segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

“O Agente Secreto”: Wagner Moura e Tânia Maria concorrem a mais um prêmio no exterior


    Cena de “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho

O filme brasileiro “O Agente Secreto” foi indicado em dez categorias do International Cinephile Society Awards, premiação anual organizada pela Sociedade Internacional de Cinéfilos (ICS), que reúne votos de críticos e jornalistas de cinema. O resultado da 23ª edição do prêmio será divulgado no dia 8 de fevereiro.

Entre as indicações, Wagner Moura concorre ao troféu de melhor ator, enquanto Tânia Maria disputa o prêmio de melhor atriz coadjuvante. O diretor Kleber Mendonça Filho também foi indicado na categoria de melhor direção.

Além das categorias individuais, o longa aparece na disputa por melhor filme, melhor roteiro original, melhor elenco, melhor fotografia, melhor montagem, melhor design de som e melhor direção de arte.

A atriz Tânia Maria, intérprete de Dona Sebastiana, em “O Agente Secreto”. Imagem: reprodução
A produção brasileira já havia conquistado duas estatuetas no Globo de Ouro, ampliando o reconhecimento internacional. Com as dez indicações, “O Agente Secreto” figura como a segunda obra mais lembrada nesta edição da premiação.

O filme fica atrás apenas de “Uma Batalha Após a Outra”, dirigido por Paul Thomas Anderson e estrelado por Leonardo DiCaprio, que lidera a lista com 12 indicações ao International Cinephile Society Awards.

Fonte: DCM

Mulher de Pedro, excluído do BBB 26, apaga fotos e tira “esposa” do Instagram


     Pedro, ex-participante do BBB26, ao lado da esposa. Imagem: reprodução

Após a desistência de Pedro Henrique do BBB 26, neste domingo (18), Rayne Luiza apagou as fotos que mantinha com o participante em seu perfil no Instagram e retirou a identificação de “esposa” da biografia. Grávida de sete meses da primeira filha do ex-brother, ela ainda não se pronunciou oficialmente sobre a saída dele do reality.

Desde as polêmicas envolvendo o caso de traição relatado por Pedro no programa, o perfil de Rayne ganhou grande visibilidade. Desde a noite de quinta-feira (15), ela somou cerca de 250 mil seguidores. Até então, mantinha um perfil discreto, com apenas duas publicações, uma delas ao lado de Pedro.

Em meio à repercussão, Rayne afirmou viver “um momento delicado de grande exposição” e disse estar cuidando da saúde emocional e da família. Fora do reality, ela ajudava Pedro na venda de buquês de flores; o casal mantém um perfil conjunto para divulgar o trabalho e mora com a família no Paraná.

Fonte: DCM

Empresa de médico que matou dois colegas em Alphaville solta nota: “fatos pessoais e isolados”

 

O médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho. Foto: Divulgação
A empresa ligada ao médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, preso por matar dois colegas de profissão a tiros em Barueri, na Grande São Paulo, afirmou que o crime ocorreu em “âmbito estritamente pessoal”.

Em nota divulgada nas redes sociais, a Cirmed declarou que o episódio envolve “fatos pessoais e isolados do sócio” e não guarda relação com as atividades institucionais da companhia. No comunicado, a empresa ressaltou que o caso “não corresponde aos valores e princípios da instituição”.

A Cirmed também buscou desvincular o crime de qualquer atuação profissional ou contratual mantida pela organização. “Os fatos pessoais e isolados do sócio não se confundem com suas atividades institucionais, assistenciais, operações, contratos ou rotinas internas”, diz o texto.

A nota acrescenta que a empresa mantém compromisso com a governança e o cumprimento das normas legais. “A empresa reforça seu compromisso com a governança, a gestão administrativa, operacional e técnica da companhia, além de respeito ao próximo, às leis e às instituições sociais e jurídicas”, afirma o comunicado divulgado após a repercussão do crime.

