sexta-feira, 11 de setembro de 2026

“Acabou a blindagem”: Lindbergh cobra Flávio Bolsonaro após Fachin agir no caso Master

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e o senador e candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados/Agência Senado


O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) reagiu nesta quinta-feira (10) ao avanço pela retirada do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master e voltou a cobrar explicações de Flávio Bolsonaro sobre os milhões enviados por Daniel Vorcaro ao fundo usado no financiamento de “Dark Horse”. “Acabou a blindagem!”, escreveu. Na mesma publicação, questionou: “Flávio, cadê os 70 milhões que você tomou do Vorcaro?”.

O movimento citado pelo petista precisa de uma ressalva: Edson Fachin não retirou pessoalmente, de uma só vez, todo o sigilo das investigações. O presidente do STF pediu a André Mendonça que suspenda o segredo do processo do caso Master e propôs que as informações sejam tornadas públicas, com exceção das diligências cujo sigilo seja estritamente necessário. Como Mendonça é o relator, cabe a ele definir a extensão da abertura dos autos.

A medida ocorre depois de uma ofensiva por maior transparência. Lindbergh e outros parlamentares já haviam pedido ao STF a retirada do sigilo das investigações envolvendo Flávio Bolsonaro e o financiamento de “Dark Horse”. Na quarta-feira (9), o PT voltou a cobrar de Mendonça e Flávio Dino a abertura dos procedimentos relacionados ao Master, após Lula defender publicamente a divulgação integral das investigações, ressalvadas as informações legalmente protegidas.



Mendonça vai tirar caso Master do sigilo, mas vai mostrar só o que ele quiser; entenda


        André Mendonça, ministro do STF. Foto: reprodução

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, solicitou ao ministro André Mendonça a abertura parcial do sigilo no caso Master, mas, de acordo com Daniela Lima do Uol, deixou com o relator a decisão sobre quais documentos poderão chegar ao público sem comprometer a investigação.

Fachin fez o pedido na noite de quinta-feira (10). O gabinete de Mendonça respondeu cerca de uma hora depois, após a solicitação do presidente do STF se tornar conhecida.

Uma das providências requisitadas prevê o envio aos demais ministros de todo o material relacionado ao caso Master, por ocasião do julgamento que envolve o ministro Alexandre de Moraes.

Fachin também pediu a divulgação dos elementos que não apresentem risco para as apurações. O presidente do STF usou o verbo “solicitou”, sem determinar previamente quais peças deveriam perder o sigilo.

Relatório da PF mostra que Vorcaro soube de investigação sigilosa antes de operação

Banqueiro teria descoberto a vara, o juiz e integrantes da equipe do caso Master antes da ação que resultou em sua prisão

Daniel Vorcaro – banco Master - Crédito: Divulgação

O banqueiro Daniel Vorcaro teve acesso antecipado a informações sigilosas sobre a investigação do Banco Master, incluindo a vara responsável, o nome do juiz e a identidade de integrantes da equipe que conduzia o caso, segundo relatório da Polícia Federal.

As informações constam de documentos divulgados após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de 15 procedimentos relacionados ao caso Master. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (11), a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin. O conteúdo foi revelado pela CNN Brasil.

Em um pedido de prorrogação do inquérito apresentado em novembro de 2025, a delegada responsável pela investigação afirmou que a corporação havia reunido elementos considerados consistentes sobre o conhecimento prévio do banqueiro.

“Já foram consolidados indícios veementes de que o investigado, Daniel Bueno Vorcaro, soube de maneira antecipada e antes da deflagração não apenas o fato de existir investigação criminal em curso, mas também a vara, o nome do juiz que conduzia o feito, bem como o nome de diversos membros da equipe de investigação”, declarou a delegada no documento.

Moraes planeja fazer pronunciamento na véspera de julgamento no STF

 Ministro avalia falar na segunda-feira, um dia antes de o STF analisar pedido para autorizar sua investigação

O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)  Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), avalia transferir para a próxima segunda-feira (14) um pronunciamento público em defesa de sua atuação em investigações conduzidas na Corte. A nova data colocaria a manifestação um dia antes de um julgamento previsto para terça-feira (15), quando o plenário deverá analisar um pedido de autorização para investigação do magistrado. As informações são do jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil.

