terça-feira, 15 de setembro de 2026

Flávio Bolsonaro quer “inspiração” de Milei: 2,9 milhões de novos pobres na Argentina


   Miséria na Argentina

A equipe econômica de Flávio Bolsonaro quer usar o governo de Javier Milei como inspiração para conduzir a economia brasileira caso o senador chegue à Presidência. A proposta foi apresentada por Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha do candidato do PL e ex-presidente da Caixa Econômica Federal no governo Jair Bolsonaro.

Segundo Marques, Flávio determinou que a equipe trabalhe para revogar impostos criados ou elevados durante a gestão de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda. A ideia, afirmou ela, é mapear as medidas e utilizar como referência a experiência argentina sob Milei.

“Flávio fez uma orientação para a equipe, para a gente trabalhar na revogação e voltar atrás em todos os impostos criados ou elevados pelo Haddad. Já temos mais de mil normas mapeadas para revogar, usando um pouco de inspiração no que foi feito no governo Milei na Argentina”, afirmou Marques nesta segunda-feira (14), durante evento do grupo Esfera, do mesmo dono da CNN, que teve Daniel Vorcaro como patrocinador de eventos.

“Milei é um ótimo exemplo em termos de voltar a ter capacidade de investimento e redução de burocracia e impostos”, completou.

O modelo que a campanha de Flávio apresenta como exemplo para o Brasil enfrenta, na própria Argentina, uma reversão em um de seus principais indicadores sociais: a pobreza.

Estimativas privadas apontam que cerca de 1,7 milhão de argentinos entraram na pobreza apenas no primeiro semestre de 2026. O número definitivo será divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) em 24 de setembro, quando forem publicados os dados da Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH) referentes aos primeiros seis meses do ano.

Segundo estimativa da consultoria ExQuanti, o número de pessoas abaixo da linha da pobreza passou de 13,4 milhões no segundo semestre de 2025 para 15,1 milhões no primeiro semestre de 2026. São, portanto, aproximadamente 1,7 milhão de novos pobres em apenas seis meses.

Se a comparação for ampliada para o momento em que a tendência começou a mudar, nos últimos três meses de 2025, o aumento chega a 2,9 milhões de pessoas.

A taxa de pobreza, que ficou em 28,2% no segundo semestre de 2025, pode alcançar entre 30% e 31,6% no primeiro semestre deste ano, dependendo da projeção considerada.

O próprio governo argentino admite a possibilidade de uma alta. Fontes oficiais ouvidas pelo jornal “La Nación” projetaram uma taxa entre 30% e 31%, o que representa um aumento de dois a três pontos percentuais.

A estratégia oficial continua baseada na manutenção do superávit fiscal e no processo de desinflação. O problema é que outros indicadores também apontam dificuldades para os trabalhadores argentinos.

O emprego privado assalariado formal acumula 13 meses de retração, enquanto estimativas privadas indicam que a recuperação dos rendimentos reais perdeu força.

Entenda as acusações contra Moraes em julgamento no STF


Alexandre de Moraes, ministro do STF. Foto: reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (15) um julgamento inédito que pode abrir caminho para uma investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes. Antes de chegar a essa discussão, porém, a Corte deve enfrentar divergências sobre a validade de um relatório da Polícia Federal, o alcance do processo e a participação de ministros na análise.

O presidente do STF, Edson Fachin, abre a sessão prevista para as 10h e deve apresentar o relatório do caso, que reúne os atos praticados desde a decisão do ministro André Mendonça de requisitar a produção do documento policial. O texto trata de mensagens que o banqueiro Daniel Vorcaro enviou a Moraes.

Fachin também delimitará o objeto do julgamento. A definição ganhou importância porque a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República não pediram formalmente a abertura de investigação contra Moraes, enquanto ministros próximos ao magistrado apontam falta de clareza sobre o que o plenário analisará.

O presidente do STF comunicou a colegas que a sessão ficará restrita ao relatório da PF sobre as mensagens de Vorcaro. Depois da leitura, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve se manifestar; a expectativa é que mantenha a posição já apresentada nos autos, pela nulidade do documento policial.

