segunda-feira, 13 de julho de 2026

Brasil espera decisão dos EUA sobre tarifaço para definir reação

Decisão dos EUA sobre tarifaço sai até quarta; governo Lula avaliará exceções, negociações e possível uso da Lei de Reciprocidade

Lula e Donald Trump
Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação

O Brasil espera até quarta-feira, 15 de julho, a decisão dos Estados Unidos sobre a aplicação de uma nova tarifa de 25% aos produtos brasileiros. Após o anúncio, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá avaliar eventuais exceções, as possibilidades de continuidade das negociações e o possível acionamento da Lei de Reciprocidade Econômica.

Segundo informações divulgadas pelo g1, integrantes do governo afirmam que a resposta brasileira dependerá da “dimensão da decisão” adotada por Washington. A expectativa é que equipes técnicas e autoridades de alto escalão analisem detalhadamente o documento norte-americano antes da definição de qualquer medida diplomática ou comercial.

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que os resultados da investigação comercial conduzida contra o Brasil devem ser apresentados até 15 de julho. O processo entrou em sua etapa decisiva após meses de discussões entre representantes dos dois países.

Eduardo Cunha foi peça central no golpe de estado de 2016 contra Dilma

Antes de voltar a ser acusado de delinquir, Cunha chegou a ser preso por corrupção

Eduardo Cunha e Dilma Rousseff
Crédito: Reutes | Geraldo Magela/Agência Senado

O ex-deputado Eduardo Cunha voltou ao centro do noticiário político após a divulgação de um relatório da Polícia Federal encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que aponta indícios de sua atuação no direcionamento de emendas parlamentares mesmo sem exercer mandato.

A nova investigação recoloca em evidência um dos personagens mais controversos da história política recente do Brasil. Presidente da Câmara dos Deputados entre 2015 e 2016, Eduardo Cunha conduziu o processo que resultou na destituição da então presidente Dilma Rousseff. Para amplos setores da esquerda, movimentos sociais, juristas e analistas políticos, aquele episódio constituiu um golpe parlamentar, uma vez que Dilma foi afastada sem a imputação de crime de responsabilidade.

Republicanos nega apoio a Flávio Bolsonaro e amplia a crise na extrema-direita

Partido adia decisão sobre a sucessão presidencial, consulta suas bases e expõe dificuldades do senador para unificar o campo bolsonarista

Flávio Bolsonaro
Crédito: Reuters

O Republicanos decidiu não declarar apoio, neste momento, à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, ampliando o cenário de fragmentação na extrema-direita. Segundo informações publicadas pelo UOL, a legenda pretende consultar suas bases, bancadas e diretórios estaduais antes de definir sua posição para a disputa eleitoral.

A indefinição ocorre em um momento em que Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades para consolidar sua candidatura e reunir os partidos que tradicionalmente integraram a base de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. A possibilidade de o Republicanos optar pela neutralidade representa um revés para a estratégia do PL de construir uma frente unificada em torno do senador.

A fake news que levou justiça a condenar Paulo Bilynskyj a indenizar o PT

A sentença reconheceu que as acusações feitas pelo deputado bolsonarista contra o partido não estavam amparadas

Delegado Paulo Bilynskyj
Crédito: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A Justiça do Distrito Federal condenou o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) a pagar uma indenização de R$ 15 mil ao Partido dos Trabalhadores (PT) após o parlamentar associar a legenda ao tráfico internacional de drogas e a organizações criminosas em uma publicação nas redes sociais.

As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (13) no jornal O Globo. A sentença reconheceu que as acusações feitas pelo deputado bolsonarista contra o partido não estavam amparadas por elementos concretos.

O processo teve origem em um vídeo publicado por Bilynskyj no Instagram, no qual o parlamentar relacionou o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao narcotráfico na Venezuela. A publicação ocorreu no início de janeiro e levou o diretório nacional da legenda a ingressar com uma ação por danos morais na 2ª Vara Cível de Brasília.