Moraes havia programado uma manifestação para esta quinta-feira (10), com o objetivo de defender sua atuação como relator do inquérito das Fake News, mas o pronunciamento foi cancelado cerca de uma hora depois de ser anunciado.

Integrantes do Supremo avaliaram que uma declaração pública de Moraes neste momento poderia trazer novamente a instabilidade institucional para o centro do debate público. Essa preocupação teria pesado na decisão de não realizar o pronunciamento nesta quinta.

Mendonça derruba sigilo de 15 processos ligados ao caso Master após pedido de Fachin


         O ministro André Mendonça, do STF. Reprodução

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (10) o levantamento do sigilo da PET 15.556 e de outros 14 procedimentos relacionados às investigações do caso Master. A decisão atende a uma solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin.

“Em harmonia à solicitação formulada pelo eminente Presidente, Ministro Edson Fachin, promovo o levantamento do sigilo”, escreveu Mendonça no despacho, registrado na PET 16.704.

Além da PET 15.556, Mendonça retirou o sigilo do INQ 5.026, RCL 88.121, PET 15.198, INQ 5.035, PET 15.478, PET 15.504, PET 15.562, PET 15.563, PET 15.693, PET 15.976, PET 15.977, PET 15.978, PET 16.019 e PET 16.662.
Despacho de André Mendonça

Edson Fachin pede retirada de sigilo do caso Master

Presidente do Supremo solicita acesso aos procedimentos e restringe sigilo a diligências que dependam de reserva para serem executadas

Edson Fachin - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, pediu nesta quinta-feira (10) o levantamento do sigilo das investigações relacionadas ao caso Banco Master, mantendo sob reserva apenas informações que possam comprometer diligências ainda pendentes. Conforme o despacho do magistrado, a medida antecede a sessão extraordinária marcada para 15 de setembro, quando o plenário analisará documentos produzidos pela Polícia Federal.

No documento, Fachin solicita ao ministro André Mendonça o compartilhamento de todos os procedimentos relacionados à Petição 15.556 com a Presidência do STF e os gabinetes dos demais ministros. A determinação também pede a abertura dos dados vinculados ao processo, com exceção dos elementos que precisem permanecer reservados para preservar futuras medidas investigativas.

“Tendo em vista a inclusão da Pet 16.662 em calendário de julgamento na sessão extraordinária de 15 de setembro de 2026 e considerando que a Pet 16.662 foi formada a partir da Pet 15.556, solicita-se ao eminente ministro André Mendonça (relator da Pet 15.556), a remessa, em HD próprio, a esta Presidência e aos gabinetes dos eminentes ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556, bem como o levantamento do sigilo da Pet 15.556 (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados), ressalvado apenas o que diga respeito a diligências cujo sigilo seja imprescindível à realização da medida”, diz Fachin.

Tarcísio tem 49,7% e Haddad 34,5% na disputa pelo governo de São Paulo, indica pesquisa

Marina Silva e Simone Tebet lideram corrida ao Senado, aponta levantamento do Paraná Pesquisas

Tarcísio de Freitas mantém a liderança com 40%, mas distância para Fernando Haddad, com 27%, recua de 15 para 13 pontos na pesquisa Quaest
Crédito: Douglas Gomes/Republicanos | Diogo Zacarias

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 49,7% das intenções de voto na disputa pelo governo de São Paulo, enquanto o ex-ministro Fernando Haddad (PT) registra 34,5%, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (11). Na mesma pesquisa, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) ocupam as duas primeiras posições no cenário estimulado para o Senado, com 30,4% e 29,5%, respectivamente.

No primeiro cenário estimulado para o governo paulista, Tarcísio tem vantagem de 15,2 pontos percentuais sobre Haddad. Os demais candidatos não chegam a 2%. Outros 7% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos nomes, enquanto 4,4% não souberam ou não responderam.

Os números mostram estabilidade em relação à rodada anterior do Paraná Pesquisas. Em agosto, Tarcísio tinha 50% das intenções de voto e passou agora para 49,7%. Haddad oscilou de 33,8% para 34,5%. Em julho, o governador registrava 48,5%, contra 35,1% do ex-prefeito da capital paulista.

