terça-feira, 3 de novembro de 2026

Lula indicará 6 diretores do Banco Central até o fim de 2027 e terá chance de alterar rumo dos juros

 Mudança na composição do colegiado abre caminho para maior alinhamento da autoridade monetária com o plano de desenvolvimento do país

Lula -  Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Lula (PT) poderá nomear seis novos nomes para a diretoria do Banco Central até o término de 2027, reconfigurando a correlação de forças na autoridade monetária, informa a Folha de São Paulo. Duas das cadeiras estão vagas desde janeiro e outras duas indicações podem ser oficializadas até fevereiro de 2026, enquanto as últimas duas vagas deste ciclo abrirão em 31 de dezembro de 2027.

A reestruturação garantirá que, a partir de 2028 — último ano de mandato do presidente do BC, Gabriel Galípolo —, a maioria do colegiado de nove integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom) seja formada por indicados da atual gestão. Do grupo nomeado em mandatos anteriores, permanecerão apenas os diretores Gilneu Vivan (Regulação) e Izabela Correa (Cidadania e Supervisão de Conduta), além de Galípolo, cujos mandatos se encerram no final de 2028.

Gilmar Mendes diz que eleições ocorreram “dentro das regras”, mas critica “silêncios e hesitações” do TSE

 Decano do STF afirma que colegiado garantiu o pleito de 2026, mas alerta que hesitações na liderança abrem espaço para ataques à democracia

Gilmar Mendes -  Crédito: Alejandro Zambrana/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), veio a público declarar que a integridade do processo eleitoral de 2026 foi assegurada pela atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por outro lado, sem citar nominalmente o ministro Kassio Nunes Marques, presidente da corte eleitoral, o decano direcionou críticas contundentes à forma como o órgão foi conduzido, enfatizando que omissões na liderança comprometem a estabilidade democrática.

“As eleições de 2026 evidenciaram a correção da antiga lição de que as instituições de Estado são maiores do que os membros que as ocupam. Foi o colegiado do Tribunal Superior Eleitoral que assegurou que a disputa transcorresse dentro das regras do jogo democrático”, iniciou Gilmar Mendes em publicação nas redes sociais.


Eleições nos EUA: virada à esquerda no Texas ameaça refúgio de Eduardo e Flávio Bolsonaro


Flávio e Eduardo Bolsonaro em frente à Casa Branca, nos EUA

O avanço de candidatos democratas nas pesquisas eleitorais do Texas, nos Estados Unidos, vai alterar o cenário político do estado onde Eduardo Bolsonaro (PL) passou a viver. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em junho de 2026 a quatro anos de prisão em regime semiaberto, o ex-deputado brasileiro acompanha uma disputa que ameaça décadas de domínio republicano e pode ampliar a pressão política sobre sua permanência em território americano.

Levantamentos divulgados às vésperas das eleições legislativas desta terça-feira (3) apontam vantagem do democrata James Talarico na corrida por uma cadeira no Senado dos Estados Unidos. Na disputa pelo governo estadual, pesquisa da AtlasIntel também indica liderança da democrata Gina Inojosa. O avanço de candidaturas identificadas com a esquerda ocorre em um estado que votou em Donald Trump por uma diferença de aproximadamente 14 pontos percentuais na eleição presidencial de 2024.

Eduardo Bolsonaro utiliza o estado como base nos Estados Unidos, enquanto aliados de sua família mantêm proximidade com setores do Partido Republicano. Uma vitória democrata enfraquece esse ambiente político favorável, embora não implique automaticamente qualquer alteração na situação migratória ou judicial do brasileiro.

Nas redes sociais, campanhas identificadas pela hashtag #DeportTheBolsonaros passaram a defender a expulsão de integrantes da família Bolsonaro dos Estados Unidos. Eduardo articulou a fuga de seu irmão para os Estados Unidos após perder a eleição presidencial.

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Fuga de Flávio Bolsonaro vira piada na Maratona de Nova York (vídeo)

 Cartaz com a frase “Corra como Flávio Bolsonaro” ironiza viagem do senador aos EUA após derrota para Lula e descumprimento de ordem judicial

       Protesto contra Flávio Bolsonaro em Nova York  - Crédito: Reprodução/Redes Sociais

A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos virou motivo de ironia durante a Maratona de Nova York, no domingo (1º). Um DJ que animava os corredores exibiu um cartaz com a frase “Run like Flavio Bolsonaro” (“Corra como Flávio Bolsonaro”), em referência à saída do parlamentar do Brasil após sua derrota para o presidente Lula (PT) nas eleições presidenciais. A mensagem apareceu sobre a mesa de equipamentos musicais e repercutiu nas redes sociais. O episódio ocorreu durante a 55ª edição da Maratona de Nova York, uma das principais competições de atletismo do mundo. O evento reuniu cerca de 60 mil participantes, que percorreram diferentes regiões da cidade até a chegada ao Central Park.

