



Cúpula do partido avalia que senadora aceitou conversa sobre vice para responder à pressão do agronegócio; Legenda mantém neutralidade
A cúpula do Progressistas avalia que o convite feito por Flávio Bolsonaro (PL) à senadora Tereza Cristina (PP-MS) para compor a chapa presidencial chegou tarde demais e sem condições políticas ou formais de prosperar dentro do partido. Segundo o blog do jornalista Gerson Camarotti, no G1, dirigentes do PP interpretam que Tereza Cristina aceitou abrir a conversa com Flávio porque já sabia que a legenda barraria a aliança.
Nos bastidores, a leitura é que a senadora fez um gesto ao setor produtivo, especialmente ao agronegócio de Mato Grosso do Sul, que vinha pressionando por uma aproximação com o candidato do PL.
Um deputado do PP resumiu a avaliação feita internamente sobre o movimento da senadora: “No fundo, se avalia que ela também não queria. Ela voltou atrás (em aceitar a vice) apenas para fazer um gesto ao agro, principalmente de Mato Grosso do Sul, que estava cobrando isso dela”.
O encontro entre Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina ocorreu na quarta-feira (29). A conversa foi comunicada pela senadora na quinta-feira (30), quando ela divulgou nota afirmando que “falou-se, pela primeira vez, sobre a vice-presidência, mas nada foi decidido”.
Aliados de Tereza Cristina afirmaram que uma segunda reunião só seria realizada caso houvesse aval formal do PP. Esse aval, no entanto, não veio. A direção da legenda já havia se manifestado contra a entrada na coligação e decidiu manter a posição de neutralidade no processo eleitoral.
Além da resistência política, o PP identificou um obstáculo burocrático para viabilizar a aliança. Depois de anunciar sua independência, o partido não convocou convenção nacional, formalidade necessária para lançar candidatos ou integrar coligações.
Vereador mais votado da história do PT mineiro afirma que pretende reforçar a defesa do governo Lula e fazer contraponto ao bolsonarismo
O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou, nesta sexta-feira (31), a candidatura do vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff à Câmara dos Deputados por Minas Gerais durante a Convenção Estadual da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB.
Sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff, Pedro foi eleito vereador da capital mineira em 2024 com 17.595 votos, tornando-se o candidato mais votado da história do PT em Minas Gerais para o cargo. Em 2025, assumiu a vice-presidência estadual da sigla, consolidando sua posição entre as principais lideranças emergentes do partido no estado.
Segundo dirigentes petistas ouvidos pela reportagem original, a candidatura de Pedro Rousseff integra a estratégia eleitoral da legenda para fortalecer sua bancada na Câmara dos Deputados e ampliar sua presença entre o eleitorado jovem. Internamente, o vereador é apontado como um dos principais representantes da nova geração do PT e sua candidatura foi estruturada para fazer contraponto ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL), um dos principais nomes do bolsonarismo em Minas Gerais.
Pesquisa mede a percepção sobre as responsabilidades pelo tarifaço e a expectativa para as negociações entre Brasil e Estados Unidos
A maioria dos brasileiros atribui à família Bolsonaro a principal responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (31). As informações são do Metrópoles.
De acordo com o levantamento, 45,4% dos entrevistados afirmam que o grupo político ligado ao ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL) é o principal responsável pelo impasse comercial. Outros 41,5% atribuem a responsabilidade ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A pesquisa também mostra que 8,5% consideram que ambos têm igual responsabilidade pelas medidas adotadas pelos Estados Unidos. Já 2,5% disseram que nenhum dos dois é responsável, enquanto 2,1% não souberam responder.





Avanço nas conversas com a senadora busca convencer PP e União Brasil a abandonar a neutralidade e entrar na chapa até 5 de agosto
Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina - Crédito: Agência Senado
O PL aposta na mudança de posição da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para tentar destravar o apoio da União Progressista — federação partidária formada pelo PP e pelo União Brasil — à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto. A parlamentar, que antes resistia aos apelos para ocupar a vaga de candidata a vice-presidente, deu indicações a interlocutores e aliados de que aceita avançar na composição, embora o acerto formal ainda dependa da chancela das duas legendas que integram a federação, informa o Metrópoles.
