segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Mercado reduz projeções para inflação e PIB de 2026 e mantém estimativa da Selic em 13,75%

 Relatório Focus do Banco Central aponta leve recuo nas expectativas de inflação e crescimento econômico no ano, com estabilidade no câmbio

Sede do Banco Central, em Brasília 17/12/2024 - Crédito: REUTERS/Adriano Machado

 O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (31) o Boletim Focus, relatório que reúne as projeções do mercado financeiro para os principais indicadores da economia brasileira. O levantamento semanal mostrou uma revisão para baixo tanto na estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) quanto nas expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano de 2026. Por outro lado, as estimativas para a taxa básica de juros (Selic) e para a cotação do dólar ao fim deste ano permaneceram inalteradas, segundo reportagem do Banco Central.

Na mediana das expectativas para 2026, a projeção para a inflação oficial medida pelo IPCA recuou ligeiramente de 5,02% para 5,01%. No horizonte dos anos seguintes, contudo, o comportamento do indicador apresentou variações: para 2027, a estimativa subiu de 4,25% para 4,28%, marcando a terceira semana consecutiva de alta e após ter permanecido quatro semanas no patamar de 4,22%. Já para os anos de 2028 e 2029, os analistas mantiveram a projeção em 3,80%, nível que se consolida estável há pelo menos quatro semanas seguidas.

O Boletim Focus também detalhou outros indicadores de preços. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) para 2026 caiu de 4,55% para 4,38%, revertendo o avanço da semana anterior, quando havia subido de 4,54% para 4,55%. Para 2027, a estimativa do IGP-M avançou de 4,09% para 4,10%, interrompendo uma trajetória de duas semanas de queda. Para 2028, a projeção permaneceu em 3,92%, e para 2029 ficou estável em 3,83%.


No segmento dos preços administrados — que inclui tarifas públicas e serviços regulados —, a previsão para 2026 ficou mantida em 4,69%, após ter recuado de 4,93% para 4,69% no levantamento anterior. Para 2027, o indicador projetado recuou de 3,86% para 3,83%, acumulando a terceira semana consecutiva de retração. Para 2028 e 2029, as estimativas continuaram fixadas em 3,60% e 3,50%, respectivamente.

Em relação à atividade econômica, a expectativa de crescimento do PIB para 2026 foi ajustada de 1,95% para 1,92%, registrando a segunda semana seguida de queda, depois de ter recuado de 1,99% para 1,95% no boletim anterior. A estimativa de expansão do PIB para 2027 foi mantida em 1,50% pela segunda semana. Para 2028, a projeção passou de 2,00% para 1,98%, enquanto para 2029 permaneceu em 2,00%, patamar em que se encontra há pelo menos quatro semanas.

No mercado de câmbio, as projeções para a moeda norte-americana mantiveram um cenário de estabilidade. A cotação estimada para o dólar ao final de 2026 permaneceu em R$ 5,20, repetindo a sinalização de semanas anteriores. Para 2027 e 2028, o mercado conservou a projeção em R$ 5,30. Para 2029, a estimativa do câmbio manteve-se no valor de R$ 5,36.

Por fim, a trajetória projetada para a taxa básica de juros da economia, a Selic, não apresentou alterações. A mediana das estimativas para o encerramento de 2026 continuou em 13,75% ao ano, patamar estável há pelo menos quatro semanas consecutivas. Para 2027, a projeção foi mantida em 12,00%. Para 2028, a expectativa permaneceu em 10,50%, e a estimativa para 2029 foi mantida em 10,00% pela décima sétima semana seguida.

Fonte: Brasil 247

Nenhum comentário:

Postar um comentário