A Cirmed também informou que o caso não afetará a continuidade de suas atividades. Segundo a empresa, não haverá prejuízo aos serviços essenciais, nem às obrigações contratuais, legais e regulatórias em vigor.


O caso envolve o assassinato dos médicos Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35. As vítimas foram baleadas durante um desentendimento com Carlos Alberto Azevedo Silva Filho na noite de sexta-feira, 16.

De acordo com a apuração policial, a confusão teve início dentro de um restaurante localizado na Avenida Copacabana, no bairro Alphaville Plus. Após uma discussão, a situação evoluiu para agressões e seguiu para a área externa do estabelecimento, onde os disparos foram efetuados.

Luís Roberto e Vinicius chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos. O crime foi registrado por câmeras de segurança, cujas imagens estão sendo analisadas pela Polícia Civil para esclarecer a dinâmica dos fatos.

Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, foi preso em flagrante no local e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia. O caso foi registrado como homicídio na Delegacia de Barueri, que segue responsável pela investigação.

Fonte: DCM

Médico mata dois colegas em Alphaville: o que já se sabe sobre o crime


          Os médico Vinicius dos Santos Oliveira e Luís Roberto Pellegrini Gomes. Foto: Divulgação

A Polícia Civil de São Paulo investiga o assassinato de dois médicos mortos a tiros na frente de um restaurante em Alphaville, bairro nobre de Barueri, na Grande São Paulo. O crime ocorreu após uma discussão entre os envolvidos e foi registrado por câmeras de segurança. O autor dos disparos, também médico, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva.

O atirador foi identificado como Carlos Alberto Azevedo Filho, de 44 anos. Segundo a polícia, a principal linha de investigação aponta que o duplo homicídio teria sido motivado por disputas comerciais ligadas a contratos na área da saúde. A defesa do suspeito não foi localizada até a última atualização do caso.

As vítimas são os médicos Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35. Ambos chegaram a ser socorridos e encaminhados ao pronto-socorro, mas não resistiram aos ferimentos. Luís Roberto foi atingido por oito disparos, enquanto Vinicius levou dois tiros.

De acordo com a investigação, Carlos Alberto estava acompanhado de amigos em um restaurante uruguaio quando percebeu a presença dos dois médicos em outra área do local. Ele se aproximou da mesa das vítimas, iniciou uma conversa e, em seguida, houve uma discussão que evoluiu para agressões físicas, conforme mostram as imagens obtidas pela polícia.

Funcionários do restaurante tentaram separar a briga, e a Guarda Civil Municipal foi acionada após relatos de uma pessoa armada. Os agentes fizeram uma revista no local, não encontraram nenhuma arma e pediram para que os três médicos deixassem o estabelecimento. Pouco depois, já do lado de fora, Carlos Alberto teve acesso a uma bolsa com uma arma e efetuou diversos disparos.

“[Os agentes] conseguiram apaziguar um pouquinho os ânimos, pediram para que eles se retirassem e, quando se retiraram, o atirador conseguiu acesso a essa bolsa com essa arma e saiu já do restaurante atirando nas vítimas”, explicou o delegado Andreas Schiffmann.


Segundo ele, a ação foi extremamente rápida. “A gente vê que a ação toda até a rendição e a prisão efetivamente foi em 15, 20 segundos. O momento dos tiros foi muito rápido. Ele praticamente descarregou a arma”, afirmou o delegado.

Testemunhas relataram que a bolsa contendo a arma teria sido entregue ao atirador por uma mulher, cuja identidade não foi divulgada. A polícia afirma que esse ponto ainda será esclarecido durante a investigação. “Essa é uma parte da investigação que precisa de um pouco mais de apuração”, disse Schiffmann.

Ainda conforme a Polícia Civil, Carlos Alberto possui registro de Colecionador, Atirador e Caçador, o chamado CAC, mas não tinha autorização para portar a arma em via pública. A pistola usada no crime era uma 9 mm. Ele já havia sido preso anteriormente, em 2025, por crimes de racismo e agressão em Aracaju, Sergipe.