O fotógrafo, cinegrafista e diretor francês Hippolyte Petit registrou o episódio e publicou o vídeo nos stories de seu perfil no Instagram. O diretório do PT no Piauí também compartilhou as imagens. A brincadeira relaciona o ato de correr à viagem de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, apesar de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que o proibia de deixar o território brasileiro.

Na véspera da corrida, em 31 de outubro, brasileiros residentes nos EUA divulgaram imagens de cartazes com o rosto de Flávio Bolsonaro e a palavra “Wanted”, expressão inglesa que significa “Procurado”. Materiais circularam durante as comemorações de Halloween e apresentavam acusações contra o parlamentar.

Os responsáveis pela manifestação afirmavam que Flávio não seria vítima de perseguição política e atribuíram a ele uma série de crimes, incluindo corrupção, lavagem de dinheiro e participação em iniciativas contra a democracia brasileira.

As acusações presentes nos cartazes não representam conclusões judiciais sobre a responsabilidade do senador. A Polícia Federal esclareceu que Flávio Bolsonaro não possui mandado de prisão e não se encontra formalmente na condição de foragido da Justiça.

Um dos cartazes também relacionava a saída do parlamentar do país ao presidente estadunidense, Donald Trump, e a articulação envolvendo autoridades dos Estados Unidos para ajudar na fuga de Flávio Bolsonaro.

Pix de R$ 563 mil liga Paulo Guedes a empresa acusada de fraude


     Paulo Guedes durante participação no Flow Podcast. Foto: Reprodução

Um documento registra o pagamento de R$ 563,1 mil da ActivosX Onil OTC LTDA à PG&A Consulting LTDA, empresa que tem o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, sua mulher e sua filha no quadro societário, segundo a coluna de Tácio Lorran no Metrópoles. A transferência ocorreu por Pix em 7 de julho.

Fábio Lino de Almeida, dono da OnilX e sócio-administrador da ActivosX Onil OTC, aparece como responsável pela empresa que enviou os recursos. A Polícia Federal apura a relação de Guedes com o grupo, acusado por investidores de não devolver valores aplicados em ativos digitais.

Guedes comandou a equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022 e atuou como consultor da OnilX. A investigação analisa se sua participação ajudou a dar legitimidade às operações da empresa diante de potenciais investidores.

O ex-ministro participou de reuniões estratégicas, conversou reservadamente com interessados em investir e teve sua imagem usada em materiais de divulgação da companhia. A OnilX oferecia rendimentos de até 2,8% ao mês para aplicações relacionadas a criptomoedas e stablecoins.

Cristina Kirchner prevê derrota de Trump nos EUA e nova onda progressista na América Latina

 Ex-presidente argentina acredita que eleições legislativas americanas podem marcar o início de uma reação da esquerda e admite voltar a disputar a Presidência em 2027

A ex-presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner em uma sacada, no dia em que o Tribunal Federal de Apelações Criminais confirmou uma sentença de prisão por suposta corrupção na concessão de obras públicas durante sua presidência, em Buenos Aires, Argentina, em 13 de novembro de 2024 - Crédito: REUTERS/Matias Baglietto

A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner avalia que as eleições legislativas dos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira (3), poderão representar um revés para o presidente Donald Trump e abrir caminho para o fortalecimento de movimentos progressistas em diferentes países, especialmente na América Latina. A dirigente peronista acredita que uma derrota dos aliados do republicano poderá sinalizar uma mudança no cenário político internacional, com possíveis reflexos na Argentina.

As declarações foram dadas em entrevista exclusiva ao jornal americano The Washington Post, publicada nesta segunda-feira (2). Kirchner afirmou que o resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que definirão a composição da Câmara dos Representantes e parte do Senado, poderá indicar o início de uma reação política contra governos de direita.

“A história não se escreve em linha reta. Há avanços e retrocessos, mas o povo sempre volta”, declarou a ex-presidente, ao comentar as perspectivas de recuperação das forças progressistas que marcaram sua trajetória política.