Abate de bovinos, suínos e frangos bate recordes no 2º trimestre de 2026, aponta IBGE

 Pesquisa trimestral da pecuária do IBGE revela marcas históricas no abate de animais e avanço na produção de leite, couro e ovos no país

    Carne bovina - Crédito: Divulgação

 O setor pecuário brasileiro registrou marcas históricas no segundo trimestre de 2026, impulsionado pelo crescimento no abate de bovinos, suínos e frangos, além de avanços na captação de leite, produção de ovos e processamento de couro, informa a Pesquisa Trimestral da Pecuária divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No setor bovino, o país alcançou o melhor resultado para um segundo trimestre em toda a série histórica da pesquisa. Entre abril e junho de 2026, foram abatidas 10,72 milhões de cabeças de bovinos, um crescimento de 1,3% em comparação ao mesmo período de 2025 e de 4,0% frente ao primeiro trimestre de 2026. O mês de junho destacou-se com a maior atividade do período, somando 3,66 milhões de cabeças (alta de 3,5% em relação a junho de 2025). O abate de fêmeas teve recuo de 1,9% na comparação anual, mas subiu 2,0% em relação ao trimestre anterior.

Moraes está “pintado para a guerra” e será uma “carnificina”, diz aliado

 Plenário julga nesta terça-feira se abre investigação contra ministro; aliados preveem embate duro com André Mendonça e outros integrantes da Corte

O ministro Alexandre de Moraes, na primeira turma do STF - Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve viver nesta terça-feira (15) uma sessão de alta tensão política e institucional ao analisar se abre ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no âmbito do caso Master.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, aliados de Moraes afirmam, nos bastidores, que o ministro está disposto a enfrentar André Mendonça e outros colegas da Corte durante o julgamento. A avaliação desse grupo é que o debate poderá expor relações de integrantes do Supremo com o Banco Master ou com o empresário Daniel Vorcaro.

Um ministro aliado de Moraes afirmou à coluna, sob reserva, que o magistrado e seu grupo estão “pintados para a guerra”. A expectativa é que Moraes apresente uma defesa dura e, ao mesmo tempo, questione a atuação de outros ministros no caso.

“Vai ser uma tragédia. Vão expor as vísceras de alguns ali. Vai ser uma carnificina. Vai ser um show de horrores. O (presidente do STF, Edson) Fachin não vai segurar. Estão pintados para a guerra”, disse o aliado de Moraes ao Metrópoles.

Dino aponta que voto de Mendonça no STF favoreceu Banco Master e o próprio irmão

 Decisão vincula posicionamento do ministro contra restrição de tarifas ao interesse de fundos e à promoção de familiar na SP Regula

Daniel Vorcaro e André Mendonça - Crédito: Victor Piemonte/STF / Banco Master/Divulgação

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a adoção de uma série de providências para esclarecer indícios de irregularidades na concessão de serviços funerários, cemiteriais e de cremação no município de São Paulo e suas conexões com apurações relativas ao Banco Master, segundo decisão proferida no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.196. Na decisão, o relator elencou que o voto divergente proferido pelo ministro André Mendonça — contrário ao estabelecimento de teto para as tarifas e favorável às empresas concessionárias — atendeu diretamente a interesses de fundos vinculados ao Banco Master e coincidiu temporalmente com a ascensão profissional de seu irmão, Alexandre de Almeida Mendonça, no órgão municipal encarregado de fiscalizar o setor.

Entre as providências ordenadas por Flávio Dino estão a intimação do Município de São Paulo e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo (SP Regula) para prestarem esclarecimentos sobre a concessionária Cortel SP. Além disso, a decisão exige o envio de informações e documentos por parte da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), além do encaminhamento de cópia dos autos ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para instruir apurações sobre as condutas de André Mendonça.

