sexta-feira, 3 de abril de 2026

Emendas parlamentares alcançam R$ 61 bilhões e superam orçamento de 20 estados

Valor sob influência do Congresso pressiona despesas discricionárias da União, segundo levantamento com dados oficiais

         Hugo Motta e Arthur Lira (Foto: Marina Ramos / Agência Câmara)

O volume de recursos do Orçamento da União de 2026 sob influência direta do Congresso Nacional alcançou cerca de R$ 61 bilhões durante a tramitação no Legislativo, montante superior ao orçamento anual previsto para a maioria dos estados brasileiros. O dado foi revelado em levantamento da Folha de S.Paulo, com base em informações oficiais de governos estaduais e Assembleias Legislativas.

A sanção da Lei Orçamentária Anual pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorreu em 14 de janeiro, com veto a uma parcela reduzida das dotações alteradas pelo Congresso para ampliar o espaço das emendas parlamentares. Na ocasião, o governo também anunciou o bloqueio e o remanejamento de parte dos recursos incorporados durante a tramitação do projeto.

AGU suspende salário de ex-presidente do INSS preso

Decisão atinge Alessandro Stefanutto após prisão preventiva; corte inclui honorários e prevê devolução de valores pagos desde novembro

O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto (Foto: Arquivo/Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A Advocacia-Geral da União suspendeu o pagamento do salário do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Alessandro Stefanutto, preso preventivamente desde novembro sob suspeita de envolvimento em um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.

A medida não atingiu apenas Stefanutto. O ex-procurador do INSS, Virgilio Antonio Filho, também teve sua remuneração suspensa pela AGU, no âmbito das mesmas investigações.

“Crentinha amante”: ação de Michelle contra Joice Hasselmann trava na Justiça


A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, autora da ação por danos morais contra Joice Hasselmann. Fonte: Isac Nóbrega/Agência O Globo

A Justiça do Distrito Federal já realizou tentativas de localização em São Paulo, Brasília, Curitiba e Ponta Grossa (PR), mas não encontrou a ex-deputada Joice Hasselmann para notificá-la sobre um processo movido pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). A ação pede indenização por danos morais e a remoção de conteúdos publicados nas redes sociais.

O processo teve origem em declarações feitas por Joice em 28 de agosto de 2025, durante entrevista ao Content Podcast. Na ocasião, ela afirmou que Michelle teria sido amante do ex-presidente Jair Bolsonaro antes do casamento e que a primeira filha da ex-primeira-dama seria fruto de um relacionamento extraconjugal. Joice também disse que Michelle vem “de uma família de baixíssimo nível, com a mãe processada, a avó presa por tráfico, tios presos” e a chamou de “crentinha amante”.

Diante das dificuldades para encontrar Joice, a defesa de Michelle pediu que a citação ocorresse por edital, mecanismo usado como último recurso quando a pessoa está em local incerto ou inacessível. A juíza Thaís Araújo Correia, da 17ª Vara Cível do TJDFT, decidiu fazer mais uma tentativa antes de acatar o pedido.

'Tiro saiu pela culatra', diz Correia ao 247 após bolsonaristas tentarem vincular INSS e caso Master ao governo Lula


Deputado afirma que Jair Bolsonaro criou uma “bomba relógio” no INSS e repudia a articulação da extrema direita brasileira com os EUA no caso do PIX

           Rogério Correia (Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)

Por Leonardo Lucena, 247 - O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou nesta quinta-feira (2), em entrevista ao 247, que o “tiro saiu pela culatra” ao comentar sobre a tentativa de políticos bolsonaristas em desgastar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com as investigações das irregularidades no INSS, além do caso Banco Master, investigado por um esquema de fraudes financeiras. A Polícia Federal (PF) estimou uma movimentação entre R$ 12 bilhões e R$ 17 bilhões no esquema envolvendo a instituição bancária. Investigadores também apuram o envolvimento da instituição financeira no segmento de crédito consignado para beneficiários do INSS.