Em uma simulação restrita aos dois principais nomes, Tarcísio alcança 52,9%, ante 37,5% de Haddad. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos representam 6,8%, e 2,9% não souberam responder. A série histórica mostra que o governador tinha 58,7% nesse cenário em fevereiro e passou a oscilar em torno de 52% nos últimos meses. Haddad, por sua vez, saiu de 32,4% em fevereiro para os atuais 37,5%.

O levantamento também aponta diferenças relevantes entre os segmentos do eleitorado. Entre os homens, Tarcísio registra 60,1%, contra 28,1% de Haddad. Entre as mulheres, há empate numérico: 40,5% para o governador e 40,1% para o ex-ministro, diferença muito inferior à margem de erro da pesquisa.

Tarcísio também supera Haddad em todas as faixas etárias pesquisadas. A maior vantagem aparece entre eleitores de 45 a 59 anos, grupo no qual o governador marca 53,3%, contra 32% do adversário. Entre os jovens de 16 a 24 anos, a distância é menor: 44,9% a 36,4%.

Empresário e ex-secretário do Paraná Luís Mussi morre em acidente na Grande Curitiba

Empresário foi atingido por uma carreta ao tentar atravessar a PR-423, em Araucária, na noite de quinta-feira (10). Mussi era sogro do deputado estadual Alexandre Curi.


Luís Guilherme Gomes Mussi, de 72 anos, morreu em acidente no Paraná — Foto: Redes sociais


O empresário e ex-secretário do Governo do Paraná, Luís Guilherme Gomes Mussi, de 72 anos, morreu após se envolver em um grave acidente na PR-423, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. A batida aconteceu na noite de quinta-feira (10).

Segundo a Polícia Militar (PM-PR), Mussi estava em uma caminhonete e tentava atravessar a rodovia quando foi atingido na lateral por uma carreta carregada com madeira.

Com o impacto, a caminhonete ficou completamente destruída e a carreta tombou. O empresário foi socorrido por equipes de emergência, mas morreu a caminho do hospital. O motorista da carreta não ficou ferido.

Ainda conforme a PM, o cruzamento onde aconteceu o acidente tem sinalização de parada obrigatória. As circunstâncias do acidente serão investigadas pela Polícia Civil (PC-PR).
O empresário está sendo velado nesta sexta-feira (11) na Capela Central do Vaticano e deve ser sepultado em Campo Largo.

Mussi era casado com Yvone Pimentel Mussi, filha do ex-governador do Paraná Paulo Pimentel. Era pai de Luiz Fernando, Guilherme e Paula Pimentel Mussi Khury, esposa de Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Nas redes sociais, Curi lamentou a morte do empresário.

"Luís foi um homem muito querido por todos nós, e sua partida deixa um vazio imenso em nossa família. Agradeço, de coração, todas as manifestações de carinho, solidariedade e as orações que temos recebido. Que Deus conforte a Paula, toda a família Mussi, e seus amigos e nos dê força para atravessar este momento tão difícil", escreveu

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Regional de Saúde capacita médicos e enfermeiros para inserção do “Implanon”

Novo método contraceptivo, com implante subdérmico, já está sendo disponibilizado pelo SUS

Fotos: divulgação

A 16ª Regional de Saúde de Apucarana está realizando uma capacitação para inserção de implante subdérmico. O conteúdo teórico e prático foi iniciado na quarta-feira (9), teve sequência hoje (10) e será concluído nesta sexta-feira (11), em auditório da Unopar, em Arapongas.

O primeiro dia da capacitação teve a participação de 55 médicos. E, até amanhã (sexta-feira), 130 enfermeiros estão se inteirando de todos os detalhes sobre o uso do Implanon. São 14 horas de conteúdos teóricos e práticos.

O novo método contraceptivo é uma importante estratégia para fortalecer a saúde sexual e reprodutiva e ampliar as possibilidades de planejamento reprodutivo oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O implante é um método contraceptivo de longa duração, reversível e de alta eficácia, que é inserido sob a pele do braço e libera continuamente o hormônio etonogestrel. “A incorporação e a ampliação da oferta desse método no SUS representam um avanço na possibilidade de escolha das mulheres, respeitando suas necessidades, seus projetos de vida e suas preferências”, avalia a enfermeira obstétrica Sabrina Kuniczki, coordenadora do evento.

