O governo Lula avalia que existe margem para negociar a proposta dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, mas considera o Pix um tema fora de qualquer discussão. Integrantes da equipe econômica afirmam que o sistema de pagamentos instantâneos é visto como um patrimônio nacional e não será alterado para atender às demandas apresentadas pela Casa Branca.
O Pix aparece 20 vezes no relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que o classifica como exemplo de prática comercial considerada “irrazoável”. O documento sustenta que o sistema favoreceria empresas brasileiras em detrimento de concorrentes estrangeiras.
Auxiliares do governo brasileiro ouvidos pelo UOL avaliam que os Estados Unidos “jogaram para cima” ao propor a tarifa de 25%, numa tentativa de pressionar o país a rever políticas consideradas problemáticas por Washington.
Em nota oficial, o governo afirmou que “não havia e não há justificativa para essas medidas unilaterais contra o nosso país ou contra patrimônios brasileiros como o Pix, mencionado explicitamente nas recomendações preliminares”. O texto aponta que o sistema é uma infraestrutura pública operada pelo Banco Central e que empresas norte-americanas já participam do mercado brasileiro de pagamentos.
