quinta-feira, 16 de julho de 2026

Três filhos de Bolsonaro podem ficar desempregados após eleição; entenda


Flávio, Carlos, Jair, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Aliados de Jair Bolsonaro alertaram o ex-presidente para o risco de seus três filhos mais velhos terminarem as eleições de 2026 sem mandato. O cenário reúne a possível derrota de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, as dificuldades de Carlos Bolsonaro na corrida ao Senado por Santa Catarina e a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro.

Flávio deixará o Senado ao fim do atual mandato e apostou seu futuro político na candidatura ao Palácio do Planalto. A pesquisa Genial/Quaest mais recente mostrou Lula com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 37% do senador. Em maio, os dois apareciam tecnicamente empatados, com 42% e 41%, respectivamente.

A campanha de Flávio também foi atingida pela guerra aberta com Michelle Bolsonaro e pelos desdobramentos do caso Banco Master. O pré-candidato ainda precisou reagir à divulgação de uma fotografia na qual aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como homem de confiança do banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio afirmou não conhecer o homem e colocou em dúvida a autenticidade da imagem.

Carlos, por sua vez, transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina e disputa uma das vagas ao Senado em um campo congestionado por nomes da direita. Carol de Toni e Esperidião Amin também tentam se viabilizar, enquanto parte do eleitorado local considera o filho de Jair Bolsonaro um candidato sem vínculos reais com o estado. Pesquisas realizadas ao longo da pré-campanha mostraram forte oscilação em seu desempenho.

Jair Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Carlos Moura/Agência Senado
A candidatura de Carlos também desorganizou alianças estaduais. A imposição de seu nome provocou conflitos com lideranças catarinenses e afetou a relação do PL com Amin, que passou a se aproximar do adversário do governador Jorginho Mello na disputa estadual.

Eduardo já se encontra fora da disputa. Cassado pela Câmara e impedido de concorrer, ele permanece nos Estados Unidos depois de atuar pela imposição de sanções contra autoridades brasileiras. Sua ausência eleitoral também abriu uma disputa pelos votos que recebeu em São Paulo em 2022.

Caso Flávio e Carlos sejam derrotados, o núcleo mais antigo da dinastia política construída por Jair Bolsonaro sofrerá seu maior esvaziamento desde 2018. A família ainda aposta nas candidaturas de Michelle ao Senado pelo Distrito Federal e de Jair Renan à Câmara por Santa Catarina, mas a possibilidade de os três filhos mais velhos ficarem sem cargo expõe o custo eleitoral das disputas internas e da estratégia de concentrar o poder no próprio clã.

Fonte: DCM

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