Sobre a motivação, o delegado afirmou que Carlos Alberto e Luís Roberto eram sócios ou donos de empresas ligadas à gestão hospitalar e mantinham desentendimentos antigos por contratos de licitação. Vinicius era funcionário de Luís Roberto. “Os familiares relataram que já havia essa rixa e ameaças de ambas as partes. E eles se encontraram naquele restaurante e os ânimos se excederam”, explicou o delegado.

Luís Roberto atuava como cardiologista em um hospital municipal de Barueri e foi sepultado em Rafard, no interior paulista. Vinicius trabalhava em unidades de saúde de Cotia desde 2019, com passagem por UBSs e pronto atendimento.

Carlos Alberto foi encaminhado para a cadeia pública de Carapicuíba. A polícia apreendeu a arma utilizada no crime, cápsulas deflagradas, a bolsa, documentos e R$ 16 mil em dinheiro, que passarão por perícia. “A visão da polícia é que ele é perigoso, uma pessoa que não mede consequências”, afirmou o delegado.

Fonte: DCM

Eliminado do BBB 26 após assédio, Pedro já foi denunciado por ameaça no PR


    Pedro do BBB26. Imagem: reprodução

Pedro Henrique, participante do BBB 26 que deixou o reality após uma semana marcada por polêmicas, já foi alvo de um boletim de ocorrência registrado em Curitiba. Segundo informações do portal LeoDias, a ocorrência foi formalizada em 2 de maio de 2025, após um episódio em um centro comercial localizado na Avenida Presidente Kennedy, na capital paranaense.

No registro, Pedro aparece como suposto autor de ameaças contra um segurança do local, que figura como vítima na queixa. O boletim cita duas testemunhas e enquadra o caso no artigo 147 do Código Penal, que trata do crime de ameaça. Apesar de o documento constar como ativo no sistema, não há registro de que o episódio tenha evoluído para denúncia do Ministério Público ou abertura de processo judicial.

O histórico inclui ainda outro boletim ativo em nome de Pedro, datado de 20 de novembro de 2024, mas neste caso ele aparece como vítima, relatando ter sido ameaçado. A revelação ocorre em meio à forte repercussão de sua curta passagem pelo BBB 26, marcada por conflitos e episódios que rapidamente dominaram as redes sociais.

Fonte: DCM com infomrações do Portal LeoDias

O pai tirava foto com nazista, e os filhos participam de encontro contra o antissemitismo

 

Material de divulgação do evento da extrema-direita que reunirá, entre outros, Flávio Bolsonaro, Eduardo e Benjamin Netanyahu. Reprodução
Flávio e o irmão Eduardo sairão em campanha pelo mundo, para que a candidatura à presidência, ungida pelo pai, tenha também a unção do fascismo internacional.

Um dos primeiros compromissos é uma palestra de Flávio em conferência de combate ao antissemitismo, em Jerusalém, em 26 e 27 de janeiro, com a presença do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Uma família cujo líder tirou fotos ao lado da deputada e líder nazista alemã Beatriz von Storch, do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), quando ocupava o poder, participa de um evento sobre combate ao antissemitismo. Sem surpresas, porque Netanyahu tem apreço por Bolsonaro.

Bolsonaro se reúne com a deputada neonazista Beatriz Von Storch e seu marido, Sven von Storch

Depois de Israel, a dupla segue para o Bahrein e para os Emirados Árabes. O objetivo é estreitar laços com a extrema direita. Vai surtir efeito? O que eles pretendem mesmo? Buscam apoio para poder dizer que o fascismo mundial está com Flávio.

O problema é que Flávio já foi esnobado até por Nayib Bukele, o ditador de El Salvador, e mais recentemente por Marco Rubio, chefe do departamento de Estado de Trump. Ambos se negaram a receber o filho escolhido.