Na ação, o PT pediu inicialmente uma indenização de R$ 30 mil e a retirada imediata do conteúdo das plataformas digitais. Os advogados do partido sustentaram que a postagem difundia uma “narrativa sabidamente falsa e difamatória sem qualquer lastro fático ou jurídico”, com potencial para prejudicar a imagem institucional da legenda.

Como as emendas de Valdemar beneficiaram candidatos do PL nas eleições de 2024


       Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Foto: Beto Barata/P

Dos R$ 119 milhões em emendas atribuídas pela Polícia Federal ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, cerca de R$ 97 milhões foram enviados poucos dias antes do início das restrições para transferências federais relacionadas às eleições municipais de 2024. Parte significativa dos recursos beneficiou cidades governadas pelo partido ou onde candidatos apoiados pela legenda disputavam o pleito.

A legislação proíbe, salvo exceções, repasses da União a estados e municípios nos três meses anteriores à votação. Como o primeiro turno ocorreu em 6 de outubro, o prazo terminou em 6 de julho.

De acordo com informações do jornal O Globo, as 21 emendas citadas na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), seis somaram R$ 96,7 milhões para Suzano, Porto Seguro, Caraguatatuba, Bebedouro, Ubatuba e Rio de Janeiro.

Com exceção de R$ 6 milhões destinados ao Rio em 1º de julho, os outros valores foram empenhados em 26 de junho. As verbas eram voltadas à Saúde e, por serem transferidas diretamente aos fundos municipais para custeio, poderiam ser utilizadas imediatamente pelas prefeituras.

Lula mantém liderança em todos os cenários de 1º e 2º turnos, aponta pesquisa BTG/Nexus

Lula mantém liderança em todos os cenários de 1º e 2º turnos, com 40% no cenário estimulado e até 49% nas simulações finais

Presidente Lula
Crédito: Ricardo Stuckert

Segundo a sexta rodada da pesquisa BTG/Nexus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém liderança em todos os cenários de 1º e 2º turnos, com 40% no cenário estimulado e até 49% nas simulações finais. Flávio Bolsonaro (PL) aparece como o principal adversário, mas fica numericamente atrás do presidente tanto na disputa inicial quanto no confronto direto.

Divulgado nesta segunda-feira (13), o levantamento da Nexus, encomendado pelo BTG Pactual, ouviu 2.003 eleitores de todas as regiões do país entre os dias 10 e 12 de julho. As entrevistas foram realizadas por telefone, e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código: BR-07981/2026.

domingo, 12 de julho de 2026

Decisão do STF aponta indícios de que Cunha operou emendas por meio de deputado do Republicanos

Flávio Dino bloqueou R$ 6 milhões do ex-presidente da Câmara após investigação da PF apontar indicação de emendas mesmo sem mandato

Eduardo Cunha – Dep. Gilberto Abramo
Crédito: Divulgação / Kayo Magalhães / Câmara dos deputados

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de até R$ 6 milhões em bens do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos-MG). A decisão, baseada em investigação da Polícia Federal, aponta indícios de que o ex-parlamentar teria atuado na negociação de emendas utilizando o deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG). As informações são do jornal O Globo.

Eduardo Cunha contesta investigação sobre emendas e recorrerá de bloqueio de bens

Ex-presidente da Câmara é alvo de investigação da PF e teve R$ 6,15 milhões bloqueados por decisão do STF

Eduardo Cunha
Crédito: Reprodução / Instagram / @deputadoeduardocunha

A defesa do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos-MG) afirmou, neste domingo (12), que o ex-parlamentar “desconhece qualquer irregularidade” relacionada às emendas parlamentares investigadas pela Polícia Federal (PF). O posicionamento foi divulgado após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões em bens de Cunha. As informações são da CNN Brasil.

Segundo os advogados, a medida será contestada, e a própria decisão não atribui ao ex-deputado o “recebimento de qualquer vantagem”. De acordo com a investigação, o valor bloqueado corresponde ao total das emendas que, segundo a Polícia Federal, teriam sido indicadas por Eduardo Cunha para municípios de Minas Gerais, embora ele não exerça mandato parlamentar desde 2016.