Segundo ela, para que essa estratégia aconteça de forma segura e qualificada, é fundamental investir na capacitação dos profissionais. “É justamente esse o propósito desta oficina: preparar os profissionais para que possam realizar a inserção e o manejo do método com segurança, qualidade e responsabilidade”, assinala Sabrina.


A capacitação também contribui na integração entre Estado, municípios e profissionais de saúde, para que essa política se transforme, de fato, em acesso e cuidado para as usuárias do SUS.

A abertura oficial do evento, na Unopar, teve a presença do diretor interino da 16ª RS, Marcos Vinicius Oliveira da Costa, e do secretário de saúde de Arapongas, Carlos Eduardo Arruda, o Cadu. “Trata-se de uma importante conquista das mulheres, com um método seguro e de longa duração, com um procedimento de implante bem simples, mas existem critérios e regras a serem respeitadas, como parte de um planejamento familiar”, comentou Marcos Costa.

O secretário de saúde de Arapongas, Cadu, parabenizou a Sesa e a 16ª Regional de Saúde pela iniciativa da capacitação e, ao mesmo tempo, estimular o uso do novo método. “A oferta do Implanon comprova que a cada dia temos um Sistema Único de Saúde cada vez melhor”, enalteceu o secretário.

A partir de fevereiro deste ano, a 16ª RS começou a entregar os primeiros lotes do Implanon, atendendo mulheres de Apucarana e Arapongas. De início, o Ministério da Saúde está liberando o implante subdérmico somente para os municípios com população superior a 50 mil habitantes, sendo autorizado para mulheres de 14 a 49 anos.

O novo método é implantado, de forma subcutânea, no braço da mulher e tem duração de três anos e com comprovada eficiência contraceptiva. O implante de etonogestrel é um método reversível e de alta eficácia, que se soma a outras opções já disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Ele atua no organismo por até três anos, sem necessidade de intervenções durante esse período.

A chefe da seção de Atenção Primária e coordenadora da área materno infantil da 16ª RS, Sabrina Kuniczki, explica que, além de Apucarana e Arapongas, os demais municípios também serão atendidos na sequência.
“Trata-se de um direito de saúde sexual e reprodutiva, que contempla ainda o planejamento familiar. Nós estamos capacitando médicos e enfermeiros dos demais municípios da nossa área, para a inserção do subdérmico Implanon nas mulheres que manifestarem interesse”, anuncia Sabrina Kuniczki.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Flávio Bolsonaro se desespera, ataca Dino e fala em suposta “terceira facada”

 Flávio Bolsonaro não especificou quais teriam sido as outras supostas “facadas”, ao reagir ao avanço da investigação do caso “Dark Horse”

                     Flávio Bolsonaro  - Crédito: Captura de tela/Vídeo

O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), proferiu novos ataques nas redes sociais, à medida que seu desespero aumenta por conta do avanço nas investigações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, uma produção propagandística pró-Jair Bolsonaro.

“A terceira facada chegou”, disse Flávio Bolsonaro, em vídeo divulgado no Instagram nesta quinta-feira (10).

No vídeo, Flávio Bolsonaro não disse a quais supostas outras facadas se referia.

Ele atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, por ter mais cedo decidido que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, fosse restituído ao cargo, após o ministro do STF André Mendonça retirá-lo do cargo. Posteriormente, as decisões dos ministros a respeito da PF foram anuladas pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, que decidirá sobre a permanência de Rodrigues no cargo.

Lula acaba com a ‘taxa das blusinhas’, faz aceno à classe média e destaca isenção de imposto para importação de medicamentos

 Presidente sanciona lei extinguindo a tributação sobre compras de até US$ 50, zera imposto de medicamentos para doenças raras e defende inclusão do SUS no benefício

Luiz Inácio Lula da Silva -  Crédito: Ricardo Stuckert

 O presidente Lula (PT) sancionou, nesta quinta-feira (10), o Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 13/2026, que altera o Decreto-Lei nº 1.804/1980 e extingue oficialmente a chamada “taxa das blusinhas”. A medida coloca fim à cobrança do imposto de importação de 20% sobre compras de até US$ 50 efetuadas por pessoas físicas e limita a aplicação do regime simplificado para mercadorias de até US$ 3 mil por remessa postal internacional.