Oficialmente, pelo que foi formalizado no Senado, Flávio estará em missão oficial no Exterior. Fazendo contatos com a extrema direita para se fortalecer politicamente, com dinheiro público. A viagem dura de 26 de janeiro a 6 de fevereiro, com tudo de graça para o filho ungido.

Publicado originalmente em Blog do Moisés Mendes.

VÍDEO – Após tentar beijar participante à força, Pedro desiste do BBB 26


Pedro desiste do BBB e aperta o botão. Imagem: reprodução

A desistência de Pedro no BBB 26, na noite deste domingo (18), ocorreu minutos após um episódio de assédio envolvendo a participante Jordana. Segundo a sister, o ambulante tentou beijá-la à força na dispensa da casa. Jordana relatou que Pedro entrou no local ao seu lado, agarrou seu pescoço e tentou roubar um beijo, mas foi afastado por ela.


Na madrugada do mesmo dia, Pedro derramou própolis na mala de Juliano Floss, sujando um casaco de Marina Sena levado pelo dançarino como apoio emocional. “Você sujou a porra da minha mochila hoje e não me falou nada, mano? (…) Você é o cara mais sem-noção que eu conheço na minha vida!”, reagiu Juliano.

Em outros episódios, Pedro acusou Ana Paula Renault de ter feito um “trabalho espiritual” contra ele por seguir religiões de matriz africana e se envolveu em nova desavença ao desclassificar a si e a Paulo Augusto logo no início da Prova do Anjo, no sábado (17), ao apertar o botão de conclusão segundos após o início do desafio.

Fonte: DCM

Morre Raul Jungmann, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração

Político foi vereador, deputado e ministro nos governos FHC e Temer

(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) informou neste domingo (18) o falecimento de Raul Jungmann, diretor-presidente da entidade, aos 73 anos. A morte ocorreu em Brasília, após um longo tratamento contra o câncer de pâncreas.

Atendendo a um desejo do próprio Jungmann, o velório será realizado em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos.

Pernambucano, Raul Jungmann participou por mais de cinco décadas da vida pública brasileira. Ao longo de sua trajetória, exerceu mandatos como vereador e deputado federal.

Também liderou quatro ministérios nos governos Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer: Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública.

Em 2022, assumiu a presidência do IBRAM, onde buscou uma agenda de transformação do setor mineral, com foco na defesa de uma mineração mais comprometido com a sustentabilidade.

Em nota, a presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Ana Sanches, afirmou que Raul Jungmann foi um "homem público de estatura singular, defensor da democracia e comprometido com o interesse público".

Segundo ela, Jungmann conduziu o instituto em um período decisivo, fortalecendo a entidade e beneficiando o setor mineral, em um ciclo marcado pelo diálogo, pela visão estratégica e pela integridade.

Fonte: Agência Brasil

Boulos critica ideia de “CEO” para o Brasil e ataca “bolsonarismo envernizado” de Tarcisio e da Faria Lima

Ministro diz que tratar o País como empresa revela “falta de projeto nacional” e afirma que “na direita, quem tem voto é o Bolsonaro”

                       Guilherme Boulos (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou duramente a visão de que o Brasil deveria ser administrado como uma empresa e ironizou a tese de um “novo CEO” para o País. Para ele, essa concepção revela “falta de um projeto nacional” e, na prática, reduz a população à condição de “empregados” do governante. “Tratar um País como se fosse a gestão de uma empresa privada mostra falta de um projeto nacional”, disse. “Se o presidente é CEO, ele (Tarcísio) deve enxergar a população como seus empregados”, completou.

As declarações foram dadas em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, na qual Boulos também mirou o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ambiente político-eleitoral que começa a se desenhar para 2026. Há três meses no cargo, o ministro afirma ter recebido do presidente Lula a missão de colocar “o governo na rua” e reacender a base social da esquerda, com foco em trabalhadores que, segundo ele, passaram a ser disputados pela direita — incluindo motoristas e entregadores de aplicativos, além de pequenos empreendedores.