A defesa sustenta que Cunha não “apresentou, subscreveu ou formalizou” nenhuma das emendas citadas, argumentando que elas foram oficialmente apresentadas por parlamentares, bancadas ou órgãos competentes, os únicos com atribuição para atuar no processo orçamentário.

Saiba quem é Eduardo Cunha, investigado por suspeita de desvio de emendas

Um dos responsáveis pelo golpe contra Dilma, o ex-deputado prepara nova candidatura

Eduardo Cunha
Crédito: Divulgação

O ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG) voltou ao centro de uma investigação sobre emendas parlamentares após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o bloqueio de R$ 6,15 milhões em bens do ex-deputado. A apuração identificou ao menos 21 emendas que teriam usado documentos para ocultar o verdadeiro responsável pelas indicações. O ex-parlamentar, que exerceu quatro mandatos pelo Rio de Janeiro entre 2003 e 2016, anunciou que pretende disputar uma vaga de deputado federal por Minas Gerais em 2026. A informação foi divulgada neste domingo (12) pelo Portal G1.

A decisão do STF ocorreu em 6 de julho e veio a público neste domingo (12). A Polícia Federal investiga a atuação de Cunha na destinação de recursos mesmo sem mandato parlamentar. A defesa afirma que ele não apresentou nem formalizou qualquer emenda, nega irregularidades e diz que soube do bloqueio pela imprensa.

PF vê indícios de que presidência da Câmara sabia de emendas clandestinas de Eduardo Cunha


       Eduardo Cunha – Foto: Reprodução/Facebook Eduardo Cunha

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que há indícios de que a Presidência da Câmara dos Deputados tinha conhecimento e deu aval às indicações de emendas parlamentares atribuídas ao ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG).

Cunha é investigado por supostamente ter indicado ao menos 29 emendas sem exercer cargo eletivo. O ministro do STF Flávio Dino determinou o bloqueio de mais de R$ 6,1 milhões em bens do ex-presidente da Câmara, que nega ser o responsável pelas indicações.

Segundo a PF, Eduardo Cunha utilizava servidores da Câmara para direcionar emendas de acordo com seus interesses políticos em Minas Gerais, estado pelo qual é pré-candidato a deputado federal. A servidora Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, era responsável por operacionalizar o direcionamento. Ela já havia sido alvo de operação da PF em dezembro do ano passado.

Eduardo Cunha e Mariângela Fialek – Foto: Reprodução
“Tudo indica que Tuca contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas” em favor de Eduardo Cunha, afirmou a Polícia Federal. A investigação aponta que Cunha “opera como agente privado com poderes políticos equivalentes ou até superiores aos de parlamentares em exercício, interferindo no direcionamento de recursos federais sem qualquer autorização institucional”.

Quem é a servidora da Câmara apontada como ‘braço executor’ de Eduardo Cunha


          A advogada e servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek. Foto: Divulgação

Apontada como o “braço executor” do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG), a advogada e servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, atua na liderança do PP e é alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de envolvimento em desvios de emendas parlamentares.

Tuca trabalha na Câmara desde 2021, com remuneração bruta de R$ 25,9 mil, e ganhou destaque na política ao ser chefe da assessoria especial do gabinete da Presidência da Casa durante a gestão de Arthur Lira (PP-AL). A advogada também foi conselheira fiscal da Codevasf, estatal ligada à distribuição de emendas do centrão, e participou do Conselho Fiscal da Caixa Econômica Federal a partir de 2022.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou Fialek como responsável por atuar como “longa manus” de Cunha, centralizando o direcionamento de emendas parlamentares em benefício de interesses políticos específicos.

Na decisão que determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões de Cunha, Dino apontou que ela “dominava procedimentos, sistemas e fluxos administrativos essenciais ao fracionamento, remanejamento e justificativa formal das emendas”.

