







Vice-presidente defende sistema eleitoral brasileiro durante convenção que oficializou candidatura à reeleição de Lula
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), saiu em defesa do sistema eleitoral brasileiro neste domingo (2) ao afirmar que a urna eletrônica é “tão competente que não aceita voto de argentino e americano”. A declaração foi feita durante a convenção que oficializou as candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição e de Alckmin à Vice-Presidência.
Ao discursar no evento realizado na Zona Norte de São Paulo, Alckmin utilizou a frase para elogiar a segurança das urnas eletrônicas e, ao mesmo tempo, fazer uma referência indireta ao apoio recebido por adversários políticos de líderes estrangeiros.
“Urna eletrônica é tão competente que não aceita voto de argentino e americano”, declarou o vice-presidente.
A fala foi interpretada como um recado à oposição. No fim de semana anterior, o presidente da Argentina, Javier Milei, esteve no Brasil para participar da convenção que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Flávio também mantém relação próxima com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Ex-primeira-dama segue internada, sem previsão de alta, e presença em convenção do PL permanece indefinida
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi submetida neste domingo (2) a um procedimento de bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos para tratar um quadro persistente de cefaleia. A informação foi divulgada por sua assessoria de comunicação, que informou que a intervenção foi indicada em razão da continuidade de crises recorrentes de enxaqueca.
Michelle permanece hospitalizada e, até o momento, não há previsão de alta nem confirmação sobre sua participação na convenção nacional do Partido Liberal (PL), marcada para as 17h deste domingo (2).
Em nota divulgada nas redes sociais, a assessoria explicou que a decisão médica foi tomada diante da persistência das dores de cabeça. A equipe informou ainda que aguarda um novo boletim dos médicos para atualizar o estado de saúde da ex-primeira-dama, mas não divulgou detalhes sobre a evolução do quadro clínico.
Em discurso após ter candidatura homologada, presidente disse que quer sociedade que respeite as mulheres
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT que oficializou sua candidatura à reeleição, que eleitores que praticam violência contra mulheres não integram sua base política. “Quem bate em mulher não vota em mim”, disse Lula, em discurso no Expo Center Norte, em São Paulo.
O Presidente buscou associar a campanha à defesa de direitos, ao respeito às mulheres e à continuidade do projeto político iniciado em 2022. “Quero criar uma sociedade que respeita mulher”, afirmou.
Lula foi incisivo ao tratar da violência de gênero. Ao dirigir sua fala aos homens, o presidente afirmou: “Quando ele [homem] sentir raiva de uma mulher, ele tem que lembrar de onde ele veio: da barriga de uma mulher”.
A fala ocorreu no mesmo ato em que o PT homologou oficialmente a candidatura de Lula à reeleição. O presidente nacional do partido, Edinho Silva, anunciou a confirmação da chapa por volta das 10h. “Terminou nesse exato momento a nossa convenção oficial e, daqui a pouco, nós vamos dar início ao nosso ato político. Vamos celebrar essa construção política que é histórica, a construção política que vai reeleger o presidente Lula”, declarou.
O presidente aproveitou parte do discurso para responder, de forma bem-humorada, a possíveis críticas relacionadas à sua idade.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), oficializado neste domingo (2) como candidato à reeleição, afirmou durante a convenção nacional do PT, em São Paulo, que se sente em melhores condições físicas aos 80 anos do que quando tinha 57. Em discurso à militância, ele também indicou que não pretende disputar uma nova eleição presidencial depois de eventual novo mandato.
O presidente aproveitou parte do discurso para responder, de forma bem-humorada, a possíveis críticas relacionadas à sua idade.
“Eu tô infinitamente melhor com 80 do que quando tinha 57 anos. Eu não vou conseguir parar a rotação da Terra, os anos passam e o ano que vem eu tenho 81. Com quem eu quero brigar? Eu quero brigar com a velhice”, afirmou Lula.
Na sequência, ele reforçou que se considera em plena atividade política e física, arrancando aplausos e risos dos apoiadores presentes à convenção.
“Queridos companheiros, eu tô inteiraço”, disse.
Em outro momento do discurso, Lula recorreu a uma metáfora esportiva para falar sobre sua trajetória eleitoral. O presidente comparou uma possível vitória em 2026 a uma quarta conquista, mas afirmou que não pretende disputar o que chamou de “penta”.
“Se eu ganhar essa, são 4 Copas. Eu não vou ter chance de disputar o penta, porque eu resolvi, depois que a gente entregar o Brasil perfeitamente para o povo brasileiro, nós [eu e Janja] vamos sair de férias para namorar mais uns 20 anos”.
As declarações foram feitas durante a convenção do PT que oficializou sua candidatura à reeleição
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (2), em São Paulo, que um eventual quarto mandato no Palácio do Planalto terá como uma das prioridades a revisão da relação entre Executivo e Congresso Nacional, especialmente no que diz respeito às emendas parlamentares e ao fundo partidário.