Dino cita relação do Master com cemitérios em São Paulo e pede investigação de André Mendonça; entenda

 Flávio Dino aponta indícios de irregularidades em concessões funerárias e solicita ao STF apuração sobre a conduta de Mendonça

     Flávio Dino e André Mendonça  - Crédito: STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma série de providências para apurar a existência de eventuais irregularidades na concessão dos serviços funerários, cemiteriais e de cremação no município de São Paulo, bem como a sua relação com investigações envolvendo o Banco Master, segundo decisão proferida nesta terça-feira (15) no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.196. Na decisão, o magistrado destacou a existência de um conjunto indiciário relevante e grave envolvendo a concessionária Cortel, fundos geridos pela instituição financeira controlada pelo empresário Daniel Vorcaro e a atuação do ministro André Mendonça na tramitação e votação do processo na Corte.

Entre as medidas ordenadas por Dino estão a intimação do Município de São Paulo e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo (SP Regula) para prestarem esclarecimentos sobre a concessionária Cortel SP. Além disso, o relator determinou requisições de informações e documentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), bem como a apresentação de cópia da decisão ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, para juntada nos autos em que se apuram as condutas do ministro André Mendonça.

O histórico da ação e o pedido de vista de Mendonça

A controvérsia em torno da privatização dos cemitérios paulistanos teve início em 24 de novembro de 2024, quando Dino proferiu decisão liminar determinando que a Prefeitura de São Paulo restabelecesse a comercialização e a cobrança dos serviços funerários, cemiteriais e de cremação com o teto de valores praticado imediatamente antes das concessões, atualizado pela inflação. A medida cautelar foi adotada diante das evidências de que os preços cobrados pelas concessionárias privadas eram abusivos e incompatíveis com a natureza pública dos serviços.

Em 13 de março de 2025, o relator proferiu decisão complementar determinando o reforço da transparência, a ampla divulgação de tabelas de preços e gratuidades, a ampliação dos canais de reclamação aos usuários, o aprimoramento da fiscalização e a revisão das multas aplicadas às empresas. No entanto, ao submeter a medida ao referendo do Plenário do STF em 14 de março de 2025, o julgamento foi suspenso no dia seguinte devido a um pedido de vista formulado pelo ministro André Mendonça.

As reuniões de Fachin antes de sessão sobre Moraes no STF


      Edson Fachin, presidente do STF. Foto: reprodução

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, realizou uma série de reuniões individuais com ministros antes da sessão extraordinária desta terça-feira (15), convocada para analisar se há elementos para abrir investigação sobre a conduta de Alexandre de Moraes. Fachin também assumiu relatorias e concentrou na Presidência procedimentos ligados aos casos Banco Master e INSS.

O plenário deve examinar o procedimento relacionado a Moraes a partir de mensagens localizadas no celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, em relatório da Polícia Federal. O documento apontou o ministro como interlocutor do ex-banqueiro.

As conversas de Fachin buscaram discutir o rito da sessão e a condução do julgamento em meio à disputa entre Moraes e André Mendonça. Moraes pediu apuração contra Mendonça e apontou parcialidade na condução dos inquéritos sobre o Banco Master e o INSS.

Na quarta-feira da semana passada, Fachin se reuniu separadamente com Flávio Dino e Moraes. No mesmo dia, assinou decisões para enfrentar a crise, entre elas a convocação da sessão extraordinária do STF.

“A tentativa de golpe mudou seu modus operandi”, diz Moraes sobre relatório de Mendonça


         Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes no plenário do STF. Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a tentativa de golpe de Estado não terminou com os ataques de 8 de janeiro de 2023 e apenas mudou sua forma de atuação. A declaração aparece no encerramento da manifestação enviada nesta segunda-feira (14) ao presidente da Corte, Edson Fachin.

“A tentativa de Golpe não se encerrou em 8/1/2023, simplesmente mudou seu modus operandi”, escreveu Moraes. O ministro relacionou o relatório apresentado por André Mendonça sobre suas mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a uma ofensiva política de aliados de condenados pela trama golpista.

Moraes classificou o documento como uma “farsa” e afirmou que as acusações contra ele são movidas por “vingança”. “Está muito clara a tentativa de vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia e o Estado de Direito e foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal”, declarou.

