Escolha ocorre após fracasso das negociações do Novo para formar uma coligação nacional
A candidatura presidencial de Romeu Zema (Novo) ganhou definição nesta terça-feira (4) com a confirmação do senador Eduardo Girão (Novo-CE) como candidato a vice-presidente. A decisão encerra a busca da legenda por um companheiro de chapa e consolida uma composição formada exclusivamente por integrantes do partido para a disputa eleitoral de 2026. A escolha foi oficializada durante a convenção nacional do Novo, realizada nesta terça-feira (4). O evento havia sido adiado em relação à data inicialmente prevista.
⦾ Girão deixa disputa pelo governo do Ceará
Para integrar a chapa presidencial, Eduardo Girão abrirá mão de sua pré-candidatura ao governo do Ceará. O senador era um dos nomes do Novo para a disputa estadual e contava com o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
Sua candidatura ao Executivo cearense havia ganhado relevância no cenário político local e também influenciado as articulações da direita no estado. O projeto estadual, porém, foi interrompido após a definição de seu nome para a vice-presidência.
Na mais recente pesquisa Genial/Quaest sobre a disputa pelo governo do Ceará, Girão aparecia com 3% das intenções de voto. O levantamento apontava o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) com 43% e o governador Elmano de Freitas (PT), candidato à reeleição, com 33%.
⦾ Novo opta por chapa “puro-sangue”
A escolha de Eduardo Girão ocorreu depois de o Novo não conseguir fechar alianças para ampliar sua candidatura presidencial. Diante da dificuldade para formar uma coligação com outras legendas, a direção do partido decidiu priorizar um nome de seus próprios quadros.
Outro integrante do Novo considerado para a vaga foi Felipe d’Avila, candidato do partido à Presidência da República em 2022. Internamente, contudo, prevaleceu a avaliação de que Girão reunia melhores condições para compor a chapa de Romeu Zema.
⦾ Negociações com outras siglas fracassaram
Antes da definição, a campanha de Romeu Zema avaliou nomes de outros partidos.
O empresário Geraldo Rufino, do Podemos e fundador da JR Diesel, chegou a ser cogitado para a vice-presidência. Posteriormente, porém, sua legenda decidiu lançá-lo como candidato ao Senado por São Paulo.
Na sequência, a campanha passou a negociar com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, então filiado ao Democracia Cristã (DC). As conversas não avançaram e o partido decidiu lançar candidatura própria, com a advogada Clariana Barão.
Sem acordo para uma coligação, o Novo oficializou uma chapa formada apenas por filiados da legenda, tendo Romeu Zema como candidato à Presidência e Eduardo Girão como candidato a vice-presidente.
Fonte: Brasil 247
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