domingo, 27 de setembro de 2026
Fachin reúne ministros após Dino anular censura de Mendonça no TSE
VÍDEO – Luísa Sonza para show para pedir voto em Lula: “Dia 4 é 13”

Ex-sócio de Vorcaro diz ao STF que medida de Bolsonaro, e não Wagner, beneficiou consignado
Flávio Bolsonaro diz que irá ao debate da Globo e que espera por Lula
TRE do Paraná proíbe ‘campanha substitutiva’ de Dallagnol por aliados após decisão do TSE
Justiça determina remoção de postagens de apoiadores, impõe regras para carreata e notifica o TSE sobre tentativa de burlar suspensão de propaganda
Deltan Dallagnol - Crédito: Novo-PR
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) identificou a prática de uma “campanha substitutiva” em prol do ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo) conduzida por seus aliados políticos. A movimentação ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspender a propaganda e os atos eleitorais do candidato na disputa por uma vaga ao Senado Federal. Diante da situação, a Justiça Eleitoral determinou a remoção imediata de publicações que façam pedidos explícitos de voto ao ex-procurador, impôs restrições a atos de rua e comunicou as decisões ao ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do processo no TSE, segundo o jornal O Globo.
A determinação estabelece limites claros para a conduta de terceiros enquanto a candidatura de Deltan permanecer impedida de fazer campanha nas ruas e nas redes sociais. O tribunal ponderou que manifestações individuais de apoio, críticas ao entendimento formulado pelo TSE e explicações sobre o status jurídico do postulante continuam liberadas. No entanto, a avaliação da Justiça Eleitoral é de que apoiadores não podem assumir ações vetadas ao próprio político, como pedir votos ou distribuir material panfletário da candidatura.
“A atuação de terceiros candidatos não pode servir como via de burla para o restabelecimento prático de uma campanha eleitoral expressamente suspensa pela Corte Superior”, pontuou a juíza auxiliar Sandra Bauermann na decisão.
O veto atingiu diretamente conteúdos divulgados pelos deputados Filipe Barros (PL) e Guilherme Kilter (Novo), além do advogado Jeffrey Chiquini. O TRE-PR fixou o prazo de 24 horas para a exclusão de sete postagens que veiculavam pedidos explícitos de voto no ex-deputado, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil por publicação mantida.
Entre os materiais questionados está uma publicação em que Kilter declarava: “Deltan não pode fazer campanha, então nós fazemos por ele”. Em outro vídeo, o parlamentar afirmava estar percorrendo municípios paranaenses para pedir votos no número 300. A decisão também alcançou postagens do deputado Filipe Barros que atrelavam seu voto ao do ex-procurador.
A representação analisou ainda manifestações feitas por Sergio Moro (União Brasil), candidato ao governo do Estado. Em uma das gravações, Moro declarava: “Até lá nós vamos fazer campanha para ele”, defendendo a escolha do número 300. Contudo, as publicações que se restringiam a demonstrações de solidariedade ou a contestação do posicionamento judicial foram preservadas, sem ordem de remoção.
A assessoria da campanha de Deltan Dallagnol manifestou “profunda preocupação” com as determinações da Justiça Eleitoral e criticou a extensão da restrição aos atos praticados por seus aliados. A defesa sustentou que a candidatura do ex-deputado continua deferida e argumentou que a legislação eleitoral garante a candidatos com registro indeferido o direito de recorrer e prosseguir nas atividades de campanha.
Impasse na rua e acionamento do TSE
O embate ganhou desdobramentos durante o fim de semana em virtude de uma carreata organizada na capital paranaense. A divulgação do evento trazia a foto de Deltan ao lado de Kilter, exibindo o número de ambos e a frase: “Ele não pode fazer campanha, mas nós faremos por ele”. A juíza Sandra Bauermann autorizou a realização do ato promovido por Kilter, mas proibiu a veiculação de pedidos de voto para Deltan ou a distribuição de seus impressos, estabelecendo multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento.
“Se a candidatura está impedida de praticar atos de campanha, a continuidade plena dessa mesma campanha por meio de interpostas pessoas acaba por traduzir uma forma enviesada de descumprimento do comando judicial”, sublinhou a magistrada. Ela negou, por outro lado, o pedido formulado por adversários para busca e apreensão de materiais do candidato durante o evento.
O que aumentou o otimismo interno na campanha de Lula
Casamento do filho de Moraes reúne ministros do STF, STJ e PGR em São Paulo

