segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Pix “pistola” e baratas: a reação do PT contra as fake news da extrema-direita


      Vídeos do PT mostrando “as baratas da extrema-direita” e o “Pix pistola”. Fotomontagem

Grupos e WhatsApp ligados à rede de comunicação do PT passaram a divulgar vídeos produzidos com inteligência artificial (IA) para rebater informações falsas sobre uma suposta taxação do Pix e atacar lideranças da direita que disseminaram versões distorcidas sobre o sistema de pagamentos.

Um dos vídeos usa uma tendência recente da IA que transforma objetos em personagens animados. Na peça, a logomarca do Pix aparece como um boneco irritado que reage às acusações. “Esse povo da extrema direita não me deixa em paz. Ficam mentindo dizendo que eu vou vigiar, que eu vou taxar, que eu vou acabar. Tá de sacanagem, né?”, diz a animação.

“O Pix não é vigiado nem vai ser taxado. Quando o esgoto da extrema direita abre as baratas sempre tentam assustar o povo com fake news”, diz a mensagem final. O conteúdo responde a um vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), no qual ele afirma que o governo passou a “monitorar suas transações no Pix” por meio de uma instrução normativa publicada em agosto de 2025.

Outro material compara integrantes da extrema direita a “baratas” que “vivem no esgoto” e “saem voando e espalhando mentira”. O vídeo mostra usuários do Pix sendo perseguidos pelas baratas e afirma: “As baratas dizem que Pix da Ana e da Maria vai ser monitorado, que o governo tá de olho nelas. Isso é mentira”. A peça termina com a imagem de duas mulheres eliminando os insetos com o “inseticida da verdade”.

O vídeo começou a circular na sexta-feira (16), três dias após a publicação do parlamentar. No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou adversários por espalharem desinformação. “A gente precisa enfrentar esse debate e não se acovardar diante das mentiras e fake news que essa gente faz todo santo dia”, disse.



A norma citada por Nikolas Ferreira não cria monitoramento em tempo real nem é específica do Pix. A regra apenas estende a fintechs e carteiras digitais a obrigação já existente para bancos de informar à Receita Federal movimentações acima de R$ 5 mil, seja via Pix, transferências ou outros meios — prática vigente desde a criação do Pix, em 2020. As informações são enviadas semestralmente, sem acesso a dados como destinatário ou motivo da transação, e não há quebra de sigilo bancário.

Após a circulação do vídeo do deputado mineiro, a Receita Federal publicou nota para “orientar a população sobre fake news envolvendo Pix e tributação”. “Mentiras desse tipo voltam a circular nas redes sociais com o objetivo de enganar as pessoas e atender aos interesses do crime organizado”, afirmou o órgão.

Fonte: DCM

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