quinta-feira, 30 de julho de 2026

PP rejeita Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro

 Direção do partido mantém neutralidade na eleição presidencial e descarta liberar Tereza Cristina para integrar a chapa de Flávio Bolsonaro

Tereza Cristina  (Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil)

 A direção do PP decidiu manter a neutralidade na eleição presidencial e descarta liberar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ocupar a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A posição reduz as possibilidades de um acordo entre o Progressistas e o PL antes do prazo para a formalização das candidaturas.

Segundo informações publicadas nesta quinta-feira (30) pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, integrantes da cúpula do PP afirmam, nos bastidores, que a decisão sobre o posicionamento nacional do partido já foi tomada e não deve ser revista para viabilizar a entrada da senadora na chapa bolsonarista.

A definição ocorreu em reunião realizada na quarta-feira (29), quando oito dirigentes do Progressistas discutiram os rumos da legenda nas eleições deste ano. Seis participantes votaram pela neutralidade na disputa pela Presidência da República.

Além de afastar uma aliança formal com o PL, a decisão preserva a aproximação de setores do PP com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na avaliação interna da legenda, Lula não deverá interferir na tentativa de reeleição do presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira, no Piauí, nem dificultar os projetos eleitorais do Progressistas em estados considerados estratégicos.


A possível indicação de Tereza Cristina para a vice-presidência ganhou força depois de uma conversa entre a senadora e Flávio Bolsonaro. A movimentação, porém, não teria sido previamente articulada com a direção partidária e provocou dúvidas entre integrantes da cúpula sobre os objetivos do encontro.

Em nota, Tereza Cristina confirmou que esteve com Flávio na quarta-feira e que os dois trataram, pela primeira vez, da possibilidade de ela integrar a chapa presidencial. A senadora ressaltou que ainda não existe uma definição.

“Qualquer composição de chapa depende de avaliações políticas e pessoais”, afirmou Tereza Cristina.

Outro obstáculo apontado por dirigentes do PP é uma regra interna, estabelecida antes da criação da federação partidária, que exige antecedência mínima de oito dias para a convocação de uma convenção. Como o prazo da Justiça Eleitoral para as definições partidárias termina em 5 de agosto, a avaliação é que não haveria tempo para cumprir a exigência.

Aliados de Flávio Bolsonaro minimizam essa dificuldade. Reservadamente, eles sustentam que a norma tem caráter interno e não decorre da legislação eleitoral, o que permitiria encontrar uma alternativa caso houvesse entendimento político entre o PL, o PP e Tereza Cristina.

A resistência da direção partidária, entretanto, mantém como cenário predominante a neutralidade do Progressistas e dificulta uma mudança de posição a poucos dias do encerramento do calendário para a escolha das chapas presidenciais.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles



Nenhum comentário:

Postar um comentário