Kirchner também apontou uma contradição na atuação internacional de Trump, que tem apoiado lideranças conservadoras e governos de direita na América Latina. Na avaliação da dirigente argentina, o presidente americano poderá enfrentar uma derrota eleitoral justamente em seu próprio país.

“Paradoxalmente, o homem que fez de tudo para ajudar governos de direita a vencerem na América Latina vai perder as eleições em seu próprio país”, afirmou.

A previsão da ex-presidente se refere ao desempenho eleitoral dos candidatos ligados a Trump, uma vez que o próprio presidente americano não disputa as eleições legislativas de meio de mandato. O pleito será decisivo para determinar o equilíbrio de forças no Congresso dos Estados Unidos e a capacidade do governo republicano de avançar com sua agenda política.

Jovem que teve garganta cortada após vitória de Lula apresenta melhora de saúde


   Clara Thaís Silva Maia. Foto: Divulgação

Clara Thaís Silva Maia, de 18 anos, apresentou melhora no quadro de saúde após ser atacada pelo namorado em Umarizal, no Rio Grande do Norte. Segundo a advogada da família, Helena Belmont, a jovem já se alimenta bem, se comunica e caminha sem dificuldades. Ela deixou a ventilação mecânica na última quinta-feira (28).

O ataque ocorreu em 25 de outubro, na casa de Eduardo Ronald Ferreira, também de 18 anos. Clara sofreu quatro golpes de faca no pescoço, foi socorrida, passou por cirurgias e ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva.

Nova carteira de identidade: veja como solicitar pelo celular


               Pessoa segurando Nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). Foto: Divulgação

Os brasileiros podem iniciar pelo celular o pedido da Carteira de Identidade Nacional (CIN), que substituirá gradualmente o antigo RG. O agendamento costuma estar disponível no portal do órgão de identificação civil de cada estado, mas as regras de atendimento e entrega variam conforme a unidade federativa.

Para marcar o atendimento, o cidadão deve preencher os dados pessoais, escolher a unidade, a data e o horário disponíveis. A emissão, porém, exige comparecimento presencial para apresentar documentos e coletar digitais, fotografia e assinatura. Entre os itens normalmente solicitados estão certidão de nascimento ou casamento, CPF regularizado e, quando houver exigência estadual, comprovante de residência.

A primeira via física da CIN é gratuita. O documento usa o CPF como número único de identificação e traz QR Code para verificação de autenticidade. O RG antigo seguirá válido até 28 de fevereiro de 2032; a partir de 1º de março daquele ano, a CIN será o padrão no país. A validade será de cinco anos para crianças de até 11 anos, dez anos para pessoas entre 12 e 59 anos e indeterminada para quem tem 60 anos ou mais.

Fonte: DCM

Janones se reúne com rival de Milei para ajudar na campanha


Chico Kertesz, Sergio Massa, André Janones e Rafael Marroquim reunidos em Buenos Aires. Foto: Divulgação

O deputado federal André Janones (Rede-MG) se reuniu em Buenos Aires, na segunda (2), com o ex-ministro da Fazenda argentino Sergio Massa para discutir estratégias de mobilização digital para a eleição presidencial de 2027 na Argentina. A informação é da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

Massa pretende disputar a indicação da frente peronista para enfrentar o presidente Javier Milei. Também participaram do encontro os publicitários Rafael Marroquim e Chico Kertesz, que atuaram na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Marroquim entrou na equipe no segundo turno eleitoral, e os dois já foram sócios do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.

Janones apresentou a Massa e aos marqueteiros formas de adaptar à realidade argentina a estratégia de comunicação usada para mobilizar apoiadores de Lula nas redes sociais. O deputado criou o canal de WhatsApp “Exército de Lula”, que reuniu mais de 10,5 milhões de integrantes.

A ferramenta permitiu o envio imediato de mensagens aos inscritos, sem depender da distribuição fragmentada das demais plataformas. Lula atribuiu a Janones parte do trabalho de mobilização que ajudou sua reeleição.

Fachin arquiva investigações do inquérito das fake news após 7 anos


Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Foto: Adriano Machado/Reuters

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou o arquivamento de oito investigações ligadas ao Inquérito 4781, conhecido como inquérito das fake news. As decisões representam os primeiros movimentos do ministro para encerrar apurações abertas há mais de sete anos e antes conduzidas por Alexandre de Moraes.

