segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Emendas parlamentares deixam rastro de obras fantasmas

Operações da PF revelam suspeitas de desvios milionários em emendas, obras inexistentes e pagamentos irregulares envolvendo políticos e empreiteiras

      Emendas parlamentares deixam rastro de obras fantasmas (Foto: Abr)

Uma ampla investigação da Polícia Federal expôs um esquema de supostos desvios de recursos públicos oriundos do chamado orçamento secreto, com indícios de obras que nunca saíram do papel, serviços mal executados e pagamentos suspeitos a agentes públicos em estados do Nordeste. As apurações envolvem emendas parlamentares destinadas a municípios da Bahia, Alagoas, Ceará e Rio Grande do Norte, além de empresas contratadas para executar obras de infraestrutura que permanecem inacabadas ou inexistentes. As informações fazem parte de uma reportagem exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo, que acompanhou operações policiais, documentos apreendidos e relatos de trabalhadores e gestores públicos afetados pelo esquema.

⊛ Mandados, bloqueios e rastreamento de emendas

Por determinação do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal cumpriu nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados a um deputado federal em Brasília e na Bahia. A decisão também autorizou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas associadas a investigados. Paralelamente, a PF rastreou o envio de milhões de reais em emendas parlamentares destinadas a municípios baianos.

De acordo com a investigação, recursos vinculados ao deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) teriam sido repassados a pelo menos três cidades da Bahia. Em Boquira, o valor identificado foi de R$ 4 milhões; em Ibipitanga, quase R$ 13 milhões; e em Paratinga, pouco mais de R$ 8 milhões.

Em junho de 2025, policiais apreenderam documentos e o telefone celular de Marcelo Gomes, assessor do parlamentar. O material inclui conversas com o empresário Evandro Baldino, nas quais são mencionados pagamentos relacionados aos municípios beneficiados pelas emendas.

Em uma das mensagens, Marcelo questiona: “Vai ser PIX ou papel?”. Evandro responde: “Ibipitanga é PIX. Paratinga é PIX. Estou tentando falar aqui com o Alan para ver como vai ser o dele”. No dia seguinte, ele envia outra mensagem: “Alan, Boquira, 40 mil”, perguntando se a transferência havia sido realizada. Em diálogos posteriores, os dois comemoram a chegada dos valores. “Ibipitanga está cheio de platita”, escreveu Marcelo. “Tu conferiu se la platita caiu?”, respondeu Evandro.

⊛ Defesa do parlamentar e silêncio de investigados

O deputado Félix Mendonça Júnior afirmou que nunca negociou a execução de emendas parlamentares nem indicou ou intermediou a contratação de empresas para obras em municípios. Segundo ele, há colaboração com as investigações e expectativa de que os fatos sejam esclarecidos rapidamente. As defesas de Marcelo Gomes e Evandro Baldino não foram localizadas pela reportagem.

⊛ Asfalto que não chega e convênios sob suspeita

A investigação também se conecta à Operação Overclean, deflagrada em dezembro de 2024. Na ocasião, o Fantástico esteve em Campo Formoso, na Bahia, onde moradores aguardavam o asfaltamento de uma estrada que, um ano depois, segue inexistente. Parte dos recursos veio de uma emenda de 2021 do orçamento secreto, sem identificação do autor.

O projeto resultou em um convênio entre a prefeitura e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A estatal informou que R$ 8 milhões seriam a contrapartida municipal, mas apontou inconsistências graves após fiscalização, o que comprometeu a continuidade da obra.

À época, o prefeito de Campo Formoso era Elmo Nascimento (União), irmão do deputado federal Elmar Nascimento (União-BA). O então superintendente regional da Codevasf, Miled Cussa Filho, indicado para o cargo, afirmou ter comunicado irregularidades aos órgãos de controle. “Encaminhei para o Ministério Público Federal, CGU [Controladoria-Geral da União], relatando todas as irregularidades dos convênios e aí eu fui demitido”, declarou.

Um relatório da Polícia Federal cita auditoria da CGU que, a partir de planilhas de emendas, atribuiu o envio dos recursos ao deputado Elmar Nascimento. Procurado, ele não concedeu entrevista e, por mensagem, negou ter destinado emendas às obras em Campo Formoso.

⊛ Trabalhadores sem estrada e sem salário

Além das obras inacabadas, trabalhadores relatam prejuízos financeiros. O caminhoneiro Jaelson Brito, morador de Campo Formoso, foi contratado para atuar na obra e afirma não ter recebido pelo serviço. “No início, a empresa pagou o primeiro mês. No segundo mês, a gente trabalhou. Depois, ficamos fazendo as medições e sempre atrasando. Passou dois, três meses, aí não recebemos. Eu não recebi. Meu prejuízo ficou em R$ 28 mil”, disse.