Alvo de Moraes, influenciador bolsonarista vira estrategista de campanha no Paraná

Dono da Multilaser defende fim da escala 6×1: “Inadmissível não ter descanso na era da IA”
O argumento de Dino para derrubar censura a post sobre Nossa Senhora Aparecida

MPT recebe 614 denúncias de assédio eleitoral; maioria é de SP
Sudeste concentra maior número de relatos
Tabet posta novamente sobre Nossa Senhora Aparecida após Dino derrubar censura de Mendonça
VÍDEO: Vice dos sonhos de Flávio pede votos para adversário de Carlos Bolsonaro

Dino derruba ordem de Mendonça sobre Nossa Senhora obtida por Flávio
Clã Bolsonaro é “tão radical quanto disfuncional”, afirma Financial Times
Jornal britânico diz que os Bolsonaro têm “estilo paranoico de política” e que derrota de Flávio seria “o fim da Era Bolsonaro”
A revista de fim de semana do tradicional jornal britânico Financial Times publicou uma extensa reportagem de capa detalhando as dinâmicas internas, os escândalos e os desdobramentos políticos em torno do clã Bolsonaro. A publicação, que também ocupou a manchete do site do veículo ao longo do dia, faz uma comparação direta entre os Bolsonaros e a família do presidente norte-americano Donald Trump, destacando que os brasileiros incorporam um estilo político “paranoico”, oscilando entre o conservadorismo e o caos na busca pelo poder.
Nossa Senhora Aparecida soma 1 milhão de posts e tem 3ª maior repercussão política de 2026
Levantamento registra 669,9 mil publicações nas primeiras 24 horas e 8,5 milhões de interações em 55 horas
As publicações sobre Nossa Senhora Aparecida somaram 977,6 mil registros em 55 horas nas redes sociais e produziram 8,5 milhões de interações, entre curtidas, comentários e compartilhamentos. A mobilização foi impulsionada pela circulação de informações que associavam o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma proposta para retirar da santa o título de padroeira do Brasil, ligação que não corresponde à autoria nem à situação do projeto citado nas postagens. A candidatura de Flávio pelo PL foi registrada e validada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O levantamento é do Instituto Democracia em Xeque (DX) e foi detalhado em reportagem do Estadão publicada neste sábado (26). Nas primeiras 24 horas, foram contabilizadas 669,9 mil publicações, número que levou o instituto a classificar o episódio como o terceiro maior pico de debate político nas redes em 2026 dentro de seu monitoramento.
Pastor de Flávio Bolsonaro defende fim de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil
Mesmo carro, mesma loja, preços diferentes: a BMW blindada alugada por Mário Frias e Bilynskyj
‘Quero continuar dando trabalho para a direita’, afirma Glauber Braga em entrevista à Hildegard Angel na TV 247
Deputado federal e candidato à reeleição pelo PSOL-RJ detalhou sua plataforma em 10 pontos
O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), candidato à reeleição, foi o entrevistado da jornalista Hildegard Angel no programa Conversas com Hildegard Angel, na TV 247. Em um diálogo marcado pela prestação de contas de sua atuação parlamentar e pela análise do momento político, Glauber reafirmou que o espaço parlamentar só ganha sentido real quando atua como caixa de ressonância das lutas populares e dos trabalhadores.
Logo na apresentação, Hildegard Angel destacou a combatividade do parlamentar, lembrando episódios emblemáticos de sua trajetória na Câmara dos Deputados: “Glauber Braga é uma referência à parte entre os progressistas por sua coragem e destemor. Foi ele o primeiro a dizer em voz alta diante das câmeras que ‘o rei estava nu’ ao confrontar Sérgio Moro”, afirmou a jornalista, pontuando que a postura intransigente do deputado exige permanente vigília dos movimentos sociais para barrar as perseguições políticas.
