Impasse sobre candidatura ao governo mineiro leva PL a discutir nome de Vittorio Medioli, enquanto Republicanos ameaça seguir caminho independente
A aliança entre o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) para a disputa eleitoral em Minas Gerais enfrenta um momento de desgaste às vésperas das convenções partidárias. Segundo reportagem do Metrópoles, a demora de Cleitinho em definir sua candidatura ao governo do estado fez crescer a insatisfação dentro do PL, que passou a trabalhar com a possibilidade de lançar um nome próprio.
As convenções partidárias ocorrerão entre 20 de julho e 5 de agosto, período em que as legendas oficializarão seus candidatos. Diante da indefinição do senador mineiro, o diretório estadual do PL considera arriscado esperar por uma decisão que vem sendo sucessivamente adiada desde o início da pré-campanha.
Inicialmente, o partido de Flávio Bolsonaro tinha como prioridade apoiar Cleitinho na corrida ao Palácio Tiradentes. No entanto, os sucessivos adiamentos sobre a eventual candidatura do senador levaram parte da direção da legenda a defender a construção de uma alternativa própria para a disputa estadual.
Atualmente, o principal nome cogitado pelo PL é o do ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli. Embora a candidatura ainda não tenha sido oficializada, integrantes da legenda defendem que o anúncio seja feito durante a convenção marcada para 23 de julho. Ainda assim, há dirigentes que preferem aguardar mais tempo para tentar preservar a aliança com o Republicanos.
◍ Republicanos ameaça romper entendimento
Do outro lado da negociação, o Republicanos também demonstra resistência ao novo cenário. Conforme o Metrópoles, o presidente estadual da legenda afirmou que, caso o PL confirme uma candidatura própria ao governo mineiro, Cleitinho deverá disputar o Palácio Tiradentes de forma independente, sem integrar o mesmo palanque de Flávio Bolsonaro.
A convenção do Republicanos em Minas Gerais está prevista para 5 de agosto, último dia do prazo legal para definição das candidaturas. A expectativa do partido é oficializar a posição de Cleitinho apenas no encerramento desse período.
◍ Estratégia dos dois palanques perde força
Diante das dificuldades para consolidar um acordo, chegou a ser discutida uma estratégia que permitiria a coexistência de duas candidaturas ao governo de Minas: uma de Cleitinho e outra de Vittorio Medioli. Nesse cenário, ambos abririam espaço para Flávio Bolsonaro em seus respectivos palanques durante a campanha presidencial e, em um eventual segundo turno da eleição estadual, o candidato derrotado apoiaria o aliado que permanecesse na disputa.
A proposta, entretanto, não encontrou respaldo na direção do Republicanos. A legenda sinalizou que não pretende dividir o espaço político com um candidato lançado pelo PL e condicionou qualquer entendimento à ausência de uma candidatura própria do partido de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais.
Enquanto o impasse persiste, o PL segue discutindo internamente seus próximos passos, ao mesmo tempo em que Medioli já iniciou conversas para a composição de uma eventual chapa, incluindo a busca por um candidato a vice-governador, embora sua candidatura ainda não tenha sido oficialmente confirmada.
Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles
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