Fachin acolheu manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou falta de provas em parte dos casos e prescrição penal em outros. A prescrição impede a punição quando se esgota o prazo previsto em lei para a responsabilização criminal.

O ministro assumiu a relatoria do inquérito no começo de setembro, após uma divergência entre Moraes e o ministro André Mendonça. Ao tomar posse do caso, Fachin afirmou que buscava dar segurança jurídica à tramitação, com base no artigo 43 do Regimento Interno do STF.

Dias Toffoli abriu o inquérito de ofício em março de 2019, quando presidia a Corte, e designou Moraes como relator. A investigação tinha como alvo ameaças, calúnias, difamações, ataques virtuais e disseminação de notícias falsas contra ministros do STF e seus familiares.

Estudante de medicina deseja “fome” a eleitores de Lula e pede desculpas: “Errei”


            A estudante de medicina Isadora Cavali. Foto: Reprodução

Isadora Cavali, estudante de medicina do Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz (Centro FAG), em Cascavel (PR), publicou um vídeo de retratação após a repercussão de gravações em que atacou eleitores do presidente Lula (PT) e pessoas pobres.

Na gravação que viralizou, Isadora desejou que eleitores do petista passassem fome e afirmou que não teriam medicamentos ou quimioterapia. “Que vocês passem fome… que vocês querem dipirona, não vai ter… quimioterapia também não vai ter. Então, vão se foder, seus otários, vota 13 para ver o que vai acontecer. Olha, pau no seu cu, seus otários”, disse.

Em outro trecho, a estudante contrapôs seus planos de viajar à Europa à situação de pessoas pobres. “Os pobres vão passar o ano novo sabe onde? No lixão. Eu vou passar na Europa, graças a Deus meu pai trabalha”, afirmou.

Faculdade e Conselho de Medicina repudiaram as declarações

Após a divulgação do vídeo, estudantes e manifestantes protestaram em frente ao campus do Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz (Centro FAG) e cobraram providências da reitoria. A instituição encaminhou o caso para análise de suas instâncias éticas.

A faculdade afirmou que “lamenta profundamente e repudia veementemente o teor das declarações”. O Centro FAG ainda afirmou que o respeito à dignidade humana, a responsabilidade e o compromisso com o outro são princípios inegociáveis da formação universitária.

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) também repudiou os discursos de intolerância e discriminação e informou que acompanha o caso para avaliar medidas previstas no Código de Ética do Estudante de Medicina. O órgão afirmou que tais atitudes ferem o dever de atuar em favor da saúde humana e coletiva sem discriminação.

Após a repercussão do caso e as manifestações das instituições, Isadora gravou um vídeo com outro tom: “Reconheço que errei. Minhas declarações foram feitas por impulso e indignação com o resultado das eleições presidenciais”.

Ela alegou que está “profundamente arrependida” e que as falas não refletem sua conduta, a de sua família ou a da instituição onde estuda.

Veja os vídeos:

Fonte: DCM

Lindbergh acusa mercado financeiro de sabotar economia após vitória de Lula

Deputado questiona mudança nas projeções para a Selic, critica a autonomia do Banco Central e cobra posicionamento de Gabriel Galípolo

Lindbergh Farias - Crédito: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acusou o mercado financeiro de interferir politicamente nas expectativas para a taxa básica de juros após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições. Em publicação na rede social X, o parlamentar questionou a mudança nas projeções para a Selic entre a sexta-feira anterior ao segundo turno e o período posterior à votação, apontando uma diferença de tratamento entre uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro e a reeleição de Lula.

Segundo Lindbergh, as expectativas do mercado indicavam a possibilidade de redução dos juros em 0,5 ponto percentual ainda neste ano caso Flávio Bolsonaro tivesse vencido a disputa. Com a vitória de Lula, porém, a projeção teria passado a indicar a manutenção da Selic em 13,75%. O deputado classificou a alteração como uma tentativa de pressionar a política monetária e prejudicar a economia brasileira.

“É sério que da sexta-feira antes do segundo turno até aqui o mercado alterou completamente suas projeções em relação à taxa básica de juros? Quer dizer que se Flávio Bolsonaro tivesse sido eleito a redução seria de 0,5% ainda este ano e com a eleição de Lula é ZERO, vão manter os atuais 13,75%? É escandaloso!”, escreveu.