● “Bolsonarismo envernizado” e disputa na direita

Boulos afirmou que setores do mercado financeiro desejariam uma direita com aparência mais palatável, mas sem romper com o bolsonarismo. “O time da Faria Lima adora um bolsonarismo envernizado”, disse, ao falar sobre a projeção de Tarcísio como alternativa. “Tudo o que eles querem é um bolsonarismo que coma de garfo e faca. Mas a Faria Lima não tem voto. Na direita, quem tem voto é o Bolsonaro”, completou, referindo-se ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe.

O ministro também disse que, na prática, a definição do nome competitivo da direita dependerá da indicação de Bolsonaro. “Então, na prática, quem o Bolsonaro indicar como candidato, será o candidato”, afirmou.

● Polarização, pesquisas e o desafio de comunicação do governo

Questionado sobre a pesquisa Genial/Quaest em que a avaliação negativa do governo superou a positiva, Boulos atribuiu o resultado ao ambiente de polarização. “Hoje tem uma situação da polarização no Brasil e no mundo. O eleitor que se define como de direita vai desaprovar o governo do presidente, por mais que possa sentir melhora na vida dele, por uma razão da polarização ideológica. Acabou a era do consenso”, declarou, destacando que o mesmo levantamento aponta Lula como favorito à reeleição em diferentes cenários.

● Trump, soberania e recado ao “vira-lata”

Ao comentar o impacto eleitoral da política externa, Boulos defendeu a posição do presidente Lula diante das ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que o governo vai transformar o tema em eixo de campanha. “O que o presidente fez foi defender a paz no continente e dizer que nem o Brasil nem a América Latina devem admitir nenhum tipo de colonialismo, de imperialismo”, disse.

Boulos também citou episódios envolvendo Trump e criticou quem, segundo ele, relativiza agressões à soberania de países da região. “Mas no dia seguinte o Trump foi lá e sequestrou o Maduro e fez um ataque militar numa República soberana. Ele (Trump) disse que faria (a mesma coisa) na Colômbia, que tomaria a Groenlândia. Então, para defender esse tipo de política tem que ser muito vira-lata. Patriotismo não é só na hora de levantar a bandeira em manifestação”, afirmou.

● Três temas para 2026 e promessa de fim da escala 6x1

Boulos disse que a eleição será marcada por três grandes temas. “Primeiro: soberania nacional. Haverá uma discussão com a sociedade se a gente quer um Brasil soberano ou o Brasil como uma colônia dos Estados Unidos. Quem usou o bonezinho do MAGA vai ter que se explicar”, afirmou.

O segundo tema, segundo ele, será a tributação. “Justiça tributária. Esse é o governo que pela primeira vez mexeu no vespeiro de taxar super rico no Brasil e zerar o Imposto de Renda (para quem ganha até R$ 5 mil). Qual é a posição daqueles que vão ser nossos adversários?”, questionou.

O terceiro eixo é a pauta trabalhista. “Defesa dos trabalhadores. Este governo defende o fim da escala 6x1”, declarou, sustentando que o Planalto quer aprovar ainda neste ano duas agendas: o fim da escala 6x1, com redução da jornada de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial, e um marco de direitos para trabalhadores de aplicativos.

● Aplicativos: limite de retenção e transparência do algoritmo

Sobre a regulamentação das plataformas, Boulos descreveu um cenário em que a parcela retida pelas empresas pode chegar a metade do valor das corridas. “No caso dos motoristas, a taxa de retenção pode chegar a 50%. O texto do projeto de lei coloca um limite de 30%”, disse.

