Presidente defende a soberania nacional, rebate narrativas e sobretaxas norte-americanas e afirma que tratará “olho no olho” com Donald Trump: “Não se meta nos negócios do Brasil e sobretudo na eleição”
Em uma longa e abrangente entrevista concedida ao podcast cearense As Cunhãs, com a participação especial da comunicadora Déia Freitas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado direto e contundente a Washington. Ao abordar as recentes tensões diplomáticas e a postura de setores conservadores dos Estados Unidos em relação à política interna brasileira, Lula afirmou categoricamente que o Brasil não aceitará qualquer tipo de tutela ou intervenção em seus processos democráticos.
“Quem vier dar palpite na eleição aqui desse país vai perder, porque esse país não abre mão [da sua soberania], apesar dos negacionistas e dos traidores da pátria”, declarou o presidente.
⦾ “Vou vencer os Estados Unidos pela narrativa e pela verdade”
Questionado sobre as pressões geopolíticas e as movimentações de parlamentares e autoridades norte-americanas alinhadas à extrema direita, Lula frisou que o Brasil conduz suas relações exteriores pautado pelo princípio da reciprocidade e pelo respeito mútuo, sem se curvar a intimidações.
“Eu aprendi uma coisa de berço que norteia a minha vida: respeito é bom, eu gosto de dar e gosto de receber. Eu não trato ninguém com desdém, não sou melhor do que ninguém, mas também não sou pior. Eu não tenho os aviões de guerra dos Estados Unidos, não tenho porta-aviões, não tenho bomba atômica. O que é que eu tenho? A verdade, a minha consciência e a verdade do meu povo. Com mentiras, ninguém ganha do Brasil. Eu vou vencer os Estados Unidos pela narrativa”, enfatizou.






