Levantamento da Palver mostra grande número de menções ao presidente após ato no estádio da Vila Euclides
A abertura oficial da campanha presidencial mostrou Lula à frente na disputa por atenção nas redes sociais. Segundo levantamento da Palver divulgado pela Folha de São Paulo, o monitoramento acompanhou grupos públicos de WhatsApp, X e Instagram entre sábado (15) e a noite de domingo (16), primeiro dia da campanha eleitoral.
Lula iniciou a campanha no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, local associado às greves do ABC e à origem de sua trajetória política. Flávio Bolsonaro, candidato do PL, fez seu ato em Copacabana, no Rio de Janeiro, usando colete verde-amarelo com a frase “meu partido é o Brasil”.
No volume geral de menções a presidenciáveis, Lula liderou nas três plataformas analisadas. O presidente concentrou 63% das citações em grupos públicos de WhatsApp, 57% no Instagram e 41% no X. Flávio Bolsonaro ficou em segundo lugar, com desempenho mais estável, variando entre 28% e 30% nas três redes.
A vantagem de Lula também apareceu quando a análise mediu quem foi associado ao “melhor primeiro dia” de campanha, sem avaliar necessariamente apoio ou rejeição ao candidato. Nesse recorte, o presidente alcançou 67% no WhatsApp, 64% no Instagram e 47% no X. Flávio Bolsonaro ficou entre 31% e 40%.
A largada petista foi impulsionada por imagens da Vila Euclides cheia, vídeos e peças de campanha que reforçaram a narrativa de retorno ao local de origem política de Lula. Ao longo de domingo (16), a manhã foi dominada pelo presidente, que chegou a concentrar 82% da conversa monitorada, embalado pela mobilização em São Bernardo.
À tarde, porém, Flávio Bolsonaro recuperou espaço. Conforme imagens do ato em Copacabana passaram a circular com mais intensidade, o senador ultrapassou 40% das menções em determinados momentos no WhatsApp.
O cenário muda quando o levantamento observa o sentimento das mensagens direcionadas a cada candidato. No Instagram, todos os presidenciáveis tiveram entre 70% e 78% de menções positivas, o que, segundo a análise, indica mais uma característica da própria plataforma do que uma vantagem específica de determinado nome.
No X, o melhor desempenho proporcional de apoio foi de Renan Santos, com 62% de mensagens positivas. Flávio Bolsonaro veio logo depois, com 61%. Lula apareceu dividido, com 47% de menções positivas e 53% negativas.
Também no X, Ronaldo Caiado foi alvo de forte rejeição, com 83% das menções em tom negativo. A fala de Gilberto Kassab, seu candidato a vice, de que o centrão está com Lula, foi explorada por adversários e sintetizada em mensagens como “Kassab é Lula, Caiado é Lula, Zema é Lula, Renan é Lula”.
Nos grupos públicos de WhatsApp, a dinâmica foi diferente. De acordo com a análise, o ambiente é menos voltado à performance pública e mais marcado por interações de debate e encaminhamento. Nesse espaço, nenhum candidato encerrou a largada com mais apoio do que críticas.
Flávio Bolsonaro teve o menor índice de rejeição no WhatsApp, com 51% de menções negativas e 49% positivas. Lula registrou 60% de menções negativas, influenciadas por reações às convocações para o ato na Vila Euclides, respondidas com expressões como “fora Lula” e “Lula pior que a pandemia”.
O levantamento também separou usuários com comportamento orgânico de debate daqueles com padrão de difusão massiva de conteúdo. Cerca de 79% das mensagens sobre presidenciáveis nos grupos públicos de WhatsApp exibiram características de difusão, com comportamento unilateral, automatizado ou coordenado, sem traços de conversa espontânea.
Entre os remetentes classificados como orgânicos, 64% das mensagens sobre Lula eram críticas, enquanto 57% das que citavam Flávio Bolsonaro também tinham tom negativo. Já entre as mensagens de difusão coordenada, os ataques a Lula caíram para 58%, e o debate sobre Flávio ficou praticamente dividido entre apoio e rejeição.
Renan Santos, apontado como terceiro nome em evidência na largada, teve presença reduzida no WhatsApp. Sua candidatura apareceu com mais força no X, onde alcançou 9% do volume total e registrou a maior proporção de apoio entre os nomes analisados.
Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo
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