Trecho final da manifestação do ministro Alexandre de Moraes


A manifestação tem 44 páginas e 121 tópicos. Moraes sustenta que a análise de 7.742 documentos distribuídos em 48 petições, uma reclamação e quatro inquéritos relacionados à Operação Compliance não encontrou indícios de infração penal praticada por ele.

O ministro também contesta a forma como o relatório associou anotações encontradas no celular de Vorcaro a supostas conversas entre os dois. Segundo Moraes, 47 das 52 notas apresentadas não foram localizadas em nenhuma conversa no WhatsApp, o que representaria 90,4% do conjunto analisado.

Moraes afirma ainda que nunca julgou processos envolvendo o Banco Master ou Vorcaro, antes, durante ou depois do contrato da instituição financeira com o escritório de sua mulher, Viviane Barci de Moraes. Ele nega ter praticado qualquer ato oficial em benefício do banco ou do ex-banqueiro.

A manifestação foi juntada à PET 16.704, aberta a partir de uma cópia integral da PET 16.662, relatada por Mendonça. O plenário do STF analisará nesta terça-feira (15) a validade da investigação e o pedido da Procuradoria-Geral da República para encerrá-la.

Fonte: DCM

STF disponibiliza documentos e peças de processos que tiveram sigilo retirado

Material pode ser acessado por links zipados ou detalhados

Foto: Wallace Martins/STF

O Supremo Tribunal Federal disponibilizou links com documentos e peças processuais relacionados aos processos e procedimentos relacionados cujo sigilo foram levantados nos últimos dias.

Podem ser consultados os autos dos seguintes processos: Inquérito (Inq) 5026; Reclamação (Rcl) 88121; Pet 15198; Inq 5035; Pet 15478; Pet 15504; Pet 15562; Pet 15563; Pet 15693; Pet 15976; Pet 15977; Pet 15978; Pet 16019; Pet 15556, Pet 16662, Pet 16704 e Pet 16669.

O material pode ser acessado por meio de dois links: zipado ou detalhado.




Pet 16669 – arquivos zipados


Fonte: STF

Entenda o rito para o julgamento desta terça-feira (15)

Julgamento começa às 10h; sessão será transmitida pela TV e Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube

Foto: Wallace Martins/STF

A Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu o rito que será adotado na sessão plenária extraordinária desta terça-feira (15), convocada para o julgamento da Pet 16662. A sessão terá início às 10h.

Após a abertura dos trabalhos, será feita a leitura e a aprovação da ata da sessão anterior, seguida da saudação de praxe aos ministros.

Na sequência, será realizado o pregão do processo. O relator fará a leitura do relatório e a delimitação do objeto do julgamento.

Depois, será facultada a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), além de eventuais sustentações orais.

Encerradas as manifestações, o relator apresentará seu voto. Em seguida, votarão os demais ministros, na ordem regimental.

Ao final do julgamento, o presidente proclamará o resultado.

Leia mais:


Fonte: STF

Moraes vê “farsa” e “vingança” e diz que relatório de Mendonça não indica crime


Alexandre de Moraes usa terno preto, camisa branca e gravata rosa sentado em cadeira de couro marrom. Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na noite de segunda-feira (14) que o relatório apresentado pelo ministro André Mendonça não traz “qualquer indício para apuração de prática de infração penal”. O plenário da Corte analisará o documento nesta terça-feira (15).

Moraes classificou o relatório como uma “farsa” e disse que as mensagens enviadas a ele pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foram usadas em uma narrativa de “motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras”.

Em resposta de 44 páginas e 121 tópicos encaminhada pelo gabinete de Moraes ao presidente do STF, Edson Fachin, o ministro atribuiu o caso a uma tentativa de “vingança” de aliados de condenados por tentar acabar com a democracia e o Estado de Direito.
Reprodução de trecho da manifestação do ministro Alexandre de Moraes

O texto sustenta que a análise de 7.742 documentos, distribuídos em 48 petições, uma reclamação e quatro inquéritos ligados à Operação Compliance, não identificou atividade ilícita atribuível ao ministro.