Para entregadores, apontou a disputa por um ganho mínimo por entrega e citou parâmetros debatidos no setor. “O iFood já trabalha com taxa mínima de R$ 7,50, em entregas até 3 quilômetros, e R$ 1,50 por quilômetro adicional. A demanda deles é que isso chegue a R$ 10 (fixos) e R$ 2,50 por quilômetro adicional. O projeto chegou a R$ 8,50”, afirmou.

O ministro também enfatizou a exigência de transparência algorítmica. “É inadmissível que um motorista não saiba o quanto o cliente está pagando; só saiba o quanto ele recebe. E que um motoboy, ao não aceitar uma corrida, receba uma punição algorítmica e fique duas horas sem receber outra chamada”, afirmou, defendendo ainda “uma contribuição majoritária das empresas para o INSS e uma minoritária dos trabalhadores”.

● Emendas, “captura do Orçamento” e freio de arrumação

Boulos minimizou o impacto político do veto presidencial a cerca de R$ 400 milhões em emendas parlamentares e criticou o volume total aprovado no Orçamento. “Nós estamos vivendo um negócio do rabo abanando o cachorro. R$ 61 bilhões em emenda aprovados no Orçamento? Gente, isso é uma esculhambação. Como é que você vai governar o Brasil desse jeito? Você perde a noção de projeto de país”, disse. “Nesse estágio, em algum momento, nós vamos ter que fazer um freio de arrumação”, completou.

● Segurança pública e confronto com Flávio Bolsonaro

Na disputa eleitoral, o ministro disse estar pronto para enfrentar ataques relacionados à sua trajetória em movimentos sociais e reagiu a críticas sobre “invasões”. “Existe um preconceito tremendo contra o movimento social. O Movimento Sem-Teto nunca invadiu a casa de ninguém”, declarou, explicando que o MTST “identificou imóveis em situação ilegal” e pressionou pelo cumprimento do Estatuto da Cidade.

Sobre segurança pública, Boulos afirmou que, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja candidato, o governo pretende confrontá-lo diretamente. “Eu estou doido para o Flávio Bolsonaro, se for o candidato, falar de segurança pública porque daí a gente vai falar de milícia do Rio de Janeiro, de Rio das Pedras, de Adriano da Nóbrega, que teve familiar assessor no gabinete dele, de Escritório do Crime”, disse. “Qual é a autoridade moral do Flávio Bolsonaro para falar de segurança?”, completou, defendendo a PEC enviada por Lula para ampliar responsabilidades federais no tema.

● Evangélicos, nova classe trabalhadora e lições de 2024

Boulos afirmou que a esquerda precisa aprender a dialogar com a nova classe trabalhadora e disse ter tirado lições da eleição municipal de 2024, quando concorreu à Prefeitura de São Paulo. “A gente aprende mais na derrota do que na vitória”, afirmou, defendendo “um diálogo franco” com segmentos que hoje vivem de ocupações informais.

Sobre evangélicos, apontou a necessidade de reconstruir pontes. “Nós temos que repensar, inclusive, a relação de resistência que se construiu, dos dois lados, entre a esquerda e o povo evangélico”, disse, descrevendo o perfil majoritário do grupo como “mulheres das periferias que usam o SUS” e têm filhos na escola pública.

● Permanência no governo e papel em São Paulo

Questionado sobre deixar o cargo para disputar as eleições, Boulos disse que pretende permanecer. “Eu pretendo ficar, porque entrei no governo em outubro. O presidente me fez pedidos, me deu missões, e eu não largo missão no meio do caminho”, afirmou, acrescentando que tem compromisso de ajudar na construção do palanque em São Paulo.

Ao comentar a indefinição de nomes para o governo paulista, voltou a criticar a retórica do “CEO” e a postura de Tarcísio. “Tratar um país como se fosse a gestão de uma empresa privada? Isso mostra a cabeça tacanha, a falta de projeto nacional e de projeto popular”, declarou, retomando a síntese de sua crítica: “Se o presidente é CEO, ele (Tarcísio) deve enxergar a população como seus empregados”.

