domingo, 2 de agosto de 2026

“Não quero Lulinha paz e amor, quero Lulinha porreta”, diz Lula sobre possível 4º mandato

 

O presidente Lula e a primeira-dama Janja. Foto: Divulgação
O presidente Lula teve a candidatura à reeleição oficializada pela convenção nacional do PT, em São Paulo, e prometeu adotar um tom mais combativo na disputa eleitoral. “Eu não quero o Lulinha paz e amor, quero o Lulinha porreta”, afirmou no evento realizado no domingo (2).

No encerramento da convenção, Lula direcionou a fala à disputa contra a extrema direita. “Não temos o direito de permitir que a extrema-direita volte a comandar este país”, disse o presidente.

Embora já seja candidato formalmente, Lula não pode pedir votos antes de 16 de agosto, quando começa oficialmente a campanha eleitoral. A Justiça Eleitoral pode punir candidatos por propaganda antecipada.

O primeiro ato de campanha está marcado para 16 de agosto no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O local tem ligação com a trajetória sindical de Lula.


Ao convocar os participantes da convenção para o encontro em São Bernardo, Lula elevou o tom: “Lá, nós vamos mostrar café no bule. Lá vocês vão ver a cobra fumar. Lá vocês vão ver o começo da grande vitória”.

Na mesma fala, o presidente comparou a expectativa eleitoral a uma sequência de títulos da seleção brasileira. “O povo brasileiro tetra, se preparando para o penta, depois para o hexa”, afirmou.

Lula também disse que pretende trabalhar pela eleição de deputados e senadores alinhados ao governo. A relação entre o Planalto e o Congresso enfrentou instabilidade durante seu terceiro mandato.

Ao citar entregas do governo, o presidente afirmou que “o básico nós já cuidamos” e mencionou o acesso da população à alimentação e a benefícios. Ele classificou o programa Agora Tem Especialistas como uma “revolução”.

O candidato reconheceu pendências na atual gestão e pediu desculpas por erros e medidas que não conseguiu executar. “Quando a gente governa, a gente não faz tudo que a gente quer, a gente faz muita coisa que a gente pode fazer. Outras, a gente não pode fazer”, declarou.

Lula afirmou que governar exige escolhas e sustentou que sua administração oferece argumentos à militância para a próxima campanha. “Nosso governo está dando armas, argumentos que vocês nunca tiveram na história desse país”, concluiu.

Fonte: DCM

Nenhum comentário:

Postar um comentário