Os 10 pontos do mandato e o enfrentamento ao orçamento secreto
Durante a entrevista, Glauber detalhou os eixos que orientam sua candidatura e a atuação parlamentar, destacando como prioridade absoluta o combate à captura do fundo público:
Fazenda prevê que fim das bets poderá devolver até R$ 1,7 bilhão a apostadores nos próximos dias
Governo fixa 5 de outubro como data limite para resgates nas plataformas após medida provisória barrar novos aportes
O Ministério da Fazenda calcula que cerca de R$ 1,7 bilhão em recursos atualmente depositados em plataformas de apostas virtuais deverão ser sacados pelos usuários até o dia 5 de outubro, data estipulada pelo governo federal para que os sistemas sejam completamente desativados no país, segundo reportagem do jornal O Globo.
Nunes Marques suspende jingle “Foi o Flávio Bolsonaro”, da campanha de Lula
Decisão do TSE aponta descontextualização em peça publicitária que associava senador a diferentes suspeitas
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou no sábado (26) a suspensão da veiculação de um jingle da campanha de reeleição do presidente Lula (PT). A peça publicitária, intitulada “Foi o Flávio Bolsonaro”, associava o senador Flávio Bolsonaro (PL) a investigações de esquemas de “rachadinha”, compra de imóveis em dinheiro vivo e ao caso do Banco Master, relata o Metrópoles.
A propaganda eleitoral foi veiculada no rádio e na televisão entre os dias 28 e 31 de agosto de 2026, sendo transmitida em sete ocasiões por quatro emissoras. Na peça, a campanha petista utilizava uma série de questionamentos diretos: “quem pediu Daniel Vorcaro R$ 61 milhões pra fazer o filme do pai? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem teve vários depósitos em dinheiro na loja de chocolate? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem é acusado de comandar o esquema de ‘rachadinha’ no gabinete do Flávio? É o Queiroz, amigo do Flávio”, dizia um dos trechos do jingle impugnado.
Além das menções às transações financeiras e ao uso de dinheiro em espécie na loja de chocolates do senador, o material da campanha de Lula trazia à tona homenagens prestadas por Flávio Bolsonaro ao ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, apontado pelas autoridades como uma das lideranças do crime organizado no Rio de Janeiro. A propaganda questionava os ouvintes: “Quem homenageou o miliciano Adriano da Nóbrega com a medalha? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem comprou pelo menos 51 imóveis em dinheiro vivo?”.
Perfis-fantasmas violam regras do TSE e impulsionam fake news contra o PT e Lula
Estratégia de marketing digital usou inteligência artificial e vídeos descontextualizados que saíram do ar em poucas horas sem deixar rastros
Uma operação articulada por meio de “perfis-fantasmas” nas redes sociais utilizou desinformação, inteligência artificial e impulsionamentos pagos para atingir o presidente Lula e o PT logo após as manifestações de 7 de Setembro, descumprindo as diretrizes estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo reportagem de Ramiro Brites no Metrópoles.
As publicações, veiculadas entre os dias 8 e 9 de setembro, permaneceram no ar por apenas algumas horas antes de as contas serem sumariamente deletadas. Trata-se de uma tática que se aproveita dos chamados “perfis-satélites” — contas secundárias criadas no marketing digital para direcionar tráfego a perfis principais —, adaptada para o cenário eleitoral como “perfis-fantasmas”. Esse método injeta expressivos volumes de dinheiro em impulsionamentos, atinge milhões de usuários e apaga os rastros rapidamente, evitando a identificação de autoria, o recebimento de denúncias e a responsabilização formal das campanhas.