Durante discurso no ato de sanção, o presidente Lula refutou a tese de que o fim da tributação visa unicamente às populações de menor renda, destacando que as compras internacionais de pequeno valor são amplamente difundidas na classe média. “Todo mundo fala que essa lei é para ajudar as pessoas mais pobres. Não é verdade. Aqui nessa mesa todas as mulheres e alguns homens compram essas coisas baratinhas. Quem vive no celular o dia inteiro procurando notícia ruim, o que faz a maioria das pessoas, acha uma coisa para comprar inusitada, que ele nunca tinha visto. E vai comprando. É fácil pagar, paga pelo Pix. As pessoas vão comprando. E não é pobre. A classe média compra. A Dona Lu [Alckmin] compra, a filha dele compra, a Miriam Belchior compra, a nossa senadora compra, a nossa Teresa Leitão compra. Todo mundo compra. Então vamos tirar esse discurso de que ‘é para os pobres’. Não. É para quem gosta de comprar essas coisas”, argumentou o mandatário.

Bia Kicis movimentou R$ 3,4 milhões em transações atípicas, aponta Coaf

 Relatório citado por Flávio Dino menciona deputada por repasse de R$ 500 feito por Mário Frias, alvo da investigação

Bia Kicis  - Crédito: Renato Araújo / Câmara dos Deputados

 A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) foi mencionada em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) transcrito na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Make Up, investigação sobre suspeitas de desvio de recursos públicos destinados a uma ONG ligada à produtora do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).

O Coaf apontou que Bia Kicis movimentou R$ 3,4 milhões em transações consideradas atípicas no intervalo de um ano, entre maio de 2025 e maio de 2026. O montante foi dividido igualmente entre créditos e débitos: R$ 1,7 milhão em entradas e R$ 1,7 milhão em saídas.

Marqueteiro amigo de Flávio Bolsonaro doou R$1 milhão à produtora de Dark Horse

 Marcello Lopes afirma que aporte à produtora de Dark Horse foi feito a pedido de Mário Frias após interrupção dos recursos de Daniel Vorcaro

                     Flávio Bolsonaro  - Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado

O publicitário Marcello Lopes, amigo pessoal de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ex-integrante da pré-campanha presidencial do senador, transferiu R$ 1 milhão para a Go Up Entertainment Ltda., produtora responsável por Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

A informação consta de decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou uma operação da Polícia Federal contra a proprietária da produtora, Karina Gama, e o deputado federal Mário Frias (PL-SP).

Segundo relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mencionados na decisão, a transferência de Marcello Lopes ocorreu no período entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025, quando foram identificadas movimentações consideradas atípicas nas contas da Go Up.

No intervalo analisado, a produtora movimentou R$ 19,03 milhões, sendo R$ 8,95 milhões em créditos e R$ 10,07 milhões em débitos.

Entre os principais remetentes de recursos apontados no relatório estão a Moneycorp Banco de Câmbio, com R$ 3,92 milhões; a GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural, com R$ 2,61 milhões; Marcello Lopes, com R$ 1 milhão; a NTT Brasil, com R$ 750 mil; e Mário Frias, com R$ 645,4 mil.

Em sua decisão, Dino registrou:

“A comunicação de n.º 24 já foi brevemente tratada no item 1.4.2.3., mas versa sobre movimentações consideradas atípicas em contas correntes da empresa Go Up Entertainment Ltda, CNPJ 44.447.509/0001-52, abrangendo o período de 10/11/2025 a 30/12/2025, em que a empresa movimentou R$ 19.033.071,00, sendo R$ 8.955.158,00 a crédito e R$ 10.077.913,00 a débito.”