A responsável pela obra era a Allpha Pavimentações. Em dezembro de 2024, os proprietários da empresa foram presos no aeroporto de Salvador com malas de dinheiro. Dados do Portal da Transparência indicam que, nos últimos quatro anos, a empreiteira recebeu R$ 67 milhões em recursos federais, majoritariamente do orçamento secreto. Segundo a PF, o esquema investigado na Operação Overclean movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão em quatro anos.

⊛ Alagoas, Ceará e o avanço das apurações

As investigações também alcançaram Rio Largo, em Alagoas, município que recebeu quase R$ 100 milhões em emendas nos últimos seis anos. Apesar disso, a cidade enfrenta problemas estruturais, como falta de saneamento e obras paralisadas. Um dos exemplos é a Estrada das Canas, pavimentada com recursos de uma emenda de quase R$ 6 milhões do deputado Arthur Lira (PP-AL). O asfalto, porém, afundou em diversos trechos.

Arthur Lira afirmou que ainda falta a remoção de postes de energia e que houve atraso em desapropriações, acrescentando que a prefeitura teria mais de R$ 4 milhões reservados para concluir o serviço.

Em Estrela de Alagoas, obras anunciadas pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), ao custo de R$ 25 milhões, foram interrompidas após as eleições de 2024. As estradas ficaram apenas parcialmente executadas. O então prefeito, Aldo Lira (PP), aparece em vídeo agradecendo a Arthur Lira pela obra. O deputado disse que a responsabilidade é do DNOCS.

As duas obras foram contratadas com a empreiteira Construmaster, atualmente chamada Vieira Infraestrutura, alvo da operação Fake Road. A PF e a CGU identificaram indícios de fraudes, superfaturamento e serviços mal executados no Ceará e no Rio Grande do Norte, com prejuízo estimado em R$ 18 milhões.

⊛ Emendas, familiares e decisões do STF

Segundo a Polícia Federal, o deputado federal Robério Monteiro (PDT-CE) teria destinado emendas a municípios cearenses governados por seu filho e por sua esposa. Ao autorizar a operação Fake Road, o ministro Flávio Dino, do STF, afirmou que “foi identificado o uso de fotos falsas para comprovar a realização das obras”, classificando a prática como “grave irregularidade que compromete a transparência e a confiabilidade do processo de fiscalização”.

A decisão menciona dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), segundo os quais o dono da Construmaster transferiu recursos a um irmão do deputado, e parte do dinheiro teria chegado ao parlamentar. Robério Monteiro não foi alvo da operação e afirmou que a obra é de responsabilidade do DNOCS, negando irregularidades e dizendo que as transferências ao irmão referem-se a relações comerciais.

⊛ Orçamento secreto e falta de transparência

Desde 2020, o orçamento secreto consumiu cerca de R$ 38 bilhões dos cofres públicos. O STF proibiu o mecanismo ainda naquele ano, apontando falta de transparência e critérios. Após a decisão, parlamentares passaram a ampliar o uso de emendas de comissões da Câmara e do Senado, que somaram R$ 8,6 bilhões em 2025 e também são alvo de críticas.

Com as investigações em curso, a Polícia Federal busca esclarecer o funcionamento desse sistema e o papel de órgãos como o DNOCS e a Codevasf, frequentemente citados nos inquéritos. A Codevasf declarou que executa seus recursos conforme a lei e orientações dos órgãos de controle. O DNOCS afirmou que parte dos contratos já foi executada e que desconhece comprovação de superfaturamento apontada pela PF. A Allpha Pavimentações não foi localizada para comentar.

Fonte: Brasil 247 com informações reveladas pelo programa Fantástico, da TV Globo

Os esquemas envolvendo a organização que mantém parceria com médico que assassinou seus colegas em Alphaville

Carlos Alberto foi preso em flagrante e segue à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil aprofunda as investigações

O autor dos disparos, identificado como Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, foi preso em flagrante (Foto: Reprodução)

A empresa representada pelo médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, preso por matar a tiros dois colegas de profissão na Grande São Paulo, mantém contratos com uma organização social de saúde investigada por suspeita de corrupção. A Cirmed Serviços Médicos possui acordos milionários firmados com a Fundação ABC, entidade que administra hospitais em São Bernardo do Campo e foi alvo de uma operação da Polícia Federal em 2025.

As informações foram divulgadas pelo Metrópoles, que revelou a ligação contratual entre a empresa do médico e a organização social citada em investigações sobre um suposto esquema de pagamento de propina envolvendo recursos públicos da saúde.

A Fundação ABC foi um dos alvos da Operação Estafeta, deflagrada pela Polícia Federal em julho de 2025. Na ocasião, o então prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos), chegou a ser afastado do cargo por decisão judicial. A investigação apura o desvio de recursos públicos por meio de contratos de gestão firmados pela OS com a prefeitura.