Na avaliação do parlamentar, a mudança nas expectativas não estaria fundamentada exclusivamente em indicadores econômicos. Lindbergh afirmou que agentes do mercado financeiro estariam utilizando as projeções de juros como instrumento de pressão política sobre o governo eleito.

“Não há nada de técnico nisso. Estão fazendo política e sabotando a nossa economia. A Selic deve ser decidida pela economia brasileira, não pelo humor do mercado financeiro”, declarou.

Democratas lideram em estados-chave e ameaçam redutos republicanos, diz pesquisa


Barack Obama ao lado do candidato democrata ao Senado, Abdul El-Sayed, e da candidata do partido ao governo do Michigan, Jocelyn Benson. Foto: Nick Hagen/AFP

Os democratas aparecem à frente dos republicanos em quase todos os sete estados que podem decidir o controle do Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato de 2026, apontam pesquisas do New York Times e da Universidade Siena. O levantamento indica vantagem democrata até em Texas e Kansas, estados que há décadas não elegem senadores do partido.

No cenário geral, pesquisas de opinião têm apontado os democratas com até 10 pontos percentuais de vantagem sobre os republicanos. O agregador RealClearPolling mostra 52% de preferência para a primeira sigla e 43,1% para a segunda.

O Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida registrou um recorde de mais de 53 milhões de votos antecipados. Nos estados que identificam a filiação partidária, 43% dos eleitores eram democratas registrados, em comparação com 32% de republicanos.

Para assumir a maioria, os democratas precisam preservar todas as cadeiras que já ocupam e conquistar ao menos quatro assentos hoje controlados pelos republicanos. As sondagens colocaram candidatos democratas na frente em Kansas, Maine, Ohio e Texas, com pequena vantagem no Alasca e empate técnico em Iowa.

A avaliação negativa sobre a gestão de Donald Trump e a insatisfação com a economia prejudicam os republicanos nos estados pesquisados. Apenas 38% dos eleitores mais propensos a votar aprovavam o desempenho do presidente, apesar de Trump ter vencido cinco desses estados por margens de dois dígitos em 2024.

Os democratas abriram nove pontos de vantagem sobre o custo de vida no conjunto dos estados decisivos e lideraram nesse tema em todos eles. A pesquisa também mostrou que os candidatos do partido têm melhor desempenho entre eleitores independentes, jovens e latinos.

Banco Central é a principal causa do rombo fiscal, diz economista do Plano Real


      André Lara Resende. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O economista André Lara Resende, integrante da equipe que elaborou o Plano Real e ex-presidente do BNDES, afirmou que os juros elevados definidos pelo Banco Central são a principal causa do desequilíbrio fiscal brasileiro. Em artigo, ele contestou a avaliação de que o crescimento da dívida pública decorre sobretudo dos gastos primários da União.

“Acuso o Banco Central de sustentar, em nome de uma teoria anacrônica, a taxa de juros que é a principal causa do desequilíbrio fiscal que diz combater”, escreveu Lara Resende. O economista questiona a Selic de 13,75% ao ano e defende mudanças nas regras fiscais e monetárias do país.

Lara Resende também criticou a cobertura econômica e análises do mercado financeiro. “Acuso a grande imprensa de repetir, sem exame, que o problema está no gasto primário, quando está nos juros. Acuso os analistas do mercado financeiro de confundir o interesse dos rentistas com a racionalidade econômica”, afirmou.

O economista reconheceu problemas na alocação de recursos públicos, citando emendas parlamentares, vantagens salariais no Judiciário e isenções tributárias. Ainda assim, sustentou que, sem o serviço da dívida, as contas públicas brasileiras estão praticamente equilibradas.

Centrão acelera articulação para aprovar voto distrital misto ainda em novembro

 Com apoio de Hugo Motta e Davi Alcolumbre, proposta enfrenta resistência do PT e do PL e amplia poder das cúpulas partidárias

      Hugo Motta e Davi Alcolumbre - Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

Lideranças de partidos do Centrão trabalham para aprovar, ainda em novembro, uma reforma do sistema eleitoral brasileiro que substituiria o atual modelo proporcional pelo voto distrital misto. A iniciativa conta com o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e enfrenta resistências de parlamentares do PT e do PL, diante das mudanças que poderá provocar na composição das bancadas e na distribuição de poder dentro das legendas.

