O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do Governo na Câmara, pede ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a reabertura das investigações do caso das rachadinhas e a inclusão de Flávio Bolsonaro entre os investigados no Inquérito 5.020, que apura conexões entre grupos criminosos e agentes públicos no Rio de Janeiro.
A notícia-crime sustenta que novos elementos justificam investigar se os vínculos atribuídos ao antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa fluminense tiveram continuidade durante seu mandato no Senado, agora por meio da destinação de emendas parlamentares.
O principal fato novo apontado é uma emenda de aproximadamente R$ 200 mil destinada ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), na zona oeste do Rio. Segundo a petição, mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, revelaram contatos com uma assessora do gabinete de Flávio antes do pagamento, realizado em novembro de 2023.
O documento identifica como um ex-assessor, policial militar reformado e miliciano apontado como operador do grupo dos irmãos Brazão e condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes e relata que a análise da prestação de contas levantou suspeitas sobre o destino de parte dos recursos, incluindo transferências a empresas cuja atuação precisa ser esclarecida.

Lindbergh ressalta que o arquivamento do caso das rachadinhas, em 2022, decorreu da anulação de provas, sem julgamento do mérito das acusações. O deputado pede uma nova investigação com provas independentes das invalidadas, para esclarecer o destino do dinheiro público e eventuais responsabilidades.
Entre as medidas solicitadas estão novas quebras dos sigilos bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz, o rastreamento dos recursos destinados ao Ifop e o levantamento das emendas indicadas pelo senador desde 2019 a entidades situadas em áreas de influência dos grupos investigados.
Nota recebida pelo DCM
Nenhum comentário:
Postar um comentário