Dino cita Ramagem e fala em risco de fuga de Mario Frias

 “O cenário público nacional, lamentavelmente, deu provas de que a evasão internacional é via cogitada por alguns parlamentares ante a perspectiva da persecução penal”, afirma o ministro

     Alexandre Ramagem - Crédito: Gustavo Moreno/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a deflagração de uma operação de busca e apreensão direcionada ao deputado federal Mario Frias (PL-SP), a ex-integrantes de seu gabinete parlamentar e a empresários suspeitos de integrarem uma organização criminosa voltada ao desvio de verbas públicas por meio de emendas parlamentares. A decisão foi proferida no âmbito da Petição (PET) 16.669/DF, instaurada a partir de apurações da Polícia Federal e de auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU).

Na fundamentação da medida cautelar, Dino fez menção expressa a episódios recentes envolvendo parlamentares sob investigação penal — citando nominalmente a apuração que envolve o ex-deputado e ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem —, para fundamentar a necessidade das diligências e afastar eventuais questionamentos sobre a aplicação de medidas restritivas. O magistrado ressaltou que a evasão do país passou a ser uma hipótese concreta no meio político frente ao avanço de investigações do Judiciário. “Não se pode ignorar que o cenário público nacional, lamentavelmente, deu provas de que a evasão internacional é via cogitada por alguns parlamentares ante a perspectiva da persecução penal”, afirmou o ministro em sua decisão.

Dino suspende contratos públicos de entidades ligadas ao filme “Dark Horse”

 Entre as empresas citadas está a Go Up Entertainment Ltda., produtora do filme, de propriedade de Karina Ferreira da Gama

       Flávio Dino - Crédito: Alejandro Zambrana/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu suspender, no âmbito do caso “Dark Horse”, o direito de uma série de entidades envolvidas com o filme bolsonarista de contratar com o poder público. Dino também suspendeu os pagamentos oriundos de contratos firmados.

“Suspendo qualquer pagamento oriundo de contratos com o Poder Público, salvo autorização específica deste relator, mediante requerimento motivado e acompanhado de elementos probatórios”, diz a decisão.

Produtora de Dark Horse comprou carro de R$102 mil com dinheiro vivo

 Pagamento em espécie feito por Karina Gama chamou a atenção do Coaf e aparece em decisão de Flávio Dino que autorizou operação da PF

                          Karina Ferreira Gama - Crédito: Reprodução / IA/Dall-E

 Uma movimentação financeira envolvendo Karina Ferreira da Gama, dona da produtora responsável por Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, chamou a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf): a empresária adquiriu um veículo elétrico da BYD e desembolsou R$ 102.190 em dinheiro vivo.

A informação consta na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.

Segundo a decisão, Karina comprou um BYD Song Plus em 13 de janeiro de 2025. O automóvel é avaliado em cerca de R$ 185 mil, mas a aquisição registrada pela empresária ocorreu pelo valor de R$ 102.190, pago em espécie. A forma de pagamento foi identificada pelo Coaf em meio à análise das movimentações financeiras relacionadas aos investigados.

Augusto Cury violou legislação eleitoral ao impulsionar conteúdos de forma irregular nas redes

 Conteúdos favoráveis ao presidenciável foram impulsionados por terceiros, prática vedada pela legislação; campanha diz desconhecer anúncios

              Augusto Cury  -  Crédito: Reprodução/YT

Conteúdos favoráveis a Augusto Cury (Avante), candidato à Presidência da República, foram impulsionados por terceiros em redes sociais, prática considerada irregular pela legislação eleitoral. A regra permite que apenas candidatos, partidos, federações, coligações e representantes contratem e paguem por anúncios eleitorais, que devem ser identificados de forma clara.

O levantamento foi feito pela Folha de São Paulo com base na biblioteca de anúncios da Meta, empresa que reúne plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp. A reportagem identificou mais de 60 anúncios, entre ativos e removidos, veiculados nas últimas semanas com mensagens positivas sobre Cury.

Procurado pelo jornal, o marqueteiro da campanha, Sergio Lima, afirmou que a candidatura atua de acordo com as normas eleitorais. “Não temos conhecimento a respeito desses impulsionamentos”, disse, por mensagem de texto.

A suspeita ocorre em meio ao crescimento de Cury nas redes e nas pesquisas após sua participação no debate presidencial da Band. No Datafolha divulgado na última quinta-feira (3), o escritor aparece com 8% das intenções de voto, em terceiro lugar, atrás do presidente Lula (PT), com 38%, e do senador Flávio Bolsonaro (PL), com 33%.