Segundo a CNN Brasil, dirigentes de diferentes partidos participam das negociações para acelerar a tramitação da proposta. Além de Motta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estaria atuando para facilitar as discussões e viabilizar o avanço da reforma no Congresso Nacional.

A articulação tem como objetivo garantir a aprovação da mudança antes da posse dos parlamentares eleitos em outubro, prevista para fevereiro de 2027. Integrantes do Centrão avaliam que a próxima legislatura poderá oferecer maior resistência à proposta, uma vez que contará com deputados beneficiados pelo atual sistema proporcional, especialmente os chamados puxadores de votos.

Embora reconheçam a oposição de setores do PL, lideranças envolvidas nas negociações consideram que eventuais votos contrários da legenda não seriam suficientes, por si só, para inviabilizar a reforma. A resistência também alcança parlamentares do PT, que demonstram preocupação com os efeitos do novo modelo sobre a representação política.

Gleisi critica mercado financeiro e acusa agentes de defenderem “estelionato eleitoral”

 Deputada afirma que reação à possibilidade de Lula conversar com André Lara Resende revela resistência do setor aos compromissos assumidos pelo presidente na campanha

              Gleisi Hoffmann - Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

 A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) criticou duramente o mercado financeiro, acusando integrantes do setor de terem apoiado a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e de pressionarem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a abandonar compromissos assumidos durante a campanha eleitoral. A manifestação ocorreu em meio à repercussão da possibilidade de Lula receber o economista André Lara Resende para uma conversa sobre questões econômicas.

Em publicação na rede social X, Gleisi associou a reação de agentes financeiros à preferência política pelo bolsonarismo e questionou a resistência à possibilidade de o presidente dialogar com economistas que apresentam propostas diferentes das defendidas por setores do mercado. A parlamentar também afirmou que Lula não cometerá o que classificou como “estelionato eleitoral”, referindo-se à eventual adoção de medidas contrárias às promessas feitas aos eleitores.

“Esse mercado financeiro tem o DNA do autoritarismo. Não causa estranheza que estiveram torcendo e apoiando Flávio Bolsonaro para presidente. Um de seus analistas chegou a garantir, alegremente, que o candidato ganharia e daria um estelionato eleitoral”, escreveu.

Partidos de esquerda ampliam votação em 2026; veja quem cresceu e quem caiu

 Levantamento compara os resultados de 2022 e 2026 e mostra crescimento de quatro das seis legendas analisadas

- Lula em ato de campanha: mobilização para a virada (Ricardo Stuckert / Divulgação de campanha)

Os partidos de esquerda tiveram desempenhos diferentes nas eleições de 2026 para a Câmara dos Deputados. PT, PSOL, PSB e PCdoB ampliaram suas votações em relação a 2022, enquanto PDT e Rede registraram perdas expressivas. Juntas, as quatro legendas que cresceram conquistaram mais de 4 milhões de votos adicionais, segundo levantamento do Congresso em Foco, reproduzido pelo Multiverso Digital, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O PT registrou o maior crescimento em números absolutos, passando de 13,23 milhões para 14,79 milhões de votos. O partido ganhou 1.561.504 votos, um avanço de 11,8% em relação à eleição anterior.

O PSOL teve a maior expansão proporcional entre as seis siglas analisadas, com alta de 37,9%. Sua votação passou de 3,85 milhões para 5,31 milhões, acréscimo de aproximadamente 1,46 milhão de votos.

O resultado chama atenção pela proximidade entre os ganhos absolutos das duas legendas. Apesar de ter uma base eleitoral menor, o PSOL conquistou apenas cerca de 100 mil votos adicionais a menos que o PT.

O PSB também apresentou crescimento expressivo, de 20,1%, e ultrapassou a marca de 5 milhões de votos. Foram 838.255 votos a mais que em 2022.

Já o PCdoB ampliou sua votação em 13,1%, passando de 1,15 milhão para 1,30 milhão de votos, com ganho de 151.656.

Reforma eleitoral para conter o PL divide Câmara e ameaça acordo de Motta; entenda


                      Hugo Motta ao lado de bolsonaristas. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), enfrenta resistência de deputados ao acordo para implantar o voto distrital misto a partir de 2034, segundo a Folha de S.Paulo. A proposta, articulada com partidos do centrão, busca reduzir o efeito dos grandes puxadores de votos que ampliaram a bancada do PL.

O modelo reserva metade das vagas da Câmara a distritos previamente delimitados. O eleitor escolheria um candidato em sua região, e o voto também serviria para distribuir a outra metade das cadeiras entre listas definidas pelos partidos.