Embora a Cirmed Serviços Médicos não seja citada diretamente na investigação, Carlos Alberto figura como representante legal da empresa e é o signatário dos contratos firmados com a Fundação ABC. Segundo apuração, a Cirmed foi contratada para administrar diferentes unidades hospitalares ao longo dos últimos anos, com valores expressivos envolvidos.

Um dos contratos, firmado em março de 2024, previa o repasse de R$ 6,8 milhões por ano para atuação no Centro Obstétrico e de Parto Normal. Já outro acordo, assinado em maio do mesmo ano, estabelecia o pagamento de R$ 4 milhões anuais para a prestação de serviços no Hospital de Clínicas Municipal.

Na representação que deu origem à Operação Estafeta, a Polícia Federal descreveu um suposto esquema de distribuição de dinheiro entre servidores públicos e agentes políticos. “É relevante notar que a Fundação ABC, sendo uma entidade de direito privado e sem fins lucrativos, atua na gestão da saúde pública em São Bernardo do Campo por meio de repasses de dinheiro público, administrando uma rede de serviços através de ‘contratos de gestão’ firmados com a Prefeitura”, afirmou a PF no documento.

Ainda segundo a investigação, “Paulo Iran e Antonio Rene (apontados como operadores) são os agentes centrais de arrecadação e distribuição dos recursos, operando uma grande rede de contatos e um expressivo fluxo de recursos financeiros, sob a coordenação de Marcelo Lima Fernandes”.

Após o duplo homicídio, a Cirmed Serviços Médicos divulgou nota afirmando que o episódio envolvendo Carlos Alberto se tratou de um problema de ordem pessoal. “A empresa esclarece que o ocorrido não corresponde aos valores e princípios da instituição. Os fatos pessoais e isolados do sócio não se confundem com suas atividades institucionais, assistenciais, operações, contratos ou rotinas internas”, declarou a empresa.

O delegado Andreas Schiffmann, responsável pelo caso, afirmou que Carlos Alberto e uma das vítimas, Luís Roberto Pellegrini Gomes, eram donos de empresas concorrentes na área de gestão hospitalar. “Eles disputavam esses contratos”, disse o delegado ao Metrópoles, sem detalhar quais acordos estariam no centro do conflito.

Além de Luís Roberto, também foi morto Vinicius dos Santos Oliveira, funcionário da empresa da vítima. Os dois estavam em um restaurante de luxo no bairro Alphaville Plus, em Barueri, na noite de sexta-feira (16), quando Carlos Alberto chegou ao local.

Câmeras de segurança registraram o início da discussão dentro do restaurante. As imagens mostram Carlos Alberto cumprimentando os colegas e, em seguida, iniciando uma briga que termina com agressões físicas. Do lado de fora, outra gravação flagrou o momento em que o médico aparece por trás das vítimas no estacionamento e efetua os disparos.

De acordo com a decisão judicial que decretou a prisão preventiva, a Guarda Civil Municipal chegou a ser acionada antes do crime, após a informação de que havia um homem armado no local. Durante a abordagem, nenhuma arma foi encontrada. Carlos Alberto apresentava marcas de agressão e disse que deixaria o estabelecimento, mas retornou minutos depois e efetuou os disparos. Segundo testemunhas, a arma teria sido entregue a ele por uma mulher.

Carlos Alberto foi preso em flagrante e segue à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil aprofunda as investigações para esclarecer a motivação do crime e eventuais conexões com disputas empresariais na área da saúde.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Tebet pode ameaçar reeleição de Tarcísio em São Paulo, aponta pesquisa

Apelo de identidade e desejo de renovação podem abrir caminho para a ministra

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, fala em evento na Cidade do México - 27/08/2025 (Foto: REUTERS/Henry Romero)

Uma informação aparentemente simples — o fato de São Paulo nunca ter sido governado por uma mulher — mostrou potencial para alterar o comportamento do eleitorado paulista e introduzir um novo elemento na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, relata o jornal O Estado de São Paulo. O dado, apresentado a eleitores durante uma pesquisa recente, levou parte dos entrevistados a rever a intenção de voto, abrindo espaço para o crescimento do nome da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB).

O levantamento foi conduzido pelo cientista político Jairo Pimentel, da consultoria Quanti.Lab, e indica impactos diretos sobre o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já sinalizou a intenção de buscar a reeleição. A pesquisa quantitativa ouviu mil eleitores por telefone entre os dias 22 e 23 de dezembro de 2025 e não foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com o estudo, cerca de 40% dos entrevistados desconheciam que o Estado jamais foi comandado por uma mulher. Quando informados sobre esse histórico, aproximadamente um quarto afirmou que o dado influenciaria sua escolha eleitoral. A comparação entre os cenários antes e depois da informação revelou queda no desempenho de Tarcísio e avanço de Tebet, especialmente entre as mulheres, grupo no qual a ministra chega a empatar tecnicamente com o governador. A deputada federal Erika Hilton (Psol) também apresentou crescimento, embora em patamar inferior.