Segundo a Folha, Cury também ganhou quase 2,5 milhões de seguidores no Instagram em duas semanas. Influenciadores que não costumavam tratar de política passaram a publicar vídeos roteirizados em apoio ao candidato, o que provocou desconfiança em campanhas adversárias sobre eventual pagamento por publicidade, prática também proibida pela legislação eleitoral.

Na semana passada, ao comentar as suspeitas, Sergio Lima negou irregularidade. “Se fosse isso, não teria reflexo na pesquisa, seria tudo ‘fake’. Levem ao TSE, não tem problema nenhum”, afirmou à reportagem.

Dino derruba sigilo de decisão sobre caso Dark Horse que atinge deputados do PL

 Decisão do ministro do STF cita Mário Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon

Flávio Dino - Crédito: Gustavo Moreno/STF

 O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (10) a retirada do sigilo de sua decisão que determinou a busca e apreensão envolvendo o deputado federal Mário Frias (PL-SP), no âmbito do caso “Dark Horse”, filme de propaganda pró-Jair Bolsonaro financiado por Daniel Vorcaro, ex-chefe do Banco Master.

“Cumpridas as diligências de busca e apreensão, determino o levantamento do sigilo desta decisão”, diz o documento. Dino enviou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão foi divulgada nesta quinta-feira, e sua autorização é do dia 3 de setembro.

Na decisão, Dino proibiu Frias de deixar o país. O documento também cita a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS).

Fonte: Brasil 247

Marcos Pollon e Bia Kicis teriam indicado emendas para produtora de Dark Horse

 Apesar das suspeitas que cercam as indicações, os valores não foram efetivamente repassados em razão de óbices técnicos e normativos

Bia Kicis e Marcos Pollon  - Crédito: Câmara dos Deputados

O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) foram identificados como autores de indicações de emendas parlamentares destinadas à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade presidida por Karina Ferreira da Gama. A empresária é apontada pelas investigações da Polícia Federal como figura central de uma rede ligada à produção do filme Dark Horse, obra sobre Jair Bolsonaro (PL), e à gestão de organizações da sociedade civil que movimentaram vultosos recursos públicos federais. A despeito das indicações e das suspeitas que cercam a destinação das verbas, os valores não foram efetivamente repassados às contas da entidade em razão de óbices técnicos e normativos na celebração dos termos de parceria, informa decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o levantamento e os relatórios de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) integrados ao inquérito conduzido pelo ministro Dino, Marcos Pollon destinou R$ 1 milhão por meio de emenda parlamentar, enquanto Bia Kicis alocou R$ 150 mil. Ambas as verbas tinham como canal de intermediação o Governo do Estado de São Paulo e visavam supostamente ao financiamento do projeto “Heróis Nacionais”.

O que Moraes pretendia falar em pronunciamento cancelado


      Alexandre de Moraes, ministro do STF. Foto: reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelou, poucas horas depois, um pronunciamento à imprensa que havia marcado para as 11h desta quinta-feira (10) sobre o caso Master. A convocação ocorreu enquanto o tribunal se prepara para analisar a possibilidade de abrir uma investigação formal sobre o ministro.

Ao Metrópoles, aliados de Moraes afirmaram que ele pretendia apresentar aos jornalistas informações que também deve levar ao presidente do STF, Edson Fachin. O encontro havia sido anunciado pelo próprio gabinete do ministro e acabou desmarcado em novo comunicado.

O episódio envolve mensagens que apontaram uma relação próxima entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Na semana passada, o ministro André Mendonça retirou o sigilo dessas conversas.

Após a divulgação das mensagens, Mendonça pediu que o plenário do STF decida se abre uma apuração formal contra Moraes. O pedido levou o caso à análise dos demais ministros da Corte.

PL se frustra com atuação limitada de Michelle Bolsonaro no primeiro turno

 Candidata ao Senado pelo DF tem priorizado a própria campanha enquanto cuida de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar

       Michelle Bolsonaro  - Crédito: Reprodução/Redes Sociais

A baixa presença de Michelle Bolsonaro (PL) em agendas eleitorais fora do Distrito Federal provocou frustração em setores do PL, que esperavam um papel mais ativo da ex-primeira-dama no primeiro turno da campanha.