Presidentes e líderes partidários declararam apoio ao distrital misto, mas parte de suas bancadas defende o chamado distritão. Nesse sistema, os candidatos mais votados em cada estado ocupariam as vagas, sem depender do desempenho coletivo de suas legendas.

Podemos e Solidariedade, que participaram do anúncio em favor do distrital misto, preferem o distritão misto para a transição. A oposição, formada por PL e Novo, afirmou que seus 103 deputados votarão contra qualquer alteração no sistema eleitoral.

Disputa envolve puxadores de voto e modelo de transição

Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato. Foto: Reprodução


VÍDEO – Marido da Xuxa zomba de Flávio Bolsonaro na Globo: “Quero me autoproclamar”


Junno Andrade no “Domingão com Huck”. Foto: reprodução

O ator Junno Andrade, marido de Xuxa, ironizou a carta golpista do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ser eliminado da “Dança dos Famosos”, no “Domingão com Huck”, no último domingo (1°). Durante sua despedida, ele afirmou: “Agora eu não concordo com uma coisa, então eu vou me autoproclamar campeão da Dança dos Famosos”.

A fala provocou risadas no auditório e entre os integrantes da atração. O apresentador Luciano Huck e o comediante Ed Gama reagiram à brincadeira feita pelo artista após o resultado da repescagem.

Junno deixou a competição ao lado de outros três casais eliminados na mesma etapa. O programa entrou na reta final com a saída simultânea dos participantes que não avançaram na repescagem.

Antes de deixar o palco, cada artista eliminado fez um discurso de despedida. Junno usou esse momento para citar, em tom de humor, a expressão “autoproclamar campeão”.

Flávio e mais seis: os senadores derrotados e investigados no STF que deixarão o Congresso


Os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no plenário do Senado. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Além de Flávio Bolsonaro (PL), seis dos 18 senadores que perderam a reeleição em 2026 deixarão o Congresso, em janeiro de 2027, com investigações, ações ou outros procedimentos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o Estadão. Os casos envolvem suspeitas criminais, queixas por crimes contra a honra e apurações sobre emendas parlamentares.

Entre os nomes estão o de Ciro Nogueira (PP-PI), investigado por suspeita de atuar em favor do Banco Master em troca de vantagens indevidas, e Weverton Rocha (PDT-MA), alvo de apurações ligadas a suspeitas de lavagem de dinheiro no esquema de fraudes no INSS. Ambos negam irregularidades.

A continuidade dos processos no STF depois do fim dos mandatos dependerá da relação entre os fatos investigados e a atividade parlamentar. O debate ganhou força no processo contra Zequinha Marinho (Podemos-PA), réu sob suspeita de exigir de funcionários de gabinete o repasse mensal de 5% dos salários ao PSC, sob ameaça de exoneração. Ele nega a acusação.

Em março de 2025, o Supremo decidiu por sete votos a quatro que o foro deve permanecer mesmo após o término do mandato quando os supostos crimes ocorreram no exercício do cargo e guardam relação com as funções desempenhadas. A decisão aplicou esse entendimento ao processo de Zequinha Marinho.

PL quer derrubar Moraes, mas teme entregar mais uma vaga no STF a Lula

 Partido terá a maior bancada do Senado, mas afastar o ministro do STF permitiria ao presidente indicar mais um integrante da Corte

Alexandre de Moraes - Crédito: Rosinei Coutinho/STF

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou um impasse para o Partido Liberal (PL), que fez do impeachment de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), uma das principais bandeiras de seus candidatos ao Senado. Embora tenha ampliado significativamente sua representação parlamentar, a legenda enfrenta agora uma contradição: retirar Moraes do tribunal significaria abrir uma nova vaga para indicação do próprio Lula.

A avaliação é da cientista política Lara Mesquita, em artigo publicado na Folha de S.Paulo. Segundo a análise, o resultado da eleição presidencial alterou os cálculos da oposição, que precisará decidir se mantém a ofensiva contra Moraes mesmo diante da possibilidade de fortalecer a influência do presidente reeleito sobre a composição do Supremo.

A partir de fevereiro de 2027, o PL contará com 29 senadores, a maior bancada de um único partido no início de uma legislatura desde a Constituição de 1988. O crescimento amplia seu peso nas negociações políticas, mas não garante os votos necessários para afastar integrantes do STF.