terça-feira, 22 de setembro de 2026

Zambelli pede ao STF para voltar ao Brasil só para votar na mãe sem ser presa; entenda


Carla Zambelli. Foto: Reprodução

A ex-deputada federal Carla Zambelli pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas corpus preventivo para retornar ao Brasil durante as eleições de 2026 sem ser presa. Ela quer votar presencialmente e apoiar a candidatura de sua mãe, Rita Luzia Zambelli Salgado, a deputada federal por São Paulo, pelo PL.

O advogado Eduardo Mauricio protocolou o pedido na segunda-feira (21), com os advogados italianos Pieremilio Sammarco e Alessandro A. A defesa solicita um salvo-conduto que autorize a entrada de Zambelli no país e assegure seu retorno à Itália após o período eleitoral.

“O pedido de liminar é para que o STF conceda salvo-conduto exclusivamente para permitir a entrada da ex-deputada no país, garantir também o regresso da ex-deputada à Itália e o exercício do voto, impedindo sua prisão durante o período necessário para essas finalidades”, afirmou Eduardo Mauricio.

Os advogados alegam risco concreto de prisão se Zambelli entrar em território brasileiro. As ordens de prisão citadas pela defesa decorrem das condenações nas Ações Penais nº 2.428/DF e nº 2.415/SP.

Rita e Carla Zambelli. Foto: reprodução

Defesa pede suspensão de atos de execução das condenações

No habeas corpus, os advogados também pedem que o STF suspenda os atos de execução das condenações até o julgamento da PET 16.662/DF ou até uma nova decisão da Corte.

A PET 16.662/DF apura a troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de uma suposta conduta ilegal atribuída ao magistrado. A defesa afirma que esse procedimento integra os fatos supervenientes levados ao pedido.

Os representantes de Zambelli também mencionam uma decisão da Suprema Corte italiana relacionada ao processo de extradição da ex-deputada e outros procedimentos em tramitação no STF ligados ao Caso Master.

A defesa ressaltou que a PET 16.662/DF ainda não concluiu se houve responsabilidade de Alexandre de Moraes e que a investigação segue em andamento.

Fonte: DCM

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