De acordo com a investigação, Mariângela Fialek gerenciava as chamadas “emendas de relator”, parte do orçamento secreto, e teria controlado cerca de R$ 10 bilhões em repasses, ao lado de assessores do Senado e outros servidores da Câmara. A PF cumpriu mandado de busca e apreensão em dezembro de 2025 na residência e no local de trabalho da servidora, incluindo a Câmara, além de examinar seu celular.

Michelle não sabia e não gostou de carta de Jair a Flávio Bolsonaro


           Carta de Jair Bolsonaro para Flávio e Michelle Bolsonaro – Foto: Reprodução

A carta de Jair Bolsonaro publicada neste sábado (11) nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro provocou desconforto na ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. No texto, o ex-presidente define Flávio como seu pré-candidato e porta-voz, pedindo que divergências sejam deixadas de lado.

Michelle Bolsonaro não estava em casa quando Flávio leu a carta e tomou conhecimento apenas pelas redes sociais. Aliadas da ex-primeira-dama informaram ao colunista Valdo Cruz, do G1, que a publicação aprofundou a divisão familiar e política, causando incômodo.

Trocas de cidades, pressão e remanejamentos: como Cunha operava emendas mesmo cassado


O ex-deputado Eduardo Cunha em reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Foto: Divulgação

A Polícia Federal interceptou mensagens entre o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos) e uma servidora da Casa em que ele reclama de cidades de Minas Gerais, estado pelo qual pretende disputar a eleição deste ano.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), bloqueou até R$ 6,15 milhões de Cunha sob suspeita de indicação irregular de emendas parlamentares a municípios mineiros mesmo sem mandato.

Cunha perdeu o mandato em 2016. A investigação mira a atuação dele em repasses vinculados ao chamado orçamento secreto e integra um desdobramento da Operação Transparência, que apura desvios na distribuição de emendas parlamentares.

A decisão de Dino se apoia em diálogos extraídos do celular de Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, servidora da Câmara apontada pela PF como operadora do esquema de manipulação de emendas. O conteúdo veio a público neste domingo (12).

Em uma das mensagens, Cunha resolve um impasse com a troca da cidade beneficiada por uma emenda. “Boa tarde, desculpa, mas eu não aguento mais esses mineiros enrolados. Troca a de Governador Valadares por essa, pois lá também criaram caso pedindo ofício etc. É mais fácil trocar”, escreveu.

Valdemar usa Tiririca para explicar trambique com emendas clandestinas; VÍDEO


      Valdemar Costa Neto – Foto: Beto Barata/PL/Divulgação

Sobrou para o Tiririca.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, revelou detalhes sobre a relação entre a direção do partido e as emendas parlamentares de deputados. Em entrevista à CNN Brasil, ele afirmou que deputados como o humorista deixavam parte dos recursos para que ele, mesmo sem mandato, decidisse onde seriam aplicados.

“O Tiririca não tem contato com o prefeito. Então acertei com o Tiririca quando ele foi eleito: você deixa essas emendas para a gente atender os municípios nossos. E ele fazia isso direitinho”, declarou.

A declaração ocorre após a Polícia Federal investigar uma suposta estrutura informal de direcionamento de recursos públicos dentro da Câmara dos Deputados. Na sexta-feira (10), a apuração levou o ministro Flávio Dino, do STF, a determinar bloqueio de bens de Valdemar e suspender a execução de emendas que, segundo a investigação, chegariam a R$ 119 milhões.

Segundo Valdemar, o deputado seguia a orientação e dividia os recursos conforme as demandas apresentadas pelo partido. “Eu usava as emendas dele e sugeria que ele desse para tal lugar, tal lugar, e você faz isso”, disse. A declaração foi dada em meio às investigações sobre a atuação do dirigente no direcionamento de emendas parlamentares.

Dino bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por suspeita de desvio em emendas


        Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados. Foto: Reprodução

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG) em uma investigação sobre suspeita de desvio de emendas parlamentares. A decisão, assinada em 6 de julho, tornou-se pública neste domingo (12). Com informações de g1.

