Lula (PT) terá o maior tempo na estreia da propaganda eleitoral gratuita para a Presidência, neste sábado (29), com 5 minutos e 31 segundos no rádio e na TV. Flávio Bolsonaro (PL) ficará com 4 minutos e 20 segundos, Ronaldo Caiado (PSD) terá 2 minutos e 2 segundos, e Augusto Cury (Avante), 35 segundos.
A propaganda contará com dois blocos diários de 12 minutos e 30 segundos: às 7h e ao meio-dia no rádio, e às 13h e às 20h30 na TV aberta. No primeiro dia, a ordem sorteada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será Avante, PSD, PL e a coligação Brasil Pronto pra Mais, encabeçada pelo PT.
Depois da estreia, as campanhas seguirão um sistema de rodízio. A sigla ou coligação que encerrar a programação em um dia abrirá o bloco seguinte. Os programas dos candidatos ao Planalto também se alternarão, em dias diferentes, com a propaganda destinada às disputas pelos governos estaduais e aos cargos legislativos.
A legislação reserva 10% do tempo de propaganda para divisão igual entre as siglas que cumprem a cláusula de desempenho. Os outros 90% seguem o tamanho das bancadas partidárias na Câmara dos Deputados, critério que ampliou o espaço de Lula com a aliança entre PT, PSB, PDT e a federação PSOL/Rede.

Estratégias de Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado e Cury
A campanha de Lula preparou peças com duas frentes: divulgar propostas do governo, entre elas o fim da escala 6×1, e atacar Flávio Bolsonaro. Em um dos vídeos, o presidente afirma: “juntos, nós reconstruímos o Brasil. Agora, queremos dar um salto de qualidade, porque o Brasil está pronto para mais”.
Outra gravação ligada à campanha petista aborda o caso das rachadinhas, no qual Flávio foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em 2020 por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Tribunais anularam as provas após reconhecerem o direito do senador ao foro privilegiado. O vídeo também menciona a investigação sobre um pedido de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro abrirá sua propaganda com uma apresentação pessoal, buscando projetar a imagem de “homem de família”. A equipe do senador planeja deixar os ataques a Lula e ao PT para as semanas seguintes e pretende explorar temas como segurança pública, custo de vida e perda do poder de compra.
Caiado usará seus dois minutos para destacar a trajetória como médico, liderança ruralista, deputado, senador e ex-governador de Goiás, além de abordar segurança pública. A peça também critica o PT e atribui a crise nacional na área a “20 anos” de gestões petistas. Cury, estreante em eleições, tentará se apresentar em 35 segundos como um “agente da despolarização”. Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e os demais candidatos sem tempo de TV concentrarão a campanha nas ruas e nas redes sociais.
Fonte: DCM
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