Brasil registra expansão de 19,1% dos vínculos formais desde janeiro de 2023, com avanço em todas as regiões e forte crescimento do emprego entre mulheres, jovens e trabalhadores mais velhos
O Brasil ultrapassou a marca de 10 milhões de novos vínculos formais de trabalho entre janeiro de 2023 e junho de 2026, período correspondente ao terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O resultado representa crescimento de 19,1% e consolida um dos principais indicadores positivos do mercado de trabalho brasileiro no período.
Segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o estoque total chegou a quase 63 milhões de vínculos formais em junho de 2026. O universo contabilizado inclui trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), agentes públicos e outras modalidades de vínculo formal.
A expansão continuou em ritmo elevado em 2026. Apenas no primeiro semestre, foram registrados 2,46 milhões de novos empregos formais, avanço de 4,1%.
Os números mostram que o crescimento ocorreu em todas as regiões brasileiras e alcançou diferentes grupos da população, com destaque para a ampliação da participação feminina, o avanço do setor de serviços e a expansão dos vínculos entre trabalhadores de diferentes faixas etárias.
⦾ Serviços lideram expansão do emprego formal
O setor de serviços foi o principal responsável pela expansão registrada desde o início do governo Lula 3.
Foram criados 8,45 milhões de vínculos no setor, um crescimento de 28,3%. Com isso, sua participação no conjunto do mercado formal brasileiro passou de 56,5% para 60,8%.
O avanço evidencia o peso crescente dos serviços na estrutura do emprego brasileiro e sua importância para a geração de oportunidades formais.
Também houve expansão significativa no setor público. O número de vínculos aumentou em 1,51 milhão, chegando a 14,3 milhões, crescimento de 11,9%.
Esse universo inclui trabalhadores de áreas como administração pública, educação, saúde e serviços sociais.
⦾ Emprego cresce em todas as regiões do Brasil
A expansão do mercado formal não ficou concentrada em uma única parte do país. Todas as cinco regiões apresentaram crescimento entre janeiro de 2023 e junho de 2026.
O Sudeste registrou o maior avanço em números absolutos, com 3,78 milhões de novos vínculos formais. Em seguida aparece o Nordeste, com acréscimo de 2,69 milhões.
Em termos proporcionais, o principal destaque foi o Norte, onde o estoque de vínculos formais cresceu 34,7%.
Os resultados indicam uma expansão territorialmente disseminada do emprego, incluindo regiões que historicamente apresentam maiores desafios relacionados à formalização do mercado de trabalho.
Entre os estados, São Paulo liderou a geração de empregos, com 1,64 milhão de novos vínculos. Minas Gerais e Rio de Janeiro aparecem na sequência em números absolutos.
Quando considerado o crescimento relativo, os maiores avanços ocorreram em Roraima, Distrito Federal e Amapá.
⦾ Mulheres ampliam participação no mercado formal
Outro dado relevante é a expansão do emprego feminino.
O estoque de vínculos ocupados por mulheres cresceu 25%, com acréscimo de 5,36 milhões de vagas. O total passou de 23,34 milhões para 29,18 milhões de vínculos.
Com esse movimento, a participação das mulheres no conjunto do mercado formal aumentou de 44,5% para 46,4%.
O avanço superior ao crescimento geral do emprego formal indica uma redução da distância entre homens e mulheres na participação no mercado de trabalho formal.
⦾ Escolaridade também influencia expansão
Os dados mostram crescimento expressivo entre trabalhadores com diferentes níveis educacionais.
O maior aumento ocorreu entre pessoas com ensino médio completo, grupo que registrou expansão de aproximadamente 5,7 milhões de vínculos no período analisado.
Trabalhadores com ensino superior incompleto também apresentaram crescimento significativo.
Os números reforçam a importância do nível médio de escolaridade na estrutura atual do mercado formal brasileiro, ao mesmo tempo em que revelam expansão das oportunidades para trabalhadores que avançaram em direção à formação universitária.
⦾ Jovens e trabalhadores mais velhos conquistam espaço
A expansão também atingiu diferentes gerações.
Entre os jovens de até 24 anos, houve aumento de aproximadamente 990 mil vínculos formais.
O crescimento foi ainda maior entre os trabalhadores de 50 a 64 anos, faixa que contabilizou 3,26 milhões de novos vínculos.
Um dos movimentos proporcionalmente mais expressivos ocorreu entre pessoas com 65 anos ou mais. Nesse grupo, o número de vínculos cresceu 73,6%, alcançando 1,64 milhão.
O resultado aponta para uma transformação importante na composição etária do mercado de trabalho brasileiro, com maior presença de pessoas mais velhas na atividade formal.
⦾ Expansão também alcança diferentes grupos raciais
Os dados da RAIS mostram ainda alterações relevantes na composição racial dos vínculos de trabalho.
Os trabalhadores identificados como pardos apresentaram o maior crescimento absoluto informado, chegando a 12,8 milhões de vínculos, com expansão de 88,3%.
Também houve crescimento entre trabalhadores pretos, brancos, amarelos e indígenas, indicando uma ampliação da presença de diferentes grupos no universo do emprego formal.
⦾ Marca de 10 milhões reforça recuperação do mercado de trabalho
A criação de mais de 10 milhões de vínculos desde janeiro de 2023 coloca o emprego formal entre os indicadores de maior expansão durante o terceiro mandato do presidente Lula.
O crescimento de 19,1% levou o estoque para perto de 63 milhões de vínculos e foi acompanhado por avanços em todas as regiões, expansão do emprego feminino e aumento da participação de diferentes faixas etárias.
Somente nos primeiros seis meses de 2026, o acréscimo de 2,46 milhões de vínculos mostra que a trajetória de expansão permaneceu em curso, ampliando a dimensão do mercado formal brasileiro no governo Lula 3.
Fonte: Brasil 247
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