Segundo Jairo Pimentel, a informação funciona como um elemento decisivo no processo de escolha do eleitor. “É uma informação bastante valiosa, um atalho informacional na decisão de voto, especialmente entre as mulheres. Isso pode pesar ao longo da campanha. Se Simone for candidata e se apresentar a partir do fato de que São Paulo nunca teve uma governadora, cria-se um apelo de identidade. Hoje, ela ainda é pouco conhecida pela maior parte do eleitorado, mas esse fator histórico pode gerar tração, sobretudo entre as mulheres”, afirmou.

Paralelamente, um estudo qualitativo coordenado por Nilton Tristão, diretor da GovNet & Opinião Pesquisa, analisou em profundidade a reação do eleitorado a candidaturas fora do espectro tradicional, com foco especial em nomes femininos. Encomendadas por apoiadores de Tebet que preferiram não se identificar, as pesquisas não partiram de iniciativa direta da ministra, que não vem se articulando publicamente para disputar o governo paulista.

Os dados qualitativos mostram que a imagem de Tebet é majoritariamente positiva: 48% dos participantes a avaliaram de forma favorável, 28% disseram ter dificuldade em julgá-la e 24% manifestaram opinião negativa. O resultado sugere baixa rejeição, mas aponta o desconhecimento como principal obstáculo. Quando estimulados a citar mulheres com potencial para governar São Paulo, 65% mencionaram algum nome. Tebet foi lembrada espontaneamente por 15%, seguida pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com 10%, e pela deputada federal Tabata Amaral (PSB), com 8%.

Nilton Tristão observa que parte dos entrevistados projeta na ministra atributos específicos. Segundo ele, Tebet foi percebida como uma “liderança competente, empática e conciliadora”, associada à mulher que “pensa, organiza e conduz com equilíbrio e decoro os interesses públicos”. No levantamento, 60% afirmaram que aceitariam votar nela para governadora, incluindo eleitores decididos, parcialmente decididos e volúveis.

A eventual candidatura também dialoga com outro dado central da pesquisa quantitativa: a maioria dos eleitores paulistas deseja algum grau de mudança na condução do governo estadual, ainda que de forma parcial e segura. Esse sentimento é mais intenso entre as mulheres, o que, segundo Pimentel, favorece Tebet. “O eleitor paulista quer mudança, mas não uma mudança radical; quer uma mudança segura”, disse o pesquisador, acrescentando que essa noção de segurança está ligada à experiência administrativa.

Para ele, a presença da ministra poderia alterar a dinâmica do pleito. “Tarcísio tem chance de vencer no primeiro turno contra Haddad ou Alckmin porque nenhum dos dois oferece um elemento surpresa. São nomes com alto recall, já conhecidos do eleitor. Para evitar uma vitória no primeiro turno é preciso um candidato que traga informações novas e surpreenda. Tebet surge como essa novidade: atrai um voto diferente, tira votos de Tarcísio e pode ser fundamental para impedir a definição já no primeiro turno”, completou.

A relação de Tebet com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também gera percepções distintas. Para parte do eleitorado, a aliança reflete convergência ética e trajetória política; para outros, especialmente críticos, é vista como oportunismo ou traição. Tristão ressalta que o potencial da ministra depende do arranjo partidário e afirma que uma candidatura formalmente vinculada ao PT elevaria significativamente sua rejeição.

No campo político, apesar de setores do PT defenderem o nome de Tebet, lideranças petistas ainda consideram Fernando Haddad e Geraldo Alckmin os quadros mais consolidados para a disputa em São Paulo. Além disso, uma eventual candidatura exigiria a saída da ministra do MDB, partido que integra a base de apoio de Tarcísio no Estado.

Em entrevista ao Estado de São Paulo, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, afirmou que Tebet indicou outro caminho. “Claro que essas especulações acontecem, a gente acompanha. Acho que isso só engrandece o nome da Simone. Mas, conhecendo a Simone como eu conheço, acredito que ela não estaria falando em ser candidata pelo Mato Grosso do Sul se tivesse outra ideia”, disse, ao relatar que a ministra manifestou intenção de disputar o Senado por seu Estado de origem.

Enquanto Tebet evita declarações públicas sobre o futuro político e afirma a aliados que só tomará uma decisão após conversar com Lula, as pesquisas indicam que sua simples presença no debate já é suficiente para introduzir incertezas em uma eleição considerada, até agora, amplamente favorável à reeleição de Tarcísio de Freitas.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Vídeo: influenciadora argentina é presa após gestos racistas contra funcionário em bar de Ipanema

Justiça apreende passaporte e impõe tornozeleira eletrônica a Agostina Páez, que diz ter reagido após confusão na conta e relata assédio de garçons

      Influenciadora argentina presa no Rio (Foto: Reprodução X)

A influenciadora e advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, foi presa no Rio de Janeiro no sábado, 17 de janeiro de 2026, após ser acusada de fazer gestos racistas contra um funcionário de um bar em Ipanema, na Zona Sul da capital fluminense.