Segundo informações publicadas pelo blog do jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil, dirigentes e candidatos da legenda avaliavam que Michelle poderia impulsionar palanques do partido, especialmente em disputas estaduais no Norte e no Nordeste. Até agora, porém, ela concentrou sua atuação na capital federal, onde também disputa uma vaga ao Senado.

A expectativa interna era de que a ex-primeira-dama participasse de viagens pontuais para apoiar candidatos do PL a governos estaduais e ajudasse a mobilizar a militância bolsonarista em regiões consideradas estratégicas. Essa possibilidade, no entanto, foi descartada por dirigentes do partido neste momento.

Dark Horse: Dino proíbe Mario Frias de deixar o país e determina retenção de passaporte

 Operação da PF mira 29 investigados por suspeita de desvio de R$ 2 milhões em emenda parlamentar destinada à cinebiografia de Jair Bolsonaro

        Deputado federal Mário Frias (PL-SP)  - Crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a proibição de saída do país sem autorização judicial prévia para todos os 29 alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal no âmbito da Operação Meak Up, realizada na manhã desta quinta-feira (10). Além da retenção de passaportes e da restrição de deslocamento internacional, a decisão do magistrado proíbe expressamente que os investigados estabeleçam qualquer tipo de comunicação entre si, segundo Elijonas Maia, da CNN Brasil.

Entre os principais atingidos pelas medidas cautelares está o deputado federal e ex-secretário especial da Cultura Mario Frias (PL-SP). A ordem judicial também alcança ex-assessores vinculados ao seu gabinete parlamentar e a empresária Karina Gama, responsável pela produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro (PL).

A pedido do PT, Justiça manda candidato do Novo retirar propaganda eleitoral do ar




O deputado estadual Arilson Chiorato, presidente do PT do Paraná, pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) a cassação do registro de candidatura de Jeffrey Chiquini (Novo),na foto, candidato a deputado federal, e a retirada de propaganda eleitoral publicada em um canal do Telegram e no site da empresa de Chiquini. Em decisão liminar, a Justiça Eleitoral atendeu ao pedido de remoção e deu 24 horas para os conteúdos serem apagados. O pedido de cassação ainda será analisado pelo Tribunal.

Candidato a deputado federal, Arilson Chiorato entrou com a ação no TRE-PR. Arilson é presidente do PT-PR, coordenador da campanha do presidente Lula no Paraná e líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A ação é assinada pelos advogados Dorival Assi, Lais Queiroz e Vinícius Gessolo.

Na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), Arilson acusa Chiquini de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação na campanha.

“Os indícios são graves. Dinheiro público de campanha deve servir para apresentar propostas ao povo, não para promover empresa, vender curso ou criar vantagem na eleição. A decisão é um primeiro passo, e esperamos que tudo seja apurado até o fim”, afirmou Arilson.

Segundo a ação, Chiquini teria usado mais de R$ 670 mil em recursos públicos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário para promover páginas e marcas ligadas à Chiquini Consultoria Jurídica Ltda. O processo também aponta que o site de Chiquini e perfis no YouTube e no TikTok misturavam propaganda eleitoral com a venda de cursos e planos de assinatura.

A ação cita ainda um canal no Telegram com mais de 13 mil inscritos que não teria sido informado no prazo à Justiça Eleitoral. De acordo com o documento, o canal reunia conteúdo político, ofertas de investimento em criptomoedas e promessas de retorno financeiro.

Retirada em 24 horas

Na decisão, a juíza Nicole Trauczynski considerou que havia risco de prejuízo à eleição e deu 24 horas para Chiquini retirar toda propaganda e todo conteúdo eleitoral do canal, que não foi informado no prazo à Justiça Eleitoral. A magistrada também mandou retirar qualquer conteúdo eleitoral do site, já que a legislação proíbe propaganda eleitoral em páginas de empresas.

Se a ordem não for cumprida, a multa será de R$ 10 mil por dia e por publicação. O principal pedido da ação é a cassação do registro de candidatura de Chiquini por suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Essa parte ainda será analisada pelo TRE-PR. (Do Contraponto com Assessoria).