Justiça apreende passaporte e impõe tornozeleira eletrônica a Agostina Páez, que diz ter reagido após confusão na conta e relata assédio de garçons
A influenciadora e advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, foi presa no Rio de Janeiro no sábado, 17 de janeiro de 2026, após ser acusada de fazer gestos racistas contra um funcionário de um bar em Ipanema, na Zona Sul da capital fluminense.
A informação foi divulgada pelo site RT Brasil, com base em relato publicado pelo jornal O Dia, após o caso ganhar repercussão nas redes sociais por causa de um vídeo gravado por uma testemunha e encaminhado às autoridades.
Segundo a reportagem, a decisão judicial determinou a apreensão do passaporte de Páez e a imposição de tornozeleira eletrônica. O episódio teria começado depois de uma discussão envolvendo um suposto erro no pagamento da conta.
⊛ Vídeo registra ofensas com imitação de macaco
As imagens mostram a argentina ao lado de duas amigas imitando gestos e sons de macaco. De acordo com o relato da vítima, os sinais e a postura foram direcionados ao funcionário do estabelecimento, que também afirma ter sido alvo de linguagem racista e intimidação, incluindo o gesto de apontar o dedo.
A denúncia foi registrada e investigada pelas autoridades locais, e o caso avançou rapidamente, com medidas cautelares determinadas em menos de 24 horas após o ocorrido, conforme a própria influenciadora relatou depois.
⊛ Versão da influenciadora aponta cobrança abusiva e acusações de assédio
Entrevistada pelo portal argentino Info del Estero, Agostina Páez apresentou sua versão, afirmando que o bar teria cobrado um valor excessivo pelas bebidas e impedido o grupo de deixar o local. Segundo ela, apesar de se sentirem enganadas, decidiram pagar.
Na entrevista, ela também acusou garçons do estabelecimento de comportamento abusivo. “Começaram a tocar em suas partes íntimas, como se insinuassem que algo ruim iria acontecer”, disse, ao afirmar que o grupo foi ridicularizado, filmado e provocado.
A influenciadora reconheceu que sua reação foi inadequada. “Eu não deveria ter reagido dessa forma”, declarou.
⊛ Intimação por WhatsApp e redes sociais desativadas
Ainda de acordo com a entrevista, Páez contou que recebeu uma intimação pelo WhatsApp menos de 24 horas depois do incidente. “Eu contratei um advogado aqui no Brasil que já solicitou as imagens das câmeras de segurança”, afirmou, dizendo que tenta reunir registros que sustentem sua versão.
Ela também disse que desativou suas contas nas redes sociais após receber insultos e ameaças. “Estou presa, apavorada”, declarou ao portal argentino.
⊛ Caso reacende debate sobre racismo e responsabilização
O episódio ocorre em um contexto de crescente vigilância social e institucional sobre crimes de racismo no Brasil, especialmente quando situações são registradas em vídeo e ganham grande circulação. A imposição de medidas como apreensão de passaporte e tornozeleira eletrônica aponta para a gravidade atribuída ao caso e para o entendimento de que a investigação exige garantias de cumprimento das determinações judiciais.
Fonte: Brasil 247
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