O ex-presidente da Câmara entrou no mesmo inquérito que levou ao bloqueio de R$ 119 milhões do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também ex-deputado federal, por suspeita de indicação irregular de emendas. A Constituição reserva a deputados e senadores em exercício a prerrogativa de indicar esse tipo de recurso.

A Polícia Federal afirmou que Cunha, mesmo sem mandato, “dispõe dos serviços de MARIANGELA FIALEK e da liberalidade política para destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato”. Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, foi alvo da Operação Transparência, deflagrada em dezembro do ano passado.

Dino citou a extração e a análise de dados do celular de Mariângela para apontar a suspeita de um sistema informal de definição de verbas públicas. “O aprofundamento das investigações passou a delimitar situações claras de desvio desses valores a partir da figura de TUCA”, escreveu o ministro.

Jovem descobre plano de homicídio da mãe e alerta vítima no interior do PR

           Conversa atribuída pela Polícia Civil à investigada e a um intermediário. Foto: Reprodução

Uma mulher de 41 anos foi presa preventivamente em Abatiá, no Norte do Paraná, acusada de encomendar o assassinato de uma funcionária da Casa Lar do município. A denúncia partiu do filho dela, de 16 anos, que descobriu o plano, procurou a possível vítima e relatou o caso à Polícia Civil. A prisão ocorreu nesta sexta-feira (10).

Durante uma visita aos pais, o adolescente ouviu a mãe falar sobre a encomenda do crime e encontrou mensagens no celular dela. Na conversa, a mulher dizia que queria “apagar uma infeliz do mapa”, indicava onde a funcionária deixava o carro e negociava o pagamento de R$ 3 mil. As mensagens foram apagadas, mas a investigação localizou o intermediário, que entregou os prints à polícia.

PT quer lotar estádio histórico na largada da campanha de reeleição de Lula


       Lula em assembleia com metalúrgicos no Estádio de Vila Euclides, em abril de 1980. Foto: Reprodução

A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será lançada em 16 de agosto no estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), local associado às greves dos metalúrgicos que projetaram o petista nacionalmente. Com informações de O Globo.

O PT quer lotar o estádio na estreia da campanha. A meta coloca o ato em comparação direta com as grandes assembleias comandadas por Lula no ABC Paulista no fim da ditadura.

Foi na Vila Euclides que Lula despontou como figura nacional ao liderar as greves dos metalúrgicos em 1979 e 1980. O estádio virou um dos principais palcos da trajetória sindical do petista.

Naquele período, Lula reunia cerca de 100 mil pessoas para ouvi-lo. Igualar ou superar o volume de público de quase meio século atrás é tratado como um desafio grande dentro do planejamento do ato.

Michelle Bolsonaro fala sobre presidência e cita Lula como exemplo


         Michelle Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Fotomontagem: Cristiano Mariz/O Globo e Evaristo Sá/AFP

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou a aliados que não tem pressa para definir seu futuro político e usou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como comparação: “O Lula demorou 30 anos para chegar à Presidência. Não tenho pressa”. Com informações de Lauro Jardim, de O Globo.

A conversa ocorreu em meio à crise com Flávio Bolsonaro, citado como parte do entorno político da declaração. Michelle tratou do tema com aliados, mas não anunciou uma decisão eleitoral.

Ao recorrer ao exemplo de Lula, a ex-primeira-dama fez referência ao período de construção política que antecedeu a chegada do petista ao Palácio do Planalto. A fala foi apresentada como resposta a cobranças ou expectativas sobre seus próximos passos.

Michelle aparece no centro de articulações do PL desde o fim do governo Bolsonaro, enquanto aliados discutem seu potencial eleitoral. A frase, porém, não indicou cargo, prazo ou campanha específica.

Valdemar contesta bloqueio de R$ 119 milhões por Dino: “Não tenho esse dinheiro”


      O Presidente Nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto – Foto: Beto Barata/PL

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, contestou a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que mandou bloquear R$ 119 milhões em bens do dirigente partidário em uma investigação sobre suspeita de direcionamento irregular de emendas parlamentares.