A informação foi divulgada pelo site RT Brasil, com base em relato publicado pelo jornal O Dia, após o caso ganhar repercussão nas redes sociais por causa de um vídeo gravado por uma testemunha e encaminhado às autoridades.

Segundo a reportagem, a decisão judicial determinou a apreensão do passaporte de Páez e a imposição de tornozeleira eletrônica. O episódio teria começado depois de uma discussão envolvendo um suposto erro no pagamento da conta.

⊛ Vídeo registra ofensas com imitação de macaco

As imagens mostram a argentina ao lado de duas amigas imitando gestos e sons de macaco. De acordo com o relato da vítima, os sinais e a postura foram direcionados ao funcionário do estabelecimento, que também afirma ter sido alvo de linguagem racista e intimidação, incluindo o gesto de apontar o dedo.

A denúncia foi registrada e investigada pelas autoridades locais, e o caso avançou rapidamente, com medidas cautelares determinadas em menos de 24 horas após o ocorrido, conforme a própria influenciadora relatou depois.

⊛ Versão da influenciadora aponta cobrança abusiva e acusações de assédio

Entrevistada pelo portal argentino Info del Estero, Agostina Páez apresentou sua versão, afirmando que o bar teria cobrado um valor excessivo pelas bebidas e impedido o grupo de deixar o local. Segundo ela, apesar de se sentirem enganadas, decidiram pagar.

Na entrevista, ela também acusou garçons do estabelecimento de comportamento abusivo. “Começaram a tocar em suas partes íntimas, como se insinuassem que algo ruim iria acontecer”, disse, ao afirmar que o grupo foi ridicularizado, filmado e provocado.

A influenciadora reconheceu que sua reação foi inadequada. “Eu não deveria ter reagido dessa forma”, declarou.

⊛ Intimação por WhatsApp e redes sociais desativadas

Ainda de acordo com a entrevista, Páez contou que recebeu uma intimação pelo WhatsApp menos de 24 horas depois do incidente. “Eu contratei um advogado aqui no Brasil que já solicitou as imagens das câmeras de segurança”, afirmou, dizendo que tenta reunir registros que sustentem sua versão.

Ela também disse que desativou suas contas nas redes sociais após receber insultos e ameaças. “Estou presa, apavorada”, declarou ao portal argentino.

⊛ Caso reacende debate sobre racismo e responsabilização

O episódio ocorre em um contexto de crescente vigilância social e institucional sobre crimes de racismo no Brasil, especialmente quando situações são registradas em vídeo e ganham grande circulação. A imposição de medidas como apreensão de passaporte e tornozeleira eletrônica aponta para a gravidade atribuída ao caso e para o entendimento de que a investigação exige garantias de cumprimento das determinações judiciais.

Fonte: Brasil 247

BBB 26: Grávida, esposa de Pedro deixa segui-lo no Instagram e ganha milhares de seguidores


     Pedro, ex-BBB, e Rayne Luiza. Foto: reprodução

A saída de Pedro do “Big Brother Brasil 26” após uma acusação de assédio sexual dentro da casa impulsionou indiretamente as redes sociais de sua esposa, Rayne Luiza, principalmente no Instagram. Atualmente, com 514 mil seguidores, o perfil dela conta com apenas uma publicação, feita em junho de 2025, com duas selfies dela sozinha. Todas as fotos ao lado de Pedro foram apagadas. Pedro tem até a última atualização 169 mil seguidores.

A biografia também foi alterada: saiu a descrição em que se apresentava como “esposa do Pedro” e “mamãe de 7 meses, à espera da nossa princesa”, restando apenas “mamãe da Aurora”. Rayne também deixou de seguir o ex-brother. As mudanças chamaram atenção porque ocorreram logo após a desistência de Pedro do programa, que momenteos antes tentou beijar outra participante do reality.

Rayne Luiza está grávida do primeiro filho do casal, uma menina que se chamará Aurora. Desde a entrada de Pedro no “BBB 26”, o relacionamento já vinha sendo alvo de comentários, sobretudo após o participante relatar, repetidas vezes, que havia traído Rayne no início da relação e que foi perdoado.

As falas repercutiram negativamente fora da casa, em especial pelo fato de Rayne estar grávida e exposta à curiosidade e às críticas de internautas.