Investigação aponta contatos frequentes entre o senador e Augusto Lima; André Mendonça retirou sigilo do caso e autorizou monitoramento para aprofundar apurações
André Mendonça - Crédito: Gustavo Moreno/STF
A Polícia Federal identificou 74 ligações telefônicas entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, no período entre novembro de 2023 e maio de 2025. As informações constam das investigações cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foram divulgadas pelo Valor Econômico.
Segundo a reportagem, as conversas somaram mais de cinco horas e trinta minutos ao longo de 555 dias, dado que, na avaliação da Polícia Federal, demonstra uma relação frequente entre os dois investigados.
Pesquisa mostra a atual governadora com 44% e o ex-prefeito do Recife com 42% na corrida estadual. Marília Arraes lidera disputa ao Senado e gestão estadual atinge 61% de aprovação
Raquel Lyra e João Campos
A corrida eleitoral pelo governo de Pernambuco apresenta um cenário de afunilamento e empate técnico no primeiro turno entre a atual governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), informa o levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado nesta sexta-feira (31). A pesquisa avaliou as intenções de voto para o comando do Executivo estadual, a aprovação do governo e a disputa pelas duas vagas ao Senado Federal.
Na simulação estimulada de primeiro turno, Raquel Lyra aparece ligeiramente à frente, com 44% das intenções de voto, enquanto João Campos contabiliza 42%. Considerada a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois principais nomes da disputa pernambucana encontram-se em situação de igualdade estatística
Distanciados do bloco principal, os demais concorrentes figuram na margem das intenções de voto. Ivan Moraes (PSOL) registra 3%, seguido por Renan Hallais (Missão), com 1%. O candidato Guilherme Fonseca (PSTU) não obteve pontuação na amostragem. O eleitorado que declara voto nulo ou em branco representa 6%, e a parcela dos indecisos ou que preferiram não responder soma 4%.
Levantamento mostra ampla vantagem do ex-prefeito sobre Douglas Ruas e Anthony Garotinho; Paes também venceria com folga em cenários de segundo turno
Eduardo Paes (Crédito: Tomaz Silva / Agência Brasil)
Eduardo Paes (PSD) aparece na liderança isolada da corrida pelo governo do Rio de Janeiro, com 48,6% das intenções de voto, segundo levantamento da Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (31). Os dados indicam que o ex-prefeito da capital fluminense mantém uma vantagem de 37,5 pontos percentuais sobre os adversários mais próximos.
No cenário estimulado, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), registra 11,1% das intenções de voto e aparece tecnicamente empatado com o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que soma 11%. O levantamento aponta ainda que 10,4% dos entrevistados disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 6,1% não souberam responder ou preferiram não opinar.
Embora permaneça com ampla dianteira, Paes oscilou negativamente em relação ao levantamento realizado no início do mês, quando tinha 50,7% das intenções de voto. A queda foi de 2,1 pontos percentuais. No mesmo período, Douglas Ruas passou de 13,8% para 11,1%, enquanto Garotinho avançou de 9,8% para 11%.
A pesquisa também simulou cenários de segundo turno e mostra que Eduardo Paes manteria ampla vantagem sobre os principais adversários.
Em um eventual confronto contra Douglas Ruas, o ex-prefeito alcança 60,1% das intenções de voto, enquanto o parlamentar registra 24,3%. Brancos, nulos ou nenhum somam 10,8%, e 4,8% dos entrevistados não souberam responder.
Na comparação com a pesquisa anterior, Paes recuou dois pontos percentuais, enquanto Ruas avançou 0,4 ponto.
Já em uma disputa contra Anthony Garotinho, o candidato do PSD aparece com 61,1% das intenções de voto, diante de 20,5% do ex-governador. Nesse cenário, 14,2% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 4,3% não responderam.
O levantamento também mediu a rejeição aos possíveis candidatos ao governo fluminense. Anthony Garotinho é o nome com maior índice de rejeição entre os entrevistados, com 37,1%.
Na sequência aparecem o ex-governador Wilson Witzel (Democrata), com 24,2%, e Eduardo Paes, que registra 20,6% de rejeição.
