terça-feira, 20 de outubro de 2026

Janones anuncia alta do hospital e convoca Exército do Lula para encontro

Ele volta nesta terça-feira e afirma que irá anunciar ações nas redes para a reta final da campanha presidencial de segundo turno

        André Janones - Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados

O deputado federal André Janones (Rede-MG) anunciou que receberá alta do Hospital Vila Nova Star, na Zona Sul de São Paulo, nesta terça-feira (20), às 13h13. O parlamentar estava internado desde a madrugada de segunda-feira (19), quando apresentou um quadro de arritmia cardíaca grave e falta de ar após acompanhar o debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), transmitido pela TV Bandeirantes.

De acordo com o último boletim médico, Janones apresentou evolução favorável e permanecia clinicamente estável, sob monitoramento contínuo. A equipe médica liderada pela cardiologista Ludhmila Hajjar acompanhou o quadro do deputado durante a internação.

Faltam 5 dias: eleitores não podem ser presos a partir de hoje (20)

Restrição vale até 48 horas após o encerramento do 2º turno



A partir desta terça-feira (20), cinco dias antes do 2º turno das Eleições 2026, eleitoras e eleitores não podem ser presos ou detidos, salvo em três situações previstas em lei: flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto expedido pela Justiça Eleitoral. A restrição vale até 48 horas após o encerramento da votação, que ocorre neste domingo (25).

A medida está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral e busca evitar que prisões ou detenções impeçam a participação de eleitoras e eleitores no pleito. De acordo com a legislação, caso ocorra uma prisão nesse período, a pessoa detida deverá ser imediatamente apresentada ao juiz competente. Se a autoridade judicial constatar que a detenção é ilegal, deverá determinar a soltura e responsabilizar quem a realizou. A regra também foi aplicada no 1º turno das eleições, realizado em 4 de outubro.

Candidatas e candidatos 

A proteção prevista no Código Eleitoral também se aplica às candidatas e aos candidatos que disputam o 2º turno. Desde 10 de outubro, 15 dias antes da votação, eles não podem ser presos ou detidos, exceto em flagrante delito, conforme estabelece o artigo 236, § 1º, do Código Eleitoral. A mesma garantia se estende a mesárias, mesários e fiscais de partido durante o exercício de suas funções, nos termos da legislação eleitoral.

Fonte: TSE

Bolsonarista faz ofensa racista a estudante em São Paulo (vídeo)

 Jovem tentou apartar discussão no metrô e virou alvo de injúrias de cunho racial

Mulher envolvida em briga no metrô de São Paulo - Crédito: Reprodução/X/@demetriovec

 Um estudante foi alvo de ataques e injúrias racistas na estação Vila Sônia Profª Elisabeth Tenreiro, na Linha 4-Amarela do metrô paulistano, na noite de domingo (18), após tentar intervir em uma briga para conter os ânimos, informa a CNN Brasil.

Ao retornar de um ato político de esquerda na região da Barra Funda, Marcio Ferreira presenciou um bate-boca entre uma mulher e outros três passageiros. Ao perceber o risco de agressão física, o jovem pediu que a mulher se acalmasse e deixasse o local. No entanto, após ele mencionar que a agressora era apoiadora de Jair Bolsonaro (PL), a mulher passou a direcionar os ataques diretamente contra ele.

Ao perceber o tom hostil, o estudante começou a filmar a situação com o celular e tentou se afastar, mas acabou seguido pela agressora pela escada rolante do metrô. Durante a perseguição captada em vídeo, a mulher disparou ofensas racistas e o xingou de “preto do caralho” e “preto de bosta”.


“Direita contra Flávio”: site reúne ex-bolsonaristas que votarão em Lula


      Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

Às vésperas do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), passou a circular nas redes o site “A direita contra Flávio”, que reúne declarações públicas de políticos, empresários, ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro e outras personalidades identificadas com a direita que romperam com o bolsonarismo ou fazem críticas ao candidato do PL.

A página contabiliza atualmente 22 nomes e organiza as falas por temas como corrupção, risco à democracia, falta de projeto e suspeitas de ligações com milícias. A autoria do site, porém, não está identificada publicamente.

O grupo conta com ex-integrantes da gestão Bolsonaro, nomes que participaram das campanhas do ex-presidente, lideranças do movimento pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT) e outras figuras da direita. Entre os citados estão os ex-ministros Santos Cruz e Abraham Weintraub, além de Joice Hasselmann, Julian Lemos, Alexandre Frota, Renan Santos, Kim Kataguiri, Arthur do Val, João Amoêdo, Janaina Paschoal e Miguel Reale Júnior.