Contrato entre Banco Master e escritório de Viviane Barci de Moraes

Moraes também afirmou que jamais julgou processos envolvendo o Banco Master ou Vorcaro, antes ou depois da vigência do contrato entre a instituição financeira, liquidada pelo Banco Central, e o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes.

A Polícia Federal apontou que Moraes editou o contrato de R$ 131 milhões antes de sua assinatura. Documentos da Receita Federal indicaram pagamentos de R$ 80,2 milhões em dois anos.

O escritório confirmou intervenções de Moraes “na condição de marido da sócia” e informou que elas ocorreram a pedido de seu setor de compliance.

Em nota, a banca afirmou que a verificação buscava identificar uma “eventual existência de impedimentos legais”, como processos sob relatoria de Moraes ou julgamentos no STF que envolvessem interesses do banco. O escritório declarou que não encontrou impedimentos.

Fonte: DCM

STF decide hoje o destino de Alexandre de Moraes

 Sessão do STF poderá decidir pela abertura de investigação, anular o relatório da PF ou determinar uma nova análise dos dados

        Sede do STF - Crédito: Ag. Brasil

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliará nesta terça-feira (15), se as mensagens trocadas entre o empresário Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes justificam a abertura de uma investigação. Além de examinar o conteúdo reunido pela Polícia Federal, a Corte poderá anular o relatório por falhas formais ou encaminhar os dados a outro integrante do Ministério Público para uma nova análise.

O julgamento ainda envolve dúvidas sobre o objeto exato da sessão, a participação de ministros citados no material e a validade jurídica do documento produzido pela PF. Nos bastidores, integrantes do tribunal consideram possível um placar apertado, atualmente estimado em 4 votos a 3 pela abertura de algum tipo de apuração, informa o G1.

Relator do caso, o presidente do STF, Edson Fachin, será responsável por abrir a discussão com um resumo dos fatos e pela definição das questões que deverão ser decididas. Após a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e eventuais sustentações orais, Fachin apresentará seu voto. Os demais ministros votarão na sequência estabelecida pelo regimento, antes da proclamação do resultado.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

STF confirma sessão nesta terça-feira (15) para julgar caso Vorcaro-Moraes

 A sessão terá início às 10h

                   STF  - Crédito: Wallace Martins/STF

 O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou nesta segunda-feira (14) que realizará, na terça-feira (15), o julgamento de uma petição relacionada a acusações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-chefe do Banco Master e atualmente preso, e o ministro do STF Alexandre de Moraes, no âmbito da PET 16.662.

A sessão terá início às 10h, informou o STF.

O STF detalhou o rito da sessão: “Após a abertura dos trabalhos, será feita a leitura e a aprovação da ata da sessão anterior, seguida da saudação de praxe aos ministros. Na sequência, será realizado o pregão do processo. O relator fará a leitura do relatório e a delimitação do objeto do julgamento. Depois, será facultada a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), além de eventuais sustentações orais. Encerradas as manifestações, o relator apresentará seu voto. Em seguida, votarão os demais ministros, na ordem regimental. Ao final do julgamento, o presidente proclamará o resultado”.

Fonte: Brasil 247

‘Flávio Bolsonaro não passa de um cínico’, dispara Lindbergh ao citar Vorcaro e Careca do INSS (vídeo)

 Conforme o deputado do PT, o presidenciável da extrema direita está envolvido ‘em tudo que é esquema de corrupção neste País’

Lindbergh Farias (mais destaque), Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS" (à dir., em cima), Daniel Vorcaro (à dir., embaixo) e Flávio Bolsonaro - Crédito: Agência Câmara I Reprodução I Divulgação

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) disparou críticas contra o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por causa das relações do senador com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

“Eles estão envolvidos em tudo que é esquema de corrupção nesse país”, afirmou o parlamentar integrante do Partido dos Trabalhadores, acrescentando que Flávio Bolsonaro “é um cínico”.