A Paraná Pesquisas entrevistou 1.600 eleitores entre terça-feira (28) e quinta-feira (30). O levantamento possui grau de confiança de 95% e margem de erro estimada em 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-09303/2026.
Fonte: Brasil 247
Levantamento mostra petista com 29,8% e republicano com 25,4% na disputa senatorial, além de liderança folgada de Eduardo Paes na corrida ao governo estadual
Benedita da Silva (Crédito: Reprodução/PT)
A deputada federal e ex-governadora do Rio de Janeiro Benedita da Silva (PT) aparece na liderança da disputa por uma vaga no Senado Federal pelo estado do Rio de Janeiro, registrando 29,8% das intenções de voto no cenário estimulado, informa o levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (31).
Logo atrás da parlamentar petista está o deputado federal e ex-prefeito da capital fluminense Marcelo Crivella (Republicanos), que contabiliza 25,4% na preferência do eleitorado fluminense. Os dois políticos abrem margem na liderança do cenário testado pela pesquisa.
Na sequência das intenções de voto para o Senado, o deputado federal Pedro Paulo (PSD) marca 17,2%, seguido pelo ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), que soma 14,2%. O senador Carlos Portinho (PL) e o ex-deputado Waguinho (Republicanos) aparecem empatados com 9,2% das menções cada um.
Integrantes da Corte Eleitoral veem falha diplomática em veto a emissários de Trump, enquanto diplomacia agiu para barrar ofensiva contra a democracia brasileira
Samuel Samson e Riley Barnes (Crédito: Divulgação/Departamento de Estado dos Estados Unidos)
Uma ala do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avalia que o governo do presidente Lula (PT) cometeu um equívoco diplomático ao negar vistos de entrada a dois funcionários do governo dos Estados Unidos, em uma decisão do Itamaraty que visou proteger a integridade do sistema eleitoral brasileiro contra tentativas externas de desestabilização, relata Malu Gaspar no jornal O Globo.
Ministros da Corte Eleitoral passaram a criticar reservadamente a medida da diplomacia brasileira. Três magistrados sustentam que a administração federal adotou uma solução “muito ruim diplomaticamente”, alegando que a decisão teria elevado a tensão nas relações entre Brasília e Washington a menos de três meses das eleições.
No entanto, a ação preventiva do governo federal ocorreu após a revelação feita pelo jornal The Washington Post de que os enviados vetados pelo Itamaraty — Riley M. Barnes e Samuel D. Samson, integrantes do Departamento de Estado dos EUA — foram destacados pelo governo de Donald Trump com a missão de questionar publicamente a integridade das urnas eletrônicas brasileiras. Oficialmente, a comitiva norte-americana tentava se credenciar sob o pretexto de discutir “liberdade de expressão”.
Em conversa de mais de duas horas com o apresentador Rogério Vilela, Lula criticou a perseguição da Lava Jato, rechaçou o extremismo e antecipou suas diretrizes para o próximo governo
Em uma das entrevistas mais amplas e reveladoras dos últimos tempos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do podcast Inteligência Ltda. (#1894), comandado por Rogério Vilela. Durante mais de duas horas de bate-papo sem vetos ou pautas pré-combinadas, o chefe do Executivo percorreu toda a sua trajetória: da infância miserável no agreste pernambucano à liderança do maior partido de esquerda da América Latina, passando pela prisão em Curitiba, os triunfos econômicos e os desafios do governo.
Sem desviar de temas espinhosos, Lula entregou declarações de forte impacto político e eleitoral, impondo limites sobre sua participação em debates, tratando de investigações sobre familiares e analisando a disputa narrativa contra a extrema-direita e as interferências externas.
Um dos pontos mais expressivos da entrevista ocorreu quando o apresentador questionou a presença de Lula nos debates das próximas campanhas presidenciais. O presidente foi enfático ao declarar que não aceitará se submeter a espetáculos de agressão ou baixaria política destinados apenas a gerar engajamento em redes sociais.
“Eu, como presidente da República, não vou para debate para ouvir bobagem. Não vou. Depois que já estiver tudo organizado, eu quero saber qual é o nível do debate. Se for para um debate que não sirva para informar a população e politizá-la, por que eu vou? Para responder sacanagem? Fazer debate com cara que não tem compromisso com ninguém?”, declarou Lula.
