segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Augusto Cury salta para 7,8% na pesquisa Atlas e tira votos de Flávio Bolsonaro, Lula e Zema

 Psiquiatra cresce 6,2 pontos percentuais em um mês e surpreende campanhas adversárias após disparar em seguidores nas redes sociais

Augusto Cury e Suleima Cury  - Crédito: Reprodução/Instagram/@augustocury

O candidato Augusto Cury (Avante) protagonizou o movimento mais brusco registrado em uma edição da pesquisa Atlas Intel até agora, ao alcançar 7,8% das intenções de voto. O desempenho do psiquiatra e escritor representou um salto significativo em relação ao levantamento anterior do instituto, divulgado no fim de julho, quando ele figurava na 7ª posição com apenas 1,6% da preferência do eleitorado, ficando atrás inclusive de Samara Martins (UP). Com o avanço de 6,2 pontos percentuais em um mês, Cury passou para o 3º lugar numérico da disputa, praticamente empatado com Renan Santos (Missão), que soma 7,6%.

O crescimento vertiginoso registrado no levantamento pegou de surpresa os integrantes de campanhas adversárias que tiveram acesso prévio aos números sob condição de sigilo. A ascensão de Cury nas pesquisas ocorre em meio a um forte movimento de visibilidade na internet. Na semana passada, o candidato ganhou 2,1 milhões de seguidores no Instagram em um intervalo de apenas três dias, fato que passou a ser monitorado de perto pelos demais concorrentes. O fenômeno, contudo, não se repetiu em outras plataformas digitais, como o X (antigo Twitter) e o YouTube, o que levantou suspeitas e questionamentos entre os adversários políticos.


A análise comparativa entre as pesquisas de julho e de agosto indica que o avanço de Cury ocorreu diretamente sobre o eleitorado de outros postulantes ao cargo. O candidato que registrou a maior queda no período foi Flávio Bolsonaro (PL), que recuou de 35,8% para 33,7% — uma perda de 2,1 pontos percentuais. O presidente Lula (PT) oscilou 1,5 ponto percentual para baixo, mas permanece na liderança isolada do primeiro turno com 43,4% das intenções de voto.

Outros nomes do espectro político também apresentaram retração no levantamento. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), perdeu 1,8 ponto percentual e passou a somar 1% das intenções de voto. Já Samara Martins teve uma queda de 1,2 ponto, caindo para 0,9%. A soma das perdas de Flávio Bolsonaro, Lula, Zema e Samara alcança 6,6 pontos percentuais, patamar muito próximo dos 6,2 pontos ganhos por Cury no mesmo intervalo.

Em contrapartida, outros concorrentes mantiveram relativa estabilidade na amostragem. Renan Santos apresentou oscilação negativa de 0,2 ponto percentual, figurando com 7,6%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) oscilou 0,2 ponto para cima. O cenário sugere que a expansão da candidatura de Augusto Cury capturou principalmente a parcela menos convicta do eleitorado de seus opositores.

A demografia da pesquisa Atlas Intel detalha que o apelo da candidatura de Cury se concentra em nichos específicos do eleitorado, com destaque para as camadas mais jovens, movimento semelhante ao observado com Renan Santos. O melhor desempenho do candidato do Avante ocorre na faixa etária de 25 a 34 anos, na qual ele registra 19,8% da preferência. Nesse mesmo segmento jovem, Lula lidera com 29,3%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 28,1%, e Renan Santos, com 17%.

Além dos eleitores jovens, Cury também obteve índices superiores à sua média geral entre o eleitorado masculino (8,7%), pessoas com escolaridade até o ensino médio (8,7%), cidadãos com renda familiar de até R$ 2 mil (14,7%) e entre o público evangélico, segmento no qual alcançou 13% das intenções de voto.

Fonte: Brasil 247

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