As declarações foram feitas durante a convenção do PT que oficializou sua candidatura à reeleição. No discurso, Lula afirmou que pretende travar uma disputa política dentro das regras democráticas para recuperar prerrogativas que, segundo ele, foram sendo esvaziadas nos últimos anos.
“Minha quarta Presidência é para mudar muita coisa neste país. Vai ter briga com emenda parlamentar e com o papel que hoje tem o Legislativo”, declarou Lula.
A ex-ministra e candidata ao Senado deu um duro recado a Flávio Bolsonaro, na convenção nacional do PT: “Do lado de lá é simplesmente, tal pai, tal filho. Golpista, sempre golpista”
A senadora Simone Tebet (PSB-SP), pré-candidata ao Senado e ex-ministra do Planejamento e Orçamento, participa neste domingo (2) da “Convenção Lula 2026”, em São Paulo (SP), onde mais cedo foi oficializada a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.
Durante a convenção nacional do PT, Tebet destacou as diferenças entre o presidente Lula e seus adversários, ressaltando a postura estadista do chefe de Estado em defesa da soberania nacional, contrapondo-a ao que classificou como golpismo e entreguismo do outro lado.
“Aqui tem democracia, aqui tem soberania, e aqui, vou falar do meu partido, que é o PSB, que tem o melhor vice que o presidente Lula poderia ter que é Geraldo Alckmin”, disse Tebet em entrevista ao canal oficial de divulgação da convenção.
“É uma eleição difícil e temos que saber jogar esse jogo”, disse Tebet, ao defender que, em resposta às mentiras da oposição, a campanha do presidente Lula trará “a verdade” à população.
“Você sabe o que mais está me impressionando positivamente? É que agora a ficha do povo brasileiro e do povo paulista está caindo. Está entendendo que não tem dois democratas disputando a Presidência da República”, disse Tebet
O evento reuniu dirigentes, governadores e representantes dos sete partidos que formam a aliança em torno da chapa para as eleições de outubro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT, que a campanha pela reeleição será sustentada pelas realizações do governo e que será também uma dura batalha para desconstruir mentiras, principalmente com a propagação da Inteligência artificial. A convenção realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, oficializou Lula como candidato à reeleição e confirmou Alckmin novamente como candidato a vice-presidente. O evento reuniu dirigentes, governadores e representantes dos sete partidos que formam a aliança em torno da chapa para as eleições de outubro.
Em seu discurso, o presidente defendeu a proteção das terras raras e da soberania do país. “Tem muita gente metendo os dedos em nossas terras, isso vai parar”
Ele ainda afirmou que a candidatura governista não precisará inventar propostas ou apresentar compromissos desvinculados das ações executadas nos últimos quatro anos. Para ele, a continuidade do governo dependerá da avaliação que os eleitores fizerem de suas políticas e entregas.
“O que motiva um governo ganhar as eleições é se o legado dele for merecedor de confiança e de respeito. Quem fez pode prometer mais, quem não fez não tem o que prometer. Essa é a lógica da nossa campanha”, afirmou.
Candidato a vice-presidente destacou a sintonia com o presidente Lula
O vice-presidente e candidato à reeleição na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin (PSB), discursou neste domingo (2) na convenção do PT, e destacou em sua fala a sintonia entre os dois e o PT.
Alckmin também disse que o governo Lula cumpriu com fidelidade a promessa de promover o desenvolvimento inclusivo.
“O que faz diferença é a militância, é o time”, disse Alckmin no evento em São Paulo (PV).
“Devemos ter princípios, valores, o mesmo programa, mas não precisamos ser iguais, e o PT tem democracia interna no debate no seu partido”, disse Alckmin.
Em discurso na convenção que oficializou a candidatura do presidente à reeleição, Haddad também exaltou a manutenção de Alckmin como candidato a vice-presidente
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou neste domingo (2) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva representa a defesa da soberania brasileira “sem botar boné de presidente de nenhum outro país”. Em discurso na convenção que oficializou a candidatura do presidente à reeleição, Haddad também exaltou a manutenção de Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente.
A declaração foi feita no Expo Center Norte, na zona norte de São Paulo, durante o encontro que confirmou a chapa Lula-Alckmin para as eleições de outubro. O evento reuniu representantes dos sete partidos que apoiam a candidatura: PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT.
Presidente do PT, Edinho Silva anunciou mais cedo a oficialização da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, fez um forte discurso durante o ato político após a convenção do partido que oficializou a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O Brasil terá que neste ano fazer uma escolha que é muito mais do que é uma eleição”, disse Silva, na Convenção Lula 2026, em São Paulo (SP).
“A eleição no nosso país também vai significar o futuro da América do Sul, o futuro da América Latina e o que será o mundo democrático daqui para a frente”, disse Silva.
“A eleição no Brasil terá impacto no mundo”, disse Silva.
“Terá impacto no Brasil, que terá que fazer uma escolha”, disse Silva.