Valdemar afirmou, em entrevista à CNN Brasil, que não dispõe do valor citado na decisão. “Sobre o bloqueio que fizeram de R$ 119 milhões, não tenho esse dinheiro. Nem que eu acertasse duas vezes na loteria eu teria esse dinheiro. R$ 119 milhões é o valor total das emendas”, disse.

Os recados escondidos na carta de Bolsonaro em defesa de seu filho Flávio


       A carta divulgada por Flávio Bolsonaro, e Jair abraçando o filho. Fotomontagem: Reprodução

A carta assinada por Jair Bolsonaro e lida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) neste sábado (11) vai além de uma manifestação de apoio à pré-candidatura do filho ao Planalto. O texto funciona como uma tentativa de encerrar disputas internas, enquadrar aliados e reafirmar quem fala em nome do ex-presidente durante a crise aberta no bolsonarismo.

Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar pela tentativa de golpe de Estado, chama Flávio de “meu pré-candidato” e “meu porta-voz”. Ao concentrar as duas funções no filho, o ex-presidente procura bloquear interpretações concorrentes sobre suas decisões e reduzir o espaço de outros integrantes do grupo político, inclusive dentro da própria família.

A mensagem mais evidente é dirigida aos aliados que ainda resistem à candidatura do senador. “O momento é de arregaçar as mangas, deixar de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro”, diz a carta. A formulação transforma divergências políticas em obstáculos que deveriam ser abandonados em nome da unidade.

Moraes manda pastor Márcio Poncio para prisão domiciliar com tornozeleira


    Pastor Márcio Poncio. Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), converteu a prisão preventiva do pastor Márcio Poncio em prisão domiciliar e determinou o uso de tornozeleira eletrônica. Poncio é investigado pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne, que apura a ligação de agentes públicos com pagamentos do jogo do bicho e da chamada “Máfia do Cigarro”.

A PF prendeu o pastor na quinta-feira (02), durante a 5ª fase da operação. Também viraram alvos de mandados de prisão o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que já estavam detidos.

Moraes citou o estado de saúde de Poncio para substituir a preventiva pela domiciliar. O pastor sofre de retocolite ulcerativa grave, passou por cirurgia para retirada do intestino grosso e do reto e precisa de tratamento contínuo.

O ministro também levou em conta a gravidez de alto risco da esposa do investigado. Na ação que resultou na prisão, agentes da Polícia Federal localizaram Poncio em um flat na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Com despesa média de R$ 26 mil cada, 16 deputados foram ao “Gilmarpalooza” em Lisboa


      Fórum de Lisboa, edição de 2024. Foto: Reprodução

Ao menos 16 deputados federais viajaram a Portugal para participar do XIV Fórum de Lisboa, em junho, com despesas bancadas pelo contribuinte, conforme registros do Portal da Transparência da Câmara dos Deputados. Com informações de O Globo.

Os parlamentares declararam as viagens como “missão oficial”. O evento jurídico-político é organizado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e também ficou conhecido como “Gilmarpalooza”.

Parte dos deputados usou passagens em classe executiva para o deslocamento até Lisboa. A opção elevou os gastos registrados pela Câmara apenas com bilhetes aéreos.

Entre os valores citados, o deputado Adail Filho gastou R$ 23,3 mil em passagens. Aguinaldo Ribeiro teve despesa de R$ 28.774,01 no mesmo tipo de gasto

Salles acusa família Bolsonaro de exigir “obediência absoluta” e ampliar divisão na direita

Pré-candidato ao Senado afirma que ataques contra Michelle Bolsonaro e outras lideranças enfraquecem Flávio Bolsonaro e favorecem Lula na disputa presidencial

Ricardo Salles
Crédito: Agência Câmara

O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) afirmou que integrantes e aliados da família Bolsonaro exigem “obediência absoluta” de pessoas próximas ao grupo político e afastam lideranças que demonstram independência. Segundo ele, esse comportamento aprofunda as divisões internas da direita e prejudica a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Salles também atribuiu a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio nas pesquisas eleitorais a erros cometidos pela própria campanha bolsonarista, entre eles a relação do senador com Daniel Vorcaro, do Banco Master, e os conflitos públicos envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

“Os erros da campanha do Flávio é que estão dando vantagem ao Lula. Não é o Lula que está indo bem”, declarou o parlamentar.

