A Polícia Civil apreendeu R$ 280 mil e US$ 79 mil, valor equivalente a cerca de R$ 406 mil, na casa de um assessor ligado ao ex-vereador Milton Leite, em Sorocaba, no interior de São Paulo. A soma dos valores chega a aproximadamente R$ 686 mil, e os agentes recolheram todo o dinheiro.
Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, é um dos alvos de prisão temporária da Operação Vectura Corrupta. A investigação apura a suspeita de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de ônibus da capital paulista, e as autoridades o consideram foragido há mais de 24 horas.
Na quinta-feira (17), o ex-vereador disse que se apresentaria às autoridades em até 24 horas. “Eu vou me apresentar, eu pedi 24 horas para poder me apresentar. Não estou me escondendo não”, afirmou.
Milton Leite alegou que viajava pelo interior paulista para participar da campanha do filho, Milton Leite Filho (União), candidato à Câmara dos Deputados. A polícia esperava localizá-lo em Sorocaba, mas não o encontrou.

Operação investiga empresas de ônibus em São Paulo
A Justiça decretou a prisão temporária de 16 investigados na operação, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. Dez pessoas foram presas, enquanto outras seis continuavam procuradas.
O delegado Fabricio Intelizano informou que as prisões temporárias têm prazo de 30 dias e podem ser prorrogadas por mais 30. Os investigadores ainda apuram a participação individual de cada suspeito no esquema.
Entre os alvos está Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, preso na quinta-feira (17). A operação também cumpriu 18 mandados de busca e apreensão na capital, no interior e no litoral do estado.
As investigações apontam que ao menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo da cidade poderiam estar sob controle do PCC. A apuração atribui a suposta infiltração ao uso de empresas de fachada, direcionamento de licitações, apoio político e lavagem de capitais.
A defesa de Levi afirmou que aguarda acesso aos autos para tomar as medidas cabíveis, enquanto a Prefeitura de São Paulo citou as intervenções na Transwolff e na UPBus, em abril de 2024, e informou que atua com a Polícia Civil e o Ministério Público no caso.
Fonte: DCM
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