Cada declaração é acompanhada de um link para sua origem. “Não é fake news: cada fala tem link para a fonte”, afirma o site, que tenta usar antigos aliados e adversários de direita como contraponto à campanha de Flávio.

Um dos depoimentos destacados é o do general Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro. Ao tratar da aproximação do bolsonarismo com o governo dos Estados Unidos, ele afirmou: “A busca de interferência é traição”. Em outro momento, acrescentou: “Isso aí que a gente vê, esse extremismo. Isso aí não é direita, isso se chama vigarice”.

Esquema de fraudes contra aposentados em São Paulo é alvo de operação do Ministério Público e da PM

 Justiça decreta bloqueio de R$ 3,1 milhões de investigados que faturaram mais de R$ 10 milhões em ações indevidas no interior paulista

Sede do Ministério Público do Estado de São Paulo - Crédito: Divulgação/MP-SP

 Uma ofensiva promovida em conjunto pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Militar (PM) deflagrou, nesta terça-feira (20), a Operação Garateia para desmantelar um complexo esquema de fraudes processuais voltado ao prejuízo de aposentados e pensionistas. A apuração culminou no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão no município de Franca, no interior do estado, onde materiais foram recolhidos para fundamentar desdobramentos futuros. Além disso, o Judiciário acolheu o pedido das autoridades e determinou o congelamento de até R$ 3,1 milhões em patrimônio dos envolvidos, informa o Metrópoles.

Míriam Leitão: Flávio Bolsonaro tenta enganar eleitores e Faria Lima ao mesmo tempo

 Senador copia propostas de Lula para atrair endividados enquanto promete corte bilionário ao mercado, aponta a jornalista

Flávio Bolsonaro - Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

O cenário econômico da disputa eleitoral transformou-se em uma arena de populismo fiscal, impulsionado por um movimento em que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) reproduz e amplia as bandeiras sociais do presidente Lula (PT) sem respaldo em levantamentos técnicos, aponta a jornalista Míriam Leitão em sua coluna no jornal O Globo. A postura do parlamentar constitui um leilão de ofertas demagógicas voltadas a capturar a simpatia do eleitorado, ao mesmo tempo em que acena em conversas reservadas com a Faria Lima garantindo a execução de um arrocho severo nas contas públicas.

Flávio Bolsonaro tem 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula, aponta Real Time Big Data

 Pesquisa indica empate técnico entre os presidenciáveis no segundo turno; senador avançou dois pontos, enquanto presidente manteve percentual de intenções de voto

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro - Crédito: REUTERS/Adriano Machado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20). Considerando apenas os votos válidos, o candidato do PL registra 52% das intenções de voto, enquanto o atual presidente soma 48%. A diferença de quatro pontos percentuais representa um empate técnico no limite da margem de erro do levantamento.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em todo o território nacional entre os dias 15 e 19 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02952/2026.

Além de Flávio Bolsonaro, investigação da PF sobre lavagem de dinheiro atinge Cláudio Castro e Ramagem

Inquérito no STF apura supostas irregularidades em licitação na Loterj e repasses financeiros vinculados ao advogado Willer Tomaz

Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro - Crédito: Reprodução/Redes sociais

O inquérito instaurado pela Polícia Federal para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz expandiu seu escopo para analisar também a conduta de outros dois nomes de relevância política do PL fluminense: o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, informa a Folha de São Paulo.

Originada a partir de apurações sobre o mercado de apostas de quota fixa, as chamadas bets, a investigação alcançou a corte superior em razão da citação ao senador Flávio Bolsonaro, tendo o ministro Alexandre de Moraes designado por sorteio para a relatoria do processo no Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula propõe abrir sigilos de Janja e Lulinha e cobra dados de Flávio Bolsonaro

 Durante o debate, Lula sugeriu que ambos entregassem seus documentos aos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do TSE

Presidente Lula - Crédito: Reprodução Youtube Band

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende formalizar nesta terça-feira (20) uma proposta de abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de sua família, incluindo a primeira-dama Janja e o filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A iniciativa prevê que o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno da eleição presidencial, também apresente informações financeiras de seus familiares, empresas e contas mantidas no exterior.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, publicada nesta segunda-feira (19), a proposta será encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e estabelece a divulgação simultânea dos documentos dos dois candidatos. O presidente também pretende incluir no pedido informações sobre a Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro.