quarta-feira, 8 de julho de 2026

Ancelotti fica: treinador segue na Seleção após queda do Brasil na Copa

CBF defende continuidade de Ancelotti e aposta em estabilidade para iniciar o ciclo da Seleção Brasileira rumo à Copa do Mundo de 2030

        Carlo Ancelotti                                                Crédito: Reuters

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pretende manter Carlo Ancelotti no comando da Seleção Brasileira mesmo após a eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo. A avaliação interna é de que o treinador italiano teve pouco tempo de trabalho, mas conseguiu tornar a equipe competitiva durante o Mundial, segundo a Itatiaia.

Rodrigo Caetano, coordenador executivo das Seleções Brasileiras da CBF, defendeu a permanência de Ancelotti ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, na madrugada desta quarta-feira (8). O dirigente afirmou que a entidade vê pontos positivos no trabalho realizado e considera essencial evitar a instabilidade que marcou o ciclo anterior. “Já falamos depois do jogo que a continuidade da própria CBF é, na minha opinião, um ponto de partida. Para que a gente não tenha um ciclo como foi o anterior, essa estabilidade dada à comissão técnica é um aspecto positivo”, declarou Caetano.

A fala do dirigente ocorre poucos dias depois da queda brasileira no MetLife Stadium, resultado que encerrou mais uma campanha frustrante da Seleção em Copas do Mundo. Apesar da eliminação precoce, a CBF entende que Ancelotti apresentou respostas importantes em um período reduzido de preparação e que a manutenção da comissão técnica pode ser decisiva para reorganizar o futebol brasileiro até 2030.

Caetano também destacou que a Copa serviu para ampliar o espaço de atletas mais jovens no elenco. Segundo ele, “muitos jogadores jovens que ganharam minutagem, foram bem aproveitados e até se afirmaram nesta Copa do Mundo”.

A defesa da continuidade de Ancelotti está ligada ao diagnóstico de que o Brasil viveu um ciclo turbulento entre 2022 e 2026. Nesse intervalo, a Seleção teve quatro treinadores: Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e o próprio Carlo Ancelotti. Para a CBF, a sucessão de mudanças prejudicou a consolidação de uma identidade de jogo e dificultou a formação de uma base mais consistente.

O próximo ciclo da Seleção Brasileira terá início com amistosos previstos para setembro e outubro. A expectativa da direção é que o trabalho seja conduzido com mais planejamento, maior integração entre comissão técnica e jogadores e menos rupturas ao longo do caminho até a Copa do Mundo de 2030.

A delegação brasileira retornou ao país com poucos integrantes. Dos 26 jogadores convocados para o Mundial, apenas o lateral-direito Danilo voltou ao Brasil no voo fretado pela CBF. Os demais atletas optaram por seguir diretamente para férias ou para seus clubes.

Além de Danilo, desembarcaram no Rio de Janeiro membros do estafe da entidade, incluindo profissionais das áreas de comunicação, marketing e segurança. O retorno ocorreu menos de 72 horas após a eliminação, em um ambiente de balanço interno sobre os erros da campanha e os ajustes necessários para a próxima etapa da Seleção Brasileira.

Fonte: Brasil 247

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