A senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Foto: Ton Molina/Agência Senado
Damares Alves (Republicanos-DF) saiu em defesa de Michelle Bolsonaro nesta quarta-feira (1º) e afirmou que a ex-primeira-dama foi alvo de uma ofensiva pessoal nas redes sociais após a crise pública com Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a senadora, os ataques chegaram a envolver montagens feitas por inteligência artificial e questionamentos sobre a paternidade de Laura Bolsonaro, filha caçula de Jair Bolsonaro. Com informações do Metrópoles.
A fala amplia a crise que explodiu no PL depois que Michelle deixou a presidência do PL Mulher e se recusou a participar de uma agenda da pré-campanha de Flávio voltada ao eleitorado feminino. O conflito, que começou como disputa de espaço político e palanque, passou a atingir a esfera familiar do bolsonarismo.
Damares disse que Michelle foi alvo de imagens manipuladas e ataques de cunho pessoal. O ponto mais sensível foi a tentativa de colocar em dúvida se Laura seria filha de Jair Bolsonaro. Nas redes, esse tipo de insinuação foi usado para humilhar simultaneamente Michelle e o ex-presidente, tratado por adversários como marido traído em meio à guerra interna da família.
“Vocês não têm ideia do que fizeram com a Michelle Bolsonaro nesses últimos dias. As imagens, inteligência artificial, a manipulação de imagens. Mas atacaram a filha dela também. Duvidam, inclusive, de que a menina seja filha do ex-presidente da República”, afirmou Damares.
A senadora também voltou a criticar Paulo Figueiredo, aliado de Flávio e Eduardo Bolsonaro, que disse que “mulheres votam mal” e atacou Michelle durante a crise. Sem citar nomes, Damares afirmou que os ataques chegaram ao ponto de colocar em dúvida se mulheres têm capacidade de votar, escolher ou serem escolhidas.