segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Justiça bloqueia previdência de Renan Santos por dívida trabalhista

 Candidato do Missão nega relação societária com empresa alvo de ação e afirma que recorrerá da decisão

Renan Santos - Crédito: Reprodução

A Justiça do Trabalho de Minas Gerais determinou o bloqueio dos planos de previdência privada de Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo Missão, em uma ação trabalhista que cobra uma dívida de R$ 61,8 mil. As informações foram publicadas nesta segunda-feira (31) pelo jornal Folha de S. Paulo.

A ordem partiu do juiz Ordenisio Cesar dos Santos em processo movido por um pintor que afirma ter trabalhado na Farbenplas Automotiva em 2013. O trabalhador sustenta que Renan adquiriu a empresa por meio de instrumento particular, mas não registrou a alteração contratual na Junta Comercial de Minas Gerais.

O candidato afirmou, por meio de sua assessoria, que vai recorrer. O candidato declarou que nunca integrou o quadro societário da empresa e negou responsabilidade pelos débitos trabalhistas.


“A inclusão do sr. Renan na reclamação trabalhista que resultou na determinação de bloqueio de seus planos de previdência é indevida, e a decisão será objeto de recurso que se somará a outros já interpostos”, afirmou a assessoria do candidato, um dos fundadores do MBL.

A ação foi apresentada pelo pintor em 2014. Ele relatou ter atuado na empresa entre janeiro e maio de 2013 e disse que recebeu demissão sem pagamento de verbas rescisórias, além dos salários de abril e maio.

O trabalhador também afirmou que exercia suas atividades em ambientes insalubres e perigosos, sem receber adicional de insalubridade. Em 2016, o juiz deu razão ao pintor em sentença. Como a dívida permanece sem pagamento, a Justiça determinou agora o bloqueio dos planos de previdência de Renan.

Caso ocorre após decisão do TSE

O episódio se soma a outro revés envolvendo o candidato do Missão. Depois de a Folha revelar que Renan omitiu diversas redes sociais no registro de sua candidatura e pediu correção apenas após o início oficial da campanha, o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, adotou medidas cautelares contra a chapa.

No domingo (30), Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral digital de Renan Santos em perfis não informados dentro do prazo. O ministro também suspendeu sua participação em debates e os repasses de recursos do Fundo Eleitoral.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

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