddad.
Segundo ele, a cobrança sobre importações de pequeno valor não tinha como objetivo principal aumentar a arrecadação, mas responder à pressão de comerciantes brasileiros que reclamavam de concorrência desigual com produtos vindos do exterior. “Qual o objetivo disso? Não era arrecadatório. Era um pedido do varejo nacional para equilibrar o que vendido numa loja e o que vem de fora. Não tem nada a ver comigo”, explicou.
Encontro presencial marca trégua após rusgas públicas
Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro - Crédito: Agência Senado I Reprodução/Redes Sociais
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) têm agenda marcada nesta terça-feira (11), em Brasília, para a realização da primeira gravação conjunta destinada ao horário eleitoral, informa Júlia Zaremba, do G1.
Este será o primeiro encontro presencial e público entre a madrasta e o enteado desde o período de desentendimentos e rusgas públicas que movimentaram os bastidores do PL nas últimas semanas. Além da participação nos programas de rádio e de televisão, os dois também figurarão lado a lado em materiais de campanha impressos e de panfletagem.
A gravação conjunta ocorre em um momento estratégico para o alinhamento da chapa. Também devem ganhar papel de destaque nos materiais de divulgação a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e a deputada federal Bia Kicis (PL) — nomes que integram a composição política ao lado de Michelle no Distrito Federal, onde concorrem, respectivamente, ao governo do DF e ao Senado Federal.
Estratégia busca equilibrar aceno ao setor produtivo e mobilização da base militante no ABC paulista no início da temporada eleitoral
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Crédito: Ricardo Stuckert
A campanha do presidente Lula (PT) está articulando uma estratégia dupla de impacto para o próximo domingo (16), data que marca a abertura oficial da temporada eleitoral. A intenção do comando petista é acenar simultaneamente ao capital e ao trabalho, promovendo pela manhã um encontro com grandes empresários na capital paulista e, na sequência, realizando um ato massivo no estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, segundo Lauro Jardim, do jornal O Globo.
A reunião com os grandes empresários do setor produtivo e financeiro na capital tem como objetivo sinalizar previsibilidade, diálogo e pontes com o mercado. Logo após a agenda corporativa, Lula segue para o ABC paulista para o ato político de caráter popular.
Governo avalia que Trump evitará medida de força contra Lula, mas vê risco de pressão política e interferência nas redes antes das eleições
Luiz Inácio Lula da Silva - Crédito: Ricardo Stuckert/PR
O Palácio do Planalto não considera provável uma ação direta ou uma “medida de força” dos Estados Unidos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora integrantes do governo brasileiro avaliem que a pressão de Washington deverá continuar até as eleições de outubro. Entre as preocupações está uma possível tentativa de influenciar o ambiente eleitoral por meio das redes sociais. As avaliações foram relatadas pela jornalista Daniela Lima, do UOL, nesta terça-feira (11).
Auxiliares de Lula atribuem ao atual cenário de deterioração política uma postagem feita por um parlamentar republicano dos Estados Unidos com uma montagem na qual o presidente brasileiro aparece preso por americanos.
“O Lula não é o Maduro”, afirmou um auxiliar direto do presidente que atua na área internacional.
A declaração sintetiza a leitura feita no Planalto de que, apesar do agravamento das tensões com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não haveria perspectiva de uma iniciativa drástica contra Lula.
Presidente do Senado aproxima-se de Lula e flexibiliza resistência ao advogado-geral da União após retomar diálogo
Aliados de primeira hora do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmam que o parlamentar tem mudado o tom em relação à possibilidade de apoiar o futuro indicado do presidente Lula (PT) para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo Bela Megale, do jornal O Globo.
Em um movimento articulado para se reaproximar do chefe do Executivo, Alcolumbre já não apresenta a mesma resistência que demonstrava há poucas semanas contra o nome do atual advogado-geral da União, Jorge Messias, para compor a Suprema Corte.
De acordo com aliados do presidente do Senado, ele já dá sinais claros de que pode apoiar uma nova indicação de Messias para o cargo. No entanto, essa mudança de postura dependerá dos rumos que a relação política entre Alcolumbre e Lula tomar a partir deste momento.
Corte busca alinhar entendimento coletivo em reunião convocada por Nunes Marques para balizar punições e evitar enxurrada de processos
Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que a representação sobre o vídeo produzido com inteligência artificial, no qual um avatar de Jair Bolsonaro (PL) aparece declarando apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), tende a resultar na aplicação de multa, em vez de sanções mais severas. A tendência vem orientando as discussões internas da Corte e deve ser o eixo central da reunião convocada pelo presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, para quinta-feira (13). O objetivo do encontro é construir um entendimento comum que sirva de precedente para o julgamento de novos casos envolvendo o uso de inteligência artificial durante o período eleitoral, informa o jornal O Globo.
Dupla do PT encabeça intenções de voto no estado, enquanto disputa pelo terceiro lugar registra empate técnico entre Angelo Coronel e João Roma
Rui Costa e Jaques Wagner - Crédito: Divulgação
O ex-governador e ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e o senador Jaques Wagner (PT-BA) aparecem na liderança da corrida pelas duas vagas da Bahia no Senado Federal para as eleições de 2026. Os dados constam do mais recente levantamento realizado pelo instituto RealTime Big Data e divulgado nesta terça-feira (11).
No cenário consolidado da pesquisa estimulada — métrica que aglutina e reduz a proporção dos dois votos do eleitorado para um total de 100% —, Rui Costa marca 25% das intenções de voto, assumindo o primeiro lugar isolado na disputa. Logo na sequência surge o senador Jaques Wagner, com 20% da preferência do eleitorado baiano.



Pesquisa do Instituto Ideia em parceria com a ACSP mostra Tebet com 27% das intenções de voto, Marina Silva com 23% e disputa apertada entre Guilherme Derrite e André do Prado, ambos com 19%
Simone Tebet - Crédito: Ricardo Stuckert
A candidata da frente progressista Simone Tebet lidera a corrida pelo Senado em São Paulo, com 27% das intenções de voto, segundo levantamento do Instituto Ideia em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Marina Silva aparece na segunda colocação, com 23%, enquanto Guilherme Derrite e André do Prado registram 19% cada.
Os dados foram divulgados pela CNN e mostram um cenário de disputa aberta pelas vagas paulistas no Senado. A pesquisa ouviu 1.800 eleitores entre os dias 5 e 8 de agosto, tem margem de erro de 2,3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.