Lindbergh pede a Moraes revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro após carta divulgada por Flávio

Deputado do PT sustenta que leitura pública de mensagem em transmissão ao vivo viola as restrições impostas pelo STF e requer retorno do ex-presidente ao regime fechado

Lindbergh Farias
Crédito: Kayo Magalhães/Agência Câmara

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, protocolou neste sábado (11) uma petição dirigida ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual pede a revogação da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro e seu retorno ao regime fechado. A iniciativa foi motivada pela divulgação, em uma transmissão ao vivo realizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de uma carta manuscrita atribuída ao ex-presidente, atualmente em cumprimento de pena de 27 anos e três meses de reclusão.

Segundo a petição, a carta foi escrita pelo próprio Bolsonaro na manhã de sábado, durante uma visita familiar autorizada, e retirada da residência para ser lida integralmente por Flávio Bolsonaro em seu canal no YouTube poucas horas depois. Lindbergh afirma que o conteúdo possui caráter político-eleitoral, ao designar o senador como “porta-voz”, declarar apoio à sua pré-candidatura à Presidência da República e convocar apoiadores a se unirem em torno desse projeto político.

Temer relata pergunta de Trump sobre a Venezuela: ‘quando vão invadir?’

Ex-presidente diz que líder dos EUA perguntou a chefes latino-americanos quando invadiriam a Venezuela

Michel Temer
Crédito: Reuters

Michel Temer afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perguntou, durante um encontro com líderes latino-americanos em 2017, quando Brasil e outros países da região pretendiam invadir a Venezuela. O relato foi feito pelo ex-presidente em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, na qual também aconselhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a adotar um tom mais moderado na condução das relações entre Brasília e Washington.

O episódio, segundo a reportagem, ocorreu em 18 de setembro de 2017, durante um jantar em Nova York, na véspera da abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Participavam da reunião Temer e os então presidentes da Argentina, da Colômbia e do Panamá.

Marcos Pereira nega ter feito acordo com Flávio Bolsonaro para as eleições

Presidente do Republicanos condicionou apoio eleitoral à indicação para a primeira vaga aberta na Suprema Corte

Deputado federal Marcos Pereira
Crédito: Agência Câmara

O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), negou que tenha feito um acordo com o senador Flávio Bolsonaro (PL) para apoiar o parlamentar da extrema direita na disputa presidencial deste ano. A negociação teria incluído uma promessa de indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). O suposto acordo foi divulgado pela coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo.

“O Republicanos nega que tenha fechado apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência da República. Nega também que tenha negociado a indicação do presidente Marcos Pereira ao STF como condição para o apoio”, afirmou.

“Pelas sondagens iniciais, o presidente Marcos Pereira detectou, preliminarmente, um sentimento de frustração à pré-candidatura de Flávio e uma indicação de preferência pela neutralidade nestas eleições”, acrescentou.

Ainda na nota, o deputado Marcos Pereira disse que o “Republicanos iniciou nesta semana consultas às suas bases (bancadas, executivas estaduais, apoiadores) para capturar sua preferência”.

Lindbergh reage à apreensão do passaporte de Thiago Miranda e cobra prisão

“Ele é uma peça central. Porque ele liga Flávio Bolsonaro a Vorcaro: o caminho do dinheiro”, disse o deputado sobre Thiago Miranda

Lindbergh Farias, Thiago Miranda e o STF
Crédito: Reprodução/Redes Sociais I Reprodução/Divulgação I Divulgação

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) reagiu neste sábado (11) à decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda e proibiu sua saída do Brasil. Em vídeo publicado na rede social X, o parlamentar relacionou a decisão ao risco de fuga apontado pela Polícia Federal (PF).

