quarta-feira, 8 de julho de 2026

Michelle falou verdades sobre Flávio Bolsonaro para 64%, diz AtlasIntel


      Michelle em vídeo sobre Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (08) aponta que 64% dos brasileiros ouvidos consideram verdadeiras as declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) sobre ter sido desrespeitada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante discussões políticas no partido.

O levantamento indica que 29% avaliam as afirmações de Michelle como totalmente verdadeiras, enquanto 35% dizem que elas são mais verdadeiras do que falsas. Outros 29% consideram as declarações mais falsas do que verdadeiras, 0,3% as veem como totalmente falsas e 6,6% não souberam responder.


Os entrevistados também responderam sobre o efeito do vídeo na confiança em Michelle. Para 44,4%, a publicação não aumentou nem diminuiu a confiança na ex-primeira-dama; 23,4% afirmaram que o episódio aumentou a confiança, 17,3% disseram que diminuiu e 14,9% não souberam responder.

A crise na família Bolsonaro ganhou dimensão após Michelle publicar um vídeo relatando desentendimentos com o enteado. Ela afirmou que Flávio a tratou de forma desrespeitosa em meio a divergências sobre decisões políticas do PL.


Vídeo expôs disputa por influência dentro do PL

Michelle disse que o senador a tratou de forma ríspida e afirmou que ela deveria ficar fora das definições do partido. A divergência envolve articulações regionais e a disputa por espaço de influência dentro da legenda.

Depois da divulgação do vídeo, Flávio pediu desculpas e negou ter tido a intenção de ofender a ex-primeira-dama. “Divergências de estratégia não significam divergências de princípios”, afirmou o senador.

Em outro trecho, Flávio afirmou: “Em nenhum momento eu ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se, em algum momento, fiz isso, mais uma vez peço desculpas”. A fala foi publicada nas redes sociais após a repercussão do desentendimento.

O Meio/Ideia ouviu 1.500 pessoas em todo o país entre 3 e 6 de julho. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. O instituto afirma que realizou a pesquisa com recursos próprios e registrou o levantamento no TSE sob o protocolo BR-05628/2026.

Fonte: DCM

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