Fonte: Brasil 247

Erika Hilton desmente nova fake news da extrema-direita

Deputada afirma que não estava em evento com Lula no Rio e critica obsessão bolsonarista com ataques transfóbicos

      Erika Hilton (Foto: ViniLoures / Agência Câmara)

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) desmentiu neste domingo uma nova fake news impulsionada pela extrema-direita, segundo a qual o presidente Lula teria se referido a ela no masculino durante um evento no Rio de Janeiro. Em um tweet contundente, ela afirmou que sequer participou da atividade e denunciou a tentativa de transformar um trecho descontextualizado em pretexto para uma nova onda de ataques transfóbicos.

“Não, o presidente Lula não me chamou de ‘ele’ durante um evento no Rio de Janeiro. Porque eu literalmente não estava nesse evento”, escreveu Erika. Ela explicou que, há dias, está no interior de São Paulo e que Lula, na verdade, conversava com uma pessoa na plateia. “Eu não sou a única mulher chamada Erika do mundo”, completou.


No mesmo texto, a parlamentar criticou a fixação dos bolsonaristas com sua figura pública e relacionou a ofensiva a um sentimento de medo e incômodo diante de sua ascensão política. Segundo ela, a extrema-direita reage de maneira agressiva sempre que acredita ver qualquer menção ao seu nome. “A fixação dos bolsonaristas com a minha figura, e o medo que meu crescimento causa, os leva a um comportamento quase animalesco”, afirmou.

Erika também denunciou o caráter estruturalmente preconceituoso da campanha. “Pois é inaceitável, pra eles, uma mulher, travesti, não apenas ousar existir como ser uma política que produz mais e é mais útil à sociedade brasileira do que todos os ídolos bolsonaristas somados”, disse. Em outro trecho, ela ironizou os parâmetros morais do bolsonarismo ao lembrar que, para se destacar em relação a certas lideranças, bastaria não cometer crimes. “Qualquer político que não roubar, atropelar ou matar ninguém já se torna melhor do que as grandes lideranças bolsonaristas”, escreveu.

A deputada apontou ainda que a narrativa foi construída em grupo, com base em suposições e preconceitos, e que a simples citação do nome “Erika” teria sido suficiente para alimentar a mentira. “Eles viram Lula falar com alguma Erika e concluíram que só podia ser eu. Aí viram Lula falar ‘ele’, e foi o suficiente pra começar a nova onda de ataques”, relatou.

Para ela, o aspecto mais grave do episódio é que a manipulação desvia o foco do conteúdo central do discurso de Lula, que tratava de um tema sensível e urgente. Erika destacou que o presidente fazia um alerta “duro, e importantíssimo” sobre o risco de inteligências artificiais serem usadas para produzir pornografia sem consentimento e até pornografia infantil.

“Pros bolsonaristas, isso não parece ser um problema”, denunciou. “Pra eles problema é gente trans existir”, concluiu.

Fonte: Brasil 247

domingo, 18 de janeiro de 2026

“Affordability”‘: como o custo de vida pode decidir a próxima eleição no Brasil


      Consumidora faz as contas no mercado. Foto: Reprodução/ Food Storage Moms

O aumento do custo de vida, sintetizado no conceito de “affordability”, vem ganhando peso decisivo em eleições nos Estados Unidos e na Europa e pode entrar com força no debate eleitoral brasileiro em 2026. Analistas ouvidos pelo g1 avaliam que a percepção de que a renda já não cobre despesas básicas passou a orientar o voto em democracias afetadas pela inflação do pós-pandemia.

O termo “affordability” se refere à capacidade real das pessoas de custear bens e serviços do dia a dia. O professor de Ciência Política da UnB, Carlos Oliveira, explica que se trata do impacto direto do bolso na decisão eleitoral. “Em palavras mais diretas, é o impacto do custo de vida sobre a decisão de voto”, afirmou, citando a máxima atribuída à campanha de Bill Clinton em 1992: “É a economia, estúpido”.