“E é preciso falar dos crimes sem meias-palavras. Flávio cobrou R$ 134 milhões de Vorcaro e é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ele era sócio do Careca do INSS, mantinha estrutura na mesma sala e compartilhava contador com ele”, disse Lindbergh.

“Some-se a isso o histórico das rachadinhas e das relações com milicianos. O Brasil precisa saber quem é Flávio Bolsonaro antes de votar. E nós precisamos contar essa história com todas as letras!”, complementou.

Cezinha de Madureira nega irregularidades após operação da Polícia Federal

 Defesa afirma que medidas de grande repercussão deveriam ser afastadas de circunstâncias políticas ou eleitorais

              Dep. Cezinha de Madureira  - Crédito: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) negou ter cometido irregularidades após ser alvo de buscas da Polícia Federal nesta segunda-feira (14). A operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga uma suspeita de tráfico de influência junto a tribunais superiores.

Em nota assinada por sua defesa, Cezinha afirmou confiar na Justiça e disse estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. O parlamentar também questionou a realização de medidas de grande repercussão em período próximo a circunstâncias políticas ou eleitorais.

Segundo a defesa, “conforme a jurisprudência do STF estabelece, medidas de tamanha repercussão deveriam ter sido conduzidas com a devida distância de qualquer circunstância política ou eleitoral”.

“Com a tranquilidade de quem confia plenamente na Justiça e certo de sua conduta sempre ilibada, o deputado federal Cezinha de Madureira está à disposição das autoridades e prestará todos os esclarecimentos necessários”, afirma a nota.

Cunhado de Vorcaro transferiu R$ 19,2 milhões à Igreja da Lagoinha

 Coaf identificou 26 repasses de Fabiano Zettel à Lagoinha Belvedere, valor que representa mais de dois terços dos créditos analisados

                             Fabiano Zettel  - Crédito: Reprodução/YouTube/PrimoCast

Cunhado do empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, o pastor Fabiano Zettel transferiu R$ 19,2 milhões para a Igreja Batista da Lagoinha Belvedere em 26 operações identificadas em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Os repasses ocorreram no período analisado pelo órgão e deixam o religioso como principal origem individual de recursos enviados à conta examinada.

Os dados constam de relatórios do Coaf que vieram a público nesta segunda-feira (14) após decisão do ministro André Mendonça. O Relatório de Inteligência Financeira (RIF) nº 140515 registra exatamente R$ 19.205.000 em transferências feitas por Zettel à Igreja Batista da Lagoinha Belvedere.

O documento analisou movimentações financeiras compreendidas entre 24 de dezembro de 2024 e 8 de dezembro de 2025. Nesse intervalo, a conta relacionada à igreja registrou R$ 57,1 milhões em movimentações, com aproximadamente R$ 28,49 milhões em entradas e R$ 28,61 milhões em saídas.

O Coaf classificou a movimentação como atípica diante das informações financeiras disponíveis sobre a entidade. O relatório aponta faturamento anual presumido de R$ 950 mil, valor muito inferior ao volume que circulou no período considerado pela análise.

STF tem acesso restrito e segurança reforçada em sessão sobre Moraes e Vorcaro

 Julgamento terá controle de entrada, celulares lacrados no Plenário e transmissão ao vivo pelos canais do Supremo

      Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro - Crédito: Divulgação I Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (15), às 10h, uma sessão extraordinária do Plenário para julgar a PET 16662, com acesso restrito e esquema reforçado de segurança. Segundo informações divulgadas pelo próprio STF, somente pessoas com presença confirmada poderão entrar no Plenário, enquanto jornalistas credenciados acompanharão os trabalhos em áreas específicas.

De acordo com o STF, a limitação de espaço levou o tribunal a adotar um sistema prévio de credenciamento. A confirmação de acesso foi encaminhada aos endereços de e-mail informados durante a inscrição, aberta anteriormente para a cobertura da sessão.

A PET 16.662 é a petição em que, em 1º de setembro de 2026,  o ministro do STF André Mendonça tornou públicas as mensagens encontradas no celular de Vorcaro que sugerem contato direto com o ministro Alexandre de Moraes.