O clima se agravou após a exibição de cenas em que Pedro tenta beijar à força a participante Jordana Morais na despensa da casa, episódio que motivou acusações de assédio sexual nas redes e levou à sua saída do programa. A partir daí, Rayne passou a ser cobrada constantemente por posicionamentos públicos, algo que, segundo ela, tem sido emocionalmente desgastante.


Além de apagar as fotos e mudar a bio, Rayne precisou rebater rumores de que as atitudes fariam parte de uma estratégia de marketing para ganhar visibilidade. Ela também passou a ser alvo de comentários irônicos, como o apelido “grávida de Taubaté”, usado por internautas que questionaram a ausência de fotos evidenciando a gestação em seu perfil.

Em desabafos nas redes sociais, Rayne explicou a decisão de não publicar imagens grávida. “Não sei se as mulheres vão me entender, mas minha autoestima na gravidez ficou lá embaixo. Alterou tudo no meu corpo. Barriga que cresce, hormônio… Não estou me achando das mais bonitas para postar foto grávida. Mas vou deixar um registro aqui para ver se vocês acreditam”, afirmou.

Em seguida, acrescentou: “Minha mãe postou foto minha. Até pedi para ela tirar, porque não queria que me vissem grávida. Não queria essa foto circulando e ela tirou. Nunca cheguei a postar foto de gravidez. Acho que só as roupinhas da Aurora eu mostrei. Tinha foto no perfil do Pedro do nosso chá revelação. Não sei lidar com rede social”.

Fonte: DCM

PT foi o partido que mais cresceu no Brasil em 2025

O PL, de Jair Bolsonaro, encolheu, registrando 4.974 pessoas que se desfiliaram, de acordo com dados da Justiça Eleitoral

         PT foi o partido que mais cresceu no Brasil em 2025 (Foto: Alessandro Dantas)

O PT foi a sigla que teve o melhor desempenho dentre todas as legendas do Brasil, com crescimento de novos filiados do início de 2025 até dezembro do ano passado, aumentando em 24,6 mil o número de novos inscritos, de acordo com levantamento da Justiça Eleitoral, enquanto quase todos os outros partidos encolheram. Com o aumento dos novos registros, o PT conta com 1,67 milhão de filiados, consolidando-se como o maior partido de esquerda da América Latina. O PL de Jair Bolsonaro, inclusive, foi uma das legendas que encolheram, registrando 4.974 pessoas que se desfiliaram.

“Enquanto muitos partidos perdem filiados e se afastam da realidade das pessoas, o PT segue crescendo e lidera o número de novas filiações. Esse crescimento não acontece por acaso, ele é fruto de trabalho permanente de presença nos territórios, da defesa da democracia e de um compromisso histórico com os que mais precisam: as trabalhadoras e os trabalhadores brasileiros”, destacou o secretário de Comunicação do partido, Éden Valadares, por meio de suas redes sociais.

O dirigente petista realçou que as novas adesões ao Partido dos Trabalhadores demonstram a confiança da população brasileira no projeto político da sigla, na sua incansável busca pela melhoria da qualidade de vida da população e no empenho em promover o crescimento sustentável do país. “Justiça social não é discurso, é prática política para nós. Por aqui, seguimos fortalecendo a luta ao lado do presidente Lula para construir todos os dias um Brasil mais justo, solidário e democrático”, concluiu o secretário de Comunicação do PT.

Fonte: Brasil 247

A cidade que decidiu plantar o que come

Horta comunitária em Havana. Foto: reprodução

A cidade de Havana, capital de Cuba, se destaca internacionalmente por seu modelo consolidado de agricultura urbana. Hortas comunitárias seguem sendo parte central do abastecimento alimentar, integradas ao cotidiano da cidade há décadas.

Espalhadas por bairros residenciais, terrenos públicos e áreas antes abandonadas, as hortas produzem verduras e legumes consumidos pela própria população. O sistema reduz a dependência de importações e encurta cadeias de abastecimento, tornando a cidade menos vulnerável a crises externas.

Em Havana, comida e planejamento urbano caminham juntos. Diante de instabilidades globais no fornecimento de alimentos, o modelo cubano reaparece em debates sobre soberania alimentar, produção local e resiliência das cidades em contextos de escassez.

Fonte: DCM

Haddad dá ultimato e cobra aporte de R$ 4 bilhões no BRB sob risco de intervenção


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avisou a direção do Banco de Brasília que o Governo do Distrito Federal terá de aportar R$ 4 bilhões na instituição para recompor o capital, sob risco de intervenção, conforme informações do Estadão.

A cobrança foi feita após o governo federal identificar insuficiência patrimonial no banco estatal, relacionada às operações realizadas na tentativa de aquisição do Banco Master.

A exigência decorre de apurações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que apontam indícios de que o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, teria vendido R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes ao BRB. O impacto dessas operações comprometeu a situação patrimonial do banco estatal do DF.