Nos Estados Unidos, o conceito foi central em vitórias democratas recentes. O analista da FGV Leonardo Paz lembra que o choque inflacionário teve efeito mais intenso em países acostumados a índices baixos. “Quando você pega uma inflação que chega a 8% ao ano, você sente, em dois anos seguidos. A pessoa sente que está conseguindo comprar menos”, disse. Em Nova York e Nova Jersey, campanhas vitoriosas apostaram em temas como aluguel, energia e serviços públicos.

Especialistas avaliam que o Brasil vive um cenário parecido. Pesquisa Quaest mostra que 61% dos brasileiros acreditam conseguir comprar menos hoje do que há um ano. Para Leonardo Paz, o tema é inevitável. “Eu posso garantir com 100% certeza que esse tema vai ser importante, porque custo de vida é um tema importante de todo país em desenvolvimento”, afirmou. Segundo ele, a classe média tende a sentir mais o impacto da inflação.

Eleitora registra voto em urna eletrônica durante eleição no Brasil. Foto: Reprodução
No embate político, o custo de vida pode favorecer tanto governo quanto oposição. Carlos Oliveira avalia que “se o custo de vida estiver baixo, sem dúvida, ‘affordability’ é um tema de quem busca reeleição”. Caso contrário, torna-se munição da oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, liderada pelo campo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Apesar do peso econômico, a segurança pública segue como fator central no Brasil. Carlos Oliveira pondera que emoções contam muito na escolha do voto. “É difícil convencer as pessoas de que a segurança vai bem se elas estão com medo”, afirmou. Para ele, a eleição de 2026 dependerá de quem conseguir colocar na cabeça do eleitor o tema dominante: “tudo vai depender da capacidade de a esquerda ou direita colocar um (custo de vida) ou outro (segurança) tema na cabeça dos eleitores”.

Fonte: DCM com informações do G1

“Não desista”: a provocação de Lula a Flávio Bolsonaro sobre a disputa presidencial


       Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um comentário irônico sobre a possível candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência durante uma conversa reservada, em dezembro, com um dirigente partidário que mantém interlocução com o senador. O episódio ocorreu fora da agenda oficial e foi relatado por pessoas a par do encontro. As informações são de Lauro Jardim, do Globo.

Em tom de galhofa, Lula perguntou ao interlocutor se ele poderia levar um recado ao filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, frequentemente citado nos bastidores como potencial nome da direita para a disputa presidencial de 2026. Diante da resposta positiva, o presidente fez o pedido de forma direta e jocosa.

“Então, peça que ele não desista”, disse Lula, arrancando risos dos presentes. A frase foi interpretada como uma provocação política, mas também como uma leitura estratégica do cenário eleitoral, marcada pela fragmentação do campo bolsonarista e pela disputa interna na direita.

Nos bastidores do governo e do partido, o anúncio de Flávio como possível escolhido do pai é visto menos como ameaça direta e mais como um fator de instabilidade no campo adversário. A leitura predominante é que a direita, já fragmentada, teria dificuldade para se unificar em torno de um nome com alto potencial de transferência de votos.

Dirigentes petistas apontam que Flávio carrega fragilidades políticas e jurídicas que dificultariam a construção de uma candidatura ampla, sobretudo quando comparada a alternativas como a do governador paulista Tarcísio de Freitas, considerado mais competitivo eleitoralmente. A eventual entrada do senador na disputa reforçaria disputas internas e reduziria as chances de formação de uma frente única contra Lula.

Essa avaliação interna encontra respaldo nos números da mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta semana, que mostra Luiz Inácio Lula da Silva à frente de Flávio Bolsonaro tanto em cenários de primeiro turno quanto em simulações de segundo turno para 2026.

Cenários de segundo turno em 2026. Foto: Reprodução/Quaest

 

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo