Uma mulher trans acusa o empresário goiano Leandro Batista Nóbrega, dono do Frigorífico Goiás e responsável pela “Picanha de Bolsonaro”, de transfobia, de não pagar R$ 500 por um programa e de fazer ameaças após uma discussão.
Acompanhante de luxo, a vítima procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher na noite de 15 de junho, poucas horas depois do encontro com o empresário, de acordo com informações do Metrópoles. No boletim de ocorrência, ela relatou que o desentendimento começou durante o programa, por causa do tipo de serviço sexual que Leandro pretendia contratar.
Leandro ganhou projeção nacional com vídeos de churrascos, ações de marketing do frigorífico e publicações políticas alinhadas à direita. Próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de outras lideranças bolsonaristas, ele reúne 2,5 milhões de seguidores no perfil da empresa no Instagram e 974 mil em sua conta pessoal.
Entre outras polêmicas, o empresário já virou notícia por barrar a entrada de petistas em seu estabelecimento e promover uma “chuva de picanha” durante o Natal, como propaganda aos ídolos políticos Flávio e Jair Bolsonaro.
Em outra ação partidária, ele anunciou o quilo do corte nobre por R$ 22 reais no dia das eleições a quem fosse ao frigorífico com camisa do Brasil em 2022. A promoção causou uma grande aglomeração causando uma morte.


