Investigação da PF aponta transferências internacionais, criptoativos e empresas em esquema de lavagem ligado ao tráfico internacional
Investigados por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e alvos de sanções dos Estados Unidos teriam usado o Zelle, sistema de transferências bancárias norte-americano, criptoativos e empresas para lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas em um esquema que, segundo a Polícia Federal, movimentou mais de R$ 10 bilhões, informa o jornal O Globo.
A informação consta em decisão da Justiça Federal que deu base à Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira (3). O documento descreve movimentações financeiras internacionais, mensagens extraídas de celulares, comprovantes bancários e indícios de uso de empresas para ocultar e dissimular valores de origem ilícita.
A investigação aponta que brasileiros sancionados recentemente pelo governo dos Estados Unidos por suposto vínculo com o PCC teriam utilizado o Zelle, o “Pix americano”, em operações atribuídas ao grupo investigado. Segundo a decisão judicial, mensagens analisadas pelas autoridades fazem referência ao banco Wells Fargo e ao envio de dados bancários pelo sistema durante tratativas ligadas à remessa internacional de recursos.



