quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Deputados do PT acionam PF para apurar vínculos de escritório de Flávio Bolsonaro com alvo do INSS

 Deputados apontam relações societárias, familiares e financeiras e pedem investigação sobre possível lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico de influência

Deputados pedem apuração de vínculos societários, familiares e financeiros entre a banca do senador e investigados por desvios no INSS (Crédito: Reprodução)

Deputados federais do PT pediram à Polícia Federal a abertura de apuração sobre possíveis ligações entre o senador Flávio Bolsonaro, seu escritório de advocacia e pessoas investigadas na operação que mira desvios no INSS.

Alencar Santana (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG) encaminharam à PF uma notícia de fato em que solicitam a análise de vínculos societários, familiares e financeiros envolvendo o senador, a administradora de seu escritório, Letícia Caetano dos Reis, e integrantes do grupo investigado.

O documento apresentado pelos parlamentares cita, entre os nomes relacionados ao caso, Alexandre Caetano dos Reis, irmão de Letícia. A suspeita levantada pelos deputados é de que essas conexões possam ajudar a esclarecer a origem e o destino de recursos movimentados por pessoas próximas ao escritório ligado a Flávio Bolsonaro.

Na notícia de fato, Alencar Santana e Rogério Correia pedem que a Polícia Federal adote providências como a análise de relatórios financeiros, a verificação de movimentações bancárias e a preservação do material já recolhido no curso das investigações sobre os desvios no INSS.


⦾ Pedido cita lavagem de dinheiro e tráfico de influência

Os deputados também solicitam que a PF apure a eventual prática de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção, tráfico de influência, estelionato qualificado e falsidade ideológica.

A iniciativa busca, segundo o documento, esclarecer se houve participação, intermediação ou benefício financeiro envolvendo pessoas ligadas ao escritório de advocacia do senador e investigados na operação do INSS.

Os parlamentares defendem a instauração urgente de procedimento investigativo e pedem que as diligências sejam conduzidas sob sigilo, a fim de preservar a integridade das provas e evitar interferências na apuração.

⦾ Relação com administradora do escritório é ponto central

Um dos pontos centrais do pedido enviado à PF é a relação entre Flávio Bolsonaro, seu escritório e Letícia Caetano dos Reis, apontada como administradora da banca. A notícia de fato também menciona vínculos familiares dela com Alexandre Caetano dos Reis, citado entre as pessoas relacionadas ao grupo investigado.

A representação dos deputados não afirma que houve crime cometido pelo senador, mas pede que a Polícia Federal aprofunde as apurações diante dos vínculos identificados.

O caso se soma a novas pressões políticas sobre Flávio Bolsonaro, que tem sido alvo de questionamentos de parlamentares governistas em meio ao avanço de investigações envolvendo operações financeiras e pessoas de seu entorno.

⦾ Prerrogativas pede à PF rastreamento de provas sigilosas ligadas à campanha de Flávio Bolsonaro

O grupo jurídico Prerrogativas acionou a Polícia Federal para apurar o caminho percorrido por provas sob segredo de Justiça das operações Sem Desconto e Compliance Zero, que investigam fraudes envolvendo descontos associativos e movimentações financeiras relacionadas ao caso do INSS.

Segundo o UOL, a representação foi apresentada pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida. O pedido cita o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), vice em sua chapa, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha.

A suspeita levantada pelo Prerrogativas é de que informações protegidas por sigilo tenham sido acessadas, armazenadas ou compartilhadas de forma irregular e posteriormente usadas no ambiente eleitoral por integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro.

⦾ Grupo quer saber como provas sigilosas circularam

O pedido encaminhado à PF busca reconstruir o trajeto dos documentos sigilosos desde os órgãos que mantiveram acesso ao acervo até a eventual divulgação de conteúdos relacionados às investigações.

Os advogados pedem que sejam examinados registros eletrônicos, imagens e informações sobre acessos a materiais guardados na Polícia Federal, no Supremo Tribunal Federal (STF) e na CPMI do INSS.

A representação também solicita a verificação de entradas na sala-cofre da comissão, com o objetivo de identificar quem teve contato com os documentos protegidos por segredo de Justiça.

Outro ponto do pedido é a realização de perícia para determinar de qual cópia, relatório ou conjunto de documentos partiram as informações que teriam sido divulgadas posteriormente.

Para o Prerrogativas, a investigação deve esclarecer se houve vazamento seletivo de material sigiloso e se esse conteúdo foi utilizado para fins eleitorais.

A entidade afirma, no entanto, que a iniciativa não tem como alvo jornalistas nem busca identificar fontes da imprensa. O objetivo declarado é rastrear acessos institucionais e eventuais usos irregulares de provas protegidas por sigilo judicial.

Fonte: Brasil 247

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