Em acareação no fim do ano passado, no Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou que a instituição não conseguiu recuperar cerca de R$ 2 bilhões que haviam sido aportados no banco de Vorcaro antes de o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Master, em novembro.

Atualmente, o BRB informa que o tamanho do rombo segue em análise pelo Banco Central e por uma auditoria independente.

Sedes dos bancos Master e BRB
Sedes dos bancos Master e BRB. Foto: Reprodução
Diante do desequilíbrio, a avaliação do governo federal é de que cabe ao acionista controlador, o governo de Ibaneis Rocha (MDB), realizar a injeção de recursos para sanar a situação financeira. Na semana passada, o próprio BRB já havia admitido a possibilidade de aportes para cobrir prejuízos relacionados à operação com o Master.

O que diz o BRB

Em nota enviada ao Estadão, o BRB afirmou que não há risco à sua operação e informou que atua em conjunto com o Banco Central, com todas as operações citadas incluídas em investigação forense independente.

O banco reforçou o compromisso com transparência e governança, destacou que eventuais prejuízos ainda estão em apuração e disse já possuir um plano de capital que prevê aportes por diferentes instrumentos, caso as perdas sejam confirmadas.

A instituição também afirmou manter solidez financeira, com patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões, e garantiu que segue operando normalmente.

Fonte: DCM com informações do Estadão

O prato barato que virou política urbana


       Pratos acessíveis em Buenos Aires. Foto: reprodução

A capital argentina, Buenos Aires, voltou a se destacar após ampliar subsídios a restaurantes populares em meio à crise econômica. A política busca garantir refeições acessíveis em áreas de grande circulação de trabalhadores, onde o impacto da inflação sobre a alimentação fora de casa se tornou mais evidente.

Bodegones e cantinas passaram a integrar programas municipais que oferecem isenções fiscais e apoio logístico em troca de preços controlados em pratos básicos. A adesão foi rápida, especialmente em bairros centrais, onde almoçar deixou de ser um hábito possível para parte da população. O poder público passou a tratar a refeição cotidiana como questão urbana.

Com a inflação pressionando o orçamento das famílias, comer fora deixou de ser visto como luxo. A experiência portenha reacende o debate sobre o papel do Estado na garantia de alimentação digna e acessível nos grandes centros urbanos.

Fonte: DCM

Após acusação de assédio no BBB 26, deputado promete acionar MP contra Pedro

Pedro Henrique, participante que desistiu do BBB 26 após ser acusado de assediar outra participante. Reprodução

Após a desistência de Pedro do BBB 26, na noite deste domingo (18), a participante Jordana relatou aos colegas que foi assediada pelo ex-brother dentro da casa. O depoimento ganhou ampla repercussão nas redes sociais e passou a ser comentado também fora do universo do reality show.

Diante da denúncia, o deputado federal Bruno Lima (Progressistas-RJ) afirmou que pretende apresentar uma representação contra Pedro ao Ministério Público do Rio de Janeiro. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar, que também é delegado, declarou: “Não vamos tolerar! Pedro assediou Jordana e irei apresentar representação ao Ministério Público do Rio de Janeiro. Assédio é crime. Não ficará impune”.



O relato de Jordana foi feito aos colegas logo após a saída de Pedro do programa. Segundo ela, o episódio ocorreu quando entrou em um cômodo para pegar um babyliss. “Eu entrei para pegar o babyliss e ele entrou atrás de mim. Já achei estranho (…) ele veio, me pegou pelo pescoço e tentou me beijar”, contou.

Ainda de acordo com Jordana, ao reagir à investida, ela questionou o comportamento do participante. “Eu falei: ‘Que isso, está maluco?’. Ele disse: ‘Estou fazendo o que tenho vontade’”, afirmou. O momento foi exibido no programa e rapidamente viralizou.

Jordana, participante do BBB26. Imagem: reprodução
Após o desabafo, Jordana foi consolada pelos demais participantes. Um dos brothers comentou que Pedro teria apertado o botão de desistência por saber que poderia ser expulso do reality. Até o momento, a equipe do programa não se pronunciou oficialmente sobre a denúncia.

Fonte: DCM

Pix “pistola” e baratas: a reação do PT contra as fake news da extrema-direita


      Vídeos do PT mostrando “as baratas da extrema-direita” e o “Pix pistola”. Fotomontagem

Grupos e WhatsApp ligados à rede de comunicação do PT passaram a divulgar vídeos produzidos com inteligência artificial (IA) para rebater informações falsas sobre uma suposta taxação do Pix e atacar lideranças da direita que disseminaram versões distorcidas sobre o sistema de pagamentos.

Um dos vídeos usa uma tendência recente da IA que transforma objetos em personagens animados. Na peça, a logomarca do Pix aparece como um boneco irritado que reage às acusações. “Esse povo da extrema direita não me deixa em paz. Ficam mentindo dizendo que eu vou vigiar, que eu vou taxar, que eu vou acabar. Tá de sacanagem, né?”, diz a animação.