Entre os registros aparecem informações sobre o contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF.

A documentação também menciona cartões de crédito do Banco Master emitidos para filhos de Moraes, com limites que, segundo os registros, chegavam a R$ 300 mil. As mensagens citadas indicam que o administrador do escritório Barci de Moraes teria encaminhado a solicitação diretamente a Vorcaro, que aprovou a emissão dos cartões.

Dark Horse: produtora pagou assessores de Mario Frias durante filmagens

 Comprovantes entregues à PF mostram pagamentos da GO Up a integrantes do gabinete do deputado durante as gravações do filme sobre Jair Bolsonaro

Deputado federal Mário Frias (PL-SP) - Crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

 Integrantes do gabinete do deputado federal Mario Frias (PL-SP) receberam pagamentos ou tiveram despesas custeadas pela GO Up Entertainment durante o período de gravações de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL) que está no centro de investigações no Supremo Tribunal Federal (STF).

Comprovantes de transferências encaminhados à Polícia Federal (PF) pela produtora mostram que a assessora parlamentar Rareska Metsker foi beneficiária de R$ 24,8 mil em despesas relacionadas à produção. Os documentos foram apresentados pela defesa da GO Up e de sua representante legal, Karina Ferreira da Gama.

Eduardo pede anulação de provas de “Dark Horse” após falha da polícia de Tarcísio


       Eduardo Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Foto: Reprodução

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediu a anulação do inquérito do caso “Dark Horse” após a divulgação de documentos que apontam falhas na preservação de dispositivos apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo. O material estava sob custódia de órgãos de segurança do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), aliado da família.

Em publicação no X no domingo (13), Eduardo escreveu: “É TUDO NULO”. Ele atacou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), por retirar o sigilo de documentos da investigação paulista e determinar o compartilhamento das informações com a Polícia Federal.

O ex-parlamentar afirmou que Dino pretende usar “provas que podem ter sido fraudadas” e acusou o ministro de atropelar o relator de outra frente do caso, André Mendonça, e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Eduardo não apresentou evidências de adulteração dos dados armazenados nos aparelhos.

Documentos liberados pelo STF indicam que o Instituto de Criminalística de São Paulo recusou inicialmente 27 equipamentos enviados para perícia: 13 pen-drives, nove notebooks e cinco celulares. Embora os lacres numerados estivessem intactos, os peritos identificaram aberturas nas embalagens que poderiam permitir acesso aos itens.

Mendonça atende Fachin e derruba sigilo de rede de pagamentos do Master

 Da PET 15.645 consta uma lista detalhada de pagamentos e contatos feitos por Vorcaro, que está preso por suspeitas de fraudes contra o sistema financeiro

          André Mendonça  -  Crédito: Luiz Silveira/STF

 O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), alterou o sigilo da a PET 15.645, que diz respeito ao caso do Banco Master e o suposto envolvimento de seu ex-chefe Daniel Vorcaro, atualmente preso, com autoridades, informou a Secretaria de Comunicação do STF nesta segunda-feira (14).

Mais cedo nesta segunda-feira, o presidente do STF, Edson Fachin, pediu a Mendonça a derrubada do sigilo da PET 15.645, por sua vez atendendo a um pedido do ministro do STF Alexandre de Moraes. 

Mendonça mantém sob reserva mais de 30 quebras de sigilo bancário e fiscal do Master

 Dados atingem mais de 30 pessoas e empresas ligadas a Daniel Vorcaro

      André Mendonça   -  Crédito: Gustavo Moreno/STF

Mais de 30 pessoas físicas e jurídicas investigadas no caso Master, incluindo empresas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, seguem com quebras de sigilo bancário e fiscal mantidas sob reserva por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi revelada pela Folha de São Paulo.

O material preservado sob sigilo é mais amplo e detalhado do que os dados de pagamentos do Master presentes em um relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), documento ao qual o ministro Alexandre de Moraes solicitou acesso.