Ao comentar a determinação do ministro, Lindbergh afirmou: “Bomba, pessoal! O ministro André Mendonça acaba de mandar apreender o passaporte de Thiago Miranda”. Em seguida, o deputado associou o publicitário às investigações envolvendo o controlador do Banco Master. “Thiago Miranda foi aquele que intermediou a conversa do Flávio Bolsonaro com Vorcaro. Foi ele que mandou o dinheiro para aquele fundo lá no Texas gerenciado por Eduardo Bolsonaro”, declarou.

Segundo o parlamentar, a medida judicial foi adotada após a Polícia Federal apontar a possibilidade de o empresário deixar o país. “Eu tinha entrado ontem com pedido de apreensão do passaporte. Agora o ministro André Mendonça deu. Deu por quê? Porque a PF também pediu. Descobriu que ele tinha uma passagem marcada para os Estados Unidos no próximo dia 13”, afirmou. Na sequência, acrescentou: “Eu estava alertando. Esse cara é um cara central. Ele ia tentar fugir. Essa turma bolsonarista, eles gostam de fugir para os Estados Unidos”.

Lindbergh também atribuiu a Thiago Miranda um papel relevante nas investigações conduzidas pela Polícia Federal. “Ele é uma peça central. Porque ele liga Flávio Bolsonaro a Vorcaro. O caminho do dinheiro”, disse. O deputado ainda sustentou que o publicitário integraria uma estrutura investigada pela PF. “É uma quadrilha, é uma organização criminosa. Então agora, a apreensão do passaporte. Eu vou continuar exigindo. Esse cara tem que ser preso.”

Em outro trecho do vídeo, o parlamentar voltou a cobrar a responsabilização dos envolvidos e afirmou: “Ele tem que explicar para onde foi aquele dinheiro, os R$ 134 milhões, que a gente sabe que pelo menos R$ 61 milhões foram pagos de Vorcaro para Flávio e Eduardo Bolsonaro, via Thiago Miranda”. Ao encerrar a gravação, declarou: “Vamos em frente, pessoal. Vamos ficar atentos. Nós vamos exigir a apuração e a prisão dessa turma.”

Caso Master: Mendonça determina apreensão do passaporte de Thiago Miranda

Publicitário ligado a Vorcaro é impedido de sair do Brasil após PF apontar risco de fuga

André Mendonça – Thiago Miranda
Crédito: Carlos Moura/STF / Reprodução / Instagram / @thiagomiranda

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (11) a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda e proibiu sua saída do Brasil. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que alegou haver risco de fuga do empresário, proprietário da agência MiThi e um dos alvos da décima fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quinta-feira (9). As informações são da coluna de Elijonas Maia, da CNN Brasil.

Segundo a investigação, os agentes identificaram que Miranda havia adquirido uma passagem para os Estados Unidos com embarque previsto para segunda-feira (13). A nova fase da operação da PF apura a atuação de uma suposta organização criminosa ligada ao Banco Master, suspeita de intimidar jornalistas, monitorar ilegalmente pessoas relacionadas a autoridades públicas, obter informações sigilosas de forma indevida e adotar medidas para interferir em investigações criminais.

Eduardo Bolsonaro chama Dino de “comunista totalitário” por determinar bloqueio de bens de presidente do PL

Investigação apura suposta participação de Valdemar Costa Neto em indicações de emendas parlamentares

Ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro
Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) saiu em defesa do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, após a Polícia Federal bloquear R$ 119 milhões em bens do dirigente partidário. Em publicação nas redes sociais, Eduardo também fez críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, responsável por autorizar as medidas cautelares contra Valdemar.

Na postagem, segundo a coluna Sonar, de O Globo, Eduardo negou ter recebido pedidos de Valdemar para direcionar recursos por meio de emendas parlamentares e contestou a interpretação jurídica adotada na investigação. O ex-parlamentar também atacou Flávio Dino, indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2023.