“O Pix não é vigiado nem vai ser taxado. Quando o esgoto da extrema direita abre as baratas sempre tentam assustar o povo com fake news”, diz a mensagem final. O conteúdo responde a um vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), no qual ele afirma que o governo passou a “monitorar suas transações no Pix” por meio de uma instrução normativa publicada em agosto de 2025.

Outro material compara integrantes da extrema direita a “baratas” que “vivem no esgoto” e “saem voando e espalhando mentira”. O vídeo mostra usuários do Pix sendo perseguidos pelas baratas e afirma: “As baratas dizem que Pix da Ana e da Maria vai ser monitorado, que o governo tá de olho nelas. Isso é mentira”. A peça termina com a imagem de duas mulheres eliminando os insetos com o “inseticida da verdade”.

O vídeo começou a circular na sexta-feira (16), três dias após a publicação do parlamentar. No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou adversários por espalharem desinformação. “A gente precisa enfrentar esse debate e não se acovardar diante das mentiras e fake news que essa gente faz todo santo dia”, disse.



A norma citada por Nikolas Ferreira não cria monitoramento em tempo real nem é específica do Pix. A regra apenas estende a fintechs e carteiras digitais a obrigação já existente para bancos de informar à Receita Federal movimentações acima de R$ 5 mil, seja via Pix, transferências ou outros meios — prática vigente desde a criação do Pix, em 2020. As informações são enviadas semestralmente, sem acesso a dados como destinatário ou motivo da transação, e não há quebra de sigilo bancário.

Após a circulação do vídeo do deputado mineiro, a Receita Federal publicou nota para “orientar a população sobre fake news envolvendo Pix e tributação”. “Mentiras desse tipo voltam a circular nas redes sociais com o objetivo de enganar as pessoas e atender aos interesses do crime organizado”, afirmou o órgão.

Fonte: DCM

Médico que matou dois colegas em Barueri é bolsonarista, CAC e foi preso por racismo e agressão

 

O médico Carlos Alberto Azevedo Filho e seu Instagram, no qual segue os membros do clã Bolsonaro e o perfil “exercitobolsonaro”. Fotomontagem

Carlos Alberto Azevedo Filho, médico de 44 anos, preso preventivamente por matar dois outros médicos em 17/01 em Barueri (SP), tem uma ficha criminal com diversos outros crimes. Azevedo teria matado os também médicos Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos, por contratos médicos.

Em julho de 2025, Azevedo já havia sido preso por dois outros crimes graves – racismo e agressão. O incidente de dois anos atrás aconteceu em um hotel de luxo em Aracaju (SE).

Azevedo estava hospedado no hotel Vidam e chegou embriagado ao resort e agrediu funcionários da recepção do estabelecimento. Ele agrediu fisicamente um recepcionista e proferiu ofensas racistas contra outro trabalhador. Azevedo o chamou de “gordo” e “preto”.

Também no mesmo episódio, o médico de São Paulo quebrou móveis e outros objetos do hotel antes de ser detido. As informações sobre o incidente foram divulgadas pela Polícia Civil de Sergipe, na época.

O caso ainda tramita na Justiça local. Azevedo ficou preso cinco dias e foi liberado mediante pagamento de fiança de R$ 15.180 e cumprimento das medidas cautelares determinadas pelo juiz do caso.




Rixa

Segundo o delegado do caso em Barueri, Azevedo e Gomes eram donos de empresas do setor de gestão hospitalar e já tinham brigado por conta de contratos de licitação. Oliveira, por sua vez, era funcionário de Gomes.

Parentes contaram que a relação entre eles era marcada por atritos. O encontro no restaurante acabou precipitando essa agressividade e acirrando os ânimos.

Na audiência de custódia, o juiz Djalma Moreira Gomes Júnior assinalou que Carlos Alberto Azevedo Silva Filho “praticou crime extremamente grave, com violência, ceifando a vida de duas pessoas, o que demonstra sua extrema periculosidade”.

De acordo com o magistrado, está claro que “houve premeditação” porque o suspeito disse aos guardas que deixaria o local, mas disparou contra as vítimas, “que corriam, para tentar fugir, quando atingidas”.

Armas e bolsonarismo

Conforme a polícia, Azevedo tem registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), mas não tinha licença para andar armado. Pela legislação federal, quem é CAC não pode portar a arma para defesa pessoal – é necessário ter uma autorização específica.
Outro aspecto controverso na atuação de Azevedo são suas convicções políticas. Quando observamos suas curtidas e perfis seguidos no Instagram, ele segue Jair Bolsonaro e os filhos Flávio, Eduardo e Carlos, além de um perfil de apoio ao clã, chamado “exercitobolsonaro”.

Fonte: DCM