O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o venezuelano Nicolás Maduro de manipular as eleições de 2020 para se manter no Palácio de Miraflores. Em pronunciamento na Casa Branca, Trump afirmou que documentos da Agência Central de Inteligência (CIA) comprovam um plano específico para favorecer o “corrupto regime de Maduro”.
“Hoje estamos divulgando documentos que mostram que a CIA obteve relatórios de um plano específico para fazer um grande número em favor do corrupto regime de Maduro na Venezuela, e foi exatamente isso que aconteceu. Conspiraram para fraudar digitalmente as eleições do próprio país em 2020 e foi isso que fizeram”, acusou Trump.
Segundo o presidente estadunidense, o relatório incluía “detalhes precisos sobre métodos que o regime desenvolveu para alterar digitalmente os totais de votos de maneiras que não poderiam ser detectadas, mesmo com uma auditoria, não importa o quão profunda ela fosse”.
Os documentos indicam que o chavismo dispunha desde 2012 de uma máquina para alterar até 1,5 milhão de votos, com capacidade técnica para deslocar resultados em zonas de maior peso do governo. Três organismos – a Direção-Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), o Serviço Bolivariano de Inteligência (SEBIN) e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) – poderiam manipular resultados através de máquinas de votação pré-programadas, segundo a CIA.