“Teremos que escolher entre o país do autoritarismo, do ódio, da intolerância, do negacionismo, do desmatamento, da fome, da corrida atrás de ossos, o Brasil do entreguismo, o Brasil que vira as costas para seu povo. Ou teremos que fazer a escolha do Brasil soberano, do Brasil que luta pelos interesses do nosso país, do Brasil que luta pelas nossas riquezas naturais, do Brasil que quer desenhar futuro para o nosso povo, o povo brasileiro”, disse Silva.
“O Brasil terá que fazer a escolha entre aqueles que fomentam o ódio e a intolerância ou terá que fazer a escolha e eleger a maior liderança política da história do Brasil”, disse Silva.
Renan classificou Moro como “um vassalo, um homem que não teve a estatura de defender o próprio legado
O candidato do Partido Missão à Presidência da República, Renan Santos, acusou Sérgio Moro de abandonar o legado da Operação Lava Jato e criticou a atuação do senador durante o governo de Jair Bolsonaro. As declarações foram feitas neste sábado (1º), durante o congresso nacional da legenda, em São Paulo, e provocaram vaias e xingamentos contra o ex-juiz.
No evento que oficializou sua candidatura ao Palácio do Planalto, Renan classificou Moro como “um vassalo, um homem que não teve a estatura de defender o próprio legado e se submeteu a ser escravo daqueles que destruíram a sua grande obra, que era a Lava Jato”.
A fala foi recebida com vaias e insultos dirigidos ao senador, que não estava presente no congresso. O momento foi registrado em vídeo pelo repórter Sam Pancher, do Metrópoles.

É esse Lula — estrategista da correlação de forças, construtor de consensos e protagonista da reconstrução institucional brasileira — que alcança sua sétima candidatura
Neste domingo, em São Paulo, Luiz Inácio Lula da Silva será oficializado pela sétima vez candidato à Presidência da República. Trata-se de um feito em si, um fenômeno que supera qualquer comparação nacional e global, presente e passada. Aos 80 anos, em sua melhor forma física e mental, depois de vencer três eleições presidenciais e de exercer este seu terceiro mandato em circunstâncias extraordinariamente adversas, Lula chega a uma nova disputa em posição muito competitiva, consagrado como o principal protagonista da história política nacional, numa trajetória que atravessa distintas conjunturas ao longo de quase 50 anos.
Sua candidatura nasce cercada por uma ampla convergência de forças. Além do PT, reúne o apoio direto do PSB, do PV, do PDT e da federação PSOL-Rede. Conquista apoio entre partidos de oposição. Lidera entre jovens, idosos, pobres e mulheres. Avança em todas as regiões. As pesquisas de intenção de voto o dão como o candidato favorito.
Estado registra alta de assassinatos de mulheres, agressões e estupros no primeiro semestre de 2026
São Paulo vive uma escalada da violência contra mulheres. No primeiro semestre de 2026, o estado registrou aumento dos feminicídios, das agressões físicas e dos casos de estupro, enquanto os crimes patrimoniais apresentaram queda.
O dado mais alarmante é o avanço dos feminicídios. Foram 141 mulheres assassinadas por razões de gênero entre janeiro e junho deste ano, contra 124 no mesmo período de 2025 — uma alta de 13,7%. Na comparação com 2022, último ano antes do início da gestão do governador Tarcísio de Freitas, o crescimento chega a 70%.
O levantamento foi elaborado pelo Instituto Sou da Paz a partir de dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e revela um cenário de agravamento contínuo da violência de gênero no estado.
A situação paulista também destoa do restante do país. Entre 2022 e 2025, o número de vítimas de feminicídio no Brasil cresceu cerca de 8%, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Em São Paulo, o avanço foi quase nove vezes maior no período.
Os números colocam em xeque a capacidade do governo estadual de enfrentar uma violência que, segundo especialistas, não começa no feminicídio, mas se manifesta antes por meio de agressões, ameaças, violência sexual e falhas na rede de proteção.
Convenção estadual homologou candidaturas à Alerj e à Câmara e definiu prioridades para a campanha na TV e no rádio
A convenção estadual do PT do Rio de Janeiro confirmou, na manhã deste sábado (1º), o apoio da legenda à candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do Estado. Segundo O Globo, o encontro também serviu como ponto de partida para a mobilização petista em torno da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Rio.
Durante o evento, Paes reforçou em discurso a importância da aliança com o PT para a disputa estadual. A confirmação do apoio consolida a composição entre petistas e o PSD no estado, em um movimento que vincula a eleição fluminense à estratégia nacional de sustentação da candidatura de Lula.
Um dos principais anúncios da convenção foi feito pelo prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), que convocou um ato de campanha pela reeleição de Lula para 22 de agosto. A escolha da data foi apresentada como uma provocação direta ao campo adversário.
“É uma provocação mesmo. Escolhemos o dia 22 porque esse é o número do candidato da oposição, Flávio Bolsonaro”, afirmou o prefeito.