“O caso Master está muito vinculado a Bolsonaro”, disse Correia, acrescentando que na gestão bolsonarista “se armou essa bomba relógio”. Conforme o parlamentar, o governo do político da extrema direita “é o principal responsável tanto pelos descontos associativos de entidades picaretas como o crédito consignado”. “Um exemplo é o Banco Master, que roubou os aposentados”, disse.

'Responsáveis pela alta dos combustíveis são Temer e Bolsonaro', aponta Zé Dirceu

Governos Temer e Bolsonaro ‘desmontaram a Petrobras e deixaram o Brasil à mercê da importação de derivados de petróleo’, explica o ex-ministro

       José Dirceu (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

O ex-ministro José Dirceu (PT) afirmou que a alta dos combustíveis no Brasil tem origem nas políticas adotadas nos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), que desmontaram a Petrobras e ampliaram a dependência do país em relação à importação de derivados de petróleo. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais, no qual Dirceu também defende medidas do governo Lula (PT) para reverter esse cenário.

As declarações foram feitas em um vídeo divulgado pelo próprio Dirceu, em que ele critica decisões anteriores no setor energético e aponta responsabilidades diretas pela crise atual. No mesmo contexto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também tem reforçado críticas à privatização de ativos da Petrobras e defendido a retomada do controle estatal sobre áreas estratégicas da companhia.

No vídeo, Dirceu questiona a lógica de importação de combustíveis em um país produtor de petróleo. O ex-ministro atribui diretamente essa situação aos governos anteriores. “Sabem quem desmontou? Temer e Bolsonaro. Nós vínhamos construindo a Petrobras, a partilha”, disse, ao mencionar o modelo que previa maior controle estatal e destinação de recursos para investimentos sociais.

Deputada aciona PGR contra Flávio por declaração sobre entregar terras raras aos EUA


      Senador Flávio Bolsonaro na convenção conservadora CPAC. Foto: Divulgação

A deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP) acionou a Procuradoria-Geral da República contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após ele defender, durante a CPAC no Texas, que o Brasil sirva aos interesses dos Estados Unidos na disputa por terras-raras e minerais críticos. Para a parlamentar, a fala é um ataque à soberania nacional e expõe uma postura de submissão do país ao governo estadunidense.

O parlamentar sugeriu que o Brasil seria a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China em terras-raras e minerais críticos, o que provocou críticas de diferentes setores, incluindo a esquerda, que acusou ele de adotar uma postura “entreguista”.

Janela partidária termina e redesenha forças na Câmara dos Deputados

Encerramento do prazo de troca de partidos altera composição da Câmara. PL e PT lideram as maiores bancadas. União Brasil encolheu

Plenário da Câmara dos Deputados - 16/12/2025 (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

A janela partidária se encerra nesta sexta-feira (3) após um período de 30 dias que permitiu a deputados federais mudarem de partido sem risco de perda de mandato, provocando uma reconfiguração significativa das forças políticas na Câmara dos Deputados, com impacto direto nas estratégias eleitorais e no equilíbrio entre as bancadas, relata a CNN Brasil.

De acordo com levantamento baseado em dados da própria Câmara, anúncios públicos e informes partidários, mais de 70 parlamentares trocaram de legenda durante o período. O número final ainda depende da oficialização das mudanças, mas o movimento já indica alterações relevantes no cenário político, especialmente com o fortalecimento de algumas siglas e o enfraquecimento de outras.

Estadão detona Moro: "herói sem nenhum caráter"

Editorial critica trajetória do ex-juiz parcial e expõe contradições políticas após anos de apoio à Lava Jato

          Sergio Moro (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A trajetória do ex-juiz parcial e senador Sergio Moro (PL-PR) voltou ao centro do debate político após editorial do jornal O Estado de São Paulo classificá-lo como um “herói sem nenhum caráter”, apontando contradições em sua atuação pública e mudanças de posicionamento ao longo dos últimos anos — em uma crítica que também evidencia revisões do próprio veículo sobre figuras que ajudou a projetar.