A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ampliou um projeto para aumentar a presença de torcedores brasileiros nos estádios da Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos. A iniciativa reúne cerca de 40 torcidas organizadas de clubes de diferentes regiões do país e conta com recursos da própria entidade e de patrocinadores para viabilizar parte da operação.
O trabalho é coordenado pelo Movimento Verde e Amarelo (MVA), criado em 2008 para organizar a animação da torcida da Seleção Brasileira. A proposta é unir integrantes de organizadas tradicionalmente rivais para apoiar o Brasil durante o torneio e evitar estádios vazios.
Entre os grupos estão torcidas de alguns dos maiores clubes do país, inclusive de equipes cujas organizadas já foram alvo de punições administrativas em competições nacionais. Segundo os organizadores, eventuais sanções aplicadas pelos clubes ou federações não impedem que seus integrantes participem das atividades ligadas à seleção.
A mamata ganhou força após a Copa do Mundo do Catar, em 2022. De acordo com Luiz Vasco, fundador do MVA, a experiência mostrou a necessidade de ampliar a presença da torcida brasileira nos estádios e criar uma identidade mais organizada para acompanhar a equipe nacional em grandes competições.
Os participantes serão responsáveis pelos custos de hospedagem, alimentação e transporte, além da compra dos próprios ingressos. No entanto, integrantes do movimento afirmam que a CBF custeará passagens e entradas para pessoas consideradas estratégicas para a organização da festa nas arquibancadas. Os recursos utilizados virão da entidade e de patrocinadores parceiros.
Outra novidade envolve a distribuição dos ingressos populares disponibilizados pela Fifa. Segundo integrantes do MVA, parte da cota reservada às seleções nacionais, que varia entre 6% e 8% da capacidade dos estádios, será direcionada para torcedores brasileiros. Os bilhetes têm preços a partir de US$ 60.
Para reduzir conflitos entre organizadas historicamente rivais, o movimento promove encontros, treinamentos e ações de integração. A meta é estabelecer um código de conduta que coloque a Seleção Brasileira acima das disputas clubísticas durante todo o período da Copa.
A preparação também inclui uma grande operação visual nas arquibancadas. Com recursos de patrocinadores, serão produzidos milhares de itens para compor a festa dos brasileiros, incluindo bandeiras, bandeirolas, faixas, balões, instrumentos musicais, tirantes e um bandeirão de grandes dimensões.
A programação oficial começa em 11 de junho, com a chegada dos torcedores aos Estados Unidos. Estão previstos eventos em pontos turísticos de Nova York, como a Times Square e a Ponte do Brooklyn, além de encontros de confraternização e atividades de integração.
O calendário inclui ainda deslocamentos para cidades que receberão jogos da Seleção Brasileira, com concentrações antes das partidas, eventos festivos e ações para reproduzir nos estádios o ambiente das arquibancadas do futebol brasileiro.
Fonte: DCM
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