Lula supera todos os adversários no segundo turno, aponta pesquisa da Alfa Inteligência encomendada pela TMC
A Alfa Inteligência realizou, por encomenda da TMC (Transamérica Media Company), entre os dias 23 e 28 de julho de 2026, pesquisa nacional sobre a disputa presidencial de 2026. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04488/2026 e encomendado pela TMC, ouviu 2.700 eleitores em todo o país e apresenta cenários eleitorais, avaliação do governo, percepção da população e os impactos do caso Banco Master.
No principal cenário de primeiro turno, o presidente Lula (PT) lidera com 43% das intenções de voto. Em seguida, aparecem Flávio Bolsonaro (PL), com 29%, Ronaldo Caiado (PSD), com 7%, Romeu Zema (Novo), com 6%, e Renan Santos, com 3%.
Na comparação com a pesquisa nacional realizada pela Alfa Inteligência em junho, Lula avançou três pontos percentuais, passando de 40% para 43%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 31% para 29%.
Nos cenários de segundo turno, Lula aparece à frente de todos os adversários testados. Contra Flávio Bolsonaro, registra 48%, contra 41% do senador. Em eventual disputa contra Ronaldo Caiado, vence por 45% a 40%. Diante de Romeu Zema, marca 46% contra 37%. Já contra Renan Santos, registra 46%, enquanto o adversário alcança 32%.
A pesquisa mostra melhora na avaliação do presidente Lula em relação ao levantamento realizado pela Alfa Inteligência em junho. A aprovação da forma de governar passou de 42% para 47%, enquanto a desaprovação recuou de 56% para 51%. Outros 2% não souberam ou preferiram não responder.
Segundo a pesquisa, 48% dos brasileiros acreditam que a vida das pessoas melhorou nos últimos anos, enquanto 44% avaliam que piorou. Outros 4% entendem que a situação permaneceu igual.
O levantamento mostra que o caso do Banco Master alcançou ampla repercussão nacional. Entre os entrevistados que acompanharam o episódio, 99% o classificam como sério ou muito sério. Para 45%, tanto o governo quanto a oposição possuem responsabilidade pelo caso. Outros 31% atribuem maior responsabilidade à oposição ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 21% responsabilizam principalmente o governo Lula.
Apesar da elevada repercussão, a pesquisa indica que o episódio ainda não alterou de forma significativa a organização do voto, reforçando mais as convicções políticas já existentes do que provocando mudanças nas preferências eleitorais.
O levantamento ouviu 2.700 eleitores, com 16 anos ou mais, entre os dias 23 e 28 de julho de 2026. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-04488/2026.
Os detalhes da pesquisa Alfa Inteligência
“Não haverá nenhum privilégio. Jamais pedirei para um delegado ou juiz não fazer as coisas corretas”, disse o presidente em entrevista ao podcast Inteligência Ltda
Direção do partido mantém neutralidade na eleição presidencial e descarta liberar Tereza Cristina para integrar a chapa de Flávio Bolsonaro
A direção do PP decidiu manter a neutralidade na eleição presidencial e descarta liberar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ocupar a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A posição reduz as possibilidades de um acordo entre o Progressistas e o PL antes do prazo para a formalização das candidaturas.
Segundo informações publicadas nesta quinta-feira (30) pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, integrantes da cúpula do PP afirmam, nos bastidores, que a decisão sobre o posicionamento nacional do partido já foi tomada e não deve ser revista para viabilizar a entrada da senadora na chapa bolsonarista.
A definição ocorreu em reunião realizada na quarta-feira (29), quando oito dirigentes do Progressistas discutiram os rumos da legenda nas eleições deste ano. Seis participantes votaram pela neutralidade na disputa pela Presidência da República.
Além de afastar uma aliança formal com o PL, a decisão preserva a aproximação de setores do PP com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na avaliação interna da legenda, Lula não deverá interferir na tentativa de reeleição do presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira, no Piauí, nem dificultar os projetos eleitorais do Progressistas em estados considerados estratégicos.
